E por falar em direitos iguais


Lamentável ocorrido numa escola municipal de Realengo, z. oeste da capital do RJ na quinta-feira última.
Cerca de 11 crianças mortas a tiros por um ex-aluno que, como costuma se dar nos crimes deste tipo, após o ataque, suicidou-se.

Oremos pelas famílias das vítimas. Deus dê conforto pros que ficaram.

Agora:
Não serve muito preocupar-se com o perfil de um criminoso morto. Insisto que há necessidade de tomar medidas funcionais que impeçam novos episódios desta natureza.

Considerando que grande parte das escolas públicas localiza-se próximas a comunidades sabidamente perigosas, onde há atividade criminosa e facilidade de circulação/obtenção de armas, faz-se muito necessário o uso de equipamentos e recurso humano para coibir a aproximação dessas ameaças.

Hoje toda agência de banco, aeroporto, todo prédio de órgão governamental, dentre outros edifícios estão equipados com detector de metais e a maioria com seguranças (armados ou não). É necessário que prefeitura e governo do estado implementem estes dispositivos também nas escolas de sua administração. É direito dos usuários das escolas ter o mesmo tratamento de segurança.

Li que já houve um projeto de lei que pretendia garantir detectores de metais nas escolas, mas foi arquivado pela ALERJ.
De novo: por quê? Porque custaria dinheiro, claro!

Porventura não custou dinheiro dar wifi gratuita na orla da z. sul?
Por acaso saiu barata a implementação do “cuca fresca”? (pois é… quem lembra?)

Não que investimentos estéticos e de conforto sejam desnecessário, claro. Mas os investimentos que trazem maior benefício primeiro!

Infelizmente a sociedade tem que reconhecer que já mudou faz tempo. São tempos de uma humanidade gravemente corrompida, estragada. Essa geração vive dias em que o valor da vida foi abismalmente afastado da noção de decência. Ignora-se a importância do direito individual à propriedade da vida.

Portanto, sim, o mundo está mudado. E precisa ser mudado o comportamento face a isso!
Colocar detectores de metal nas escolas e demais estabelecimentos de uso coletivo não é algo nem inútil nem paranóico. Infelizmente não tem como prever onde o próximo maníaco celerado vai se manifestar, assim como é impossível impedir que ele se arme.
Não é exagero, não é “transformar o lugar numa cadeia/jaula”. É só que ninguém sabe quando o outro vai atentar contra a vida de muitos.

Um exemplo simples: existe ainda algum PM que trabalhe portando apenas um revolver calibre 38 e dirigindo fusca? Isso não funciona mais nem pra cidade do interior, pra roça!
A humanidade se tornou, no coletivo, mais perversa, mais cruel, mais sem respeito pela vida. E hoje tivemos uma confirmação de que é um mal global.
Então, nisso, no tratamento e prevenção a ataques, temos também que evoluir.

Temos que exigir que as medidas sejam tomadas.
Eu não sou pai. Se Deus quiser, um dia eu serei. E não vou ser imbecil de dizer: “na verdade, melhor nem ser pai, no mundo de hoje…”. Claro que não! Exijo um mundo correto, um mundo justo.  Mas mesmo não sendo pai, ou aluno daquela escola, não tendo sido afetado, vivo neste mundo torto que tem que ser consertado. Então, gostaria de encontrar um meio de forçar os donos do dinheiro público a aplicá-lo em maquinário e pessoal para proteger meus concidadãos.

Abra concurso, para policiais militares e/ou civis, coloque um detector de metal em cada escola pública com pelo menos 1 policial tomando conta. Esse PM não vai estar se arriscando nas ruas (se cabe aceitar esse medo), vai estar prestando serviço à população, e mantendo a ordem. Porque hoje, a polícia não mantém a ordem. Ela chega para restabelecê-la.
E não, isso NÃO vai gerar desconforto para pais ou alunos (pelo menos não pras pessoas de bem…) . Isso NÃO vai incentivar a violência. Isso NÃO vai pôr em risco as crianças e adolescentes.

Eis minha sugestão preliminar para evitar novos problemas e tragédias.

Há muito ainda pra se escrever e sugerir a respeito. Creio que volto em breve.

Bruno Linhares – O Andarilho

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2 pensamentos sobre “E por falar em direitos iguais

  1. Salutationis!

    Instalar detectores de metais e reforçar o policiamento são medidas óbvias e imediatas. Só tem um problema: admitir que isso começaria a resolver o problema suscitaria a pergunta “por que o governo não fez isso antes?” e, seja qual fosse a resposta a ela, isso seria admitir a omissão do governo no combate à violência com as bênçãos da comunidade “intelectual” e acadêmica do Brasil e suas idéias pró-criminalidade (mais sobre isso, vide os artigos Bandidos e Letrados, Primores de Ternura Parte I & Parte II e A Internacionalização do Engodo).

    Mas o incidente de Realengo também nos dá chances de fazer outros qustionamentos incômodos como “Qual o papel que o Brasil tem desempenhado na luta contra o Terrorismo?”, “Existem células do terrorismo islâmico na américa do Sul?” e “Qual têm sido o posicionamento político do Brasil em face aos governos islâmicos que financiam o terrorismo?” (mais sobre isso, vide os artigos Terrorismo Islâmico finca bases no Brasil, Vamos cair fora e Sun-Tzu às avessas; notem as datas de publicação bem anteriores ao caso atual).

    Cabe comentar também que a questão sobre o bullying pode ser apenas uma estratégia para desviar a atenção do povo das considerações acima, ou pior, como uma desculpa para promover o inchaço do controle estatal, como pode ser visto no artigo Os “especialistas” atacam novamente.

    Pax et Salutis

    • Sim. Bem citados os textos relacionados ao posicionamento do combate ao terrorismo no Brasil. Havia lido boa parte deles já.
      Tenho tentado chamar a atenção de deputados e vereadores para o caso. Cabe a população buscar audição dos representantes. Faz pouco sentido eu, que nem estudo nem sou ligado a quem estuda em escolas públicas, pedir os detectores. Vejo a necessidade pungente de conscientizar os eleitores de que não basta votar periodicamente. Tem de ser cobrado o serviço.

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