O “barato” sai caro


Quantas vezes mais precisaremos dizer que as drogas destroem vidas?
Todo aquele que facilita o acesso às drogas ilícitas sabe disso. Mas enquanto não afeta a própria, não importa. Ainda mais se o enriquece.

Desde o pecado original, nossa natureza adquiriu instintos de imprudência, de vício, de (auto)destruição, de corrupção. É pelo resgate desta decência, do zelo pela integridade do corpo e da alma, pela salvação e redenção da espécie humana que muitos lutam, sobretudo os cristãos. Porque esses instintos adquiridos constituem um agravante que age na nossa vontade distanciando-nos do que é essencialmente bom. Embaça a visão para o que é decente, íntegro e justo. A dificuldade de negar e renunciar às tentações – ainda que sabidamente maléficas – gera impulsos de atração pelo prazer imediato, por destacamento nos círculos sociais, fugir das responsabilidades, necessidade de sentir-se revolucionário, rebelde, liberto (todos fatores motivacionais para o uso das drogas).
E justamente por esta tarefa não ser fácil é que o Estado (outra entidade responsável por zelar por nossa integridade) não pode facilitar o acesso a substâncias destrutivas. E ponto.

Por que a carne de porco foi proibida aos judeus? Nas condições sanitárias em que eles se encontravam, aquele animal era um dos mais suspeitos de transmitir doenças. Além disso, penso que pelo fato de ser uma carne tão saborosa, incitaria demais sacrifícios (inclusive com finalidade pagã), e até mesmo a gula. Os judeus provavelmente não tinham maturidade pra carne de porco àquele tempo.

Eu posso correr com uma tesoura na mão, e sei que não vou me ferir. Já uma criança pequenina, não tem perícia para tanto ainda, embora possa alcançar a segurança e habilidades para isto mais tarde.

Coloque um prato de refeição ao lado de um prato de biscoitos recheados e peça para uma criança escolher o que prefere. A escolha é óbvia. Não parece mais sensato que se dê a orientação a respeito das escolhas e consequências para ela? E não poucas vezes esta orientação deverá ser aplicada mediante disciplina, determinando e obrigando a escolha correta.

Enquanto permitirmos que a sociedade acredite que “cada um sabe o que é melhor para si”, relativizando e confundindo o que é essencialmente bom ou ruim, cada vez mais a escolha será pelo que é ruim – e comumente mais atraente.

Como foi colocado muito bem em “O Efeito das Drogas” :

os casos de violência familiar, em geral, ocorrem quando o marido pratica tais atos contra a esposa e filhos sob o efeito do álcool; em outros tantos casos, o dependente químico passa a furtar seus próprios familiares e amigos para sustentar o vício

E não precisa usar drogas ilícitas pra saber que o “barato” torna o usuário mais destrutivo e letal do que um bêbado.

Eu expus aqui anteriormente em “Pernas, pra quê te quero” uma convocação p/a “marcha da maconha” (a primeira edição) realizada em SP no mês de Maio. Leiam. Vale a pena pra saber o que querem os drogados.
Percebe-se claramente o efeito da “inteligência” (no sentido “CIA”) dos traficantes provocado em sua clientela, quando esta reivindica a “regulamentação do uso de armas NÃO-LETAIS pelas forças policiais”. Os “clientes” do tráfico de drogas fumam respiram essa ideia com a satisfação debilóide dos rebeldes-sem-causa que acham bonito ser do contra revolucionário.
E ainda ganham o aval dos ministros do STF – que devem ter feito curso de reciclagem jurídica por correspondência – para difundir essa cretinice.
E basta continuar lendo a convocação para ter certeza do despropósito dos organizadores do manifesto: estavam tão ávidos por lotar a passeata que danaram a convocar diversas “tribos” que nada tinham a ver com a causa, ainda que recentemente tenham reivindicado alguma outra. Chamaram:

abortistas: ninguém acha que merece mais liberdade do que abortistas. E não tem ninguém que distorça ou ignore mais o conceito de liberadade do que essa gente; não há atualmente outra turma que despreze tanto a preservação da vida como abortistas. No fim das contas, se eles são capazes de matar seres humanos inocentes, são capazes de tudo;
movimento gay: p/pegar gancho no recente barulho que vêm causando na mídia. E eles já gostam de se vitimar mesmo;
ciclistas: só porque é atual a situação das ciclovias e dos acidentes relacionados à falta destes, não significa que os usuários de “camelo” precisem lutar por LIBERDADE;
vegetarianos: aqui a “poesia” dos arruaceiros atingiu o nível de abstração máximo. Já que maconha é “verde”, chamam quem “mais entende” de produtos naturais. Daria até um ar científico à causa, não? Pff…

Esta reportagem de um colunista da VEJA ilustra a “liberdade” que os maconheiros reivindicam.

Um dos fatos mais desagradáveis é que quem compra drogas SABE que está FINANCIANDO O TRAFICO, mas acha conveniente não se incomodar com essa realidade. No entanto, raramente alguém se furta de criticar a “segurança pública”.
E não venha dizer que se fosse permitido produzir a droga em casa, eles fariam. A maioria não se daria ao trabalho de aprender o cultivo de cannabis. Se pensar nas outras drogas então…

Caro leitor, não se engane. Legalizar a venda e o consumo das drogas trará apenas mais mal à sociedade. Engana-se quem gosta de pensar que assim os traficantes iriam à falência. Com a redução da sua receita, rapidamente instaurariam um plano de terror, assassinando os lojistas.

Aliás, conhecemos o costume do brasileiro de procurar pagar o mais barato que puder. Logo, mesmo que o governo legalizasse o consumo e a venda de drogas – conhecemos também o costume do governo brasileiro em enxertar impostos em qualquer objeto de comércio – os auto-destrutivos consumidores buscariam os preços antigos, nos fornecedores de sempre.

Aqui alguém diria: “da mesma forma, os bandidos podem matar as pessoas p/obrigar outras a consumirem as drogas.”. Sim! E isso até já acontece, indiretamente, quando um dependente mata alguém durante um assalto (estando “alto” ou não) p/obter dinheiro e poder comprar mais drogas.

E aqui eu digo: se 10 pessoas de bem cercarem 1 bandido armado, podem matá-lo com um mínimo de baixas aceitável.
Não. não é incentivo à violência ou pena de morte. É reflexão sobre legítima defesa.
Tem a ver com “ser passivo”. Passivo está relacionado a uma forma de corrupção do ser.  Voltarei a este tópico em breve.

O povo gosta de apoiar o que a “elite” fala. Mas esquece-se que a “elite” das favelas é o tráfico.

Um pensamento sobre “O “barato” sai caro

  1. Pingback: Legalizar a maconha JÁ(mais) | O Legado d'O Andarilho

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