Resposta pública ao Deputado Prof. Israel


Saudações!

“Eles” não páram de dar motivo para minhas respostas públicas…
Desta vez, venho para comentar a carta aberta do deputado Prof. israel (PDT) que recentemente aparece em um vídeo falando p/audiência “simpatizante” junto com outros dois políticos: deputado Jean Wyllys (PSOL) e Érika Kokay (PT) ofendendo a fé cristã e o Santo Nome de Deus, e pior: em prol do ativismo gay.
Sugiro que assistam o vídeo, em seguida leiam a nota emitida pelo deputado. Novamente: destaque para a “metáfora da faca” e “(des)contextualização histórica acerca dos Sumérios”…
Para começar, é necessário fazer a seguinte observação: o Prof. Israel abre o vídeo em questão atacando supostos cristãos “conservadores” e seus cultos dominicais. O curioso é que o deputado não menciona no vídeo que ele mesmo seja cristão, sequer para defender a igreja da qual ele supostamente faz parte – logo no primeiro parágrafo da sua carta, ele se declara cristão.
Junte-se isso ao que se segue o vídeo, e torna-se assaz difícil crer que o prof. Israel comungue realmente de alguma fé cristã…

A Igreja de Cristo não tem que ser nem “moderna” nem “liberal”. Fosse assim, teria que se submeter a todas as “modinhas” da história e facilmente seria dissolvida nela, como sempre o são as ondas de novidades que a humanidade promove. O homossexualismo é novo? Não. A novidade, aqui, é o requerimento de  “união estável” entre pares do mesmo sexo.

O que o deputado parece ignorar é que Deus é imutável, e em Sua divina sabedoria definiu há milênios os Seus preceitos e orientações para o Seu povo. E nesses preceitos (preciso colocar citações?) não há nem incitação à violência contra homossexuais, tampouco orientação para aceitação ou adoção de suas práticas pecaminosas.
Ora, se devemos antes obedecer a Deus, como pode este senhor Prof. Israel desejar que a fé cristã, com a qual ele supostamente se identifica, curve-se à modernidade de origem ultra-anticristã que é o movimento gay? Já denunciei aqui o que “eles” desejam e pensam sobre os cristãos.

É justamente o conservadorismo da Igreja que a manteve de pé nesta terra ao longo dos séculos, sob a orientação e condução do Espírito Santo de Deus, que a inspira a proteger-se das ameaças modernistas.
Como pode alguém que se diz cristão dar razão a um pequeno grupo de blasfemos e ficar do lado deles CONTRA a igreja, contra a fé que ele diz (sei…) professar?
Leitor, veja o que é a mazela da modernização do cristão: ver mais razão nos inimigos da Igreja do que nela mesma!

Sr. Prof. Israel, foi justamente o conservadorismos dos apóstolos, dos primeiros cristãos que nos garantiu a doutrina e o depósito de fé que é hoje a Igreja Católica. Imagine você se os grandes discípulos de Jesus, como S. Pedro, S. João Evangelista, S. Paulo e os demais, tivessem se curvado paganismo do Império Romano e dos gregos. Se os mártires da Igreja, como São Sebastião tivessem negado a fé no Cristo Ressuscitado para serem poupados da morte! O que seria da Igreja Católica, de todo o povo cristão agora, nestes tempos “liberais”, Prof. Israel?
Imagine você agora o que seria do cristianismo se nas últimas décadas, desta propaganda homossexual (outrora dissimulada, mas hoje em dia tão descarada) os líderes da igreja resolvessem não serem conservadores e zelosos com os ensinamentos contidos nas Sagradas Escrituras?!

O que você deixa de observar, Prof. Israel, quando cita de maneira irresponsavelmente vaga a missão evangelizadora da Igreja de Cristo na Terra é que jamais a Igreja voltou atrás em seus ensinamentos sobre a obediência a Deus e Seus preceitos. A Igreja Católica jamais aceitou a prática do aborto, por exemplo, mesmo lidando com os indígenas da América Latina que adotavam tais práticas em nome do fortalecimento da tribo.

E aí o cristianíssimo prof. Israel cita a Reforma Protestante como exemplo da sua crença na reformulação da doutrina cristã, da fé na Verdade Revelada que salva.
Sr. Prof. Israel, a observação da Reforma Protestante – “de Lutero a Edir Macedo” – mostra que este movimento não trouxe mudanças positivas para a Igreja. Trouxe, pelo contrário: fragmentação e desinformação. Feriu o Corpo Místico de Cristo, com a rejeição da doutrina e do Magistério da Igreja Católica que difundiu e preservou o Nome de Jesus Cristo e seus ensinamentos no mundo.

A insistência deste deputado em ligar cristãos a revolucionários faz-nos pensar que ele sim, é quem vive no passado. E digo, num passado muito distante, “naquele tempo”, quando acreditava-se que Jesus iria com mão-de-ferro derrubar a opressão do Império Romano e restaurar o reino de Israel na Terra.

Ao dirigir-se aos católicos, o deputado-professor-simpatizante cita o “enfrentamento da ditadura” e a sua “paixão revolucionária”. Cristão bem informado sabe que comunismo, socialismo e todas as vertentes “revolucionárias” são agências demoníacas na Terra. Quem duvida, basta lembrar que o nosso governo atual é do PT. E que junto deles, quem mais defende o lobby gay e demais movimentos antivida (como o aborto) é o PSOL, do acadêmico-BBB Jean Wyllys.

E por falar em cristão: onde já se viu um cristão citar (com admiração) Voltaire??? Ainda mais, em um texto dirigido a cristãos! É uma cretinice, de uma petulância de tirar do sério o verdadeiro cristão…
Lembro aqui que Voltaire foi um dos maiores pensadores a inspirarem o iluminismo, que é um movimento anticristão declarado. Além de ser maçom, Voltaire, inclusive, dedicou-se a criticar a Igreja Católica durante o desenvolvimento de sua obra, tendo escrito uma obra intitulada “Epístola a Urânio” com objetivo de criticar os dogmas cristãos. Para Voltaire, o cristianismo não passava de “fanatismo e superstição”. Para saber mais sobre Voltaire, veja o artigo da Wikipedia em [1]
Se ele tivesse citado Voltaire por ingenuidade, teríamos talvez um “gato escondido com o rabo de fora”, mas neste caso chego a crer que o Prof. Israel nos acena é com uma bandeirola de cinismo mesmo.

Na sequência ele ousa chamar os cristãos de “revolucionários” outra vez. E conclama-os a não se deixarem ser “rotulados por uma minoria conservadora, que realmente se reúne para discutir mentiras”. Ele julga ser melhor e mais sensato sermos corrompidos pela minoria gay do país, intolerante, blasfema, ofensiva aos cristãos (que denigre a imagem dos santos Católicos com seus cartazes gays de incentivo à promiscuidade da “parada gay de SP”) e que planeja punir a sociedade de bem que se opõe ao seu comportamento pervertido. E que usa de métodos asquerosos de “reeducação”, como o kit-gay, tendo como alvo as crianças.
Revolucionário para ele é ter cotas para gays nas universidades e empresas. É travesti poder usar “nome de guerra” no serviço público (e quiçá receber custeio para operação de mudança de sexo…). É vilipendiar o culto católico em nome da “liberdade de expressão”.

Depois de divagar sobre os atos de Jesus com relação aos pecadores da Sua época, o deputado se pergunta o que Ele faria nos dias de hoje. Certamente o Cristo diria a mesma coisa que disso aos fariseus em Mc 10, 1-12:

3 Jesus perguntou: “Qual é o preceito de Moisés a respeito?” 4 Os fariseus responderam: “Moisés permitiu escrever um atestado de divórcio e despedi-la”. 5 Jesus então disse: “Foi por causada dureza do vosso coração que Moisés escreveu este preceito. 6 No entanto, desde o princípio da criação Deus os fez homem e mulher. 7 Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, 8 e os dois formarão uma só carne; assim, já não são dois, mas uma só carne. 9 Portanto, o que Deus uniu o homem não separe!”

Este é um perfeito exemplo de conservadorismo. Do mesmíssimo “conservadorismo” que o senhor condena e instrui a não ser seguido.
E às palavras do Cristo Jesus, não cabe outra interpretação, nem que o STF quisesse.

Entenda, Prof. Israel, que ser cristão não é amar a tudo e a todos irresponsavelmente. Não venha com esta bobagem de “será que nós cristãos estamos acolhendo bem os homossexuais”!
Eu garanto que a Igreja Católica mantém a sua postura quanto a estes casos, que é a de acolher e orientar para que aquelas pessoas que sofrem com tentações homossexuais possam  conhecer o Salvador, possam se arrepender e desviar-se deste caminho de perdição. Mas, em troca deste acolhimento, a igreja Católica é ofendida também com manifestações homossexuais, como a que ficou conhecida por “beijaço gay”, executada, dentro outros locais, nas escadarias da Catedral de Florianópolis.
São atitudes permissivas e antidoutrinais como as suas e as de outros cristãos direta ou indiretamente ligados ao assunto gay, conforme exposto aqui e aqui que perigosamente desviam os fiéis da Vontade de Deus, semeando duvida e discórdia entre os membros do Corpo de Cristo.

E para fechar com “chave de lata enferrujada”, o professor-deputado-simpatizante Israel Batista – inspirado provavelmente pelo poder de síntese sapientíssimo de seu colega (de profissão e militância) deputado Jean Wyllys – registra o seguinte:

Quando Jesus curava alguém, os fariseus diziam que ele não devia fazer isso por conta do pecado da pessoa ou de seus pais.

“Cruz-credo”! Que se saiba, os fariseus condenaram Jesus por:
1) trabalhar em dia de sábado: Mc 2, 23-28
2) realizar cura em dia de sábado: Mc 3, 1-6 e Jo 9, 8-41

Jamais foi dito na bíblia que um pecador não merecia ser curado! Que absurdo…

E além disso, sr. deputado cristão Israel Batista, se Jesus, o Cristo, veio a este mundo justamente para dar cumprimento à “Lei e os Profetas”, e esforçar-se para orientar o povo de Deus para o caminho correto, como pode o senhor querer comparar os erros daquela fé anterior ao cristianismo com as atitudes supostamente errôneas (na sua opinião, e dos seus colegas gayzistas, claro) dos cristãos “conservadores” de hoje em dia?

Nos dois últimos parágrafos da sua carta, o deputado conclui a pintura da sua imagem “cristã libera”. Reclama que a “marcha para Jesus” desviou-se dos seus objetivos originais.
Tendo sido as edições mais recentes respostas ao avanço do ativismo gay na política e na sociedade, em defesa dos valores cristãos de família, moral e fé cristã, creio que o senhor esteja enganado nesta conclusão.

Prof. Israel, o senhor deve “pensar profundamente” é na sua vivência cristã. Nessa forma de viver com um pé dentro e um pé fora da igreja. Nas palavras de afronta e desprezo às orientações da igreja Católica e dos demais líderes cristãos.
O que “não combina com a essência de ser cristão” é “servir a dois senhores”. É flertar com os cristãos em ocasiões eleitoreiras e, uma vez no poder, “jogar contra o time”.
Em tempo: ser cristão é ser OBEDIENTE, como o Cristo foi obediente à vontade de Deus. E zeloso pela Palavra de Deus, como Jesus foi zeloso para com a doutrina atestada nas Escrituras.
Jesus “comeu com os pecadores” sim. Mas JAMAIS endossou o modo de vida deles e muito menos induziu seus discípulos à perversão.

Que o Sangue Preciosíssimo do Cristo Ressuscitado lave a todos nós do pecado da desobediência e que o Seu Espírito Santo fortaleça a Sua Igreja perante as ameaças do mundo moderno, bem como nos dê a cada um a piedade e o temor de Deus.
Que a Virgem Santíssima nos seja exemplo de obediência e servidão ao plano de Deus, e rogue ao Pai que nos perdoe pelas vezes em que dissemos “não” aos Seus desígnios e ensinamentos.

***

P.S.:

Recomendo a leitura desta resposta a um “simpatizante do revolucionarismo” redigida pelo apostolado Veritatis Splendor, que além do conteúdo, consta com uma relação de links valiosíssimos para quem deseja saber mais do que a Igreja Católica pensa acerca do câncer (definição minha) que é o socialismo/comunismo para o povo de Deus: http://www.veritatis.com.br/article/3461

***

Referência:
[1] http://pt.wikipedia.org/wiki/Voltaire

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5 pensamentos sobre “Resposta pública ao Deputado Prof. Israel

  1. Caro irmão,

    Louvo seu texto. Que seja replicado para alertar os incautos, que votam em gente dessa pior espécie.
    Hoje(18-09-2014) mesmo, tomei um susto quando minha filha, estudante da UnB, me disse que votaria em um ótimo candidato que circulava pelo Campus Plano Piloto da UnB. Mais tarde me mostrou o panfleto dele, era essa FIGURA HEDIONDA do Prof. Israel. Imediatamente alertei-a que não sabia a figura em que ele estava pretendendo votar, e que a aparência dele era completamente um engano. Relatei a ela o vídeo em que ele aparece com Érika Kokay e Jean Wyllys, e minha inocente filha disse que não sabia que ele era assim. Graças a Deus, minha filha é temente a Deus, e de fato votaria nesse demagogo por puro desconhecimento, já que, agora, ele recuou desses encontros públicos com figuras deletérias como as citadas.
    Agora descubro também que, esse sujeito foi professor de cursinhos preparatórios, etc, no DF. Quantas mentes incautas de adolescentes esse irresponsável manchou!

    • Quero deixar bem claro que todos os adjetivos que apliquei a esses indivíduos, referem-se apenas à postura ideológica deles relacionada à cristofobia, pois nada sei sobre questões (i)morais ou (i)legais deles.

      • Bem observado.
        Aproveitando, novamente, registro que você, aí no DF tem também uma ótima opção de candidato a deputado federal para combater este mau proceder de pessoas como prof. Israel e Erika Kokay: Paulo Fernando (4555), outro que tive o prazer de receber no meu último programa.
        Leigo católico muito devotado a defender a vida e a família no Congresso Nacional.

    • Olá, Joel!
      Precisamos estar sempre muito atentos mesmo! Felicito-te e à tua filha pela bênção que é ter uma família unida no temor de Deus. Ela pode ficar em paz por ter um pai que está muito atento à sua vida a ponto de orientar para o bem. Que mais famílias assim se formem!

      Aproveito o ensejo e faço minha recomendação: para deputado distrital, procure conhecer e mostre a ela o Adolfo Sachsida (25444). Tive o prazer de realizar 2 programas (hangout) com ele, inclusive um sobre economia.
      Estão disponíveis para assistir no meu canal Vagápolis: http://youtube.com/Vagapolis

      Paz e Bem

      • Obrigado pelo feedback.

        Que Deus continue te usando para esclarecer e alertar a todos.

        Já tive a oportunidade de alertar a um colega líder classista em meu segmento no serviço público, o qual era aliado do Israel. Esse colega me respondeu estar surpreso, pois sabia que ele frequentava uma igreja evangélica junto com a mãe. Respondi-lhe que diante do posicionamento de Israel no vídeo em questão, não haviam dúvidas que se tratava de mais um clássico caso falso cristianismo.

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