Diagnóstico Genético Pré-implantação


Mais um filho não-abortado e “não-suicidado” do casal Aborto e Eutanásia: Diagnóstico Genético Pré-implantação (também conhecido como PID ou PDG).
Consiste em avaliar geneticamente um embrião destinado à inseminação artificial para prever doenças congênitas e/ou probabilidade de má-formação (que pudesse ou não provocar falecimento precoce do feto/bebê). Tomei conhecimento deste caso através de artigo postado no site da Editora Cléofas.

Vejamos: considerando um acompanhamento médico, e levando também em conta a probabilidade de engano da pesquisa genética (“screening”), suponha que o estudo não acusou perigo e o embrião seja implantado. Pouco tempo depois*, durante o pré-natal detecta-se uma falha na pesquisa, com o surgimento de algum indício de falha genética ou doença congênita. O que ocorre? Os envolvidos (pais e médicos) “ganham o direito” de abortar a criança para “evitar maiores problemas”!
Como pode ser lido na matéria, o PID dará pábulo à cultura da humanidade descartável que já tem se firmado nestes dois últimos séculos.

Novamente a Igreja Católica se posiciona contra os perigos dos avanços científicos em favor da vida e da dignidade humana. O bispo de Freiburg, Robert Zollitsch proferiu as seguintes palavras sobre o caso:

“a seleção de embriões humanos viola o preceito da dignidade humana, que respeita todos os seres humanos desde o princípio”. Para a DBK, “cada ser humano é único como pessoa e portador de uma dignidade que não está disponível, independentemente do seu nível de desenvolvimento, das suas capacidades atuais, talentos, seus pontos fortes e fracos ou a sua posição social, e isso em todas as fases da sua existência”

E nunca é demais destacar: a Igreja Católica não é contra a ciência. Ela não se opõe a qualquer estudo só porque “não gostava nem de Galileu”. Quem sentir um ímpeto de xingar a Igreja Católica começando com um “lá vem essa aí de novo…” deveria respirar fundo e ao menos ler todo o texto original, e se inteirar sobre o assunto. Faça como eu acabo de fazer, para evitar ralhar com a aquela meia-dúzia de antividas que quase sempre cito nos meus artigos. 🙂

Uma das preocupações oriundas da aprovação da lei é a de que ela alarga caminhos para a eugenia e a seleção de gênero. Muitos se horrorizam quando ouvem/leem que na China mata-se meninas recém-nascidas [1] [2]. É igualmente hediondo descartar embriões que se tornarão meninas.
Imagine se os cientistas conseguissem por meio de alguma droga induzir os pais a gerarem especificamente um menino ou uma menina. Já seria por si só errado, mas com chances do casal “conformar-se” caso falhasse o “medicamento”. O PID dá chances para a instauração de uma “tentativa-e-erro” cruel de definição de gênero.

Os cientistas que sustentam esta prática de PID estão dizendo ao mundo: Desistamos de tentar lidar com os deficientes. Não somos capazes de elaborar políticas públicas e nem dispositivos tecnológicos suficientemente eficientes para proporcionar uma vida confortável aos portadores de necessidades especiais. O melhor mesmo é “cortar o mal pela raiz.”.

Com isso, atenta-se contra a dignidade humana, mais uma vez. Ignora-se a vontade de Deus. Sim, pois é razoável que Ele permita o nascimento de pessoas com deficiência para transformar vidas. Não só as vidas dos pais/responsáveis por elas, mas das demais pessoas ao redor. Eu conheço pais de filhos com diversas deficiências na paróquia que eventualmente frequento, que se tornaram proeminentes defensores dos seus direitos, e ativos facilitadores de melhorias para os mesmos, no tocante à evangelização especialmente. Este sim é um caminho digno para se tratar da questão. Garantindo  dignidade e direito à vida destas pessoas.

Roguemos ao Pai Celeste que ilumine esta Alemanha que diverge a atenção ao Seu amor filial incondicional e respeitabilíssimo para que os efeitos e desdobramentos do PID não sejam tão nocivos àquela sociedade.

Paz e Bem

* E não importa quanto tempo, afinal, já é uma vida, um ser humano desde a fecundação. Ou por acaso, no contrato que permite o PID a mãe estará autorizando pesquisas com uma “bactéria qualquer”. Porventura os pais foram contratar a inseminação artificial para dar à luz um mp3 player?


Referências:
[1] http://revistamarieclaire.globo.com/Marieclaire/0,6993,EML382210-1740,00.html
[2] http://veja.abril.com.br/091105/p_074.html

Anúncios

Um pensamento sobre “Diagnóstico Genético Pré-implantação

  1. Olá Bruno.

    Gostei dos seus artigos. São claros e simples, sem o rebuscado que se vê em muitos textos que até defendem a fé, mas de uma maneira que não é tão acessível a todos.
    Grato.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s