Sacramento do matrimônio


Dentro de poucos dias comparecerei diante de Deus e de alguns amigos e parentes para pronunciar o sim mais importante desta minha fase adulta.
Não digo aqui que o casamento irá “mudar a minha vida para sempre” porque, além de ser óbvia a diferença na rotina (e portanto desnecessária a constatação), o matrimônio será a concretização de muito do que eu acredito, será pôr em prática, em plenitude, boa parte dos aspectos do meu caráter.

E eu desejo muito isso, porque eu sou capaz de entender que um dos maiores bens do ser humano é a família e que uma das dádivas mais benditas a nós concedidas pelo Criador é a capacidade de reproduzirmos. É também evidente que ambas as realizações só funcionam realmente bem juntas: reprodução orientada para a constituição de família, e família embasada no compromisso do matrimônio.

Desde anos atrás fiquei certo de que ficaria chateado se minha caminhada nesta terra viesse ao fim antes que eu pudesse realizar estes grandes projetos particulares: casar e ter filhos.

É por amor à Rita que escolho me casar com ela. Por querer dedicar-me à felicidade dela, representando o papel de esposo fiel, carinhoso, protetor, provedor. Porque amar é ofertar-se para servir, também no âmbito conjugal. Amar não é meramente querer por perto alguém de quem receber devotado afeto, com a cega e automática conseqüência de retribuição. Caso-me não tanto por ser bom ter a esposa, mas especialmente pela oportunidade de ser o marido.

E também por amor a Deus. Sim, não só por amor à minha companheira! Quero casar por amor ao sacramento do Matrimônio, instituído por Nosso Senhor Jesus (cf. Mt 19, 5-6).
Porque desejo respeitá-Lo e também melhor serví-Lo.
É evidente que a vida matrimonial está sujeita a tentações. Mas é inegável que a de solteiro é sitiada por tentações e vícios, sendo estes últimos flagelos mais vorazes. Tais tentações e vícios conseguem afetar mais livremente a pessoa solteira porque não há a contraparte, não há a presença do sexo oposto que contrabalance os desejos, que vigie o comportamento amparando os vacilos e refreando os impulsos. Esta é a razão pela qual dois representantes do mesmo sexo jamais podem ser tidos como casal, como exemplo de matrimônio: são duas forças que fluem no mesmo sentido, incapazes de anular com plenitude a força do outro. Sujeitas aos mesmíssimos desejos (especialmente sexuais); mais tendem à disputa, à superação, do que ao equilíbrio.
Prova deste conceito? Observe um casal normal. Quando o homem trai e a mulher opta por “dar o troco”, quem é capaz de negar a visível empresa daquela mulher em “agir como o homem”, “deitar-se com qualquer um”, “fazer pouco dos sentimentos próprios e dos alheios, como o homem”?
Do mesmo modo, quem nunca soube de um marido traído que tenha desabado em lamentações e pranto, fragilidades comuns às mulheres?

Darei um passo na direção de uma vida plena, feliz. Que Deus nos abençoe e nos conceda sermos um casal exemplar, que testemunhe ao mundo que é possível sim exercer a fidelidade, o amor conjugal sincero e todos os demais valores belíssimos do casamento. E demonstrar, a cada dia, e daqui a décadas, que tudo isso será sempre contemporâneo, atual.

Muito mais poderia ser escrito em honra deste sagrado compromisso, no entanto, a ideia aqui foi passada. A empolgação com a viagem me impele a sair do virtual para cuidar do real.
Hã? Não … não falava do passrio de lua-de-mel. Me referia à magnífica viagem que está apenas começando, na estrada chamada vida.

2 pensamentos sobre “Sacramento do matrimônio

  1. Para todo o Corpo da Igreja, é uma grande bênção que um casal fiel a Cristo se una em matrimônio. Afinal, como bem salientava nosso saudoso João Paulo II, na família está a esperança para a geração de homens e mulheres conscientes de pertencer a Deus. Sim, que vocês sejam muito felizes, que se amem em meio a todas as dificuldades, que os filhos que vocês vierem a ter sejam sal da terra e luz para o mundo.

  2. A grande dádiva que recebi de Deus foi ter sido eleita por ti. Amo-te!

    “Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.”
    “Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.”

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