Por um país de “filhos da puta!”


O PSOL, na figura do deputado Jean Wyllys (RJ) reuniu-se recentemente com representantes da organização da sociedade civil “Da Vida”, um grupo dedicado à promoção da dignidade dos “profissionais do sexo”. Segue o texto publicado no site oficial do parlamentar:

O Deputado Jean Wyllys (PSOL/RJ) se reuniu, na manhã dessa segunda-feira (12), com representantes da organização da sociedade civil Da Vida e pesquisadores sobre prostituição para discutir a proposta de um Projeto de Lei que regulamenta a prostituição e desenvolve estratégias para o fortalecimento da cidadania de profissionais da prostituição. Participaram da reunião Gabriela Leite, prostituta fundadora e Secretária Executiva da instituição, Flavio Lenz, fundador e assessor de Imprensa, Friederick Strack, consultora e José Miguel Nieto Olivar, pesquisador da prostituição nas fronteiras.

Foram discutidos temas relacionados ao preconceito e discriminação dessa atividade tradicional e secular, estigma, importância do fortalecimento do combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, revisão de artigos do código penal brasileiro, necessidade diferenciação entre movimentos nacionais e internacionais para prostituição voluntária e tráfico de pessoas para fins de exploração sexual, políticas públicas, entre outros.

O projeto de lei, baseado na lei alemã que regulamenta as relações jurídicas das prostitutas (Gesetz zur Regelung der Rechtsverhältnisse der Prostituierten – Prostitutionsgesetz – ProstG) e no Projeto de Lei 98/2003 do ex-Deputado Federal Fernando Gabeira, que foi arquivado, e no PL 4244/2004, do ex-Deputado Eduardo Valverde, tem como um dos pontos principais garantir que o exercício da atividade do profissional do sexo seja voluntário e remunerado, tirando assim esses e essas profissionais de um submundo de marginalização.

Segundo a justificativa do PL, a prostituição é “atividade cujo exercício remonta à antiguidade, e que, apesar da exclusão normativa e da condenação do ponto de vista dos “bons costumes”, ainda perdura”. “A mesma sociedade que desaprova a prostituição a utiliza”, diz Wyllys. “Essa hipocrisia e moralismo superficial causa injustiças, a marginalização de um segmento considerável da sociedade e também a negação de direitos aos profissionais cuja existência nunca deixou de ser fomentada. Desenvolver a cidadania das e dos profissionais de prostituição caminha no sentido da efetivação da dignidade humana”.

A justificativa do PL se baseia, também, em um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, que é a erradicação da marginalização (art. 3º inciso III da CRFB) e o da promoção do bem de todos (art. 3º, inciso IV), explica Wyllys. “O atual estágio normativo, que não reconhece os trabalhadores do sexo como profissionais é inconstitucional e acaba levando e mantendo esses profissionais no submundo, na marginalidade. Precisamos resgatá-los para o campo da licitude”, diz.

Os participantes sistematizarão os pontos que consideram fundamentais na proposição do PL e voltarão a se reunir para a continuidade do trabalho.

Todo indivíduo que cresceu em boa família, teve bons responsáveis e instrutores certamente ouviu ao menos uma vez frase com teor: “você tem que estudar para ter um bom futuro…”.
Aparentemente estes homens e mulheres discordam da sabedoria popular. Basta ser bom “na cama” que o mercado de trabalho há de acolher de pernas braços abertos o “profissional”.

Nesses dias em que se fala tanto da dignidade da pessoa humana, sobretudo da mulher, o PSOL investe na promoção da atividade que mais indignifica principalmente o sexo feminino (mas também o masculino, claro). Agitam a bandeira política de que ser ESCRAVO a serviço da DESORDEM SEXUAL de outrem, permanecendo assim na marginalizante miséria psicossocial é tão digno, bonito e louvável quanto buscar boa formação profissional e ter um emprego.

Nos ambientes profissional verdadeiros, a ocorrência de envolvimento sexual é vergonhosa (quando voluntária, para obter vantagens) ou revoltante (quando se dá através de coação) e não raro resultam em processos judiciais. Mas pros partidários do “socialismo e liberdade”, ganhar a vida e se dar bem com sexo é “tradição”…

Falando em partido, a proposta se baseia em projeto arquivado daquele tal de Fernando Gabeira (PV-RJ). Façam um favor pelo nosso país: lembrem-se de execrar estes partidos nas próximas eleições.

Vejam como o discurso desse senhor – que ilustra precisamente a consciência do partido – é incoerente e ignorante (no sentido de privação de entendimento): em paralelo ao auxílio a prostituição, ele cobra do ministro da educação a veiculação de material de combate à homofobia (também chamado de “kit-gay”) alegando que é preciso combater o bullying homofóbico nas escolas. Ora! Alguém conhece uma forma de provocação e ridicularização mais vil que aquela que insinua infâmias sobre a honra da mãe “dos outros”??? Porventura há outra que seja mais popular no ambiente escolar???
Sim, porque vislumbrando uma (ilusória) dignidade alcançada pelas prostitutas, as que se  arriscassem a constituir família, ter filhos, colocariam seus rebentos na imediata condição de vítimas de chacotas.

Em tempo: desse triste cenário hipotético surge a lembrança de que a “classe” das prostitutas é qualquer coisa amasiada com a prática do aborto, por razões (se o Jean Wyllys me permite dizer) “trabalhistas”.
A preocupação é que este parlamentar de tão bons costumes e companhias foi designado (não sei como!) relator do PL 478/07, que trata do Estatuto do Nascituro!

Atualização: o referido PL agora está nas mãos do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cristão.

Fica no ar a dúvida sobre a motivação do deputado em auxiliar no projeto, já que boa parte dos “ambulantes que vendem sexo” é constituída de homossexuais travestidos ou transsexualizados. Configura-se uma boa oportunidade de prestar serviço ao seu eleitorado gay, ainda que através de um projeto tão asqueroso.
Ok, não é bem uma dúvida: é uma insinuação. Mas prostituição também não é trabalho mesmo…

Atualização: confira também os meus comentários sobre o assunto neste artigo do blog dos Bolsonaro, que já trataram de confrontar o projeto absurdo:  http://familiabolsonaro.blogspot.com.br/2012/05/bolsonaro-rebate-proposta-do-governo-de.html

Atualização: não deixe de ler o breve diálogo que tive com o deputado Jean Wyllys pelo twitter, sobre este tema: https://oandarilho01.wordpress.com/2012/03/20/o-dia-em-que-jean-wyllys-me-chamou-de-mentiroso/

6 pensamentos sobre “Por um país de “filhos da puta!”

  1. Pingback: O dia em que Jean Wyllys me chamou de mentiroso… | O Legado d'O Andarilho

  2. Pingback: Criando um país de prostitutas |

  3. Este Dp.Fd. e um inimigo da sociedade e da liberdade e democracia temos que desapiar estes partidos esquerdistas do poder através do voto

  4. Pingback: Quando o PSOL bater na janela do teu browser… | O Legado d'O Andarilho

  5. Pingback: Múltiplas facetas de escravidão | O Legado d'O Andarilho

  6. Pingback: Ex-prostitutas atacam ONU e Anistia Internacional por tentarem legalizar a prostituição | O Legado d'O Andarilho

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s