O dia em que Jean Wyllys me chamou de mentiroso…


… ou difamador, ou sujeito de má fé.

Montei uma história em quadrinhos contando um bate-papo que tive com o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) na noite de 14/03/12 a respeito de uma infame nota do seu site oficial sobre a atenção dispensada por ele para a causa dos “profissionais do sexo”.

Tomei conhecimento da nota quando pesquisava em seu perfil de twitter por algum pronunciamento dele sobre sua tarefa política de relator do PL 478/07. Nada encontrei a esse respeito – nem no perfil dele nem do perfil oficial da sua assessoria de imprensa (@ascomjeanwyllys ).

Prontamente redigi o artigo supracidato comentando a idéia do deputado e fiz questão de levar o link do meu artigo para os comentários do artigo dele, a fim de abrir um debate a respeito da prostituição. Um tempo depois vi algumas notas no twitter dele sobre as críticas que o projeto estaria recebendo, e parti para a argumentação:

Nota: os amantes das “causas das minorias” sempre agem como se fosse necessário estabelecer novos paradigmas de direitos e dignidade para estes “pobres marginalizados da sociedade”. Parecem incapazes de reconhecer que, na maioria dos casos, essas minorias não passam de marginalizados voluntários. É vergonhoso que nosso país eleja indivíduos com tão pouco entendimento de democracia…

Aí, o sr. Jean Wyllys interessou-se pela minha opinião e retrucou:

OBS: a mensagem de 23:45 está antes da de 23:44 aqui porque o sr. Jean Wyllys escreveu errado a palavra “parte” e reenviou a mensagem.

Observem também a pachorra do sr. Jean Wyllys em pretender compreender melhor da doutrina cristã, A) sugerindo que eu estaria comentendo pecado e B) citando trecho da bíblia fora de contexto. É bem típico dos anticristãos modernos.

Fica bem visível também pelas imagens quem é que agiu de má fé. O sr. Jean Wyllys, que de simpático ao cristianismo não tem nada (dois exemplos do que digo aqui e aqui) resolve lançar mão de versículo bíblico para legitimar o apoio estatal à depravação.

Quanto à difamação, é estranho que o sr. Jean Wyllys sugira que algo do que eu disse no twitter ou naquele artigo criticando seu projeto tenha sido difamatório. Ele não pôde apontar nada que justificasse essa indicação. A menos que, depois de pensar a respeito, o deputado tenha crido ser difamatório para um parlamentar cair nas graças das distintas prostitutas…

Mas e a mentira? Essa é a acusação mais intrigante… Quer dizer, me parece que uma das estratégias de debate preferida dos esquerdistas é acusar o interlocutor de coisas que eles mesmos fazem – neste caso, mentir – mas daí a fazer uso deste recurso desonesto sem embasamento, ou seja, sem garantia de poder apontar algo que justifique, é deveras imprudente. Claro que a sensação de impunidade da qual goza o sr. Jean Wyllys perante a minha humilde pessoa jamais o sugeriria um risco de processo por calúnia ou algo do tipo. Por ora, me satisfaço em deixar esse registro testemunhando a conduta dele, que fala por si.

Terminamos assim:

E com meu apelo para retornar ao assunto, sem resposta do deputado até o momento da edição deste artigo:

cri… cri… cri…

Já me adiantei em alertar alguns deputados federais do RJ para este projeto. Cuidei de não comentar com os deputados do PT, do PMDB, do PV e do PSOL, entre outros, já que não fariam nada.
Aproveitei para avisar a Frente Parlamentar cristã também.
Sugiro que façam o mesmo. Quanto mais ostensiva for a denúncia, melhor.
Não se trata de querer ensinar aos deputados como trabalhar, mas de alertar o perigo do desvio dos benefícios reais. Reitero que nesse caso, das prostitutas, qual é a dificuldade de dar formação profissional verdadeira para elas? Se até detentos recebem formação e trabalham dentro e fora dos presídios em busca de dignidade e de uma nova vida decente e proveitosa para a sociedade, por que negar o resgate a essas pessoas?

Espero que o deputado Jean Wyllys não se julgue um “privilegiado” da minha patrulha. Aqui no blog já tratei de assuntos relacionados a outros políticos também.

A resistência a esses maus políticos com seus maus projetos para suas minorias de estimação tem que ser vigorosa e ferrenha. Sobretudo quando o tema é prejudicial para a moral da sociedade (o que é, infelizmente, recorrente nas atividades deles).

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17 pensamentos sobre “O dia em que Jean Wyllys me chamou de mentiroso…

    • Você está enganado, Felippe. Esses pastores aí aos quais você se referem, falham. E feio. Mas provavelmente não vendem seus corpos ou os dos outros por dinheiro.
      Quanto à parcela da sociedade que marginaliza e usa as prostitutas: bem, eu nunca utilizei o “serviço” de uma prostituta, nunca paguei por sexo, nem jamais entrei em um puteiro. Eu condeno todo aquele que já fez estas coisas. Só mesmo um infeliz para precisar aliviar seus desejos de maneira tão imunda e deprimente. É digno de pena.
      Quanto a elas, como já disse, que abandonem esta vida deplorável e arrumem um trabalho decente! Até vender bala no trem serve, embora não seja difícil conseguir coisa bem melhor. No prédio onde trabalho há clínica de exame admissional; não sei se funciona todos os dias, mas em todos os dias que funciona, forma filas enormes de pessoas dignas procurando melhorar suas vidas.

  1. Ser prostituto(a) não traz dignidade a ninguém. Por mais que esta prática pecaminosa seja oficializada como profissão, o prostituto(a) não será mais digno por isto. Reconhecimento do Estado não trará dignidade as pessoas que vivem nesta prática. Ademais, é falácia que esta é a profissão mais antiga do mundo.

    O suposto deputado Jean Wyllys não se importa realmente com estas pessoas, ele quer apenas avançar com a política de ABORTO, reconhecer esta prática como profissão, facilitará a luta perversa pelo aborto. Jean é só mais um assassino, filho de belial, que não se importa de ver pessoas vendendo seus corpos, sendo usadas como utensílios para um prazer egoísta de outro.

    A prostituição relega a pessoa a apenas um objeto, desvaloriza o prostituido, torna-o menos humano, destrói o corpo e mente desta pessoa. Destrói a sociedade como um todo, pois destrói as estruturas familiares, relegando ao sexo, a um instrumento de prazer egoísta.

    Quem quer ver sua filha ou filho como prostituto? Quem deseja que sua filha seja uma prostituta
    quando crescer? Hipócritas são os que defendem esta prática como algo digno, o governo deveria no mínimo lutar para acabar com a prostituição, ajudando estas pessoas a saírem desta condição deprimente.

  2. Ótima abordagem do assunto neste debate. É impressionante como as pessoas que defendem a degradação da sociedade tem a cara de pau de citar JESUS CRISTO, para embasar suas nebulosas posições, para depois virem a público reclamar da violência e da impunidade.
    Gabeira JAMAIS terá meu voto. Jean Willis também. Gabeira quer legalizar a maconha, dizendo que é droga “leve”. Hipócrita!! Ou é leve, ou é droga!! Moro na favela e tenho um monte de testemunhos do que a maconha faz a uma família…Desgraça, desagregação.
    Mas, as leis no Brasil, foram feitas para aliviar a barra dos bacanas e quem é preso e condenado a 200 anos por qualquer crime, passa só duas semanas no “X”, ou então “paga fiança e responde em liberdade”. Só que o POBRE NÃO TEM O DINHEIRO DA FIANÇA E FICA “AGARRADO” Além disso, há a progressão de pena, etc e tal.
    O traficante é um bandido, todos sabemos, mas, quem sustenta o tráfico? Eu respondo: O bacaninha que vive na entrada da favela (não entra porque tem “medo da violência”…), comprando a droga que o traficante vende e depois transforma o dinheiro em armas e munição.
    A prostituição é a mesma coisa. Querem legalizar algo que acham fácil de passar, para depois legalizarem o mais difícil. É isso aí, @andarílho01, tem que tirar as prostitutas da prostituição e inserí-las no mercado de trabalho.
    Gente hipócrita…!! Estes dois, JAMAIS TERÃO MEU VOTO!!

  3. Em geral, o militante não tem compromisso com a verdade, até porquê, no caso do sr. Jean Wyllys, verdade é aquilo que lhe interessa no momento. As discussões se tornam circulares diante de militantes. O que é verdade hoje pode não o ser amanhã. Isso demonstra que a verdade, na cabeça de tipos como o sr. Jean Wyllys nada mais é do que sua opinião pessoal que atende, que coincide com sua “causa.” A verdade do sr. Jean Wyllys é aquela que lhe agrada, pois se o desagrada, então é mentira. Essa é a sua lógica. E depois citar a Bíblia, como se aquela, no seu todo, se tratasse de mandamentos objetivos, é não saber nem do que se trata a Bíblia. Na verdade, o sr. Jean Wyllys está contaminado pela mesma forma errada de encarar as Sagradas Escrituras. Quando cada um vem a interpreta as Escrituras ao céu prazer, então significa que as Escrituras não o dizem nada.

  4. Pingback: Por um país de “filhos da puta!” « O Legado d'O Andarilho

  5. Pingback: Quando o PSOL bater na janela do teu browser… | O Legado d'O Andarilho

  6. Bruno, vou aproveitar este texto já “um tanto antigo” (embora o assunto permaneça atual) para fazer um paralelo com meu artigo “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem” => http://porele.wordpress.com/2012/09/08/quem-dizem-os-homens-ser-o-filho-do-homem/

    Quando digo que a moral varia de acordo o a época e o local, minha intenção não é relativizar a moral, até porque a mora é por si só relativizada. Quando digo que Cristo supera a moral, quero dizer que os princípios ensinados por Ele são bem superiores a moral.

    É comum ver pessoas colocando Jesus ao lado de outros “mestres da moral” tais como Gandhi, Sidarta Gautama, Confucio, etc… Só que sabemos que Ele é bem mais do que isso…

    Não duvido que a intenção do sr. Jean Wyllys torne-se realidade. A moral horizontal será pervertida… E ai, passaremos a seguir esta moral? Claro que não….

    Devemos superar a moral: Enquanto a moral diz que devemos proteger as prostitutas legalizando sua “profissão”, Jesus diz “vai e não peques mais”.

    Ultimamente tenho “encarnado” no seu blog… Já estou beirando a inconveniência heheheh… No entanto, não pude perder mais esta oportunidade…

    Abraços,
    Carlos Amorim

    • Estou com esse seu artigo aberto aqui, para comentá-lo, Carlos.

      No caso, pode ser que o que você entenda como “moral relativizada” seja, mais precisamente, imoral. O risco é justamente o relativismo, que acaba por defender que “cada um faz sua moral” ou “a moral está sujeita ao tempo/espaço”.

      Parece-me que existe uma confusão, identificando moral e costumes, no sentido cultura, como sendo a mesma coisa.

      • Existe uma relação dialética entre moral e costumes… Em países árabes é costume as mulheres cobrirem os cabelos e este hábito tem reflexos morais… Uma mulher de cabelos descobertos é considerada uma ofensa a moral islâmica.

        Nunca afirmei que cada um faz sua moral. Só digo que a moral horizontal é sobremaneira débil para apoiarmos nela nossas ações.

        Se vivermos em função da moral o que nos torna diferente das outras religiões que “pregam o bem”? (você certamente já ouviu esta expressão)

        É assim que os não-cristãos enxergam o cardápio religioso que lhes é oferecido atualmente. “Todas as religiões pregam o bem” – dizem eles.

        O que diferencia Jesus de outros mestres da moral? Claro, nós bem sabemos que Ele é o messias, O Salvador, o Deus imanente, etc… Mas o que suas ações refletem?

        É possível ver Jesus, em não poucas passagens das escrituras, superando a moral corrente. Observe que quando falo em superar, não me refiro a “flexibilizar” ou “suavizar”.

        Bem, esta é uma discussão bem longa… E eu nem cheguei a falar que Adão, antes da queda, era amoral… Mas estas são cenas para um próximo capítulo! hehehe

        Abraços cara!

      • Certo… entendi bem, agora, o que vc quis dizer, como quis estabelecer a relação. Mas eu estava enfocanfo a noção de que há limites para essa diversidade de costumes. E digo que é assim porque a lei natural é maior que a lei positiva e que, diferentemente da última, não pode ser pervertida pela relativização conforme tem ocorrido (vide união estável gay).

        Não se incomode de tecer esse tratado para mim 🙂 já estou feliz por você aparentemente comungar da certeza da individualidade de Adão e Eva (não tomá-los como mitos).

      • Quando Jesus superava a moral, ele promovia um retorno a um principio maior, insuperável, imutável, atemporal e universal… A lei natural, estabelecida desde os primórdios pelo Grande Legislador, é um dos aspectos deste principio.

        Não reconhecer a existência de Adão e Eva é uma heresia grave! O “remédio” foi administrado por existir uma “doença” (Rm 5:12).

        Li certa vez que um periódico ateu publicado nos EUA, estampou em suas páginas: “Se provarmos que Adão não existiu, encontraremos o cadáver do Filho de Deus embaixo dos escombros do Cristianismo”.

        Valeu!
        Carlos

      • Só mais algumas pergunta para estabelecermos o conceito de moral:

        Você acha moral duas pessoas do mesmo sexo se casarem?
        Você crê que a sociedade hodierna compartilha de seu (nosso) conceito de moral?

  7. Pingback: As prostitutas e eu | O Legado d'O Andarilho

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