Aborto é uma questão do que EU quero?


O que EU quero???

Mais um dia de combate à cultura de morte, em especial contra o aborto. Mais uma vez centenas de boas pessoas que compreendem o valor da vida dedicaram-se a expressar essa preocupação pelo twitter no chamado “tuitaço”. A hashtag desta vez foi #abortonuncamais.

Como já é comum, em meio a centenas de mensagens positivas (originais ou “retuites” de apoio) surgem algumas de desaprovação, de afronta, de deboche e especialmente com conteúdo que beira o ódio e a inóqua tentativa de silenciar quem defende a vida em sua plenitude: da concepção à morte natural.

Infelizmente são pouquíssimos os casos de pessoas que manifestam a oposição, ou seja, registram seu apoio ao aborto com uma postura respeitadora. Eu sustento que vale muito a pena dedicar algumas respostas a essas pessoas; isso pode gerar muito bons frutos. Recentemente, por exemplo, pude mostrar para um rapaz que a Igreja Católica tem razões fundamentadas para ser contra o uso de células-tronco embrionárias e o melhor: acabei fazendo ele descobrir que o tratamento e a pesquisa para a sua enfermidade (distrofia muscular) está progredindo com o uso de CTAs (células-tronco adultas)! Foi gratificante. Louvado seja Deus!

Outro caso, de hoje, foi o rápido debate com @accio_harryp que foi amistoso até o fim e me rendeu mais este argumento de defesa:

Abortistas alegam que abortar nas primeiras semanas não seria ruim porque o feto não sentiria dor (que isso é um equívoco já sabemos bem, tendo sido inclusive publicado recentemente este e este outro relatos que confirmam isso, e que não são os primeiros do tipo).
Pensando desta maneira hipotética, eu pergunto o seguinte:
Se pudéssemos conversar com esse feto, contar-lhe que sua mãe quer abortá-lo por não poder cuidar dele, mas que aqui fora ele pode encontrar uma família que o ame, e mais: que a sua própria mãe até pode resolver ficar com ele quando o vir nascido, quando o tiver nos braços, e perguntássemos sua opinião, o que este feto responderia? O que ele escolheria???

Não se pode esconder a ânsia por livrar-se de um “eventual incômodo” que o filho parece representar atrás de uma falsa preocupação de querer evitar-lhe o pior.

Agora voltando aos tumultuadores:
Houve o caso da @_MMeme que tentou atrapalhar participou do manifesto com a brilhante frase:

que isso gnt. eu sou a favor do aborto, oshe.. se a pessoa quer fazer isso, deixa ela. Para de implicância, ignorantes ;@@@

Prontamente à minha réplica, ela puxou o papo de que se não pode cuidar, melhor matar e me disse que eu sequer deveria dar palpites, já que sou homem. A resposta para isso é tão óbvia e ao mesmo tempo é tão absurdamente ridículo ter que responder, que me recuso a reescrevê-la. Segue o registro: gravidez é coisa só de mulher?

E não é de se desprezar a deficiência ortográfica e gramatical dessa geração de baderneiros; eu sempre denuncio os erros crassos na escrita deles. A sua incapacidade de escrever corretamente é a mais clara confissão da sua ignorância intelectual.

Numa boa disposição para responder (mas não para raciocinar) @_MMeme arriscou mandar eu me calar, sugerindo que eu fosse ler a bíblia. Ah Helen Silva / @_MMeme … como eu gostaria que não existissem presepeiros como você, que tentam tumultuar um manifesto pacífico com agressões verbais inférteis e pudesse, sim, ler a bíblia em paz. Mas como a bíblia não teve nada a ver com nosso colóquio, sigamos…

Em seguida a sagaz @_MMeme sugere que eu provavelmente não tenho filhos e não sou casado portanto, mais uma vez eu não teria nada que estar me manifestando contra o aborto. Meu perfil de twitter (@oandarilho01) traz bem claro:

Cristão Católico. Casado. Administrador de sistemas Linux. Ator. Ativista pró-vida. Cientista político autodidata.

Ou esta sujeita é distraída e só notou o primeiro item, ou é estúpida a ponto de fazer uso de senso comum – o que, aliás, é tudo que uma mente pouco desenvolvida consegue alcançar – sem investigar e concluir que:

1) se eu fosse pai de um ou mais filhos, atualmente só ia querer abortos pra minha vida;
2) a maioria dos que participavam do #abortonuncamais é “crente”, então esse aí deve ser também. Oba! Posso zombar dele!

Enfim, com mais ou menos idade, mais ou menos palavrões, há por aí afora muitos delinquentes virtuais. Não me canso de combatê-los. Infelizmente não consigo dar conta de todos (são como ratos!). É um exercício de caridade, pois muitos são ingênuos em sua “rebeldia-sem-causa” e podem salvar-se dessa ignorância.

Não obstante, esse fenômeno propõe o seguinte:
A maioria desses arruaceiros mexem-se APENAS para confrontar as atitudes benignas dos agentes pró-vida. NENHUM deles jamais me mostrou um gesto concreto que contribuísse positivamente para diminuir ou resolver os problemas crônicos quanto aos quais eles adoram acusar-nos de hipócritas e demagogos. Não, meus caros… lhes é confortável fazer como @roniwisley que se deu ao trabalho de gastar tempo nos dizendo: “vão cuidar das suas vidas!” ou como @Vxmx (Vinícius Macedo): “cristãos deviam ter um twitter exclusivo” ou “os crentes são a desgraça do Brasil”:

Como eu já disse:

Enquanto os anticristãos chafurdam na lama da sua mediocridade, grunhindo ofensas mil contra a Igreja (que, queiram ou não, representa o BEM, ainda mais nessa história), respirando o fedor das suas fantasias de um “passado negro” da Igreja, os cristãos seguem agindo e praticando toda sorte de esforços pela vida, pelo bem comum e pelo bem DAS ALMAS, concretizando justamente tudo aquilo que eles se obrigam a negar que façamos.

Cada vez mais nós, cristãos, devemos bradar o NÃO PODEMOS de São Pedro e São João Evangelista:

Chamaram de novo Pedro e João e ordenaram-lhes que, de modo algum, falassem ou ensinassem em nome de Jesus. Pedro e João responderam: “Julgai vós mesmos se é justo, diante de Deus, que obedeçamos antes a vós do que a Deus! Quanto a nós, não podemos deixar de falar sobre o que vimos e ouvimos” At 4, 18-20

Esses tratantes gostam também de rosnar: “se é contra o aborto, adote você essas crianças!”. Olha, eu tenho considerado a sério mesmo essa idéia. Seria muito bom salvar uma criança de crescer cometendo essas cretinices…

Percebem? Está muito claro o que nós queremos com a defesa da vida. E não se trata do que eu quero, do que os cristãos querem. Trata-se do que é justo, do que é correto, ético e moral, já que estamos tratando de vidas humanas.
E o que ELES querem, nos repreendendo? Do que se trata a vontade de ter livre acesso aos métodos de morticínio? Nós sabemos! Muitos deles fazem só uma vaga idéia…

E não é nada belo.

Paz e Bem
Bruno Linhares


Veja também:

Estudo: os nascituros e a dor

A medida provisória e a estupidez permanente

3 pensamentos sobre “Aborto é uma questão do que EU quero?

  1. Já disse o saudoso “Ronald Reagan”: “Aqueles que defendem o aborto já nasceram” é típico dos egoístas defenderem o próprio mas colocar o dos outros na reta… se fossem mais analfabetos e menos estúpidos defenderiam a vida mesmo com erros ortográficos mas se nem na escola secular não tiveram inteligência para aprender algo imagine se vão aprender alguma coisa sobre o valor de uma vida.

  2. Pingback: Dar murro em ponta de cruz « O Legado d'O Andarilho

  3. Pingback: Regulamentação do aborto mais ou menos discutida na UFF | O Legado d'O Andarilho

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