Minidiscurso contra a eutanásia


Audiência pública sobre anteprojeto de reforma do Código Penal – edição RJ

Mais um convite feito pelas autoridades do jurídico à sociedade para manifestações acerca da reforma do Código Penal.
Como esta edição incluiu a questão da eutanásia, os agentes pró-vida prontamente organizaram-se para estar presentes e apresentarem sua defesa da dignidade humana e promoção da vida na sua totalidade: da concepção à morte natural.

Foi muito animador ouvir tantos discursos pró-vida contundentes: homens posicionando-se pelo direito à vida, contra o aborto, mulheres se pronunciando contra o desvario das feministas, com seu discurso de “direitos reprodutivos”, profissionais de saúde desmentindo o falso alívio da eutanásia, etc. E novamente os notáveis defensores da vida, já figurinhas carimbadas nestes eventos: deputado Marcio Pacheco (PSC-RJ), Dóris Hipólito, Maria José (Zézé), Dr. Rodolfo Acatauassu, e tantos outros, bravamente combateram os perigos à vida constantes nesta proposta. A eles, o meu muito obrigado!

Felizmente este evento desenvolveu-se com tranquilidade, sem exaltações ou prejuízo das manifestações, diferentemente do que foi noticiado que ocorreu na edição de SP. Mesmo aquelas mulheres (não houve um único homem que tenha sido a favor do aborto) que proferiram seus discursos mentirosos tiveram vez de falar. E o melhor de tudo é que cada discurso foi gravado e transcrito para ser apresentado à comissão formada pelo senado federal.

Disponibilizo o áudio do meu minidiscurso, e abaixo o transcrevo, na íntegra, com as partes que não pude proferir devido à limitação do tempo:

Boa tarde a todos

– é importante assumir o seguinte pressuposto com relação à eutanásia: a interrupção da vida, a sua ELIMINAÇÃO é um ato intrinsecamente ligado ao desejo da própria pessoa ou de seus familiares de eximir-se da responsabilidade da tutela da vida em si ou dos deveres oriundos desta tutela.

– exemplos: aborto, caso de negação da  responsabilidade dos pais mesmo do estuprador, afinal, quem defende “direitos reprodutivos”, em especial as feministas, nunca defende que os casais tem o direito de não fazer sexo, se não querem engravidar!; pena de morte, negação da  responsabilidade do Estado em corrigir para devolver o preso à sociedade ou, ainda que mantendo permanentemente recluso o condenado cuidar que ele sirva a ela de alguma forma.

-voltando à eutanásia: quem desejaria morrer se estivesse perfeitamente sadio? Ora, se algum ser humano verdadeiramente e terminantemente deseja morrer, sem dúvida dá cabo da própria vida enquanto tem forças. E também: quem é que deseja a morte de um ente “querido” (entre aspas pois não pode ser querido alguém que mereça morrer, que deva ser morto por qualquer motivo que seja). Donde vem a conclusão de que a pessoa objeto da eutanásia, o doente terminal, só atinge um estágio de desejar a própria morte, de aceitar que lhe interrompam a vida, por causa do desamparo percebido em todos aqueles que possuem a responsabilidade de auxílio para preservação daquela vida, e aqui podemos incluir o Estado, porque a legalização desta prática não facilitaria somente as famílias clientes da rede privada de saúde, mas a poderia afetar a gerência do sistema público de saúde, afinal, seria muito cômodo “dar fim” aos idosos e doentes terminais que lotam e tanto oneram os hospitais públicos.

– por fim, não havendo qualquer motivo moralmente nem eticamente (se pensarmos sobre utilização de órgãos dessas vítimas, por exemplo) aceitável para se conssentir a eliminação de uma  vida humana, e porque:

1) um: cada vez que a sociedade legaliza um método de morte ou tortura para punições, ela abre precedentes para que outros métodos, ainda mais brutais e estarrecedores de morte aventem legalização, além de receber a título de retaliação da  parcela criminosa desta mesma sociedade métodos  correspondentemente mais brutais de atentados;

2) e dois, a progressiva aceitação de algo que podemos chamar de cultura de morte distorce perigosamente a noção de quem tem o direito à vida e de quem tem direito de dispor das vidas alheias no contexto da utilidade  para a sociedade, como por exemplo o que foi proposto recentemente por pesquisadores estrangeiros e denunciado por um colunista da        Veja de que não há, francamente diferença prática entre o aborto de nascituro e o infanticídio, ou seja, assassínio de crianças já nascidas;

3) três: por me parecer ilógico que se  inclua numa cartilha que objetiva criminalizar e punir indivíduos CULPADOS de algum delito, mecanismos que claramente promovam a morte de INOCENTES,

4) há uma enorme incoerência em quem reclama sobre as mortes de mulheres e é afavor de aborto e eutanasia, pois nestes procedimentos é lógico que grande parte d as vítimas, tendendo a 50%, é de mulheres!

5) e cinco: aproveitando a falácia que foi dita mais cedo: se há mesmo 1 milhão de aborto por DIA, como as feministas adoram contabilizar, é preciso falar também em números da demanda pela eutanasia, inclusive de eutanásia clandestina, que justifique a sua descriminalização. Afinal, diante dos cerca de 50 mil homicídios/ano no Brasil que sao ESPECULADOS, quem ousou propor a descriminalizacao deste tipo de homicídio sob a prerrogativa de  adaptação aos novos tempos ou coisa parecida?

sustento que a eutanásia, bem como os tipos TODOS de aborto, SEM EXCEÇÃO devem ser devidamente criminalizados, com vigor, e não aliviados ou facilitados. E a exemplo dos outros tópicos da reforma: crimes cibernéticos, estelionato, milícias que tratam da preservação dos bens alheios, de   cada cidadao, nao se facilite a usurpação do bem maior de cada um, a vida.

Denuncio ainda uma informação desonesta, de quem citou que a Itália seja um país católico. Embora Vaticano sim seja um estado confessional e não Itália, como poderia vir isto ao caso no nosso Brasil, em que se alardeia a laicidade do estado? Embora seja uma certeza de que se este estado fosse confessionalmente cristão estes atentados à vida nem seriam cogitados, o respeito e a defesa incondicional da vida não é  uma questão unicamente religiosa.

Veja também:

A eutanásia na visão de um oncologista

Jovem sai do coma quando médicos se preparavam para remover órgãos

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