Pérolas aos porcos


“Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não as calquem com os seus pés, e, voltando-se contra vós, vos despedacem.” – Mt 7, 6

Soube de um grupo de discussões no facebook que apóia a causa feminista do aborto. Eles publicaram essa semana um manifesto contra a aprovação do Estatuto do Nascituro. Fui conferir e dar minha contribuição, pois em ambientes assim sempre há gente se esforçando para mudar a consciência de quem não valoriza ou mesmo desrespeita o direito inalienável à vida, além de haver muitos incautos que infelizmente são convencidos pelas mentiras destes grupos abortistas.

Pois bem, sem surpresa alguma, o manifesto trouxe as falácias que podem ser conferidas na imagem abaixo. Redigi uma breve resposta apontando os erros e indicando este meu artigo, onde eu confronto 10 argumentos dos carniceiros:

O que escrevi lá e infelizmente não “fotografei” foi praticamente esta informação, que remontei depois, ao comentar com colegas pró-vida:

***

Algumas considerações sobre as mentiras e despautérios espalhados sobre o Estatuto do Nascituro (PL 478/07):

1) “direito à pensão alimentícia até completar 18 anos para o feto…”: é patente a coisificação do ser humano que os abortistas são capazes de aplicar em seus discursos para causar um impacto! Como alguém tem a pachorra de chamar um indivíduo de 18 anos de FETO?!
2) “coloca em risco a fertilização invitro”: mentira. O parágrafo único do artigo 2 do projeto traz, justamente, o contrário:
“Parágrafo único. O conceito de nascituro inclui os seres humanos concebidos “in vitro”, os produzidos através de clonagem ou por outro meio científica e eticamente aceito.”
3) Onde já se viu criminalizar uma mulher por causa de um aborto ESPONTÂNEO?! É uma outra mentira bastante irresponsável. Além disso, a redação do projeto NÃO traz sequer os termos “espontâneo” e “químico(a)”.
Ano passado já havia saído um manifesto, que apresentava 10 críticas ao Estatuto do Nascituro. Naquela ocasião eu redigi este artigo com respostas a cada uma das alegações:

***

Além disso, comentei numa outra postagem da página, que divulga uma cartilha desenvolvida pelas “católicas Pelo Direito de Decidir”, que tanto a CNBB como a USCCB (conferência dos bispos dos EUA) já avisaram aos fiéis que esta organização não tem nada de católica.

Algumas horas ou minutos depois, meus comentários foram removidos e eu fui aparentemente bloqueado, pois não posso mais comentar, embora possa visualizar (tenho estômago!) o grupo. Mandei um e-mail para o endereço que consta na página para deixar registrada a queixa contra a “tolerância” – sim, já esperada – deles. E aí, aproveitaram a oportunidade para me sacanear (isso também era esperado) e responderam assim:

Após baixar e escanear o anexo (um arquivo .rar) por vírus  – claro! – constato a bobagem:

Notem que o e-mail fabricado teve a sofisticação de justificar a demora na resposta. O pior é ver que os celerados foram lentos para ir no paint brush escrever essa simples piadinha. São de um intelecto muito devagar mesmo…

Enfim, não publico esse episódio para suscitar protestos contra os donos da página. É coisa de pouquíssima monta para deixar alguém como eu irritado. Mas que o registro sirva para salvar das garras desses doutores da imbecilidade, as boas pessoas descuidadas que conhecemos.

A luta contra a cultura da morte é isso: uma peleja diária com ignóbeis.

Veja também:

A medida provisória e a estupidez permanente

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14 pensamentos sobre “Pérolas aos porcos

  1. E pelo jeito, meu irmão, o português, amigo de todos os blogueiros, passou longe deles também, né? “geito”, “respondelo”, “desbanido” são exemplos de burrice crônica.

  2. São tão intelectualmente desonestos que acham muito bacana uma legislação que permite que o estuprador saia de fininho, sem sequer ser denunciado.

    • Olá, Karina! Obrigado por sua visita.

      Diretamente no ponto! É curioso notar a ausência de pedidos por uma ação mais eficaz da polícia e da justiça na prisão e, por que não?, em coibir os estupros.

      Outra atitude desonesta: os abortistas insistem que legalizar não seria um incentivo à adoção mais ampla do aborto. Uma hipótese. Agora vai algum de nós, dizer que a exceção que já existe no código, que não pune os envolvidos em aborto em decorrência de estupro, é já um grande incentivo à falsificação de B.O., pra ver se eles prontamente nos acusam de “não ter provas”…

  3. Além do péssimo português, eles também não tem argumentos para nossas questões. Pensam que somente a opinião deles pode e deve ser aceita pela comunidade.

    • Olá, Camila Vieira! Obrigado por sua visita.

      Ainda temos que ler/ouvir que os religiosos é que são burros.
      Isso é um padrão, muito patente: a massa de militantes, de qualquer causa esquerdistas, escreve mal e sempre culpa a Igreja por supostos males da sociedade, em qualquer época. E estes dois pontos são revelados logo de cara.

    • Olá, Lucas! Grato pelo comentário.

      A verdade é que os abortistas não defendem a liberdade de expressão. E o “direito à liberdade” que fingem defender pras mulheres, é a libertinagem. Feministas não lutam para que mulheres possam ser iguais aos homens no que é bom, mas no que é mau: abandono do lar (pode ser a própria recusa em formar um), promiscuidade, etc.

      Até própria luta por um maior emprego dos contraceptivos denuncia isso.
      E, infelizmente, o uso indiscriminado desses artifícios, é um dos grandes causadores de abortos. Explico: aqueles que precisam desesperadamente de uma camisinha ou pílula para “se proteger”, porque se colocaram numa situação de urgência sexual, estão já, inegavelmente, destituídos de um senso crítico e equilíbrio apurado. E indivíduos em situação assim tornam-se extremamente incapazes de manusear os contraceptivos. Com isso vem a gravidez inesperada, que vira um “problema” a ser resolvido com um aborto.

  4. Bruno, rapaz …

    Você tem um estômago de ferro, mesmo (rs)!

    Eu não consigo essa disposição para visitar esses espaços de abortistas, até porque nada neles é novidade: a mesma lenga-lenga falaciosa e mentirosa de que se preocupam com os direitos de escolha das mulheres (as pobrezinhas que depois de transarem por livre e espontânea escolha, engravidam, vão a clínicas clandestinas – logo, crime – para assassinarem a vida em seus ventres – logo, crime). ~

    São os mesmos disparates, o mesmo ranço doentio e calculado contra a religião e – enfim – a mesma intolerância com quem diverge e os confronta com uma argumentação que não conseguem refutar.

    De todo modo, aprovo e propago essas informações, inclusive no que concerne às “católicas pelo direito de decidir”, um grande acinte aos verdadeiros fiéis e à própria Igreja. Essas senhoras usarem levianamente o nome de católicas é o sinal claro da tentativa de minar uma oposição de envergadura gerando a confusão entre católicos cordeirinhos e desinformados.

    • Salve!
      Eu acabei tomando conhecimento daquele grupo por aviso de uma parceira pró-vida.
      Até vi um bocado de gente que, apesar de tolerar o aborto, notou o gritante disparate das mentiras daquelas feministas. Isso já foi positivo.

  5. Bruno admiro muito sua civilidade, inteligência e compreensão à tanta ignorância. Estou super satisfeita com seu texto nesse blog, e se as pessoas querem apenas acreditar em páginas de facebook sem procurar mais informações e manterem-se ignorantes, não temos muito a fazer, não é mesmo? Adorei todas as colocações e concordo plenamente. Agradeço o retorno. 😉

    • Olá, Carolina.

      Fico agradecido pelo seu feedback. Nosso principal serviço à população deve mesmo ser a difusão de informações verdadeiras. Ironicamente é justamente disso que pessoas como aquelas nos acusam: de sermos ignorantes e prejudicarmos o conhecimento alheio.

      Com esses esforços lograremos um dia, se Deus quiser, abrir os olhos da sociedade para os absurdos que feministas e demais grupos pró-aborto tentam impôr, à força de mentiras gritadas.

      Paz e Bem

  6. Olá. Bruno. Eu também havia comentado na página, mas não sei o que houve (se me baniram ou não). Nem lembro o que respondi lá kkk. Eu analisei algumas questões levantadas e achei ridículo. O que as feministas costumam dizer é que muitas mulheres morrem durante o aborto, blah, blah, blah. Mas, gente, nenhuma mulher deveria pensar em fazer um aborto. Em hipótese ALGUMA. O pior de tudo é a intolerância dessas pessoas que pedem mais tolerância. Enfim, melhor nem perder tempo com esse tipo de gente. Muito bom o seu post!

    • Olá, Fernanda!
      Exatamente: a solução para os óbitos que as feministas acusam é simples e direta: evitar o aborto. Por isso existe o trabalho dos agentes pró-vida, como a Elba Ramalho, que rodam o país aconselhando as gestantes. Por isso também é que aqui no RJ lutamos pela aprovação do PL 416/11 (mais info aqui no blog) par a criação de casas de apoio a essas gestantes.
      Basta não perder o pressuposto de que o aborto é um assassinato, que as alternativas surgem.

      Paz e Bem

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