Nesse carnaval não use camisinha. Use o bom senso.


ingerindo-camisinha

Mais um carnaval se aproxima e mais uma vez o governo aplica sua política de promoção da promiscuidade, infecções por DSTs e afins, sob a desculpa da prevenção de todos aqueles males que só acontecem porque as pessoas se expõem a eles.

Já venho apresentando esses argumentos há alguns anos, mas não tinha ainda registrado por aqui.
É uma grave irresponsabilidade do governo fomentar o “sexo livre”, sobretudo por ocasião de festas que ocorrem em ambientes superlotados e escuros. Os riscos de ser atingido por uma violência elevam-se.

colete-prova-dstOra, como poderia um dispositivo como o preservativo sintético, de material tão frágil como o látex, que cobre apenas o órgão genital masculino proteger pessoas (sobretudo mulheres, naturalmente mais vulneráveis às violências físicas) de ameaças como o sequestro ou o homicídio? Uma pessoa que se expõe à intimidades com outra desconhecida – ou pouco/recém conhecida – coloca-se numa posição de potencial risco de abusos como esses citados.

Lembra-se de ter ouvido seus pais dizerem “não fale com estranhos”? Se tivesse crescido dando atenção ao que eles falam, teria ouvido “não transe com estranhos” em algum momento.

Outro aspecto importante dessa propaganda de promiscuidade é o seguinte: as pessoas devem usar a camisinha para prevenir o contágio de DSTs porque, inevitavelmente, há pessoas infectadas por aí! É como enviar um pelotão militar para o campo do inimigo sem um detector de minas terrestres. Repito: é uma grave irresponsabilidade do governo!

camisinha-tarja-preta Para mim, preservativos deveriam ser tratados como aqueles remédios vendidos restritamente, sob apresentação de receita médica. No caso, para ter direito ao preservativo, a pessoa teria que COMPROVAR ser portador de DST. Desta forma, o mundo seria mais seguro também para os promíscuos. Digo “também” porque, obviamente, a melhor prevenção contra DSTs já foi inventada, e chama-se castidade ou abstinência.

Prevejo que essa minha opinião seja acusada de extremista. Mas acrescento uma defesa: apesar de todos os avanços que a tecnologia tenha feito e possa vir a fazer, o público-alvo dos preservativos jamais atingirá, no geral, a perícia necessária para utilizar o artefato. Em outras palavras: adolescentes/jovens/adultos desvairados que se dispõem a confiar na camisinha, sobretudo durante as “oportunidades” que surgem nas festas de carnaval são INCOMPETENTES. Não possuem o discernimento necessário para sequer estarem, de novo: no geral, perfeitamente lúcidos na hora de desembrulhar o produto e encapar o instrumento, saca?

Através da mistura de álcool (ou outras substâncias entorpecentes) e euforia (mais precisamente, afobação) – que pode resultar em negligência (ou seja, acabar por esquecer/ignorar o uso do preservativo semi-conscientemente) – o cidadão pode ser capaz de tentar colocar a camisinha ao contrário, roçar o membro encapado em superfícies ásperas as mais diversas ou mesmo reutilizar uma mesma camisinha, reduzindo a zero a eficiência do produto.

E para os debilóides de plantão, já adianto a resposta: não, eu NÃO PREFIRO que as pessoas sejam contaminadas ou engravidem precocemente, ou mesmo que portadores de doenças sejam discriminados (essa é a mais estúpida…).

Vocês foram avisados.

Boas festas.


Veja também:

Diretor do projeto de Pesquisa e Prevenção da AIDS de Harvard afirma: o Papa está certo!

3 pensamentos sobre “Nesse carnaval não use camisinha. Use o bom senso.

  1. Olá Bruno!
    Infelizmente esta política de distribuição de camisinha atende mais a sociedade consumista em que vivemos do que uma campanha séria em prol da castidade e da fidelidade matrimonial. Monogamia não vende! Pornografia vende e muito!

    Porém como eu mesmo escrevi hoje, a camisinha não resolve o problema da AIDS e muito menos de DST.

    É uma resposta paliativa e ineficaz para o problema, própria da sociedade relativista em que vivemos!

    • Pois é.
      Só com política séria de restrição do acesso aos preservativos a consciência poderia ser moldada. Pode ser que caso eu chegue a deputado, um dia, crie um projeto de lei baseado na sugestão que deixei no artigo.

  2. Pingback: PJ: Pastoral da Libertação, Teologia da Juventude Marxista | O Legado d'O Andarilho

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