Entrevista: Cibele Baginski, presidente do novo ARENA


No último sábado (23/02) tive a oportunidade de conversar com a presidente da nova versão do partido ARENA (Aliança Renovadora Nacional), Cibele Bumbel Baginski, que visitou o Rio de Janeiro, como parte da agenda da “turnê nacional” de oficialização dos comitês estaduais.

Durante a entrevista, coletei informações mais oficiais impossíveis sobre temas de interesse do eleitorado católico conservador, Transcrevo a seguir as perguntas e respostas, para que possam conhecer um pouco mais dessa recente promessa para a política brasileira.

Cibele-ARENA-2Legado do Andarilho: Por que fundar um novo partido, ao invés de organizar um grupo de conservadores pra injetar em outros partidos, de expressão, mas que sejam “menos à esquerda”, mais de centro?

Cibele Baginski: Olha, isso até o Olavo de Carvalho já comentou várias vezes. Isso é estratégia gramcista (N. do E.: referente a Antonio Gramsci), de infiltrar em outros setores alguma coisa. O Olavo deu essa sugestão, ele acha, ele falou no True Outspeak que talvez fosse realmente mais fácil fazer isso; só que talvez fosse, mas olhando a estrutura de como os outros partidos são, eles barram, chega a um certo ponto, tu não vai conseguir subir e tomar conta de um partido desses, ou colocar boas práticas porque tem tanta gente que não condiz com o que tu gostaria de fazer, que simplesmente vai dar um jeito de te cortar. Tu não vai conseguir. Eu fui do Democratas (DEM) e ali não tem condições. Eu quase entrei no PP. Não tem condições. Os partidos funcionam de uma forma muito parecida, todos eles. Eu e o grupo que me ajudou a elaborar aquele estatuto ali, o João (N. do E.: João Manganeli, outro dos fundadores, que também estava presente na reunião), a gente varreu os estatutos de todos os partidos, desde o PCO até o PP, o DEM e todos os outros. Todos eles têm uma sistemática muito parecida, mudam prazos, muda números de membros de diretório, mas toda a sistemática é parecida. É por isso que dão todos os mesmos problemas, que todos eles têm.

LA: Tá certo… Então, diz pra gente no que que esse novo ARENA é diferente do anterior. Uma das primeiras polêmicas foi justamente a idéia que as pessoas de hoje, da nossa geração mais nova, têm do que foi a ditadura, etc. No que vocês se vêem diferente do ARENA antigo?

CB: Essa sigla,

ela veio depois que a gente começou a organizar o partido (vamos fazer ele com um perfil conservador, vamos fazer assim, vamos fazer as coisas funcionarem, serem eficientes e tudo o mais), fizemos todo esse estudo, a gente tinha um projeto de partido já, pronto. Só que o nome foi colocado em votação; tinha oito opções, e a Drielly, que é uma das fundadoras de Pernambuco (ela é a secretária da mulher), sugeriu o nome ARENA. Eu olhei para aquilo e pensei: fantástico! Só que aí depois a segunda coisa – como eu sou do direito (ela é geógrafa) – que eu pensei foi: será que dá para fazer? Aí eu pensei, bom, deixa pra votação. Se gostarem mesmo, a gente vai descobrir se dá para usar. Aí o pessoal gostou mesmo, e ligamos para o TSE, ligamos para os cartórios de Brasília para perguntar se tinha a possibilidade, se tinha problema, etc, para ter certeza de que ia dar certo. Não adiantava começar com um nome e depois não poder usar.

O perfil do pessoal que era a antiga ARENA, vamos dizer assim, não é muito distante, porque era uma época em que as pessoas atuavam em política por convicção (…), como diria o Dipp, que foi vereador em Porto Alegre, ele disse uma coisa muito interessante quando saiu do PP, depois que deu aquele rebu de coligações com o PC do B: “Antigamente não se via tantas extravagâncias na política”. Mas, enfim, é verdade! Antigamente muitas pessoas participavam porque queriam fazer alguma coisa funcionar, hoje não. Então muitas pessoas estão vindo exatamente por causa dessa sensação de um tempo em que as pessoas ainda tinham um pouco mais de preservação do caráter e da vontade de fazer.

LA: Perfeitamente. Houve uma pergunta, no meio das perguntas sobre a questão da estatização, da privatização. No estatuto e no programa vocês falam sobre o “estado necessário”. Tem com dar uma resumida para quem não está muito familiarizado com o termo? O que vem a ser o “estado necessário”?

CB: Esse é um termo que tem que ser bem explicado, porque realmente gera dúvidas. Tem tendêncis mais liberais, mais conservadoras, clássicas, de várias teorias econômicas diferentes. Tem muitas escolas boas, outras nem tanto assim. O estado necessário que pensamos foi: o estado manter o mínimo necessário para tornar o sistema eficiente: agências reguladoras onde for necessário, uma autarquia de economia mista onde não funciona nem um e nem outro modelo, buscar uma questão de equilíbrio e desinchar o estado. Do jeito que está, não funciona! Buscar a eficiência e, essa questão da estatização que perguntaram antes (na reunião do diretório) é uma questão que ficou muito pontual no estatuto, porque foi pensado em criar as menores frases possíveis, bem resumidas.

Só que, estatizar setor estratégico, tem que ver o que é funcional ou não. A telefonia é um que não seria funcional estatizado, apesar de em tese ser estratégico. Teve uma pergunta interessante que me fizeram semana passada: “ah, mas o setor mais estratégico que tem é o agronegócio, porque eu nunca vi país que sobrevivesse sem suprimento de alimentação”. Realmente, só que isso não iria funcionar em outro estado (em relação ao RS, estado de origem da entrevistada, com forte tradição agropecuária). Então tudo tem que ser pensado. Um setor que o João deu exemplo que realmente faz sentido, quando se pensa em estratégia – é bem extravagante o exemplo: a tecnologia de enriquecimento de urânio é estatal porque, se ela fosse privatizada – para o mercado, o que vale é o melhor preço, a vantagem – daqui a pouco, o Brasil estaria vendendo para a Al Qaeda, o Irã ou pra quem fosse, e isso seria perigoso porque é uma tecnologia que pode gerar uma bomba que pode gerar o colapso do mundo que a gente conhece hoje. É uma responsabilidade do Brasil manter isso em segurança, pensar no bem da humanidade. Essas coisas que são essenciais para manter o país estável, trazer competitividade, incentivar a grande empresa nacional, incentivar o desenvolvimento de tecnologias e de iniciativas dentro do país,  o estado tem que ter formas de incentivar isso. Ferrovias, por exemplo, realmente seriam investimentos muito grandes para algumas empresas, mas eu cito um exemplo ainda mais simples que as ferrovias: luz elétrica. Tem lugares no país que não se tem nem estradas para chegar, é uma trilha no meio do mato. Nenhuma empresa privada vai querer levar luz até lá, gastar com toda a estrutura porque não vai dar lucro inicalmente, demora. O estado teria que desenvolver um pouco a região para depois privatizar, conceder ou utilizar uma estratégia de economia mista para aquele local. O Brasil tem tantas realidades diferentes que tem que ser adaptado para ser equilibrado e essa é a questão do estado necessário. Por isso tem que ser bem visto, no plano de governo, o momento do Brasil. Porque um plano de governo com bases no estado necessário para agora, é uma coisa. Daqui a 20 ou 30 anos, se o Brasil estiver mais desenvolvido, vai ser bem diferente.

LA: Está certo. Bem, já foi falado lá em cima (na reunião) a posição do partido quanto à descriminalização do aborto. O partido se posiciona de forma contrária. É uma das bandeiras de qualquer conservador. Para nós cristãos, então é irrevogável…

CB: Pros cristãos, para outras religiões tradicionais, a valorização da vida é uma das coisas mais importantes. Então, realmente, essa é uma das bandeiras que não poderia faltar. Deu bastante polêmica no começo porque a gente não colocou no programa; só que não colocamos lá por um motivo simples: é óbvio! (risos)

LA: Muito bom! Ótima resposta! (risos) E, falando em programa, também uma coisa que foi um pouco mais curiosa: vocês falaram sobre a importância e talvez uma tentativa da volta do latim ao programa escolar. Isso ainda vigora, qual é a opinião quanto a isso?

CB: Isso tá no programa, só que, a explicação disso é: teve gente que foi tão radical que entendeu como “transformar nossas crianças em fluentes em latim”. Não, não estou querendo que ninguém reze homilia de missa por aí. Vamos com calma… O latim é uma das línguas que foi origem dos idioma português, assim como o grego, etc. A estrutura frasal do latim, os radicais e outras regras que se tem nesse idioma facilitam muito o entendimento de vírgula, acentuação, como se escreve, amplia o vocabulário, só de entender o radical – às vezes não precisa conhecer a palavra – consegue entender o que significa. Isso é uma ampliação do idioma português, é a sistemática do idioma que se precisa aprender, não o idioma fluente.

LA: Claro, claro… não é equiparar o latim ao inglês, como é hoje para as crianças.

CB: Hoje em dia a gente tem que estudar em português 57 regras e 83 exceções para cada uma, quando se tu entendesse a lógica, que é praticamente matemática, ia ser bem mais fácil.

Cibele-ARENA-1LA: Outra coisa: já foi falado por alguns porta-vozes a posição contrária ao sistema de cotas. Teve até a polêmica, tentaram colocar você em maus lençóis porque entrou (na universidade) pelo ENEM, etc. Falando sobre isso, qual é avisão do partido quanto a esse assistencialismo, esse monte de bolsas que o governo atual dá?

CB: Aí é que está. O maior problema que se vê, de uma forma gritante, são as cotas raciais. Isso é pior que a política do Apartheid na África do Sul. Tem um intercambista lá da minha faculdade que há alguns anos atrás, bem antes da idéia de partido, ele comentou comigo:  “Bah, mas por que vocês têm essas idéias aqui no Brasil?”, ele ficou apavorado, ele achou realmente exagerado e nem era tanto, antigamente, há dois ou três anos atrás. Agora, da época que entrou o regime de classificação federal do RS, quando eu tentei o vestibular também, teve uma amiga minha, da mesma escola pública que eu, ela se matou de estudar, sem cursinho, sem nada – ela queria fazer medicina, curso até mais difícil que o meu – e ela é “zulu”, uma “pretinha da silva” – e linda, né – (sic), e ela passou em medicina entre os 15 primeiros. E ela se inscreveu só para o acesso universal, quando ela se inscreveu pra isso, eu disse: “Vem cá, mas por que tu não vai pegar as outras vagas?” e ela foi curta e grossa: “Eu quero merecer a vaga, não quero ganhar de graça. Tão me tirando pra burra, ou o quê?”. E ela estava emputecida com esse sistema.

LA: E com relação às bolsas, o partido pensa em alguma proposta que pudesse ser diferente, que pudesse quebrar essa cultura?

CB: A cultura das bolsas, no caso da educação, tem vários problemas: primeiro o tipo de mérito que tu usa pra conceder uma bolsa de estudos. O sistema de bolsas de estudo do ProUNI é um sistema que foi implantado com base numa legislação de 67. Eles tinham um projeto para isso, só não tinha sido implantado completamente. Agora, tu transformar esse sistema meritocrático que foi criado, em uma outra coisa que está sendo mexida agora, isso aí já tá complicado. A educação básica no Brasil é que tem que ser melhorada. Porque sem educação boa, realmente ninguém vai conseguir entrar numa faculdade. E se consegue entrar – vamos considerar que tu dê bolsa para todo mundo, até para aqueles que não se esforçaram para vencer um pouco a debilidade do ensino público – esses caras, às vezes, por mais esforço que tenham, por a educação ser ruim lá na base, eles não vão conseguir terminar a faculdade. Pode ser fácil entrar, mas vai ser difícil sair. Então não adianta nada.

LA: E quanto às bolsas, tipo bolsa família? O fato de hoje em dia se criar essa classe que basicamente sobrevive com auxílio financeiro do governo? Tem gente que vai fazendo milhões de filhos para ir acumulando bolsas e garantir perpetuar o auxílio…

CB: Isso é complicado, porque, realmente o que o governo queria fazer é uma coisa que não seja humilhante com isso. O que as pessoas precisam não é ser tratadas à base de esmola governamental, elas precisam ter qualificação profissional, precisam de um programa que realmente gere empregos, dê dignidade e chances de essa pessoa subir na vida. O problema dessas bolsas é isso, tu pega e coloca a pessoa numa situação que daqui a pouco ela tá se sentindo inútil, porque ela não trabalha, não faz nada, não tem oportunidade alguma. Esses programas tinham que ser remodelados. Não vou dizer que, tipo, se hoje eu tivesse que remodelar um programa desses, seria de forma a dar qualificaçõa profissional e geração de emprego, mas não tiraria de repente, do nada, cortar, porque teria criança morrendo de fome. Mas tem que dar qualificação pra que ele não dependa mais disso, possa sustentar os filhos. Tem que remodelar, mas num pensamento conservador: fazer a alteração de uma forma ordeira e que vá trazer efeitos, sem caos social, sem afobamento, com calma e de forma planejada. O que o Brasil precisa é de planejamento.

LA: Sempre que falamos de conservadorismo, falamos de valores morais e, como também foi citado lá em cima rapidamente, tem toda essa problemática hoje entre cristãos e “direitos homossexuais”. No partido há uma definição sobre ser contra ou a favor não só do estabelecimento do casamento, mas adoção e outras coisas? O partido pensa em se posicionar contrário ou, de repente, se abster dessas discussões?

CB: Tem que fazer um estudo disso, porque eu tenho uma ótica jurídica dessa situação. O homossexualismo, ele existe. O que as pessoas fazem entre quatro paredes a gente não vai impedir ninguém de fazer. Agora, a questão do casamento, ela é inviável juridicamente, tanto quanto religiosamente – eu sou católica também – mas, a questão jurídica é impossível, mas o contrato talvez fosse possível, teria que ser estudado. Porque, realmente, direitos de previdência, sucessão, herança, essas coisas, dependência no plano de saúde… No código de 1916 tinha uma solução excelente para isso: contrato de sociedade civil. Serviria para ceder direitos de previdência, de herança, para outra pessao tranquilamente, não teria problema nenhum, só que o contrato não dá direito à adoção. O problema não é “ah… eu não quero que as crianças sejam adotadas e tenham boa qualidade de vida…” (N. do E.: um dos principais argumentos utilizados contra nós), o problema é que no Brasil, com esses movimentos radicais, não se tem, como em outros países, famílias que tenham pessoas do mesmo sexo que vão educar as crianças para serem normais, elas iam usar as crianças para doutriná-las, e isso é perigoso. É por isso que eu tenho a minha restrição pessoal contra a adoção.

LA: Exatamente. Você priva a criança de um direito natural que ela tem de ter contato com as duas figuras, do homem e da mulher, do pai e da mãe…

CB: Sim, eu já vi casos em que realmente funciona, só que é raríssimo no Brasil isso acontecer, porque a mentalidade é distorcida pelas políticas doutrinárias de esquerda.

LA: Só pra finalizar: ao mesmo tempo que a gente está tentando fundar um partido pra mudar um pouco o cenário político, a gente vê também que tem crescido um desinteresse sobre política já, há décadas, na sociedade. Qual a sua opinião, ou a do partido, com relação à obrigatoriedade do voto?

CB: Obrigatoriedade do voto… isso aí é uma “faca de dois legumes”, como se diria. Realmente o voto facultativo é interessante porque faz com que a pessoa vá votar se ela deseja. Eu gosto dessa idéia, só que tem um problema: no Brasil, a quantidade de pessoas que não são instruídas, que não sabem a importância da própria cidadania é muito grande, então tu teria uma abstenção absurda. É interessante o voto facultativo? Sim. Mas os partidos teriam que se forçar a conscientizar as pessoas, a politizar elas. Só que é uma faca de dois gumes porque, enquanto isso não acontece, isso geraria um problema gigantesco de abstenção e muitas das pessoas que estão atreladas ali, porque compra-se o voto delas, iriam votar em pessoas que não prestam. E às vezes o cara que é consciente, se ele não achar um cara que interessa, ele não vai votar. Ele não vai pensar em votar “no menos pior”. E aí, seria realmente complicado, até as pessoas perceberem que precisam votar porque a coisa está feia, o Brasil iria entrar num período muito caótico.


Veja também:

Iniciativa de criação de partido conservador

Quatrilogia do voto

18 pensamentos sobre “Entrevista: Cibele Baginski, presidente do novo ARENA

  1. Viva Cristo Rei!

    Boa entrevista! Perguntas pertinentes! Talvez seria bom postar aqui uma análise da reunião em si. Não sei se você já tava planejando fazer isso ou se, por outro lado, você vai ter tempo para fazer essa análise.

    Achei o tom da Cibele um tantinho pragmático demais pro meu gosto. Por exemplo: na questão do homossexualismo ela coloca o principal problema da adoção na “doutrinação esquerdista”, e não na “doutrinação homossexual pura” que é, no caso da adoção, inevitável. Outro exemplo é quando ela fala de educação. Neste ponto parece até que eles são o contrário de pragmáticos, pois a idéia que fazem do problema da educação é muito geral. Mas o que isso denota na verdade é a deficiência de uma base literária que trate do tema, ou seja, não há uma referência teórica para o que eles pensam que seria uma “educação básica de qualidade”. ou pelo menos, ela não deixou transparecer nenhuma na entrevista. Não há nomes de autores ou escolas de pensamento neste particular. O pragmatismo aí está em pensar que basta se concentrar no problema que a solução virá com a prática, independente da teoria que se tenha de uma solução.

    Mas sem dúvida este ARENA é uma iniciativa que deve ser apoiada, a despeito de todo o preconceito envolvendo a ligação do antigo ARENA com o governo militar.

    Pax et Bonum

    • A reunião foi interessante, pra mim, porque confirmou que há boas pessoas envolvidas com o diretório do Rio. O Leandro Steele deu uma ótima palestra sobre os 3 pilares da civilização ocidental, conceito de conhecimento fundamental pra quem quer que se arrisque declarar conservador.

      O tempo não permitiu um aprofundamento de alguns temas, como de modo a extrair ideias concretas da estratégia para a educação, por exemplo.
      Mas talvez esse breve apanhado de respostas sirva para consolidar o interesse de alguns dos nossos colegas que desejam se aproximar da política.

    • Agora: falando em preconceito, no momento a Cibele está sendo alvo é de suspeita, por causa dos seus contatos ainda recentes com a esquerda. Ela até procurou responder, mas esse embaçado na imagem pode custar a desaparecer. Talvez só quando o partido conseguir eleger alguém e se mexer de forma prática mesmo.

  2. O duro nao é so isso, pergunte a ela, pelo visto é amigo dela, pergunte a ela sobre o autoritarismo dentro do arena que expulsou varias pessoas e alguns tiveram que contornar quase se humilhando por situacoes que aos lideres do Arena seria forma de desacato, lideres se achando deus no partido, pessoas expulsas por questionar o conselho ideologico ou atitude e trabalho de lideres. Pergunte a ela tambem como ela fara alguma coligacao com algum partido tendo em vista a imagem dela dentro do comunismo, conheco petistas e psdbistas, se o cara escolhe uma ideologia nunca mudaria de lado, o maximo que vejo é petista pra nao ser caçado, ir para partido sem prestigio nenhum. Voce acha que um PSDB faria coligacao com alguem que tem uma imagem com o time contrario, talvez… so se for pra lavar dinheiro do fundo partidario ou conchavo politico usando a fundacao tecnologica no qual o parceiro dela é presidente. Ela infelizmente nao é culpada, mas tambem nao é inocente, ela sabia disso e dizer que se infiltrou la pra ca ou ca pra la nao muda, o que mudou foi uma ideia brilhante de uma menina muito educada que por imaturidade em meio a um julgamento de comissao da “verdade” culminou na mancha eterna do partido que deu sustentacao politica ao governo militar.

    • Olá, Silvania (se for mesmo esse o seu nome).
      Agradeço o comentário, mas não deixarei de apontar algumas falhas no seu raciocínio:

      1) O fato de eu ter realizado uma entrevista com Cibele não me torna amigo dela. Isso já dá pistas da sua dificuldade de julgamento…

      2) Se o ARENA é esperto – mas principalmente, se é sincero – evitará coligar-se com o PSDB, já que a proposta é fazer oposição não meramente ao PT, que ora é governo, mas ao conjunto completo de valores pervertidos que afundam o Brasil. Em se tratando de partido, penso que o ARENA deve buscar se pronunciar mais como algo a ser seguido que a ser acolhido. É a linha que divide um estado pueril da maturidade, um estado de interesses escusos (com as vantagens que a política pode propôr) e um estado de levante genuíno contra a ordem estabelecida, pelo bem da sociedade. Cabe a nós observar como eles se projetarão.

      Quanto às perguntas que você retoricamente me sugeriu fazer, por favor, sinta-se à vontade para nos contar aqui sua experiência ou o que você viu ocorrer com outros. Só lhe peço que NÃO POUPE nomes, pelo bem da verdade!

      Paz e Bem

      • Parabens, so deixei opiniao, nomes e fatos detalhados cabe ao partido divulgar ou nao. Desculpe a opiniao, mas o que vejo nisso é somente mais um fake de blog em defesa de algo que comecou errado e que precisa melhorar. SObre coligacoes digo que se o Arena quiser candidatar sozinho, pode ate ser que para vereador ganhe em algum lugar, mas te garando nao passa disso, e ver la na frente, sei que esta otimista ja que tem um blog que na verdade é um merchandising ao Arena mas nao tem buscado analisar os detalhes dos fatos. Ok voce esta certo, faça sua apologia ao Arena, quero que entenda que é buscado esclarecimento e nao apologia contra o Arena. So acho que acordos politicos sao feitos de forma honesta tambem e te garanto que so com coligacoes chegaram onde querem senao sera so mais um partido como o PRONA do passado, coisa que ate eu nao queria. Deixei anonimo meu nome mas nao tem problema em divulgar nao, nao fui chutada ate porque nao sou do partido, mas tenho acompanhado de perto 5 pessoas vitimas do autoritarismo. Se é jornalista deveria expressar-se como jornalista deixando que as pessoas formem sua opiniao e nao vender a sua ideia no seu proprio blog fazendo com que as pessoas nao questionem a Arena de forma conciente. É pelo bem do Brasil, acho que nós duas, eu e Cibele, diferencia dos homens nisso e acredito que ela como muher talves trara uma resposta mais clara.
        Sem ressentimentos, abracos amistosos, Sivania

      • Silvania,
        Concordo em parte com você: cabe ao partido divulgar nomes, mas pautado pelo tom da sua denúncia, penso que se há gente assim tão autoritária e duvidosa dentro do partido, havemos de convir que os fatos padecem do risco de serem distorcidos. Portanto, confiando na minha e na sua idoneidade, defendo que tudo que puder seja dito às claras. Se o ARENA não for, definitivamente, um partido a se confiar, que possamos ter a certeza disso, sem sombra de dúvida.

        A todos quanto tenho comentado a respeito do ARENA, sempre friso que estou observando, avaliando o partido. Não sou filiado ao ARENA. Sou filiado ao PSC. E assumo isso sem a menor preocupação com possíveis (e provavelmente justas) críticas.

        No que preciso discordar diametralmente com você é na opinião de que meu blog seja “um fake em defesa do ARENA” ou um “merchandising do ARENA”. Por favor, seja razoável. Poderá ver que neste blog, de 98 artigos, apenas 2 falam do novo ARENA. Antes de ser uma injustiça comigo, é um desrespeito à sua própria inteligência afirmar tal coisa.

        Não sou jornalista. Você tira conclusões precipitadas demais! Porventura somente jornalistas formados têm o direito de fazer entrevistas ou de usar o substantivo para denominar algo que se asemelhe com tal? Haha…
        Em tempo: jamais tente dizer o que um blogueiro pode ou não fazer em sua “casa”. Isso fere a netiqueta. Indiretamente, mas fere 🙂
        Eu tanto deixo que as pessoas “questionem de forma consciente” e me interesso tanto pelo debate honesto que publiquei seu comentário, estou respondendo com o máximo de atenção e respeito por sua opinião e até mostrei para o pessoal do diretório estadual do RJ. Assim temos todos os elementos da discussão.

        Sem ressentimentos, obviamente.

  3. Não preciso pôr mais nada aqui amigo Bruno…sua defesa e sua argumentação foi muito bem posta. Um detalhe: esta pessoa, sem sombra de dúvida deve estar ligada as pessoas que ultimamente forma chutadas do partido (se não forem as mesmas) e que magoadas querem incomodar e esquecem que, a priori, a arena não procurará ligações com partidos que não carreguem em seu bojo a manifestação direitista e conservadora…Um conselho: delete…é somente mais um a encher o saco e tal ação não incorre em falta de democracia e sim com zelo pela inteligencia…

  4. Bruno,
    interessante a entrevista.
    lembro que na italia foi fundado um partido católico, achei a ideia muito boa e, trazer um partido mas alinhado com o pensamento católico para o Brasil será excelente.

    uma preocupação, a um tempo atrás soube que se o partido não eleger x candidatos na eleição ele pode ser extinto, sabe se isto é verdade?

  5. Ah, ninguem duvida que o denunciante teria algo a dever, prova maior que se estivesse atuante nao teria expressado a sua denuncia, todo mundo ta errado, seja expulsos, seja disciplinados, seja amigos de comunistas. Politica se faz com tolerancia a pessoas e nao a ideoligias. A ideologia da Arena inclusive no meu ponto de vista é a melhor, mas na pratica nao se deve trazer intolerancia as pessoas pois ai sim se compara a Arena do passado. É fato que todo mundo ta cansado do PT porem so com democracia, estar aberto a mudancas e mudar de opiniao, e o principal, respeitar o cidadao sao coisas que todos os partidos precisam. Concordo que se expulsar alguem que comete crime seja qual for é necessario pra se manter irrepreensivel, no entanto ele fez como Roberto Jeferson ao denunciar o mensalao. Nao adianta tentar defender a nacao encobrindo erro de um e mostrando outro. Se esta errado, seja de que lado for o erro, ou nesse caso dos dois lados. Ambos devem amar mais a nacao que a si proprio e dar transparencia a tudo mesmo q necessario perder seu proprio ego. Acredito que o sr. que expos tudo isso tem sua parcela consideravel de culpa, mas a direcao da Arena tambem tem. Nao posso questionar muito ate porque nao entendo de politica, so entendo o que vejo no jornal nacional e as vezes na revista veja. Ainda quero poder votar na opcao da Arena, mas quero com fe e transparencia de todos nos.

  6. Este “partido” é mera tática de difamação ideológica e desinformação.
    Esta garota Cibele Baginski tentou passar o conto, porém na net diversas fotos vazadas dela em momentos de alegria ao lado de Zé Dirceu, Genoíno, representantes comunistas de todo o gênero.
    Porque uma pessoa assim iria formar um partido com um nome tanto toca em uma questão do governo militar ?
    Não seria para tentar agrupar e macular possíveis incautos e direcioná-los a uma severa crítica por parte dos esquerdistas ?
    ..Não seria uma forma de caracterizar a direita como saudosista dos tempos dos torturadores, cafonas retrógrados ?
    Tática barata de desinformação, facilmente detectável, visto que estas pessoas da esquerda são fanáticas e engajadas, sua vida e círculo social são alternativos ( a julgar pela apresentação da garota) isto é absolutamente contraditório.

    Como diria Raul: Tente outra vez, hehe.

    Querem nos achincalhar através de um ESPANTALHO. Mas é legal ver que o PT está assustadinho.

    • Justiça seja feita, Claudio Morelli: eu vi fotos de Cibele ao lado de líderes do PCdoB, mas não vi qualquer foto dela com Genoíno ou José Dirceu. Talvez você tenha se empolgado e assim incorrido em difamação. Cuidado.

      Independendo do passado que ela tenha, quem é capaz de comprovar que ela não tenha mudado de convicção? Eu mesmo, novo como sou, errei feio votando 3x no PT. Se não tivesse me emendado, estaria igual a um debilóide, apoiando o PSOL – e o que se vê é o agudo contrário, por aqui. Não posso dizer que gosto do nome. Talvez seja pragmático e prefira que conste o P de partido nas legendas. Mas é evidente que se compra uma briga com os esquerdistas! E daí? Se os fundadores e apoiadores vêem no saudosismo do ARENA uma forma de enaltecer e resgatar os bons valores que vigoraram por uns tempos durante o regime militar, que o façam. Nós é que não podemos ceder à censura da esquerdalha que insiste em atrelar o regime militar aos desmandos da “ditadura” que, convenha-se, foi voraz contra eles, que são desde sempre os inimigos do Estado). Entretanto, realmente o nome traz essa dificuldade: não é todo mundo que está disposto a romper os grilhões da patrulha politicamente correta.

      Com “apresentação da garota” você quis se referir à sua aparência? Mas que pensamento pequeno… não te ocorreu que pode ser justamente uma tentativa de conquistar, no mínimo, o interesse das hordes de zumbi esquerdistas? Marketing, engenharia social, talvez já seja hora de lançar mão dessas táticas contra eles, para variar.

  7. Li o programa do ARENA e é o melhor dentre muitos que tem por aí.
    Se ela estava com outro partido e hoje não esta mais é porque ela viu que aquilo não era o que ela pensava ser ou foi se politizando mais e adquirindo conhecimento, descobrindo a sua verdadeira posição.
    Eu acreditava muito no PT e sempre votei nele, pois ele defendia a nação brasileira, mas vendo as atitudes do partido e lendo muito sobre política passei a não acreditar mais.
    Hoje apoio o ARENA e valorizo cristianismo, pois entendo que só o conservadorismo consegue manter a cultura de um país, o crescimento ordenado de seu povo entre outros.

    • Olá, Berdj.
      Eles têm um twitter (@Arena_RJ) e um grupo fechado no facebook. Não consigo encontrar o endereço de página web deles, deve estar fora do ar.

      Agora, ocorreram alguns eventos depois da entrevista e a cúpula do diretório aqui do RJ se rompeu. Dois dos grandes organizadores, conhecidos meus, se desligaram do ARENA por discordar justamente dos rumos que a Cibele estava tomando e da forma com que ela vinha cuidando do partido.

      Embora eu vá manter esse artigo aqui, já não sinto interesse em incentivar a aproximação com eles (e assim fica doravante registrado). Confira meus artigos mais recentes sobre política, talvez sigam a mesma linha de pensamento que você tem e que nos fez ter curiosidade sobre o Arena.

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