Mente vadia, oficina do diabo


Começou a rodar pela Internet uma imagem que supostamente é uma proposta de charge a ser usada como material de divulgação da próxima passeata intitulada “marcha das vadias”. É a que segue:

Nitidamente a imagem deseja transmitir valores. Aliás, ninguém pode negar que a “marcha” em si tem o intuito principal de transmitir valores. Só que são valores ruins. E apresentados de uma forma vil, imunda.

Quem acompanha este blog há pelo menos um ano deve se lembrar do ocorrido na edição carioca da última passeata. Mulheres insandecidas e seminuas invadiram o pátio de uma igreja em Copacabana, durante uma missa com crianças.

Aquele comportamento não foi muito diferente – aliás nem um pouco – do revoltante caso de manifestação feminista protagonizado recentemente na Bélgica, onde militantes do grupo FEMEN agrediram gratuitamente um bispo idoso, jogando-lhe água, vociferando contra ele ao invadirem uma conferência.

As duas mais gritantes semelhanças nesses dois episódios são:

1) uma enorme falta de respeito pela dignidade alheia, que atropela as regras MÍNIMAS de decência comportamental e agride o oponente com total desproporção de força, covardia (as vítimas ora são crianças, ora idosos);

2) as manifestantes fazem do nu um requisito indispensável.

Ora, a nudez da mulher do desenho representa a fantasia ainda impossível de se realizar no plano material. É a nudez completa que elas ainda não podem praticar porque é preciso manter a sua audiência manipulada. É o rompimento com as convenções do pudor que mantém num nível aceitável as relações sociais. É a promoção da obscenidade como virtude.
Não se engane: a alcunha de vadias escolhido não é um protesto, uma provocação; é a admissão e confissão de sua condição (i)moral.
O próximo ataque a um padre ou freira idosos pode já ser com ambos, dorso e púbis, expostos. O próximo assédio, o próximo ultraje ao pudor cometido contra crianças pode já ser praticado com nu total.

Falando então de valores, eis o que o novo feminismo quer passar para suas filhas, esposas, namoradas, irmãs, etc: que elas devem exigir o respeito masculino que julgarem não ter, à força, expondo-se da forma mais vulnerável e indigna possível. É assim que vocês esperam ter suas mulheres amadas agindo na escola, no trabalho, na rua? Sua filha deve oferecer os seios em troca de boas notas na escola? Sua irmã deve dirigir nua na esperança de atordoar guardas de trânsito e escapar de blitzes e multas? Sua mulher deve te trair com o chefe (o dela ou o seu, não importa), fazendo uso do direito de escolha e sobre o próprio corpo, na busca pelo sucesso profissional?
É um berrante contrassenso alegarem que estão tentando conscientizar a sociedade de que uma mulher não deve ser molestada por causa da roupa que veste, desfilando como “carnes no açougue”.
Mas é assim porque o feminismo está morto. Esses absurdos que vemos e sentimos são os pruridos de putrefação. Só não enxerga quem tem tetas tapando-lhe a visão, ou uma genitália no lugar do cérebro.

Ainda explorando a simbologia da figura, temos o registro da pretensão do movimento feminista/homossexual: libertar, salvar. O Cristo aparece sendo libertado dos cravos e da coroa de espinhos, com uma expressão alegre.
No entanto, bem como Jesus não pediu a ninguém senão a Deus o alívio daquele suplício – ser livrado da cruz (e ainda assim, conformando/submetendo sua vontade à do Pai, não usou sequer sua condição divina para escapar) -, as mulheres modernas, as nossas mulheres, não pediram favor algum às novas feministas.

Voltando a atenção para a mulher do desenho, um outro detalhe se apresenta: não deixe de notar que ela possui um corpo escultural. Me faz lembrar da marca de sabonetes Dove, que utilizou mulheres com biotipo comum em suas propagandas, para promover o valor da equivalência, da inclusão. Como é que pode, então, o movimento feminista que arroga para si tão orgulhosamente a bandeira da igualdade, de combater quem denigre a imagem da mulher, estar assim tão acorrentado a estereótipos machistas e aos ditames da mídia e da moda? Que grandessíssimo exercício de FUTILIDADE!


Veja também:

Detenha-me ou eu te devoro

Feminista: mulher-macho

Mulher carioca condenando a “marcha das vadias”

Mulheres contra o feminismo

Fundadora do FEMEN expulsa líder brasileira do movimento

2 pensamentos sobre “Mente vadia, oficina do diabo

  1. Pingback: Mente vadia, oficina do diabo | Arautos da Cruz

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