Mas afinal qual é o problema da Teologia da Libertação?


banner-Teologia_da_Libertacao

Certa feita, naquele grupo da Pastoral da Juventude do qual fui expulso, uma “burra velha” pjoteira perguntou a um amigo meu:

Você entende o que é Teologia da Libertação? Leu algum dos teoricos desta vertente?

E nestes termos eu formulei a minha explicação para ele, a título de orientação:

Eu, Bruno, entendo que é uma aplicação do marxismo dentro da Igreja. Que é uma releitura do Evangelho sob a ótica comunista, e que foi inventado pelos inimigos da Igreja (representados pelo comunismo, pelo modernismo) para fazer a igreja apodrecer de dentro para fora.

Eu, Bruno, não li nenhum livro de Leonardo Boff ou Betto, ou qualquer outro, mas já li artigos escritos por eles que defendem coisas erradas, como o homossexualismo e o aborto, por exemplo. Além de atacar a hierarquia e o Magistério da Igreja.

Eu, Bruno, considero absurdo que a PJ (dentre outros círculos de católicos desatentos) dê tanto valor e tantos ouvidos para Leonardo Boff, que é um ex-frade, transgressor do código canônico (conforme explicado aqui: http://www.exsurge.com.br/formacaocatolica/textosformacao2/qualasituacaodeboffnaigreja.htm) e que foi penalizado com o silêncio obsequioso e que sempre que possível se pronuncia na contra-mão dos papas.

Ao que a pjoteira já nem tão jovem questionou:

“mas você entende o que é marxismo?”

Continuando a orientação que estava dando, respondi a meu amigo que sim, eu entendo o que é o marxismo. É a teoria sócio-política de Karl Marx, que deu origem ao comunismo/socialismo. Ela estimulou o conflito de classes (operários contra patrões) com a desculpa de acabar com a pobreza e injustiça social, quando na verdade queria mesmo é provocar o ódio e a inveja de um grupo contra o outro, para estabelecer o caos, a desordem e a destruição da sociedade.

Karl Marx, apesar de ser de origem judaica, afirmava que a religião é uma forma de dominação da sociedade e que faz mal a ela.

O comunismo é contrário à propriedade privada, ou seja, quem cismar que a terra do vizinho é improdutiva e alegar que está com fome e que quer trabalhar, pode se achar no direito de invadir aquela terra e fazer o que bem entender. Qualquer semelhança com o MST NÃO é mera coincidência.

A teoria do conflito de classes do comunismo está sendo pesadamente aplicada atualmente pela esquerda mundial (em especial no Brasil) na forma de conflito entre a “classe” dos gays (que seriam os oprimidos, o proletário, os operários) e a “classe” dos heterossexuais. E nós podemos ver a merda que as relações sociais estão se tornando…

Nunca é demais lembrar: o Papa Pio IX, lá atrás em 1846, já condenou o comunismo, na encíclica Qui Pluribus, conforme nos recordou o Papa Pio XI em sua encíclica Divini Redemptoris, de 1937:

Para aqui (tende) essa doutrina nefanda do chamado comunismo, sumamente contrária ao próprio direito natural, a qual, uma vez admitida, levaria à subversão radical dos direitos, das coisas, das propriedades de todos e da própria sociedade humana (Divini Redemptoris, I, parágrafo 4)

Neste juízo, Pio IX foi seguido pelo Papa Leão XIII que, em 1878, segundo o mesmo Pio XII:

“…assim descreveu (Leão XIII) distinta e expressamente esses mesmos erros: Peste mortífera, que invade a medula da sociedade humana e a conduz a um perigo extremo; e com a clarividência do seu espírito luminoso demonstrou que o movimento precipitado das multidões para a impiedade do ateísmo (através do comunismo), numa época em que tanto se exaltavam os progressos da técnica, tivera origem nos desvarios duma filosofia que de há muito porfia por separar a ciência e a vida da fé da Igreja.” – (Divini Redemptoris, I, parágrafo 4)

Por esses e muitos outros motivos que explicitam a grave contradição entre socialismo/comunismo e doutrina católica, é absurdo que católicos ainda insistam em uma ideologia não só falida como assumidamente revolucionária, ou seja, rebelde contra a moral e a fé apostólica. E é por isso que deve ser incessantemente combatida.

Disse o cardeal Ratzinger no seu documento “Instrução sobre alguns aspectos da ‘Teologia da Libertação'” de 06 de Agosto de 1984, na seção IV (grifos meus):

2. A experiência radical da liberdade cristã constitui aqui o primeiro ponto de referência. Cristo, nosso Libertador, libertou-nos do pecado e da escravidão da lei e da carne, que constitui a marca da condição do homem pecador. É pois a vida nova da graça, fruto da justificação, que nos torna livres. Isto significa que a mais radical das escravidões é a escravidão do pecado. As demais formas de escravidão encontram pois, na escravidão do pecado, a sua raiz mais profunda. É por isso que a liberdade, no pleno sentido cristão, caracterizada pela vida no Espírito, não pode ser confundida com a licença de ceder aos desejos da carne.

Um dos principais problemas com a teologia da libertação é que ela desvia o foco dos católicos para um ponto de vista prioritariamente material. Assumindo urgência nas necessidades materiais, carnais, mundanas, temporais do ser humano – a libertação da fome, do desemprego, da falta de oportunidades por razões sociais diversas, a busca pela felicidade, representada muitas vezes pela posse de bens materiais e realização de desejos frontalmente conflitantes com a vida cristã – os seguidores da doutrina da TL endurecem o coração para os conceitos mais básicos da fé católica, fechando os olhos para não se incomodarem com a prática de pecados que são tão berrantes quanto mais profundo se vai no exercício dessa “libertação”.

Isso não raras vezes conduz a um estado de espírito prontamente arisco aos mandamentos da Lei de Deus e principalmente: arredio à autoridade do Magistério, à autoridade dos sacerdotes. É muito comum vermos adeptos da TL que preferem dar razão à mídia, aos movimentos sociais, às ONGs e demais representantes do mundo secular em assuntos diretamente ligados à moral e costumes cristãos e diretamente relacionados com pecados condenados pela Igreja Católica desde sempre, como aborto, eutanásia, contracepção, divórcio, relações sexuais promíscuas (incluindo homossexuais), celibato sacerdotal, etc.

Pelo bem das almas, pela conservação do tesouro espiritual e pela perseverançana sua missão celestial de transmissora da graça da Salvação, a Igreja jamais poderá compactuar com as diretrizes propostas pela Teologia da Libertação, salvo quando seus “profetas” mascaram suas intenções, que cedo ou tarde se revelam em toda sua perversão.

E, para finalizar a condenação da heresia da libertação com mais um trecho do supracitado documento do Magistério:

IX – TRADUÇÃO « TEOLÓGICA » DESTE NÚCLEO IDEOLÓGICO

1. As posições aqui expostas encontram-se às vezes enunciadas com todos os seus termos em alguns escritos de « teólogos da libertação ». Em outros, elas se deduzem logicamente das premissas colocadas. Em outros ainda, elas são pressupostas em certas práticas litúrgicas (como por exemplo a « Eucaristia » transformada em celebração do povo em luta), embora quem participa destas práticas não esteja plenamente consciente disso. Estamos pois diante de um verdadeiro sistema, mesmo quando alguns hesitam em seguir a sua lógica até o fim. Como tal, este sistema é uma perversão da mensagem cristã, como esta foi confiada por Deus à Igreja.

Recomendo vivamente a leitura integral do documento.


Veja também:

Teologia da Libertação: O comunismo invade a Igreja

TL: depredando a Igreja com o martelo e a foice

A verdadeira finalidade da Teologia da Libertação

PJ – Pastoral da Libertação, Teologia da Juventude Marxista

Anúncios

12 pensamentos sobre “Mas afinal qual é o problema da Teologia da Libertação?

    • Infelizmente ela é uma “pjteira liberteira roxa”, entende? Pra você ter uma idéia: ela já era coordenadora de PJ quando eu era adolescente, há uns 15 anos atrás. E ainda hoje ela age como orientadora/mentora dentro de grupos de Pastoral da Juventude…

      É o perfil de gente obstinada que conhece bem os nossos argumentos e já viveu um bom tempo fabricando contra-argumentos. Quando não há como rebater, desconversa. São treinados por essa esquerda “católica” maligna para semear confusão.

      Só nos resta rezar pela conversão.

  1. Duro é ter que aguentar dentro de universidades Jesuítas ,professor apoiando abertamente Leonardo Boff,pior ainda criticar a Santa Igreja de discriminação contra as minorias .Não consegui ficar caladae aí a coisa pegou fogo

  2. A igreja é tão Pecadora quanto Santa. Afinal é feita por homens que também pecam. Quem não se abre para receber crítica cai na chamada alienação religiosa, que vem sustentando as igrejas evangélicas nós dias de hoje.

  3. Pingback: Papa Francisco fala ao CELAM | O Legado d'O Andarilho

  4. realizações do comunismo pelo mundo
    1)estupro de 5.000.000 de mulheres pelos comunas(comunistas)
    2)assassinato de 100.000.000 de pessoas pelos comunistas
    só isso mostra que comunismo não presta

  5. Pingback: Por que um católico não pode ser comunista? | O Legado d'O Andarilho

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s