Adoção: dizigóticos


gemeos-dizigoticos

* Os gêmeos bivitelinos são dizigóticos ou multivitelinos, ou seja, são formados a partir de dois óvulos. Nesse caso são produzidos dois ovócitos e esses são fecundados por dois espermatozóides, formando assim, dois embriões. (Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%AAmeos)

“Disse-lhe o seu senhor: – ‘Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor.'” – Mt 25, 21

Com essa citação do evangelho de São Mateus, inicio o terceiro artigo da série de adoção, registrando o maravilhoso fato já divulgado no artigo Paternidade: no dia do aniversário de minha esposa (07/05), obtivemos a grata confirmação de que a suspeita de gravidez – que nos deixara apreensivos por mais de uma semana – era, de fato, o início da mais preciosa graça a nós concedida por Deus 🙂

***

Após dar entrada na documentação exigida pela Vara da Infância, fica-se na espera por 15 dias para a efetiva abertura do processo. Ao fim desse período, deve-se retornar à Vara da Infância para receber o número do seu processo, para acompanhamento pela Internet.

OBS: a Vara só libera o número presencialmente.

De posse do número, pode-se acessar o andamento no site do Tribunal de Justiça. Porém, se você tiver alguma dúvida sobre os passos mencionados na página online, as siglas que aparecem, etc, você é obrigado a comparecer na Vara da Infância porque o processo corre sob segredo de justiça, e os funcionários precisam confirmar a identificação da pessoa, se parte ou advogado responsável. Nem a tecnologia conseguiu ainda facilitar a vida e diminuir a burocracia…

No nosso caso, flagrei os seguintes momentos, até agora:

Tipo do Movimento: Conclusão ao Juiz
Data da conclusão: 10/06/2013
Juiz: XXX
Processo(s) no Tribunal de Justiça: Não há.
Localização na serventia: RET CLS

Aparentemente a sigla RET CLS significa que o processo estava, naquele momento, pronto para a conclusão do juiz, como que na mesa dele, aguardando.

Alguns dias depois, apareceu:

Tipo do Movimento: Despacho – Proferido despacho de mero expediente
Data Despacho: 12/06/2013
Descrição: Atenda-se ao MP.

Que, embora nos tenha deixado animados pela rápida mudança, suscitou a dúvida quanto a quem é que deveria “atender ao Ministério Público”, nós ou a Vara. Novamente: foi em vão a ligação feita para eles, em busca da resposta (por isso já avisei lá em cima).

Penso que seria útil existir um sistema com cadastramento, com login/senha (como os serviços de redes sociais tão amplamente utilizados) que proporcionasse essa autenticação que o processo demanda. Na qualidade de profissional da área de tecnologia da informação (TI) admito que seja complexo, mas seria um justo uso do progresso.

Entretanto, dançando conforme a dança, compareci à Vara da Infância para obter a resposta e fui informado de que é ainda o turno deles. Felizmente fui atendido por um funcionário animado para trabalhar, que pegou nossa pasta de processo, viu a anotação mais recente e informou que já estaria no momento de acionar a assistência social, que virá até nós para entrevistas.

Já no dia seguinte o processo foi atualizado – um empurrãozinho ou uma coincidenciazinha?:

Tipo do Movimento: Remessa
Destinatário: Assistente Social
Data da remessa: 20/06/2013
Prazo: 15 dia(s)
Processo(s) no Tribunal de Justiça: Não há.
Localização na serventia: Aguardando Remessa ao Serviço Social

E por enquanto é isso. A próxima parte da série trará alguns detalhes da interação com a assistência social. E se alguém tiver qualquer dúvida não contemplada pelos textos até aqui, não hesite em perguntar. E por favor, compartilhem suas experiências.


Veja também:

Adoção: concepção (parte 1)

Adoção: nidação (parte 2)

Adoção: maturação (parte 4)

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4 pensamentos sobre “Adoção: dizigóticos

  1. Pingback: Adoção: concepção | O Legado d'O Andarilho

  2. Pingback: Adoção: nidação | O Legado d'O Andarilho

  3. É ótimo ver que mesmo com um bebê a caminho, vocês seguem com o processo de adoção.

    Parabéns pelo bebê e pela atitude de quererem adotar. Com o preconceito existente com crianças adotadas na sociedade é sempre lindo quando encontramos alguém disposto a tal a gesto. Desejo ser capaz de fazer o mesmo um dia.

    Já fiz um trabalho em um abrigo e convivi um pouco com crianças dessa realidade. Ser capaz de fornecer a crianças que passaram por tanto um ambiente familiar saudável é um gesto maravilhoso.

  4. Pingback: Adoção: maturação | O Legado d'O Andarilho

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