Quanto mais estúpido, mais irascível


Passei parte da noite de ontem e parte do dia de hoje até uma hora atrás dialogando com os inscritos no manifesto contra a vida do Papa para a JMJ denunciado aqui ontem.

Muito foi dito, explicado, contra-argumentado, questionado e até mesmo um pouco de avança pessoal eu acredito ter feito, seja no campo da apologética, seja no campo da política.

No entanto, o resultado da experiência era mais que conhecido, desde o início. Em poucas imagens e palavras, apresento o resumo:

interacao ameaca

Que bem pode fazer para a sociedade realizar um ato de protesto onde mais da metade dos participantes está muito próximo desse tipo de delinquência?

E não é generalização. Os filtros foram aplicados, isto é, os que atenderam ao chamado desse evento em particular (e de tantos outros paralelos marcados para o mesmo dia/hora/local) já chegam movidos por um instinto anticlerical/anticristão ou curiosidade mórbida de como os laicistas pretendem tratar do assunto.

Não deixei de respondê-lo claro:

resposta-ameaca

Creio que, infelizmente, é isso que aguarda os católicos que desejarem acompanhar de perto a visita do Papa ao palácio Guanabara. E com maior pesar receio que algo semelhante os espere em todos os outros grandes atos.

Deus ilumine e abençoe nossa polícia para conseguir lidar com os marginais de forma eficiente, sem prejuízo para os inocentes.

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4 pensamentos sobre “Quanto mais estúpido, mais irascível

  1. Pois é, caro irmão. O mais triste e decepcionante disso tudo é que quando começou essa onda de badernas sob o pretexto de reivindicações políticas “nobres”, vimos muitos católicos defendê-las e afastar a hipótese de ter intenções nefastas por trás de tudo como se fosse esquisitice de gente muito radical. Pois bem, as manifestações estão cada vez mais degenerando em motivações mesquinhas, as que passaram serviram ao propósito de distrair o povo enquanto o PT aprovava o aborto na encolha, e a vida do cidadão não melhorou um milímetro que fosse.

    É óbvio que, se apesar de toda a gritaria e o quebra-quebra, a situação política não melhorou, as manifestações só tiveram um único fruto, e este totalmente podre: atiçar aqueles que têm mais predisposição a ficarem revoltados, e cuja revolta dura mais tempo, já que o resto da população, por mais que participe dos manifestos com falsas esperanças, uma hora se cansa da palhaçada. E se o ideais que movem os mais revoltados são anti-cristãos desde o começo, ao persistir a revolta sem o mínimo sinal de sucesso, o resultado é que estes se voltarão justamente para o alvo mais comum de sua revolta: os cristãos. E vão se voltar com mais ferocidade, como aqueles valentões de escolas primárias, por conta da moral cristã que impede que os cristãos reajam com toda a violência possível nestes casos.

    É o caso de dizer pra esses católicos de meia-tijela o mesmo que eu disse antes via Facebook: Parabéns, seus bobalhões! O gigante acordou mesmo! Só que para a nossa infelicidade este gigante não é ninguém menos que Leviatã (cf. DE CARVALHO, Olavo. “A Nova Era e a Revolução Cultural”. Introdução).

    Pax et Bonum

    • Correto. O mais triste foi ter que insistir com os irmãos católicos o quanto o “gigante” era perigoso e inútil.
      Até que, felizmente, me deparei com algumas pessoas de bom senso dentro das discussões nesse evento, até agora mesmo. Apesar de não ser o bastante para afastar a ameaça de tumulto.

      Esses malditos grupelhos só fazem valer os milhões gastos com a segurança mesmo.

      Pior que tenho visto voluntários pelos trens e ruas todos os dias agora, sempre fico com vontade de comentar com eles sobre isso, mas fico dividido. Talvez não seja algo pra tanta preocupação, tampouco justo atrair para eles uma responsabilidade de ficar em alerta.

  2. Bruno, você mencionou bem o preconceito anticlerical/anticristão de muitos que acorrem a iniciativas estúpidas como essa.

    Por isso mesmo, quando li, ontem, sua postagem anterior, comunicando-nos que tentaria dialogar com os inscritos, fiquei imaginando precisamente intervenções imbecis como a ilustrada aqui. Mas, sobretudo, impressionou-me a sua coragem e determinação. Sinceramente, caríssimo, quero acreditar que é possível tocar o coração dessa gente e, estimulando-lhes a reflexão, fazê-los repensar a estupidez de atos intolerantes como o proposto. Mas quando me deparo com mensagens que só podem provir de indivíduos com um grau de ódio tão enraizado, a ponto de mascarar a falta de qualidade argumentativa, recuo e volto a cair no pessimismo.

    Como debater com um sujeito desses? Será possível fazê-lo entender o quanto essas alegações de estado laico versus religião nada tem de genuína laicidade? Como argumentar com grosseirões eivados de ódio contra a religião que o Estado não pode existir como um fim em si mesmo, mas para a sociedade? O caráter laico advogado por tais pessoas não passa de uma estatolatria bem cara aos piores regimes comunistas totalitários e, enfim, serve somente a um propósito cheio de exterminar a visibilidade pública da religião cristã, primeiro, para quem sabe, depois com mais poder, exterminar a própria religião, como se tentou fazer naqueles regimes.

    • Prezado Eduardo,

      também fiquei tomado de pessimismo ontem. É desanimador ir de encontro a eles e deparar-se com ignorância e ódio cego.
      Mas o que aprendi depois de diversas empreitadas como esta é que a paciência é a roupagem mais indicada. Cada vez mais consigo dialogar com mais indulgência ao ódio deles. É o exercício da caridade, provado pelo fogo. Vai ver o meu dom, o meu carisma, é a paciência com os ignóbeis 🙂

      Algo de que sempre estive certo foi que, por pior que se desenvolva um debate desses, quando a audiência é variada e razoavelmente ampla, há sempre a possibilidade de esclarecer e confirmar o entendimento dos expectadores, especialmente dos passivos. Para alívio da minha consciência e amparo do meu espírito, no meio de tantos despautérios, surgiram eventuais mensagens de apoio, diretas e indiretas.
      Agora há pouco algumas pessoas já lamentavam que o evento se perdeu. Até porque a raiva espumante dessa juventude anticristã extravaza muito rapidamente.

      Por ora, só vejo um caminho para mitigar esse status social: repovoar o país com indivíduos melhores, mais inteligentes, mais bem formados, mais educados e mais tementes a Deus. Urge abraçarmos o chamado à reprodução. Não podemos perder tempo. Todas as esferas da sociedade estão doentes, apinhadas de cretinos. A última geração, que nos deu à luz, de uma forma generalizada deixou que a coisa chegasse a esse ponto. Cabe a nos restaurar a ordem e a moral. Retomar o mundo sequestrado pelo mal.

      Paz e Bem

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