A Dilma e o PLC 3/2013


… ou Um convite à não-traição.

A poucas horas de descobrirmos se todo o esforço empenhado em tentar convencer a presidente Dilma a realizar vetos (parciais ou total) ao PLC 3/2013 terá resultado, quero deixar algumas palavras paralelas ao desfecho.

Em primeiro lugar, repito o que já disse algumas vezes, inclusive discursando em audiência pública: o desafio da sociedade, em nosso tempo, é fazer o certo mesmo quando existem leis obrigando o contrário.

Prezados leitores, admitamos o seguinte fato: nem mesmo o axioma elementar da natureza humana, que pressupõe a reprodução como meio de sobrevivência e perpetuação da espécie, foi capaz de prevenir que surgisse nos corações e mentes de alguns a sede de sangue e o ímpeto de (auto)destruição materializado no crime de aborto. Nem mesmo a maravilha palpável, sensível e patente da maternidade, perpetuamente presente (pois não há um dia sequer em que o mundo não se depare com a realidade da concepção e gravidez humana) é suficiente para proteger meninas e mulheres da propaganda da morte, mesmo com risco para as próprias vidas.

Se é verdade que não fazemos concessões na defesa do direito fundamental da vida – no âmbito legislativo – por que o faríamos no executivo?!

Colegas pró-vida já falam em mobilizar-se para convencer ao máximo o eleitorado brasileiro a não votar na Dilma caso ela não faça os vetos. Eu admiro o passo, mas ponho meu coturno uns metros à frente: NÃO VOTEM NA DILMA EM HIPÓTESE ALGUMA!

Estou lhes fazendo um convite a não se propor uma chantagem, uma negociação ou uma retaliação dependente do desfecho do trâmite desse projeto em voga. Admitam que só estamos nessa situação precisamente porque a Dilma está no poder! Especificamente porque deixamos o comumismo (ora conduzido pelo PT) se alastrar por toda a máquina pública e por todas as esferas sociais.

Se a Dilma – que não consigo nem dizer se é mais comprometida com os movimentos sociais repugnantes (feminismo e afins) ou meramente com o lobby mais eleitoralmente rentável da vez, mesmo – continuar no poder, ou se Lula voltar, ou ainda que ascenda ao topo do executivo qualquer outro político de esquerda, os maiores absurdos que ferem a dignidade humana e a família permanecerão simplesmente aguardando o tempo propício para serem aprovados. Será só questão de distrair o povo e seus representantes com maior habilidade.

Não abramos mão da nossa honra e de nossos princípios. Não negociemos com o inimigo! Deixemos bem claro quando falarmos nas eleições 2014:

Dilma, aprove ou não o PLC 3/2013, está em seu poder. Conosco reside o futuro político do país. Não queremos a sua concessão. Não espere de nós nada menos que a sua destituição.

Bruno Linhares – O Andarilho

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3 pensamentos sobre “A Dilma e o PLC 3/2013

  1. Bruno, se correr o bicho pega. Se ficar o bicho come! E, no entanto, precisamos, sim, de instâncias de diálogo com Dilma e assemelhados. São as regras do jogo… Fazer o quê! Mas, vamos em frente. Água mole em pedra dura… Sabemos no que dá. Õtimo post!

  2. Pingback: Profilaxia aplicada aos abortistas | O Legado d'O Andarilho

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