JMJ com gostinho de guaraná Jesus


(Fonte: onordeste.com)

(Fonte: onordeste.com)

Estamos na iminência da abertura do Concílio de Copacabana.

A JMJ nos deixou. Ficaram boas e más lembranças. Boas e más impressões. Boas e más críticas. De todos os lados.

A mais recente polêmica da qual tomei ciência envolve a distribuição da Sagrada Comunhão na missa de envio. O fato de as hóstias consagradas terem sido transportadas em vasos (pra usar a nomenclatura da Redemptionis Sacramentum) plásticos está provocando um fuzuê de causar depressão no Rei Davi! (Me fazendo querer fingir alienação também, inclusive…)

Não sei se é falta de Bento ou de (água) benta!
Se até teólogos, como Leonardo Boff, podem falar despautérios, eu que nem ministro extraordinário sou, quero deixar meus “20 centavos” de contribuição para a discussão.

O que vejo estar acontecendo por aí afora onde estão esperneando contra a comunhão da missa de envio é pura e simplesmente o seguinte:

ESTÃO SUBESTIMANDO A MAJESTADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.

“Carolas”, nosso Deus não apareceu numa SARÇA? Não nasceu, por acaso, Nosso Senhor Jesus numa manjedoura ou não foi o Cristo pregado numa cruz IMUNDA? Porventura uma hóstia que cai no chão DEIXA DE ESTAR CONSAGRADA, DEIXA DE CONTER corpo, alma e divindade DO SENHOR?

Os radicais tradicionalistas que ora se manifestam para registrar seu conhecimento da teoria litúrgica da tradição da Igreja ficaram detidos em seu orgulho. Estão tão soberbamente satisfeitos em saberem apontar a inegável quebra de protocolo que endureceram o coração a ponto de ofuscarem a grande graça que a JMJ pode, sim, ter sido para milhares ou mesmo milhões de almas. Sim, porque a Jornada não afetou tão somente os peregrinos e voluntários, mas todo um país e mesmo um planeta!

Antes de ruminar a teoria, deveriam esforçar-se por avaliar a prática. Por exemplo:
Considere que um dos peregrinos que lá estiveram (na missa de envio), algum mais frágeis na fé (recém convertido ou retornando ao convívio da comunidade católica após afastamento), possua um colega protestante. Se esse agente (involuntário?) dos infernos estaciona ao pé do ouvido do hipotético peregrino, dizendo: “que belo cristão o seu papa Francisco é… glorifica tanto a Jesus que entregou a hóstia que vocês dizem conter o corpo Dele em copo descartável! Igreja Católica de merda!”, o discurso dos “radtrads” colabora com fortalecimento do amor pela Igreja Católica, ou será que corrobora com o cisma?

Que tal estabelecer seminários para promover a tradição? Insiram lá comentários a respeito das boas e das más práticas litúrgicas. Sejam práticos, desempoeirados, objetivos.
De que adianta tudo isso agora, que a JMJ até mesmo já passou? Alguém virará fiscal de âmbulas em Cracóvia? Ou profeta da desplastificação pelo mundo após – e se… – a JMJ de Cracóvia “provar que o Rio de Janeiro “errou feio”?

Todos queremos padres e bispos mais santos e em maior quantidade, não? Para este fim, quanto maior e mais forte a oração dos fiéis pela santidade dos pastores, bem como pela multiplicação desses, melhor, correto? E como se espera conseguir isso obstruindo as vias que podem tornar o povo católico mais piedoso?! Párem de correr atrás do próprio rabo!

Ao invés de a juventude do Papa sair pelas ruas dizendo:

“Viram o que aconteceu? Querem saber que mais belas coisas estão contidas na mensagem da Palavra de Deus que a Igreja Católica vem proclamar?…”

estão abrindo a boca para dizer:

“Viram a JMJ, né?… Pois é… na verdade aconteceram umas coisas esquisitas aí… se você soubesse, talvez nem gostasse tanto assim da Jornada… Não! Não é culpa da Igreja… rsrs… err.. claro que não! Mas é que…. bem… é um pouco complicado. Não, não vá embora! Olha, se eu te explicar… É que teve um tal de CVII, e depois disso…”

De novo: conforme meus amigos do site O Catequista (ver link ao final) expuseram: ninguém pode negar que a Igreja determina que as espécies consagradas sejam acondicionadas em recipientes feitos com material nobre. Mas é o material que as santifica? A Sagrada Eucaristia só é sagrada porque é um pão?

Não é racional criar um alarde como se jamais a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo fosse se recuperar da “ofensa” cometida! Estão pensando o quê? Que seu orgulho piedoso é a mão de Deus que vem pra descer o Cristo vivo da cruz??? Prestariam um melhor serviço à causa da reverência se organizassem atos de desagravo, então.

Digo mais: insistir na defesa da tese de que aconteceu profanação por causa dos “descartáveis” equivale a “jurar de pés juntos” que a Jornada SÓ FOI REALIZADA pra que houvesse a “marcha das vadias” – por exemplo – , ou seja, é descartar o benefício da visita do Papa para a nação católica e “peregrinar” contra uma potencial obra de evangelização, em nome de uma fantasiosa perfeição que o evento não tinha a menor obrigação de almejar e cumprir.

“Quem não recolhe comigo, espalha”. – Lc 11, 23


Veja também:

O pão que amassou o diabo

O Catequista – A Salvação em Copos de Plástico

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