O que não mata, depreda


(Fonte: Agência Brasil)

(Fonte: Agência Brasil)

Existe uma expressão da língua inglesa, “something wicked this way comes”, que acendeu, como um led vermelho num painél, na minha cabeça, desde a primeira marcha, desde às primeiras horas que o “gigante” passeou, enfim desperto!, pelas ruas do centro do Rio.

Vida que segue, apesar de todo o prejuízo material e ferimentos à bala de borracha que algumas pessoas – que não deviam ter de merecer, mas mereceram – sofreram, do alto dos meus “castelos” (trabalho no décimo quinto andar dum edifício no centro e moro num sobrado no subúrbio) não fui afetado diretamente; era apenas questão de aguardar os ratos passarem.

Porém, se é verdade – como eles mesmos disseram – que a câmara municipal é a “casa do povo” e esses manifestantes marginais a invadem (ou forçam a entrada) e a depredam, pasmem!, estão atacando a MINHA casa e isso eu não posso tolerar!

Reinaldo Azevedo apresentou uma chapa, um raio-x do braço do “gigante” que compareceu à abertura da CPI dos ônibus hoje. Explicita, registra e explica porquê a galerinha do barulho que se quer redentora da nação não pode ser apoiada, sob pena de se dar pábulo a “blocs” de mentes “blacks”, dispostas a virar o cenário político do avesso. E, convenhamos, virar uma roupa suja de merda pelo avesso só resulta em mais sujeira.

Copio o trecho mais interessante do artigo:

Fazem reivindicações sobre a CPI, mas pedem também:
1) Projeto de lei (???) para libertar presos políticos
É a ignorância a serviço da mistificação. Não existem presos políticos no Brasil — e, pois, nem no Rio. Houvesse, não seriam soltos por meio de projeto de lei.
2) Fim imediato dos processos contra os manifestantes
A reivindicação, igualmente ignorante, não pertence à esfera do Executivo ou do Legislativo; é coisa da Justiça.
3) Projetos de Lei para dar posse aos índios da chamada Aldeia Maracanã e criação do Fundo Social Indígena
Dizer o quê? Aí a gente sai do terreno da política e começa a entrar no da psiquiatria.
4) Contra remoções e despejos
É preciso ver o que se entende por isso. Obras de urbanização ou reurbanização, no mundo inteiro, podem obrigar a deslocamentos e remoções. A reivindicação correta é que se façam as coisas dentro da lei e que ninguém seja posto ao relento ou em lugar degradante.

Disse o G1 que picharam “fora Cabral” num gabinete de vereador. Moleques, sr Cabral saísse (o que eu duvido que faça), não seria o Pezão a assumir? É isso que vocês querem, revoltoddynhos? Para tal nem precisavam gastar tintas. Ano que vem, se Cabral sair dos holofotes, Pezão se elege com votos de duas pernas do “gigante”, que como são formadas por gente que mais parece gado, até lá já esqueceram de tudo ou tiveram a atenção voltada para um escandalozinho fabricado qualquer.

Diz-se que picharam também “Amarildo?”. Não fosse o fato de os marginais terem estragado patrimônio público carioca, me fazendo, no fim das contas, ter que pagar até por uma cafeteira que foi quebrada durante seu acesso de “liberdade de expressão”, eu diria: “puxa… pelo menos foi no Rio e não em São Paulo, o que seria assaz ridículo – de novo…”. Ao invés disso, fico com o desejo de que os pulhas tenham sido identificados e punidos pelo vandalismo.

Duvido que lhes seja imputada a pena pelos seus atos. Falta autoridade policial pra isso, ainda mais com OAB brincando de contra-polícia. Diferentemente do leitor do blog de um amigo, que sonha com um dia em que não exista mais a polícia militar, eu permaneço afirmando que nosso problema é justamente o défict (de salário, de efetivo, de caráter) policial.

Aliás, qual é o sobrenome do Amarildo? Quero ser capaz de identificar as “amarildetes” nas redes sociais. Sei que serão as mesmas pessoas que já serviram de “freixetes” e – por incrível que pareça – mudaram de etnia temporariamente quando do episódio dos Guarani-kaiowá, mas como não sou da tribo dos marginais, posso ser pego de surpresa debatendo com um neo-ajudante de pedreiro morador “de coração” da Rocinha e só me darei conta quando começar a truculência…


Veja também:

A terrível idade das pedras

Hino Nacional Arruaceiro

Por uma PM ainda MAIS militar!

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