O malabarismo macabro d’O Teatro Mágico


Pelo visto, falar de aborto já se torna tão chato que faz-se necessário o uso de palhaços profissionais!

(Fonte: Facebook oficial d'O Teatro Mágico)

(Fonte: Facebook oficial d’O Teatro Mágico)

Fernando Anitelli é um músico muito talentoso, um artista completo. As apresentações de seu grupo, O Teatro Mágico, são verdadeiros espetáculos. A comunicação com o público é bastante prezada, as melodias são bonitas e as canções bem executadas e – longe de ter sido uma escolha boba para o nome – todos os elementos das artes cênicas são contemplados: os integrantes da trupe são versados em expressão facial, corporal e em tudo o mais.

brunitelliPor que eu apresento esses detalhes? Apenas para registrar que conheço o grupo. Já fui a alguns shows. O sujeito maquiado na foto ao lado (para surpresa de alguns) sou eu. Cheguei a ser conhecido como “Brunitelli” – pois é… O fenômeno TM é fascinante e envolvente. Quando minha esposa me conheceu, eu praticava acrobacias aéreas e até colecionava malabares, tudo fruto da convivência na tribo.

 

gustavo-anitelli-abortoJá Gustavo Anitelli, que é o produtor do grupo mas não faz parte do elenco dos shows, apareceu recentemente (em publicação do facebook oficial do TM) segurando dois cartazinhos para delírio da sua audiência moderninha.

Faço notar que não necessariamente o apreço pela prática homicida é uma realidade do estilo de vida deles, dos artistas da trupe, mas certamente é uma questão de aprovar o estilo de vida irresponsável dos seus fãs. Conceitualmente, a música é um excelente instrumento para elevar o espírito. Mas os músicos muitas vezes a transformam em um veículo de depressão, no sentido de arremessar o espírito humano para o nível mais baixo, onde os mais viscerais e animalescos desejos exigem satisfação. Aprofundando a questão, ver-se-ia que ambos, artista e consumidor de arte, saem perdendo.

Mas por que é que Gustavo, o produtor, produziu mais essa peça publicitária abortista? Por que ele diz que não é uma questão religiosa? É porque na mente de pessoas assim, a influência da religião na tomada de decisões morais está muito bem resolvida: é ZERO. Aliás, negativa; é tida como influência negativa. É uma geração composta por hereges, apóstatas e ateus. Consta uma evidência disso na letra de “O anjo mais velho”:

(…) a fé que você deposita em você e só.

Qualquer um que se aprofunde no debate sobre o tema do aborto percebe que é claramente mais fácil recusá-lo, refutá-lo com argumentos do campo científico e puramente ético. Abundam argumentos que tratem de implicações diretas da esfera social, desde bastante genéricas até antropologicamente aprofundadas. Mas o espantalho da ignorância religiosa lhes é mais útil. E sabem por que? Não há nada no campo científico e médico que lhes dê o “direito” ao aborto legalizado. Nenhuma pesquisa médica, nenhum postulado científico é capaz de conferir um direito – e trato aqui do sentido mais elementar das coisas. Por exemplo: nem o mais homologado e eficiente tratamento de tuberculose, com a mais comprovada chance de cura dá ao ser humano o direito de não ser contaminado. Não existe tal coisa. As leis e o direito não derivam das conquistas e invenções tecnológicas.

A religião cristã, a fé católica, está pautada na Lei de Deus, que é a especificação da Lei Natural, criada pelo mesmo Deus. É dela que os direitos humanos emanam. Por isso os abortistas precisam seduzir e confundir quem ainda traz consigo a herança da fé, destruir o temor de Deus, dom do Espírito Santo, para viabilizar esse crime.

Deixo uma reconstatação: urge que os cristãos reconquistem o terreno perdido nas artes, pois é o campo onde a batalha cultural mais atinge as pessoas.

Aproveitando, deixo o convite para a 1a Caminhada em Defesa da Vida do Rio de Janeiro, a ser realizada no dia 05/10, com concentração às 9h na Candelária.

1a_caminhada_pro-vida_Rio
Veja também:

Programa Mãe Fluminense

Um aborto mal feito na Planned Parenthood deixa mulher estéril

Manual de Bioética para os Jovens

Entre mortas e feridas, tentam salvar o aborto

31 pensamentos sobre “O malabarismo macabro d’O Teatro Mágico

      • Sim!
        É irracional punir as duas vítimas da violência sexual (a mulher e o bebê) submetendo-as a ainda mais violência.
        O correto é prestar toda a assistência psicológica e médica para essas mulheres. Você pode conhecer melhor as razões disso lendo os meus artigos publicados sob a tag aborto (alguns já constam linkados ao final deste artigo).

        No entanto, é muito importante observar que o crime de estupro não está no centro dessa reivindicação de direitos, Fernando. Não é só o estupro que configura uma gravidez indesejada. Uma vida de promiscuidade e egoísmo também.

      • Concordo plenamente com o que você disse, o problema é que na teoria é muito simples! Você imagina um filho, fruto de um estupro, querendo saber quem é seu pai? Não sou nenhum defensor do aborto, muito pelo contrário, porém acredito que existem situações em que esse tema deve ser discutido!

      • Discutamos, então.

        O pressuposto para um debate sobre aborto é decidir de qual lado se está, dentre dois macro grupos:
        1) os que admitem que a vida humana começa com a concepção;
        2) os que coisificam o ser humano para justificar o seu descarte.

        Se você diz não defender o aborto “muito pelo contrário” e pensou na situação triste de um filho de estuprador, creio que esteja no primeiro grupo. Ora, para quem compreende quando a vida começa e o valor que a vida humana tem, é inadimissível trabalhar pelo descarte de seres humanos, pelo assassinato de seres humanos sob a alegação de interesses de outrem.

        Observe o seguinte, Fernando:
        Nosso país não possui pena de morte. Um criminoso estuprador que fosse capturado e julgado não seria sentenciado à pena capital, não seria eliminado pelo Estado. Por que seria então justo matar um bebê, um ser humano resultante de um ato sexual forçado?
        Pode-se até entender que alguém cogite matar um estuprador porque ele representa perigo para a sociedade. Mas que perigo representa um bebê? E, por favor, cuide de fazer a distinção entre “perigo” e “inconveniente”.

      • No primeiro grupo você quis dizer concepção ou fecundação? Tudo bem.
        O que eu defendo, no entanto, são os casos em que a própria legislação abrange, não sendo porém LEGAIS (somente não penalizados pela justiça), que são os casos de estupros, crianças anencéfalas e casos em que ocorre risco de vida para mãe.
        Você vê o quão falho é nosso sistema por essa e outras: sujeito mata 10 pessoas, pega 60 anos de prisão e paga 8. Isso é justiça?

      • Eu quis dizer concepção mesmo, mas significam a mesma coisa.
        O momento em que a vida humana se inicia é quando espermatozóide e óvulo se fundem. Há quem goste de pensar que antes deste zigoto se fixar na parede do útero (nidação) não há ainda uma vida humana, e portanto seria lícito eliminar este ser nessa fase tão primária. São os partidários das pílulas anticoncepcionais e demais pessoas que orbitam entre os dois grupos que estabeleci.

        Devemos cumprir tudo o que a lei exige, mas os casos de excludente de punibilidade da nossa legislação não configuram práticas recomendadas ou mandatórias.
        Não é porque a lei não pune algumas situações onde ocorre o assassinato pelo aborto que estas situações devem ser defendidas ou mesmo fomentadas.

        Os procedimentos para provocar o aborto além de trazerem prejuízo à saúde física e mental da mulher, são meios de desvalorizá-la ainda mais. Os defensores do aborto não se preocupam com a dignidade da mulher.

        É evidente que existem problemas e dificuldades a serem tratados, mas não faz sentido partir do pressuposto de que um ser humano precisa ser sacrificado resolver a situação. Isso não é solução para problema algum. Alternativas ao aborto existem. Mas geralmente é quem NÃO está preocupado com a violência e SIM com a libertinagem que se recusa a avaliá-las. Só, por favor, não vá pensar que estou afirmando ser o seu caso.

        Quanto ao seu exemplo de falha do sistema penal: você está mesmo usando uma injustiça para aprovar outra?

      • Não, estava apenas ressaltando que não se pode esperar nada de um sistema penal que não pune seriamente!
        Mas acho que cabe a cada indivíduo decidir o que é certo para o mesmo, desde que não afete os outros e muito menos descumpra a Lei! Cito o caso da maconha: liberando ou não, o maconheiro continuará usando.
        A partir disso, a pessoa tem que ter consciência do que ela faz porque mesmo que não enfrente a justiça dos homens, enfrentará a Divina mais tarde, e a conta vai ser paga da mesma maneira!

      • Quem citou o sistema penal foi você. Para mim está perfeitamente claro que está errado existir exclusão de punibilidade para aborto sob alegações de estupro, anencefalia e pretenso risco à saúde da mãe.

        Se cabe a cada indivíduo decidir o que é certo para si mesmo, jamais alguém pode dizer que aborto é questão de direito da mulher sobre o próprio corpo (pergunte ao Gustavo Anitelli e sua audiência se ele acha ou não que a mulher deve ter essa autonomia…). Como eu disse mais cedo, ou você faz parte do grupo que acredita que o ser abortado é um indivíduo, ou faz parte do grupo que se esforça para achar que não é.
        O aborto afeta um “outro” (o ser humano completamente indefeso, que é assassinado, descartado) e descumpre a lei, afinal, assassinato é crime. Me pareceu que você não confunde excludende de punibilidade com ausência de crime. Então não pode “achar que cabe a cada indivíduo decidir”, nesse caso.

      • Meu caro, é como eu disse: na teoria é muito simples, problema é que a gente vive a prática!

        Vou te dar um exemplo simples: eu sou contra a pena de morte, mas o dia que um sujeito matar um parente meu, serei o primeiro a querer matar, pode ter certeza!

        A vida só funciona quando a gente se coloca no lugar dos outros!

      • Não concordo com você. Tratar de casos de gravidez indesejada não é simples, nem na teoria. Menos ainda quando a gravidez resulta de violência.
        Mas não é porque existe dificuldades que alguém deva buscar o caminho mais simples, ainda mais se irresponsável.
        Quer viver a “prática” do assunto aborto? Invista em reeducação moral, para evitar que homens e mulheres sejam mal-educados e se tornem promíscuos. Estude, também, possíveis melhorias para a segurança pública, de modo a reduzir os casos de violência sexual (até isso depende, em parte, de uma campanha de reeducação moral).
        Vale a pena também conhecer pessoas e entidades que realizam trabalhos com mulheres que se encontram em situação de gravidez indesejada, como o Instituto Eu Defendo, Casa de Amparo São Frei Galvão (Nilópolis), bem como os projetos de lei que apresentam alternativas ao aborto, como o PL 416/11 (ALERJ) e o Programa Mãe Fluminense.

        Seu exemplo não é simples, é falso. Você está sendo desonesto consigo mesmo. Se você já prevê uma condição para mudar a sua opinião, a sua postura quanto ao tema – portanto momentânea – é inútil. Inclusive, você pode conferir uma reflexão sobre a pena de morte que já publiquei no blog: https://oandarilho01.wordpress.com/2012/09/03/pena-de-morte/

      • Fernando, vamos por as coisas em seu devido lugar para termos um debate honesto e sincero.

        Primeiro, o bebê não é um bebê de um animal qualquer, mas de um ser humano. Sendo o bebê de um ser humano, humano o é.

        Segundo, não se tira bebês, a não ser no momento do parto, ou quando, infortunadamente, este faleceu e precisa ser retirado.

        Feito isso, respondo que sim, é irracional matar uma criancinha que nada fez para merecer como pena a morte, e morte cruel.

        Abraço,
        A.

      • Já que você usou o termo ser humano, vamos lá: ser implica existência!
        Nossa justiça define que para ser humano o indivíduo deve adquirir personalidade jurídica, que pode ser definida como a aptidão genérica para adquirir direitos e contrair obrigações. Um filho na barriga da mãe NÃO possui personalidade jurídica, mas sim expectativa de direito, ou seja, até a criança nascer com vida para adquirir tal personalidade, ela só possui expectativa.
        A pergunta, que nem o direito soube responder, é: Quando uma criança passar a adquirir vida humana? (TER “VIDA” NÃO É SINÔNIMO DE TER “VIDA HUMANA”) É por essa questão que o debate no direito sobre o aborto entra em um paradoxo, onde cada corrente defende seu lado.

      • Me enganei. Fernando faz parte do segundo grupo, na realidade: dos que coisificam o ser humano para autorizar o seu extermínio.

        A resposta à sua pergunta “Quando uma criança passa a adquirir vida humana” está contida na própria sentença, rapaz! Uma criança é um ser humano desde SEMPRE. Qualquer mecanismo que seja formulado, seja no campo jurídico seja no científico/médico que tente justificar a sua eliminação não passa de um exercício de dehumanizar um indivíduo.

      • Parabéns então, você já pode modificar as leis na Europa e em diversos outros países que não pensam assim!!!

      • pensei nisso tb.
        Podem me chamar de preconceituoso, mas eu sempre fiquei com um pé atrás sobre checar o trabalho do teatro mágico, pois esse fede a esquerdismo de longe. Este artigo do Andarilho confirmou isso.
        Alguém que faz apologia ao “anjo mais velho” demonstra claro desprezo ao Criador, e eu não posso ser amigo de quem declara guerra ao meu Melhor Amigo.
        Quanto ao aspecto espiritual, é bom que eles tomem cuidado. Essa postura deles não resultaram em algo bom…

  1. E desde quando um simples pensamento individual (produtor) responde por todos integrantes do grupo??? Não seria a mesma coisa dizer que todos religiosos são fanáticos???
    Você citou um trecho da música sem um contexto todo por trás (e sem a interpretação do próprio criador da música), mas o que você diria da música Perdoando o Adeus, A Primeira Semana e tantas outras que repassam o principal dos ensinamentos biblícos (que devemos amar o próximo acima de tudo)!

    • Fernando,
      O “pensamento individual” do produtor foi publicado através do canal oficial do grupo como uma forma de apoio, o que significa que o grupo concorda e participa da “luta”. Conforme eu ressaltei, a distinção fica no campo da prática, ou seja, embora todos eles apóiem, não significa que pratiquem. O que não deixa de ser ruim.
      E, não. Não seria a mesma coisa que generalizar os religiosos. Cuide para não generalizar o que não puder justificar, pois isso é exercício de estupidez.

      Interessante você sugerir que outras músicas do TM “repassam o principal dos ensinamentos bíblicos”. Reflita um pouco mais sobre esse caso e perceba como o “Não matarás” é um dos ensinamentos que não está sendo contemplado🙂
      Além disso, sugerir que a mulher se submeta a procedimentos clínicos que representem risco para a sua saúde e para a vida do seu filho, jamais poderia ser entendido como um exercício de amor ao próximo.

  2. Restrições não reduzem taxa de aborto, diz estudo

    As leis de restrição para a prática do aborto não reduzem o número de mulheres que tentam interromper gestações indesejadas, afirma um relatório divulgado nesta quarta-feira.
    Segundo o estudo do Instituto Guttmacher, com sede nos Estados Unidos, a taxa de abortos em países onde a prática é legal é praticamente igual nos países onde há restrições.
    O documento destaca ainda que o número de abortos no mundo caiu em oito anos, graças a uma redução no número de interrupções feitas legalmente nos países desenvolvidos.
    Os principais argumentos a favor da legalização destacam os danos causados à saúde das mulheres. Segundo o Instituto Guttmacher, procedimentos realizados em condições clandestinas causam 70 mil mortes por ano, e obrigam cinco milhões de mulheres a se submeter a tratamento por conta das sequelas da experiência. Além dessas, outras três milhões nunca chegam a ser tratadas por essas complicações, disse o estudo.

    Fonte: BBC Brasil

  3. Bruno, parabéns pelos argumentos e pela persistência em tentar “convencer” quem não quer ser convencido. No caso do Teatro Mágico, acho que poderia ser tentado um contato com o grupo (não sei se vc fez isso). Um abraço! João Menezes (Cidadania pela Vida – Brasil sem Aborto RJ)

    • Olá, João!
      Não tentei contato direto com o grupo, apenas postei o link do artigo na página oficial deles, no tópico onde a foto do produtor foi publicada.
      Duvido que o grupo mude de postura, a menos que uma parcela muito expressiva da sua base de fãs (na qual não me incluo) sinalizasse nesse sentido.
      Mas vale o trabalho de dialogar com os nossos, como sempre fazemos.
      abç

  4. Querido, obrigada pelo esclarecimento!!! deixo aqui uma pergunta para os que gostam de usar a “desculpa” ESTUPRO para um aborto:

    VOCÊ (que é a favor do aborto em caso de estupro) VOCÊ SABE SE VOCÊ É FRUTO DE UM ESTUPRO?????? VOCÊ SABE SE SUA MÃE NÃO SOFREU UM ABUSO SEXUAL E MESMO ASSIM OPTOU POR SUA VIDA E TE ESCONDEU ISSO PARA TE PRESERVAR????

    VOCÊ SÓ É A FAVOR DO ABORTO PRQ JÁ NASCEU!!!

      • Bem, Vinicius.
        Quantos anos você tem? Você já viveu demais, se comparado à criança que tua mãe estaria gerando (na sua hipótese). Sendo assim, melhor seria você se matar que matar o novo membro da família, além de arriscar a vida da tua mãe.

  5. Qdo vejo uma pérola dessas, fico pensando q não se trata msm d religião e sim de alienação. O pior é q essa modernidade toda é encarada como algo tão contrário a alienação, q até pessoas inteligentes não conseguem fazer uma reflexão interpretativa simples: o aborto, legalizado ou não, irá assassinar d qualquer jeito, ou a mãe (q poderia ter evitado o problema) ou uma criança inocente. A religião nunca foi o problema da humanidade, mas a falta de senso ético das pessoas tem se tornado um problema kda vez mais grave.

  6. Tudo é lindo enquanto voce tem um prato de comida na sua casa, quero ver voce passar fome e sua MAE engravidar de um estuprador! Hipocrita

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