Conversando (com as paredes) sobre o PNE


Participei agora há pouco (11hs) do videochat oferecido pela Câmara Federal com o deputado Angelo Vanhoni (PT) para tratar das controvérsias do texto do Plano Nacional de Educação (PNE).

(Fonte: Site da Câmara Federal)

(Fonte: Site da Câmara Federal)

Com presença maciça de conservadores que se declararam incisivamente contrários à inserção da ideologia de gênero no plano, a proposta era discutir vários aspectos do texto, como a destinação de 10% do PIB para a educação.

O relator é favorável à preservação da ideologia de gênero no texto, registrada com a frase “ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”, que como todos sabemos, signfica carta branca para a imposição de novos kits gays, como esse mimo aqui.

Desde o início os participantes, dentre eles alguns tendo se declarado professores, registraram sua discordância à redação do artigo segundo do PNE, que contém a ameaça:

Porém, o deputado gastou mais tempo discutindo as perguntas de pouca relevância para os participantes, como sobre “educação ambiental”. Era como conversar com as paredes.

Conta-nos o site da Câmara:

Críticas
De acordo com a Coordenação de Participação Popular da Câmara, o novo Plano Nacional de Educação alcançou em março o primeiro lugar em atendimentos no Disque-Câmara, com 877 ligações, sendo 860 para manifestar críticas ao texto. Desde o início de 2014, o projeto está em segundo lugar em volume de atendimentos pelos canais interativos da Câmara, perdendo apenas para o projeto de marco civil da internet (PL 2126/11).

Somente na semana de 17 a 23 de março, foram 804 comentários contrários ao PNE e 5 a favor. Um dos pontos mais polêmicos do texto é a diretriz que trata da superação de desigualdades educacionais. O texto aprovado na Câmara fala em “ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual”, o que motivou críticas ao texto.

“Não sou de acordo em colocar as palavras: gênero, igualdade de gênero e orientação sexual. Solicito a retirada dessas palavras do Plano Nacional de Educação”, disse Tatiane Dias Figueiredo, de Santa Terezinha (BA).

Também contrária ao texto, Maria Ercilia Mais, de Praia Grande (SP), afirmou, por meio do Disque-Câmara, que o projeto contraria seus princípios religiosos. “Sou a favor de uma educação sexual nas escolas e contrária à liberdade sexual”, disse.

Apesar de o Senado ter modificado o texto para tornar genérica a referência às formas de discriminação, Vanhoni se posicionou favorável ao texto da Câmara nesse ponto.
(Fonte: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/EDUCACAO-E-CULTURA/464870-RELATOR-DO-PLANO-NACIONAL-DE-EDUCACAO-PARTICIPA-DE-VIDEOCHAT-HOJE.html)

O deputado não desmente essa informação. Quando, ao final da sessão de vídeo conferência, a conversa voltou para o tema da ideologia de gênero, Angelo Vanhoni teve o cinismo de desviar o entendimento do termo – insistentemente apontado pelos participantes do chat – para a falaciosa pesquisa do IPEA que faz um “samba do criolo doido” com a relação entre pudor, modéstia e violência sexual (estupro). Para o deputado, “promoção da igualdade de gênero” é simplesmente uma forma de defender os direitos da mulher nessa sociedade machista em que vivemos.

As mulheres que participaram do chat discordam:

mulheres-sensatas

De aproximadamente 11:45h até 11:58h, quase 15 minutos, a sessão de vídeo ficou sem som. Nada mais caricato: um deputado que não dava ouvidos (olhos) ao povo, discursando num streaming de áudio mudo. Eu cheguei a pedir que interrompessem a conversa momentaneamente, até que o áudio fosse restabelecido, mas não fui atendido. O moderador optou por dar mais uns 10 minutos de chato, que foi quando retomaram a discussão principal e foi oferecido o engodo.

Por aí fica muito claro que a estratégia do PT não é dar ouvidos aos eleitores. Aliás, eles deram outra prova, ontem mesmo, afirmando que se é impossível impedir a CPI da Petrobrás, farão pressão para uma nova CPI, que investigue irregularidades em licitações e concessões do transporte ferroviário do estado de SP, governado pelo PSDB (seu inimigo fictício).

A via para efetivamente melhorar a educação no país é tirar o PT do poder, sanitizando assim, talvez, o MEC e as casas legislativas. Mas enquanto as eleições não chegam, vale a pena manifestar-se para os deputados, através de e-mails, twitter e telefone. A pressão popular pode conquistar o respeito à vontade da maioria na última hora.

É absurdo que num Brasil onde uma mãe tem que implorar à escola que reprove o seu filho que não aprendeu coisa alguma, o governo federal dê azo para grupelhos que preferem ensinar sexo – e sexo homossexual! – em detrimento de português e matemática.


Veja também:

Ideologia de gênero debatida na Liga dos Blogueiros Católicos

Um pensamento sobre “Conversando (com as paredes) sobre o PNE

  1. Pingback: Pela remoção da Ideologia de Gênero do PEE-RJ | O Legado d'O Andarilho

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