Queria ter sido assim quando pequeno


biblioteca

“Quero ser assim quando crescer!”
Quem nunca disse ou ouviu isso? De fato com frequência eu brinco, ainda hoje, de falar assim. Afinal, sempre temos como crescer, amadurecer.

Mas o motivo desta postagem é olhar para trás: não raro agora, sou tocado por um sentimento que suspira “Queria ter sido assim quando pequeno!”.
Na busca por conhecimento, me esforço para ler muito, mantendo – e, se possível, ultrapassando – uma meta de um livro por mês. Há muito identifiquei um atraso grande na minha formação intelectual. Fique registrado, no entanto, que isso não é culpa dos meus pais! Minha mãe leu para mim quando criança e sempre achou lindo que eu pegasse em livros (mesmo raramente); meu pai cobrou notas boas de mim e do meu irmão a vida toda. Infelizmente crianças desvirtuam-se por conta própria, tantas vezes ludibriando os genitores.

Dias atrás, a caminho do escritório, captei o diálogo de mãe e filho que enfrentava no vagão do trem. Por algum motivo que desconheço, ela comentou que nos idos de 1997, ano de nascimento do garoto, discutiu-se na política um projeto de transporte ferroviário subaquático, cruzando a baía da Guanabara. O rapaz, então, comentou que estava lendo um livro onde as personagens principais estavam defendendo obstinadamente o emprego de um metal que diminuiria enormemente os custos de produção de trilhos, além de ser muito mais resistente que o aço. Eu sorri e pensei: A Revolta de Atlas. Vim a conhecer essa excelente obra somente há menos de dois anos! Ele, nos seus 17, já desfruta dessa leitura e quem sabe que outros magníficos e instrutivos textos mais já pode ter aproveitado?

Num consultório outro dia, ouvi a queixa de uma mãe que recordava as exigências de livros paradidáticos das escolas à época do seu passado acadêmico (nem tão distantes assim, posto que faz parte do meu também) e, aparentemente, vai sendo reduzida.
Minha esposa, que é pós-graduada em literatura, trabalhava os clássicos gregos num colégio muito específico, com adolescentes do 1° ano do ensino médio. Livros que só agora, burro velho, tenho interesse em procurar.

Quão mais eficiente eu poderia ser na defesa dos meus valores e ideais tivesse seguido um caminho cultural mais dedicado? Só encontrarei a resposta no futuro. Certo estou de que atingirei o ponto e o reconhecerei.

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