Penetras bons de grito


Faz uns dias, soube da preparação de um evento feminista a ser realizado dentro dos muros da PUC-Rio. Na qualidade de católico que, apesar de não estudar na PUC, compreende que instituição católica não é lugar de promoção de aborto, homossexualismo e masturbação (notáveis bandeiras do movimento feminista), organizei e fiz publicar, em nome do meu grupo de discussão política do facebook “Política e DSI”, uma petição online hospedada na plataforma CitizenGO destinada a chamar a atenção do reitor da Pontifícia Universidade Católica e autoridades eclesiáticas para o descalabro engendrado por seus alunos.

Disseminei a petição para que fosse apreciada pelos amigos católicos e de maneira que atingisse especialmente alunos – mormente as mulheres. Ato contínuo, a organização do evento tomou conhecimento da petição.

cartaz-originalSoube que o cartaz original do evento, este ao lado, foi “vetado pela PUC” (quem, exatamente, comandou, não sei). Aparentemente mentes mais abertas à realidade religiosa do campus também ficaram sabendo da história. Que bom.

O jornal O Globo foi acionado e fazendo contato com o DCE (diretório estudantil) da PUC-Rio, publicou uma matéria mal escrita, cuja manchete foi “Grupo de alunos da PUC-Rio cria petição contra evento que celebra o Dia Internacional da Mulher”. Está bastante errada, pois:
1) O responsável pela petição sou eu;
2) O evento não “celebra a data” (embora a data, por si só, seja ideal do feminismo mesmo), visto que as ações e atividades do movimento feminista NÃO REPRESENTA o pensamento, o sentimento ou os interesses da maioria das mulheres.

Fui procurado por um rapaz que também ficou sabendo da repercussão interna da PUC . Ele era favorável à realização do evento, foi bastante polido e na conversa pude argumentar e justificar o porquê de ser contra a sua realização, quais pontos conflitam com a doutrina católica. De acordo com o que falamos, pelo que entendi, até foi aventada a possibilidade de abertura para a opinião divergente durante a programação. Pode ser uma atitude louvável, como lhe disse. Porém, ainda pesam sobre o evento os agravantes que ferem o caráter católico da universidade.

Em tempo: recebi solicitação de remover os prints da conversa referida. Aparentemente não é bacana estar relacionado às intervenções feministas…

É lamentável que o DCE entenda (conforme dito na matéria do jornal) que se trata pura e simplesmente de um caso de livre expressão. Quem acompanha e combate o movimento feminista sabe que não é prudente dar azo às suas intervenções e expressões mais acaloradas. Inclusive, o risco de calúnia contra a Igreja é muito grande, ainda mais com a expectativa de que se promova o aborto.

Mais tarde, vi que a repercussão do caso dentro da universidade ficou registrada nas redes sociais. Estes foram breves instantes que testemunhei:

Reparem em como estes jovens, tendo suas paixões perturbadas, estão reagindo.

Fico curioso para ver como que os pais desses alunos – muitos dos quais os reais contratantes da instituição – reagiriam ao tomar conhecimento do evento, com convidados dessa monta:

Gosto de pensar que a juventude, recém-saída da adolescência é vítima inocente de pessoas de gosto artístico duvidoso e ideias nada virtuosas, e não consumidores exigentes desse tipo de atividade universitária. É preocupante que tais correntes de pensamento e opinião criem-se e desenvolvam-se num ambiente diretamente – até mesmo intimamente – ligado à Igreja Católica. O feminismo, especialmente da forma como se movimenta hoje, é declarado inimigo do cristianismo. Por isso, urge um olhar mais atento da comunidade envolvida com a PUC (pais, alunos, professores, religiosos).

Não ignoro a liberdade de expressão, mas entendo que ela pode render mais e melhores frutos se começar por um “podemos falar sobre o que eu penso?” que por um “escuta aqui e olha só o que eu faço”.

Se você ainda não teve a chance de conferir, este é o link para a petição: http://citizengo.org/pt-pt/19350-cancelamento-da-semana-do-dia-internacional-da-mulher-puc-rio

Veja também:

Mulher macho

O berro feminazi denunciado

Mente vadia, oficina do diabo

5 pensamentos sobre “Penetras bons de grito

  1. você escreve muito bem e eu concordo totalmente com sua posição. Deixar um evento desse acontecer pode destruir a imagem da igreja católica. No futuro eles iriam dizer: “vejam, a igreja é a favor do aborto, promoveu até um evento”. Já assinei a petição.

    • Agradeço pelo teu comentário, Jonh.
      É importante que sejam recordados de que expressões de incentivo ao pecado não condizem com uma instituição católica. Há muitos modos de convidar a sociedade ao debate, mas sem jamais perder de vista noções de respeito.

  2. Pingback: Meu campus, minhas regras | O Legado d'O Andarilho

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