Ir pra rua


Eu raramente vou à rua. Até mesmo pro horário de almoço, no meio do expediente, prefiro ter minha marmita, preparada em casa, para comer sem ter que sair do escritório.

Para a resolução de tantos assuntos, a tecnologia fornece inúmeros benefícios que preservam as pessoas em seus lugares. Que o diga a nossa presidente: reeleita através de um sistema de urnas eletrônicas altamente duvidoso, amparada por um exército de militantes de ambientes virtuais (MAV), capazes de utilizar todo o potencial da Internet para colocar a serviço do partido os mais variados artifícios e subterfúgios de propaganda, nem sempre quase nunca honesta.

Mas chegam momentos em que se faz útil, talvez até necessário, quiçá inevitável, ir às ruas. Quando a indignação atinge um patamar demasiado elevado e sufocante, algumas cabeças só esfriam com o ar puro e a liberação de tensão de um protesto, de uma manifestação. Há momentos em que uma rua não basta para tanto e aí cidadãos tomam estradas, como caminhoneiros vêm fazendo recentemente. Por outro lado, quando inexiste um motivo legítimo, uma coordenação honesta, o que vemos é a arruaça e depredação protagonizada por black blocs e meliantes associados.

Sou cético quanto à eficiência da maioria dos tipos de passeatas, desde os tempos do ensino médio em colégio federal. Neste dia 15/03 as pessoas estão sendo convidadas e pretendem atender ao chamado do #vemprarua para caminhar pelas avenidas do país pedindo o impeachment da presidente Dilma, considerada – dentre tantas outras coisas – inapta para conduzir o país para fora do lamaçal que cavou e regou ao longo dos últimos 12 anos em que o PT, seu partido, esteve no poder.

Não conto com o respeito de Dilma para com todos aqueles que farão seu protesto domingo – alguns até, estima-se, ex-eleitores arrependidos. Não espero que, abdique comovida com o desprezo deles, até porque, considerando apenas números, domingo não se verão os mais de 49% de eleitores que (diz-se) não votaram nela. Não espero, sequer, que o clamor das ruas convença os deputados de ocasião (oposição?) a perseguirem o nobre objetivo de revigorar a democracia e o progresso do país.

A presença na rua pode ter outra utilidade. A situação está como se vê e sente por causa da falta de representatividade (e parece até que, de um jeito ou de outro, todos concordam, independente do espectro político). Votamos mal porque nos faltam boas opções, homens e mulheres valorosos, honrados e honestos que se ponham a serviço da população, em prol da sociedade. Mas como encontrá-los? Bem, se uma das essenciais obrigações do político é ir de encontro ao povo, estar próximo a ele, ouví-lo, pode ser que lá, no domingo, você ou eu nos deparemos com nossos próximos candidatos! Para votar bem, temos de pesquisar, e o resultado será tão melhor quanto mais tempo aplicarmos nisso antecipadamente

No próximo domingo este andarilho caminhará pela orla de Copacabana, às 09:30h, conferindo o movimento. Se você for, procure ir acompanhado(a).

Ah! E se caso você seja também um(a) católico(a) que concorda que “nossa luta não é contra a carne nem contra o sangue”, um grupo se reunirá às 08:00h em frente à Igreja da Ressurreição, em também em Copacabana, próxima à estação General Osório do metrô, para rezar o santo rosário e pedir ao Senhor Jesus, por intercessão de N. Senhora padroeira do Brasil, o fim do comunismo na América Latina e no mundo. Após a récita, muitos seguirão para a manifestação geral.

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