Contra fatos só há xingamentos

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Vou seguir o exemplo do Aécio desta noite e ser honesto: confesso que não acreditava que ele chegaria aqui, ao segundo turno.  Mas estou satisfeito em ver que ele merecia mesmo o espaço para confrontar a Dilma. Apesar das dificuldades impostas pela adversária, com as mentiras, subterfúgios e imitações, ambos os debates da segunda etapa (televisionados pelos canais Band e SBT) apresentaram bom conteúdo de apontamentos de falhas dos últimos governos, bem como alguns esclarecimentos, ampliando a visão de quem assistiu. E uma bela dose de entretenimento.

Aécio atendeu os anseios de uma parcela da população que esperava ver e ouvir, em rede nacional, alguém comentar sobre absurdos cometidos no governo do PT, como a safadeza com a Petrobras e o financiamento de um porto em Cuba. Há aqueles que esperam mais, claro, torcendo para serem evocadas as sérias ameaças do Foro de SP e do Decreto 8243, mas até aqui o saldo vai sendo positivo.

Agora falta muito pouco para ver qual será o resultado dessas eleições 2014.
O recado que deve ficar é:

Petistas, aceitem a derrota, caso ela sobrevenha para vocês. Não façam disso motivo de guerrilha. Porque todos os outros, os tucanos, os aecistas, nós conservadores, os liberais, continuaremos lutando de forma justa se a derrota for nossa – como, aliás, já viemos fazendo durante todos esses anos em que vocês deitaram e rolaram.

Parece que “agora é Aécio”.

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O debate da Compadecida

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Mais um interessante debate entre os candidatos presidenciáveis dessas Eleições 2014, desta vez mediado pela CNBB, realizado no santuário de Aparecida do Norte.

Desta vez, além de Aécio Neves (PSDB), Dilma Rousseff (PT), Eduardo Jorge (PV), Everaldo Pereira (PSC), Luciana Genro (PSOL), Levy Fidélix (PRTB) e Marina Silva (PSB) tivemos a participação do candidato Eymael (PSDC). A Igreja, como é mais generosa, arranjou um púlpito a mais 🙂
Inclusive, os três candidatos excluídos por significarem pouco ou quase nada na disputa, foram ao menos citados na abertura. Não recordo se essa gentileza foi feita nos outros debates.

A mediação foi a mais competente dentre os debates, interrompendo os candidatos rigorosamente e praticando a igualdade de oportunidades dos recursos solicitados – embora, a meu ver, não houvesse a mínima necessidade de Dilma ganhar mais tempo para defender o indefensável.
As perguntas dos bispos tiveram lá a sua pertinência, algumas até respondidas com a pertinácia de um ou outra candidatos, nada fora do esperado. Já os jornalistas foram um pouco esquisitos, qualquer coisa desinformados ou descolados da continuidade dos debates, ingênuos, condescendentes com suas perguntas.
Restou boa uma sugestão feita no acompanhamento da hashtag #DebateAparecida (que não foi minha): deveria ser praticado o escrutínio da cartela de presidenciáveis, pergunta a pergunta, ou seja, todos deveriam ser questionados sobre os mesmos assuntos, sem tanto sorteio.

Mais uma vez, os candidatos nanicos me surpreenderam positivamente. Como não têm muito a perder, podem expressar-se com maior dose de destemor – ou mais legitimamente, como é o caso do Eduardo Jorge (e que é algo mau, no caso dele). O resumo está no último slide apresentado abaixo.

 

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Veja também:

A volta ao debate da Band em 143 comentários

Mais debate e menos horário eleitoral gratuito!

Vagápolis – Eleições 2014

Vagápolis – Crimes do comunismo

Vagápolis – Defesa da Vida e da Família no Congresso Nacional

Quando o PSOL bater na janela do teu browser…

Vagápolis – Eleições 2014

Caros cidadãos de Vagápolis, agora também publicaremos vídeos eventualmente comentando assuntos do quotidiano, além dos programas. O primeiro, sobre as Eleições 2014 já está no ar!

Destaque para a “mega sena do mal”…

Assistam e compartilhem!

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Veja também:

Por que um católico não pode ser comunista?

Vai por mim…

Vagápolis – Economia & Política

Chamem os federais!

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Quando a coisa fica séria, diz-se logo que é “federal”.
Eleições 2014 a menos de um mês de distância. Apesar de todas as dicussões sobre os candidatos e estratégias para as disputas majoritárias, devemos ter em mente que os chefes de executivo são os políticos mais distantes de nós, cidadãos. Além disso, é sempre bom lembrar que mais acessíveis e responsáveis por fiscalizar os mandatos executivos, temos nos deputados um canal de participação mais consistente.

Por representarem e defenderem os nossos anseios em um nível menos genérico – se compararmos seu papel com o do presidente, por exemplo -, são os deputados os que nesse momento de primeiro turno, merecem a nossa atenção redobrada. É no Congresso Nacional que os projetos de lei e discussões que mais mexem com o quotidiano do cidadão brasileiro são debatidos. Os rumos do país podem ser determinados e mesmo restomados pelas vozes e discursos proferidos e documentos  elaborados por estes – sempre esperamos – nobres senhores.

Sem absolutamente diminuir a importância dos parlamentos estaduais, quero focar este artigo na esfera federal. A disputa pelas cadeiras da Câmara de Brasília tem o poder de mobilizar todo o país. Mesmo tendo domicílio eleitoral no estado do Rio de Janeiro, procuro estar atento às candidaturas em outros estados, posto que acredito que um congresso justo e eficiente depende da harmonia e vitória de mais do que apenas um ou dois bons candidatos aqui da minha região, mas do vigor, da honestidade e firmeza combinadas de representantes distribuídos pela federação.

Sendo assim, com prazer, fundamentada confiança e esperança no julgamento sensato de meus leitores, apresento alguns nomes que recomendo enfaticamente sejam promovidos e apoiados Brasil afora. E quando escrevo apoiados, quero dizer que insistam o quanto puderem para que votos sejam concentrados nestes homens, de modo que a oportunidade de colocá-los no Congresso Nacional não seja perdida! Caros, o tempo de montar e oferecer resistência àqueles que querem destruir a nação vai se estreitando.

Para dar noção do que podemos esperar deles, selecionei um vídeo de cada um abordando temas de fundamental relevância para o reajuste do cenário sociopolítico atual:

Carlos Dias – PSD – 5588 (http://www.carlosdias5588.com.br)

carlos-dias

 

Prof. Hermes Nery – PHS – 3155 (http://hermesnery.com.br)

Hermes-Nery-2014

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Mais debate e menos horário eleitoral gratuito

Segundo round de debates dos presidenciáveis das eleições 2014 para a grande mídia. A casa desta vez foi a do SBT em conjunto com o UOL.

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(Fonte: Portal UOL)

Guardando muitas semelhanças com o embate anterior, tanto no formato como no comportamento dos candidatos, excetuando-se apenas, pelo que me pareceu, na duração um pouco menor.

Meus destaques (seguindo a ordem da foto acima):
Dilma Rouseff (PT) mostrou-se mais escorada por papéis, que não lhe conferiram mais tranquilidade para rebater os golpes desferidos pelos candidatos mais bem colocados. Continua rebolando para não admitir que fez o governo mais desastroso dos últimos 12 anos.

Eduardo Jorge (PV) aparentemente não incensou-se a si mesmo com a maconha que tanto defende. Para decepção do público que tanto o admirou, não estava tão inspirado quanto da última vez. Mas ainda assim teve uma ou outra boa tirada. E continua defendendo as mesmas bizarrices danosas.

Luciana Genro (PSOL), Miss Mimimi, apresentou comportamento nada diferente: mesmo discurso geração anti-Coca-Cola, sangrem os bancos e dando apelidos para os outros como se isso fosse lhe dar algum destaque. Terminou evocando, quase como uma necromante, o cadáver do Amarildo (quem lembra?), que lá do além-túmulo deve ter repetido a saída do Eduardo Jorge: “Não tenho nada a ver com isso.”

Aécio Neves (PSDB) cada vez melhor, na minha opinião.  Começou dando trela pras provocações, mas se recuperou e cumpriu – antes tarde que mais tarde ainda… – o papel de oposição, dando trabalho para a Dilma e jogando um pouco de ultravioleta pra cima da Marina.

Marina Silva (PSB) se tem uma coisa que ela entende é de selva: arremessa bosta como os macacos, esganiça como as gralhas e serpenteia, não como uma cascavel, mas boquiaberta e ameaçadora como uma sucuri, pronta para deglutir num lance só bois lentos e antas perdidas. Cumprindo o papel que lhe cabia, seria desonestidade não reconhecer que obteve êxito.

Everaldo Pereira (PSC) está, contra a própria vontade, obviamente, disputando com Luciana Genro não só os “restos porcento” de intenções votos como de intenções de perguntas. Talvez seja até melhor assim. Tal como o nobre amigo Gabriel Amaral que dizia ser melhor não ler o programa do Aécio para não se arrepender de nele votar, assim se tem dado com Everaldo com relação ao desempenho no debate. Muita repetição e pouca intrepidez. E eu achando que o Bonner tinha sido demais…
Faz bem em defender os valores morais contra a patrulha do politicamente correto? Faz. Mas se não sair disso, vai sobrar só a pecha de “fundamentalista”, com programa econômico sem fundamentos.

Levy Fidelix (PRTB) o herói! Qualquer um que tenha os guts, o Márcio arrojo*, a coragem de chamar o jornalista mequetrefe de “língua de trapo” na sua presença, de pronto, contra a tentativa de rebaixamento do seu partido, merece loas. Sua conclusão, declarando saber que não pode ganhar, mas querendo ser a “consciência do povo” em meio ao debate, é digna de nota. Enquanto eleitores aos milhões, por todo o país, ligam o f*d@-se para as eleições, o bravo Levy não só atém-se a seus princípios sem esmolar a simpatia de uns poucos (conseguindo-a, ainda assim! 😉 Levy! Super Mário!… Levy!) como ainda avisa: “Que venham as próximas oportunidades!”. Só pelo seu exemplo, já vale assistir esses encontros.

E que venham os próximos debates! 16/09 organizado pela CNBB, 28/09 pela TV Record e 1º/10 pela Rede Globo.

E atenção para o resumão do debate:

Levy Fidélix é o presidente que o Brasil merece.
Everaldo Pereira seria o presidente, fosse o brasileiro bonzinho.
Marina Silva vai ser a presidente que o Brasil ganhará sem nem perceber.
Aécio Neves é o presidente que o Brasil desdenha, sem poder.
Eduardo Jorge é o presidente que o Brasil vai ter se continuar flertando com os entorpecentes.
Dilma é a presidente que o Brasil se envergonha de ainda ter.
Luciana Genro é o castigo em forma de presidente que o Brasil vai ganhar se não tratar de se emendar.

Fiquem agora com a retrospectiva dos comentários emitidos durante o debate de hoje:

 

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* Márcio arrojo: ousadia digna de Marte (deus romano da guerra)


Veja também:

A volta ao debate da Band em 143 comentários

Marcelo Moura, o belicoso

Registro de um opositor do desarmamento atirando pela culatra.

A campanha das eleições 2014 está a todo vapor. Quem acompanha minha página no facebook e pelo twitter viu já alguns repasses de artigos com sabatinas, entrevistas e declarações dos candidatos à presidência. Resolvi participar ativamente da página oficial do PSC para debater as propostas e combater os absurdos.

Recentemente identifiquei uma atividade a lá MAV na página. Algumas pessoas estão chegando para apontar acusações a que o Everaldo Pereira estaria respondendo por violência doméstica, um gayzista tentou tumultuar um tópico sobre adoção, essas coisas. Como as histórias de absurdos são mais divertidas, vou compartilhar uma dessas. Mas não é de um celerado dessa estirpe que quero falar.

O protagonista da historinha não é esquerdista, embora aja como se infectado pela doutrinação marxista. Seu nome é Marcelo Moura, um defensor do direito ao porte de armas:

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Dias atrás, numa postagem do PSC que trazia um vídeo falando de sua origem e princípios cristãos, Marcelo Moura aproveitou para queixar-se do apoio do partido ao desarmamento. Quando vi, entrei na conversa:

40Observação: Depois de anos com crescente taxa de homicídios, foi formada uma comissão na câmara federal para avaliar os efeitos (negativos, evidentemente) do estatuto do desarmamento. Há um deputado do PSC compondo o colegiado, André Moura (SE).

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Até o momento da edição deste artigo, não ficou clara qual será a escolha de candidato que Marcelo fará. Sei que o voto é secreto, mas para um cidadão que não vê problema em sustentar sua adesão e incentivo ao armamentismo (não acho errado), em tempos de leis e pressão politicamente estúpida, não vejo mal em revelar a escolha. Como pode ser visto mais à frente, dei várias oportunidades para que ele contribuísse com essa informação.

Infelizmente Marcelo, por aparentemente respirar mais pólvora que oxigênio, faz da sua defesa apaixonada um campo de batalha. Torna-se belicoso e visceral, pronto para revidar qualquer controvérsia “na bala”:

41Em meio ao tiroteio que é uma conversa de facebook, com essa estrutura de fórum ainda desorganizada e desorganizante, Marcelo e eu prosseguimos no debate:

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Conversas pelas redes socias sofrem ruídos diversos. Além de não ser possível transmitir entonação e intenção perfeitamente apenas com o texto escrito (mesmo com um amplo uso de emoticons), o tom da discussão é temperado pelo humor dos participantes. Levando tudo isso em conta e percebendo que Marcelo e eu temos amigos em comum no facebook (dois bons e mansos homens!) tentei levar a contenda para o chat privado, a fim de melhor desenvolver o assunto e minorar os desentendimentos. A oferta de tratado de não-agressão deu-se nesses termos:

Boa tarde.
Temos 2 amigos em comum. Podemos nos tratar como os tratamos. Jamais quis despertar animosidade.
Você já possui candidato à presidência e por isso está confrontando o do PSC? Ou está procurando algum digno de te representar?
Eu sou filiado ao PSC e por isso me dedico a interagir com quem participa da página, mas isso é iniciativa própria. Não estou atendendo a pedidos dos diretórios nem de outros filiados.
Paz e Bem

Se ele chegou a ver a mensagem, retribuiu com o silêncio de um caçador.

Alguns dias depois, nova postagem da página de facebook do PSC, com novo confronto. Mais uma vez Continuar lendo

Vai por mim…

(Ou: Aposta tudo na zebra, digo, no número 20!)

pareo-eleicoes2014

Desde que no Brasil se abriu espaço para a participação popular na escolha dos representantes políticos, a sugestão explícita é a forma de orientação mais usada. Voto por afinidade, voto de cabresto, voto comprado (ou trocado, se preferir), mensalão… a polêmica com o fim das votações secretas nas câmaras, essencialmente, era uma preocupação com o enfraquecimento das influências. Sendo assim, resolvi me aventurar na tática do “vai na minha…”.

Um ponto pacífico entre os conservadores é que o povão tem seu voto determinado por via de manipulação, seja de líderes sociais, religiosos ou mesmo pelas pesquisas de opinião encomendadas. Então o que é que nós estamos esperando para reclamar o nosso quinhão nessa disputa?!

Andei sondando, nos últimos meses, as expectativas dos meus contatos virtuais quanto às eleições 2014 e duas coisas se destacam:

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Dossiê cristão dos pré-candidatos ao governo do RJ

Resolvi fazer uma pesquisa no histórico dos pré-candidatos ao governo do RJ nas eleições 2014, a fim de averiguar e informar meus leitores sobre o posicionamento deles quanto a temas de interesse moral cristão. Eis o resultado do escrutínio:

precandidatos-RJ-2014# Aborto

Cesar Maia (DEM): já ironizou o governador Sérgio Cabral por este ter feito uma interpretação extremista da correlação com alta taxa de natalidade e criminalidade – oferecendo maior acesso ao aborto como solução – que leu no ensaio de economistas americanos. Apesar de ser acusado de não ter feito muita coisa para fechar clínicas clandestinas de aborto, baixou o decreto 25.745/05 que, desafiando a portaria 1508/05 do Min. da Saúde, conservava a exigência de B.O. para casos de alegado estupro. Cavando um pouco mais fundo nos registros históricos políticos, descobre-se que ele foi deputado constituinte, ou seja, participou dos debates e votações que nos legaram a atual Constituição Federal (de 1988); o site da Associação Nacional Pró-vida e Pró-família avisa que César Maia (então filiado ao PDT) SE ABSTEVE da votação para o destaque que pretendia proteger a vida desde a concepção;
Garotinho (PR): espera-se de um político cristão confesso (ainda mais quando faz da religião sua plataforma) que seja contrário ao aborto. Infelizmente eles costumam desafiar esta lógica elementar (militontos do PT que o digam!). Entretanto, não parece ser o caso de Anthony Garotinho, já que conta-se por aí que no ano passado ele aventou no Congresso um referendo para consulta popular ao assunto, além de ter ficado ao lado dos conservadores na disputa com o STF quando aprovou o aborto de bebês anencéfalos;
Jandira Feghali (PCdoB): de pronto, a pesquisa retorna que a candidata se auto intitula “histórica defensora do direito ao aborto”. Nenhuma surpresa, ao se considerar o “C” da questão (no nome do partido). E não é blefe. Enquanto deputada federal, fez “o diabo” (como diria Dilma) para liberar geral o assassinato de seres humanos inocentes;
Lindbergh Farias (PT): outro que não nos surpreende quando o assunto é moralidade cristã, dado o partido. Comprometido com o socialismo, não “pisa fora da faixa”. Votou contra a PEC 25/95 que visava explicitar a defesa da vida desde a concepção na CF;
Luiz Pezão (PMDB): Esboçou simpatia por D. Orani quando este assumiu o arcebispado do Rio de Janeiro e ele era o governador em exercício. Sabem como é: PMDB é um primo tímido do PT, então podemos talvez esperar o velho truque de bajular primeiro, trair depois. Não encontrei, de pronto, referências cruzadas dele com o aborto. No mais, ele foi vice de Sérgio Cabral por dois mandatos e está sendo ofertado como seu “continuista”; será que vai querer fazer algo diferente?;
Marcelo Crivella (PRB): Aqui está uma figura dúbia quanto ao assunto. Já deu declarações sendo contra, já foi apontado em oposição ao seu tio e líder da seita protestante “Igreja Universal” (que tem forte influência no partido) Edir Macedo, que é declaradamente favorável ao aborto. No passado, nos idos de 2010, figurou entre os defensores da então candidata Dilma, quando sofria os justos ataques dos cristãos por causa do tema;
Miro Teixeira (PROS): Um livro de antropologia urbana lançado em 1999 contém um quadrinho de opiniões dos candidatos ao governo do RJ daquela época. Lá, Miro Teixeira aparece com tendo respondido favoravelmente à legalização do aborto (vale frisar que isso é sempre pior que a mera descriminalização). Ele, assim como César Maia, foi deputado constituinte, só que, demonstrando firmeza de convicção, votou NÃO para o destaque pró-vida;
Professor Tarcísio Motta (PSOL): um desconhecido, trabalhando para um partido com conhecida preferência pelo aborto. Professor de história no Colégio Pedro II. Pelo que o seu facebook me contou, é amigo/apoiador de abortistas. Mas, claro, ainda que se diga contrário, vindo por onde vem, comunista do jeito que é, não acreditem;
Cyro Garcia (PSTU): Já defendia a descriminalização do aborto em sua campanha pela prefeitura do Rio de 2012.

# Gayzismo
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A Dilma e o PLC 3/2013

… ou Um convite à não-traição.

A poucas horas de descobrirmos se todo o esforço empenhado em tentar convencer a presidente Dilma a realizar vetos (parciais ou total) ao PLC 3/2013 terá resultado, quero deixar algumas palavras paralelas ao desfecho.

Em primeiro lugar, repito o que já disse algumas vezes, inclusive discursando em audiência pública: o desafio da sociedade, em nosso tempo, é fazer o certo mesmo quando existem leis obrigando o contrário.

Prezados leitores, admitamos o seguinte fato: nem mesmo o axioma elementar da natureza humana, que pressupõe a reprodução como meio de sobrevivência e perpetuação da espécie, foi capaz de prevenir que surgisse nos corações e mentes de alguns a sede de sangue e o ímpeto de (auto)destruição materializado no crime de aborto. Nem mesmo a maravilha palpável, sensível e patente da maternidade, perpetuamente presente (pois não há um dia sequer em que o mundo não se depare com a realidade da concepção e gravidez humana) é suficiente para proteger meninas e mulheres da propaganda da morte, mesmo com risco para as próprias vidas.

Se é verdade que não fazemos concessões na defesa do direito fundamental da vida – no âmbito legislativo – por que o faríamos no executivo?!

Colegas pró-vida já falam em mobilizar-se para convencer ao máximo o eleitorado brasileiro a não votar na Dilma caso ela não faça os vetos. Eu admiro o passo, mas ponho meu coturno uns metros à frente: NÃO VOTEM NA DILMA EM HIPÓTESE ALGUMA!

Estou lhes fazendo um convite a não se propor uma chantagem, uma negociação ou uma retaliação dependente do desfecho do trâmite desse projeto em voga. Admitam que só estamos nessa situação precisamente porque a Dilma está no poder! Especificamente porque deixamos o comumismo (ora conduzido pelo PT) se alastrar por toda a máquina pública e por todas as esferas sociais.

Se a Dilma – que não consigo nem dizer se é mais comprometida com os movimentos sociais repugnantes (feminismo e afins) ou meramente com o lobby mais eleitoralmente rentável da vez, mesmo – continuar no poder, ou se Lula voltar, ou ainda que ascenda ao topo do executivo qualquer outro político de esquerda, os maiores absurdos que ferem a dignidade humana e a família permanecerão simplesmente aguardando o tempo propício para serem aprovados. Será só questão de distrair o povo e seus representantes com maior habilidade.

Não abramos mão da nossa honra e de nossos princípios. Não negociemos com o inimigo! Deixemos bem claro quando falarmos nas eleições 2014:

Dilma, aprove ou não o PLC 3/2013, está em seu poder. Conosco reside o futuro político do país. Não queremos a sua concessão. Não espere de nós nada menos que a sua destituição.

Bruno Linhares – O Andarilho