O voto

Para mim, o voto deve mesmo ser obrigatório.
O voto, mais do que um direito, deve ser compreendido como um dever cívico, equivalente a respeitar as leis de trânsito ou as normas de conduta de um estabelecimento.

Há quem defenda que se o voto fosse facultativo, menos políticos ruins seriam escolhidos. Eu discordo, pois se os maus políticos angariam os votos comprando-os com dinheiro vivo ou benefícios de sorte variada, todos os eleitores que já vendem suas escolhas continuariam a fazê-lo.

Eu gostaria que cada cidadão tivesse a capacidade de votar conscientemente, exercendo sua opinião, apoiando o plano de trabalho do seu candidato. Infelizmente, Continuar lendo

Aborto é uma questão do que EU quero?

O que EU quero???

Mais um dia de combate à cultura de morte, em especial contra o aborto. Mais uma vez centenas de boas pessoas que compreendem o valor da vida dedicaram-se a expressar essa preocupação pelo twitter no chamado “tuitaço”. A hashtag desta vez foi #abortonuncamais.

Como já é comum, em meio a centenas de mensagens positivas (originais ou “retuites” de apoio) surgem algumas de desaprovação, de afronta, de deboche e especialmente com conteúdo que beira o ódio e a inóqua tentativa de silenciar quem defende a vida em sua plenitude: da concepção à morte natural.

Infelizmente são pouquíssimos os casos de pessoas que manifestam a oposição, ou seja, registram seu apoio ao aborto com uma postura respeitadora. Eu sustento que vale muito a pena dedicar algumas respostas a essas pessoas; isso pode gerar muito bons frutos. Recentemente, por exemplo, pude mostrar para um rapaz que a Igreja Católica tem razões fundamentadas para ser contra o uso de células-tronco embrionárias e o melhor: acabei fazendo ele descobrir que o tratamento e a pesquisa para a sua enfermidade (distrofia muscular) está progredindo com o uso de CTAs (células-tronco adultas)! Foi gratificante. Louvado seja Deus!

Outro caso, de hoje, foi o rápido debate com @accio_harryp que foi amistoso até o fim e me rendeu mais este argumento de defesa:

Abortistas alegam que abortar nas primeiras semanas não seria ruim porque o feto não sentiria dor (que isso é um equívoco já sabemos bem, tendo sido inclusive publicado recentemente este e este outro relatos que confirmam isso, e que não são os primeiros do tipo).
Pensando desta maneira hipotética, eu pergunto o seguinte:
Se pudéssemos conversar com esse feto, contar-lhe que sua mãe quer abortá-lo por não poder cuidar dele, mas que aqui fora ele pode encontrar uma família que o ame, e mais: que a sua própria mãe até pode resolver ficar com ele quando o vir nascido, quando o tiver nos braços, e perguntássemos sua opinião, o que este feto responderia? O que ele escolheria???

Não se pode esconder a ânsia por livrar-se de um “eventual incômodo” que o filho parece representar atrás de uma falsa preocupação de querer evitar-lhe o pior.

Agora voltando aos tumultuadores:
Houve o caso da @_MMeme que tentou atrapalhar participou do manifesto com a brilhante frase:

que isso gnt. eu sou a favor do aborto, oshe.. se a pessoa quer fazer isso, deixa ela. Para de implicância, ignorantes ;@@@

Prontamente à minha réplica, ela puxou o papo de que se não pode cuidar, melhor matar e me disse que eu sequer deveria dar palpites, já que sou homem. A resposta para isso é Continuar lendo

10 de cada 10 abortistas

Quem provocar a queda de um só destes pequenos que crêem em mim, melhor seria que lhe amarrassem ao pescoço uma pedra de moinho e o lançassem no fundo do mar. Ai do mundo por causa dos escândalos. É inevitável, sem dúvida, que eles ocorram, mas ai daquele que os provoca. – Jo 18, 6-7

Soube via twitter que há articulação “feminazi-abortista” rolando com a realização de um evento latino-americano por esses próximos dias.A data é 28/09,  a ideologia maligna é celebrada desde 1990, segundo o site da FECOSUL: http://www.fecosul.com.br/agenda

O link mais preciso a respeito do evento é este, direto do covil: http://www.feminismo.org.br/livre/index.php?option=com_content&view=article&id=6055:descriminalizacao-e-legalizacao-do-aborto-avancos-e-desafios-neste-28-de-setembro&catid=54:what-ails-you&Itemid=411

Dando uma “googlada” rapidamente, encontrei um abaixo-assinado virtual dum grupo desses que “com 10 pedras na mão” visava apelar a alguns deputados para que repudiassem o bendito Estatuto do Nascituro

Vale lembrar que este abaixo-assinado virtual pela aprovação do Estatuto do Nascituro (http://www.ipetitions.com/petition/estatutodonascituro/) recebeu até momento da edição deste artigo 5343 registros, enquanto o abaixo-assinado abortista recebeu somente 2275.

Encontrei também um aviso de um evento desses, mas aparentemente do ano passado, num blog dedicado à maternidade(!): http://www.coisademae.com/2010/09/28-de-setembro-dia-latino-americano-pela-legalizacao-do-aborto-na-america-latina-e-caribe/
É a única postagem que retorna da pesquisa pelo termo “aborto”, e que curiosamente foi postada na categoria “Casamento”. Bem esquisito, mas para este presente artigo, ignorável.

Sendo assim, venho apresentar oposição a cada uma das 10 alegações contrárias à vida que este grupo de velado assassinos faz questão de panfletar por aí. O artigo não é em si muito extenso. Ficou grande porque coloquei os textos originais das irracionais razões deles. Continuar lendo

Resposta pública a Reinaldo Azevedo

Bem, não que ele vá se dignar a vir até aqui comentar. É até mais provável que inclua uma crítica no meio de uma outra postagem combatendo alguns ataques sofridos. Mas, cada qual desfila vestido como quer, no próprio quintal.

Eu estava – até este momento – tecendo um comentário para esta postagem do blog dele. Mas, como meus comentários demoram a ser moderados (nada pessoal, Reinaldo… não sou vingativo, hehe) e ainda que este fosse, “sujaria” a página com um texto demasiado longo, registro aqui. E por que tecer um comentário acerca do posicionamento dele? Justamente porque eu admiro muita coisa que ele escreve, mas ainda assim discordo da sua postura como (ainda?) cristão.
Ora, poucos são os envolvidos ativamente com a batalha contra a insanidade instaurada pelos ativistas gays nos últimos meses. Infelizmente muito menos do que é preciso para combatê-los com potência e restabelecer a ordem. Portanto, não é bom que haja pessoas dignas e respeitadas como o sr. Reinaldo a colocar a sua retórica em público com prejuízo da eficiência no debate, contra o gayzismo.

Gostaria que minhas palavras fossem tomadas como humildes. Afinal, é dever de todo cristão admoestar o próximo quando este se desvia do caminho, em busca de um crescimento para ambos na fé, e em concordância com a Lei de Deus.
Também torço para que não haja quem julgue este manifesto como uma investida em busca de popularidade. Outrossim, desejo que qualquer crítica seja submetida em comentário.  Até porque, desprovido de popularidade (tá bom, de afazeres também sr. Reinaldo, se foi isso que te ocorreu) sou capaz de responder a cada comentário com atenção.

Vamos à resposta:

Há momentos em que até você, Reinaldo, parece espernear…
Como eu sou um dos que costuma comentar contra a sua tentativa de imparcialidade diante deste confronto no campo da moral, tomo um pouco da birra pra mim.

Apesar de você acreditar que se coloca como espectador da situação, quando você sinaliza que é cristão chama para si a expectativa de uma concordância com a doutrina cristã. É o que se espera de todo o cristão: guiar-se pelos preceitos de Deus, transcritos na bíblia, e comungar da doutrina transmitida pelos padres, pelos bispos e todo o magistério da Igreja Católica (ok, pelos orientadores das denominações protestantes também, pode ser).

Porém não é o que ocorre. E para piorar, você não só advoga pelo direito dos homossexuais de brigarem por igualdade (em campos onde eles deliberadamente divergem da igualdade e naturalidade) como, dando pábulo à sanha ofensiva dos gays, ainda advoga pelo seu direito particular de DISCORDAR da doutrina cristã (com a qual você sugere ter algum tipo de relação) não necessariamente “dando o braço” para os gays mas, digamos, fazendo o “high five” eventualmente.

Não venha com esse papo de “cristão moderninho”, que acha que os cristãos se tornam fanáticos e extremistas de vez em quando (inclusive de maneira hipócrita) como quando diz: “(…)porque a Bíblia não me dá direito de escolha, ou então não posso me dizer cristão? Que resolva aderir a esse primor de hipocrisia que consiste numa aplicação vesga do “ame o pecador, mas não pecado”, de sorte, então, que homossexuais devessem ser condenados à solidão?”
A bíblia não “dá o direito” de escolher ser homossexual, de escolher o pecado.
Também não gostaria de ter de lembrá-lo, mas: respeitar o outro não significa concordar com ele. Logo, respeitar um homem que prefere ser gay, uma mulher que prefere ser lésbica, NÃO significa ter que silenciar diante desta conduta desordenada e indignificante. Até porque, sr. Azevedo, nós cristãos (você também, certo?) somos convocados a zelar pela santificação do próximo. E falar contra o homossexualismo é um ato de caridade para com aqueles que estão afastados da graça de Deus pelo pecado. Assim como pode ser caridoso você me apontar algum pecado meu, caso saiba de algum. Em Ez 33,7-9

7 Quanto a ti, filho do homem, eu te coloquei como sentinela para a casa de Israel. Logo que ouvires alguma palavra de minha boca, tu os advertirás de minha parte. 8 Se eu disser ao ímpio que ele deve morrer, e não lhe falares advertindo-o a respeito de sua conduta, o ímpio morrerá por própria culpa, mas eu te pedirei contas do seu sangue. 9 Mas se tiveres advertido o ímpio a respeitode sua conduta para que a mude, e ele não a mudar, o ímpio morrerá por própria culpa, mas tu salvarás a vida.

Já chegamos no limite de esperar que os homossexuais se comportem e não causem distúrbio. Você e qualquer pessoa vê que o objetivo da militância gay é atacar o cristianismo, os cristãos (eu mesmo denunciei isso no meu blog, na “Reposta pública a Chico Lobo e Ricardo Loureiro“) e não só isso, mas destruir a instituição mais preciosa da civilização: a família.

Entenda, Reinaldo, que é louvável a sua postura que defende o direito individual. Porém, não é pertinente a permissividade de um cristão, goste você disso ou não. Em tempo: aqueles a quem você se referiu – gays que supostamente tornaram-se sacerdotes p/escapar de patrulha – pensavam como você: “Deus tem que me aceitar da maneira que eu sou, do jeito que eu penso.”. Com efeito, todos os gays que deixam a Igreja por que esta, corretamente, não concorda com a sua conduta pecaminosa, pensam como você. E Martinho Lutero, João Calvino e o rei Henrique VIII pensava como você também. Sempre, na cegueira causada por um desordenado desejo de liberdade, eles quiseram moldar o Deus Todo Poderoso e Pai amoroso aos seus desígnios mais íntimos.

Preocupa a postura de (auto)defesa que pisa no território dos homossexuais porque está já declarada uma guerra, que ficou evidente na passeata gay de domingo último (26) conforme você mesmo divulgou.
Está muito claro e provado que a militância gay só deseja o mal à sociedade de bem, à família, à religião cristã e a qualquer pessoa ou entidade que seja contra a conduta homossexual (e isso te inclui Renato, apesar dos pesares, mas você já sabe) como foi visto recentemente com relação ao maldito kit-gay e ao ainda pouco conhecido PNDH-3.
Sendo assim, pelo restabelecimento da ordem, e em nome da proteção da decência e da moral, contra os males vindouros, urge uma contrapropaganda ao homossexualismo.

Engana-se quem tenta fazer distinção entre “militantes gays” e “gays de fim-de-semana”. Os homossexuais que não militam, não o fazem por diversos motivos: impossibilidade de viajar para os grandes centros urbanos, menor idade, falta de oportunidade. Mas a insistência no “direito a divergir da natureza e receber tratamento especial por isso” de todos os homossexuais que o fazem dá gás para Luiz Mott, Toni Reis e cia avançarem contra a sociedade de bem.

A opção sexual homossexual (embora você tente se enganar insistindo que “vem de berço” este distúrbio) conduz para um estado de negação da fé (ou pior: criação de uma nova “cartilha” de fé, permissiva), a um egoísmo que leva o indivíduo a crer que sua condição é normal (e obviamente não é) e mais ainda, a exigir que as pessoas ao seu redor “aceitem” a sua opção.
Esta é a natureza do pecado: distancia-nos do Bem Supremo, que é Deus. E, nas trevas, tudo é permitido em favor da nossa danação. Especialmente a rebeldia contra Deus, que culminou com a precipitação de Satanás ao inferno.
Em 1Cor 6, 12-13;18-20 temos:

12 “A mim tudo é permitido, mas nem tudo me convém”. A mim tudo é permitido, mas não me deixarei dominar por coisa alguma. 13 Os alimentos são para o estômago, e o estômago para os alimentos. Mas Deus destruirá um e outros. O corpo, porém, não é para a prostituição, ele é para o Senhor, e o Senhor é para o corpo; 18 Fugi da devassidão. Em geral, todo pecado
que uma pessoa venha a cometer é exterior ao seu corpo. Mas quem pratica imoralidade sexual peca contra seu próprio corpo. 19 Acaso ignorais que vosso corpo é templo do Espírito Santo que mora em vós e que recebestes de Deus? Ignorais que não pertenceis a vós mesmos? 20 De fato, fostes comprados, e por preço muito alto! Então, glorificai a Deus no vosso corpo.

Portanto, até mesmo para os que acreditam que homossexualismo é impulso irrecusável, Deus nos dá a orientação e expressa o seu desejo de arrependimento e renúncia ao pecado, às transgressões da carne. Erra quem escolhe ignorar partes da bíblia em favor dos seus desejos particulares. Erra quem opta por tomar trechos fora de contexto para defender-se – ou, mais absurdamente: para ofender, como fizeram os organizadores da “parada gay”, tomando “Amai-vos uns aos outros” como se acreditassem que Jesus Cristo corroborava o homossexualismo!

Felizmente, Deus é misericordioso, toca e chama constantemente também aqueles que pecam, como tu e eu, e aqueles que sofrem da tentação homossexual. Soube recentemente de um rapaz que professa a fé católica, e que por encontrar-se atraído por homens e não por mulheres, para não desafiar e não desagradar a Deus, resolveu abster-se de relações interpessoais. Isto é exemplo de piedade.

Com efeito, foi justamente a vista grossa praticada por nós cristãos, que negligenciaram assistência aos homossexuais (incluindo os padres pedófilos, sim) ao longo de tanto tempo, que contribuiu para esta insurreição gay presente. E agora, os representantes dos gays, os homossexuais mais atrevidos e organizados, investem contra a sociedade, buscando cavar buracos que a façam ruir. Focaram em nossas crianças, o que seria um golpe considerado baixíssimo, não viesse de quem veio.

Você sim, Reinaldo Azevedo, precisa observar a própria conduta no tocante à religiosidade. Como pode um cristão condenar a Igreja em favor dos que lhe são opostos? É como um médico que diz: “olha… não vamos nos preocupar com o combate às drogas, aos males do cigarro. afinal, saúde não é isso, né? Ser saudável é mais do que isso. Eu, eu mesmo, não concordo com muita coisa que a medicina diz sobre esses assuntos…”.

Reinaldo, com a situação tal como se apresenta, não é possível que alguém sensato como você não cuide das palavras escritas em favor da ordem. Logo você, paladino da ordem e das leis.
Porventura deve-se parabenizar as algazarras praticadas dentro de sala de aula sob a prerrogativa da “liberdade de expressão”?
Pior: faz sentido defender o direito ao furto como paliativo à miséria generalizada, apoiando-se num suposto abandono do Estado?

Assim, por mais que você ache “bonitinho” homem casar com homem, gays adotarem crianças, não é. Faz-se necessário orientar, sobretudo os “gays neófitos” dos absurdos de que são capazes os gays mais “religiosos”.
Ali, sim, o “fanatismo” existe. Fanatismo que inventa que Deus ama incondicionalmente a ponto de acolher seus filhos em condição de pecado. Não senhor, Reinaldo! Deus, Nosso Senhor, é misericordioso. Mas define muito bem o que Lhe agrada e o que Lhe desagrada. Fez questão de deixar para nós, nas Sagradas Escrituras. E pede sim que cada um arrependa-se dos seus pecados e O siga conforme os Seus desígnios.

Você escreve nota comentando que a Igreja Católica ou os representantes desta não se manifestam contra os abusos dos gays. Só que, agindo na contra-mão, para piorar, manifesta-se dando razão aos homossexuais sempre que pode.
E agindo assim e assado, você incentiva a opinião de que os cristãos “têm preconceito”, os cristãos “discriminam os gays”, de que os cristãos “são homofóbicos”. Não é nada disso, pô! Cristãos legítimos acreditam no poder salvífico do Sangue Precioso de Cristo, na ação renovadora do Espírito Santo, sem jamais esperar que Deus se “modernize”.

Paz e Bem
Bruno Linhares