Pátria educadora

Meus pais sempre tiveram empregos humildes, motorista e professora. Fizeram o necessário para manter dois filhos matriculados em escolas particulares por todo o ensino fundamental, realizando malabarismos como sói todo casal de classe pobre (ou média-baixa, para quem achar mais nobre). É certeza absoluta que não fomos rara exceção, pelo menos à nossa época.

Entretanto, os servidores públicos efetivos e os que exercem cargos comissionados e função gratificada[1] da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro recebem há anos um benefício chamado de “auxílio educação” (um adicional) para poderem ter sua prole estudando na rede particular – extensível até três filhos (e até os 24 anos)! Talvez seja interessante conhecer os valores das remunerações por lá:

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Numa tentativa interessante e louvável de redução das despesas (uma economia na ordem dos R$ 15 milhões/ano) da “casa do povo carioca”, o novo presidente propôs mudar o benefício para o valor de apenas um salário mínimo por servidor. Uma proposta salutar, eu diria, tendo em vista uma recente notícia de que diretores de colégios da rede estadual precisaram comprar fiado a merenda dias atrás. O imbróglio se deu porque o governo estadual culpou o federal de atraso no repasse das verbas. É o velho problema da exacerbada centralização de dinheiro na União, da fraca independência dos estados em relação a ela. Quanto mais livre puder ser o orçamento regional, melhor a gestão dos serviços locais.

Aliás, na falta de dinheiro para a merenda nas escolas do governo estadual, Continuar lendo

Vai por mim…

(Ou: Aposta tudo na zebra, digo, no número 20!)

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Desde que no Brasil se abriu espaço para a participação popular na escolha dos representantes políticos, a sugestão explícita é a forma de orientação mais usada. Voto por afinidade, voto de cabresto, voto comprado (ou trocado, se preferir), mensalão… a polêmica com o fim das votações secretas nas câmaras, essencialmente, era uma preocupação com o enfraquecimento das influências. Sendo assim, resolvi me aventurar na tática do “vai na minha…”.

Um ponto pacífico entre os conservadores é que o povão tem seu voto determinado por via de manipulação, seja de líderes sociais, religiosos ou mesmo pelas pesquisas de opinião encomendadas. Então o que é que nós estamos esperando para reclamar o nosso quinhão nessa disputa?!

Andei sondando, nos últimos meses, as expectativas dos meus contatos virtuais quanto às eleições 2014 e duas coisas se destacam:

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Profilaxia aplicada aos abortistas

bebe-socialismo-abortoNa sequencia do decreto Lei 12.845 de 01/08/2013 baixado pela presidente Dilma (PT), que solidificou a ameaça do aborto no Brasil, surge, proposto pelos deputados federais Hugo Leal (PSC – RJ), Salvador Zimbaldo (PDT – SP) e Eduardo Cunha (PMDB – RJ) o PL 6061/2013 que visa lapidar o golpe abortista pela força da clareza das expressões e tramitação dos casos que a norma “Dilmista” se propõe a atender.

A redação desse novo projeto me pareceu excelente! Parabenizo os deputados responsáveis pela proposição. Transcrevo o inteiro teor do projeto para apreciação. Se os nobres deputados ditos pró-vida supostamente cochilaram foram despistados na tramitação da lei 12845/13, agora já não têm desculpa para não se esforçarem por defender o direito à vida e o honesto atendimento às vítimas de violência sexual.

Cabe a nós, cobrarmos de nossos representantes a atenção devida para este projeto, bem como acompanhar (pelo site da Câmara) a sua tramitação.

***

PROJETO DE LEI Nº DE 2013.

(Dos Srs. Hugo Leal, Salvador Zimbaldi e Eduardo Cunha)

Altera a Lei nº 12.845, de 1º de agosto de 2013, que “Dispõe sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual” e dá outras providências.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º A Lei nº 12.845, de 1º de agosto de 2013, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 1º Os hospitais devem oferecer às vítimas de violência sexual atendimento emergencial e multidisciplinar, visando o tratamento das lesões físicas e transtornos psíquicos decorrentes de violência sexual, e encaminhamento, se for o caso, aos serviços de assistência social.”

 “Art. 2º Para os efeitos desta Lei, violência sexual é todo ato sexual na forma de estupro em que resultam danos físicos e psicológicos.”

 “Art.3º ……………………………………………………………………………………

……………………………………………………………………………………………..

III – encaminhamento da vítima para o registro de ocorrência na delegacia especializada e, não havendo, a Delegacia de Polícia que, por sua vez, encaminhará para o Instituto Médico-Legal, órgão público subordinado à Secretaria de Estado da Segurança Pública, visando informações e provas que possam ser úteis à identificação do agressor e à comprovação da violência sexual;

IV – Suprima-se;

…………………………………………………………………………………………….

VII – Suprima-se;

…………………………………………………………………………………….” (NR)

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Justificativa Continuar lendo

Resposta pública ao Deputado Prof. Israel

Saudações!

“Eles” não páram de dar motivo para minhas respostas públicas…
Desta vez, venho para comentar a carta aberta do deputado Prof. israel (PDT) que recentemente aparece em um vídeo falando p/audiência “simpatizante” junto com outros dois políticos: deputado Jean Wyllys (PSOL) e Érika Kokay (PT) ofendendo a fé cristã e o Santo Nome de Deus, e pior: em prol do ativismo gay.
Sugiro que assistam o vídeo, em seguida leiam a nota emitida pelo deputado. Novamente: destaque para a “metáfora da faca” e “(des)contextualização histórica acerca dos Sumérios”…
Para começar, é necessário fazer a seguinte observação: o Prof. Israel abre o vídeo em questão atacando supostos cristãos “conservadores” e seus cultos dominicais. O curioso é que o deputado não menciona no vídeo que ele mesmo seja cristão, sequer para defender a igreja da qual ele supostamente faz parte – logo no primeiro parágrafo da sua carta, ele se declara cristão.
Junte-se isso ao que se segue o vídeo, e torna-se assaz difícil crer que o prof. Israel comungue realmente de alguma fé cristã…

A Igreja de Cristo não tem que ser nem “moderna” nem “liberal”. Fosse assim, teria que se submeter a todas as “modinhas” da história e facilmente seria dissolvida nela, como sempre o são as ondas de novidades que a humanidade promove. O homossexualismo é novo? Não. A novidade, aqui, é o requerimento de  “união estável” entre pares do mesmo sexo.

O que o deputado parece ignorar Continuar lendo

Votação da PEC 23/2007 na ALERJ

Em (segunda) discussão apesar de tudo, ordenada, presidida pelo deputado Paulo Melo (PMDB), a PEC 23/2007 assinada pelo deputado Gilberto Palmares (PT) foi à votação por volta das 21hs nesta terça-feira 21/06/2011 na ALERJ.
Segunda porque já havia passado por apreciação da casa anteriormente, quando somente dois deputados votaram contra, pelo que parece.

Esta PEC (Proposta de Emenda Constitucional) pretendia incluir “orientação sexual” entre as características pelas quais um cidadão não pode ser discriminado, segundo a Constituição do Estado.

Estive cobrindo a sessão através do twitter, tecendo comentários às declarações dos deputados Átila Nunes (DEM), Luiz Paulo (PSDB), Flávio Bolsonaro (PP), Janira Rocha (PSOL), Gilberto Palmares (PT), Wagner Montes (PDT), Marcelo Freixo (PSOL), Márcio Pacheco (PSC). A partir daí, atingi o limite de 350 mensagens por hora e o twitter solicitou que eu ficasse quieto por um tempo 🙂
Voltei pouco depois continuando a comentar, quando falava o deputado Édino Fonseca (PR)

Segue o que sobrou de comentários após o twitter solicitar que eu parasse de tentar postar.
Deixei o twitter e anotei quanto pude dos discursos abaixo.
Meus comentários anteriores, da participação dos outros deputados, podem ser vistos consultando a hashtag #ContraPEC23 no twitter.

# Cidinha Campos (PDT): Continuar lendo