Nem tão claro como o dia

Recebi pela manhã a reportagem que Leandro Resende fez a respeito do 1° Fórum Carioca de Debates Jovens, evento organizado pelas juventudes dos partidos PSC, PSDB, PSD e DEM, do qual fiz parte da execução.

Audiência do 1° Fórum Carioca de Debates Jovens, no salão nobre da Câmara Municipal do Rio.

Audiência do Fórum Carioca de Debates Jovens, no salão nobre da Câmara Municipal do Rio.

Pelo que se lê na matéria, o jornalista ocupou-se mais em confirmar para si os estereótipos pré-concebidos com os quais já chegou ao evento que cobrir o debate em si.

A estranheza começa na contradição de estampar “Nova direita jovem cresce” no título e “PSDB e PSD (n.d.e.: metade dos idealizadores do evento) rejeitam o rótulo” como um dos subtítulos.
Mas a superficialidade fica mesmo exacerbada no resumo da entrevista feita com o jovem Édipo Ázaro,
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Assistencialismo e Doutrina Social da Igreja

Disse-nos Jesus: “Sempre tereis convosco os pobres…”. Por essa razão a Sua Igreja sempre teve a preocupação com os mais necessitados. A questão da pobreza envolve variados aspectos sociais, econômicos e culturais. A própria formação das nações contribuiu para a situação atual delas e influenciou, sobretudo culturalmente, as suas potencialidades para lidar com o problema.

A mecânica deveria ser simples: a pessoa trabalha e conquista o justo sustento através do seu esforço, com o salário suficiente recebido em troca. Entretanto, uma miríade de fatores proporciona o surgimento de uma condição de indigência que clama por ajuda. Diferentes setores das sociedades modernas propõem e desenvolvem soluções. A esfera governamental não se furta de elaborar e propagandear as suas e cada gestão reclama para si o reconhecimento ter sido melhor que a anterior em aplicar a assistência aos desvalidos. Por esta razão, a análise do assistencialismo é sempre atual, mesmo nos meses e anos distantes das disputas eleitorais. Assim, decidi estudar mais detidamente a nossa realidade e o resultado é o que se apresenta a seguir.

bolsa-familia-familiaAqui no Brasil temos o famigerado Bolsa Família. Este programa de transferência de renda foi criado em 2003, sob o governo do PT, pela Medida Provisória 132 (depois convertida na Lei 10.836/04) com a finalidade de unificar os procedimentos de gestão e execução das ações de transferência de renda do Governo Federal instituídos sob o governo do PSDB (com exceção do PNAA), especialmente as do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Educação – “Bolsa Escola”, Programa Nacional de Acesso à Alimentação – PNAA, Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à saúde – “Bolsa Alimentação”, Programa Auxílio-Gás e do Cadastramento Único do Governo Federal.

Curiosidade: inicialmente o valor do auxílio básico do BF era de R$ 50,00.

Embora a Medida previsse a criação de um “Conselho Gestor Interministerial do Programa Bolsa Família” possuindo, entre outras atribuições, a de “apoiar iniciativas para instituição de políticas públicas sociais visando promover a emancipação das famílias beneficiadas”, o que se pode acompanhar ao longo desses últimos 12 anos foi que o número de assistidos vem crescendo.

Pensando através de uma lógica simplista, se a proposta para minimizar a pobreza de uma determinada parcela da população é redistribuir a renda arrecadada a partir da geração de riquezas de outras parcelas, o que fica óbvio é que alguns ganham sem trabalhar (ou talvez desempenhando ofícios incapazes de lhes prover o sustento necessário).

Na Exposição de Motivos que acompanhou a proposição do Bolsa Família, o ministro da Casa Civil da época, alegava que o programa “pretende, também, contribuir para a emancipação dessas famílias, criando oportunidades de inclusão social, isto é, fornecendo meios para que possam sair da situação em que se encontram(…)é meio de acesso a melhoria das condições de vida”. Mas será que o programa de fato atingiu este nobre objetivo? Em 2013, o número de famílias beneficiadas era de 11.022.427. Em 2014, 11.591.870. E, apesar de o documento falar em condicionalidades, contrapartidas que Continuar lendo

O debate da Compadecida

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Mais um interessante debate entre os candidatos presidenciáveis dessas Eleições 2014, desta vez mediado pela CNBB, realizado no santuário de Aparecida do Norte.

Desta vez, além de Aécio Neves (PSDB), Dilma Rousseff (PT), Eduardo Jorge (PV), Everaldo Pereira (PSC), Luciana Genro (PSOL), Levy Fidélix (PRTB) e Marina Silva (PSB) tivemos a participação do candidato Eymael (PSDC). A Igreja, como é mais generosa, arranjou um púlpito a mais 🙂
Inclusive, os três candidatos excluídos por significarem pouco ou quase nada na disputa, foram ao menos citados na abertura. Não recordo se essa gentileza foi feita nos outros debates.

A mediação foi a mais competente dentre os debates, interrompendo os candidatos rigorosamente e praticando a igualdade de oportunidades dos recursos solicitados – embora, a meu ver, não houvesse a mínima necessidade de Dilma ganhar mais tempo para defender o indefensável.
As perguntas dos bispos tiveram lá a sua pertinência, algumas até respondidas com a pertinácia de um ou outra candidatos, nada fora do esperado. Já os jornalistas foram um pouco esquisitos, qualquer coisa desinformados ou descolados da continuidade dos debates, ingênuos, condescendentes com suas perguntas.
Restou boa uma sugestão feita no acompanhamento da hashtag #DebateAparecida (que não foi minha): deveria ser praticado o escrutínio da cartela de presidenciáveis, pergunta a pergunta, ou seja, todos deveriam ser questionados sobre os mesmos assuntos, sem tanto sorteio.

Mais uma vez, os candidatos nanicos me surpreenderam positivamente. Como não têm muito a perder, podem expressar-se com maior dose de destemor – ou mais legitimamente, como é o caso do Eduardo Jorge (e que é algo mau, no caso dele). O resumo está no último slide apresentado abaixo.

 

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Mais debate e menos horário eleitoral gratuito!

Vagápolis – Eleições 2014

Vagápolis – Crimes do comunismo

Vagápolis – Defesa da Vida e da Família no Congresso Nacional

Quando o PSOL bater na janela do teu browser…

Chamem os federais!

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Quando a coisa fica séria, diz-se logo que é “federal”.
Eleições 2014 a menos de um mês de distância. Apesar de todas as dicussões sobre os candidatos e estratégias para as disputas majoritárias, devemos ter em mente que os chefes de executivo são os políticos mais distantes de nós, cidadãos. Além disso, é sempre bom lembrar que mais acessíveis e responsáveis por fiscalizar os mandatos executivos, temos nos deputados um canal de participação mais consistente.

Por representarem e defenderem os nossos anseios em um nível menos genérico – se compararmos seu papel com o do presidente, por exemplo -, são os deputados os que nesse momento de primeiro turno, merecem a nossa atenção redobrada. É no Congresso Nacional que os projetos de lei e discussões que mais mexem com o quotidiano do cidadão brasileiro são debatidos. Os rumos do país podem ser determinados e mesmo restomados pelas vozes e discursos proferidos e documentos  elaborados por estes – sempre esperamos – nobres senhores.

Sem absolutamente diminuir a importância dos parlamentos estaduais, quero focar este artigo na esfera federal. A disputa pelas cadeiras da Câmara de Brasília tem o poder de mobilizar todo o país. Mesmo tendo domicílio eleitoral no estado do Rio de Janeiro, procuro estar atento às candidaturas em outros estados, posto que acredito que um congresso justo e eficiente depende da harmonia e vitória de mais do que apenas um ou dois bons candidatos aqui da minha região, mas do vigor, da honestidade e firmeza combinadas de representantes distribuídos pela federação.

Sendo assim, com prazer, fundamentada confiança e esperança no julgamento sensato de meus leitores, apresento alguns nomes que recomendo enfaticamente sejam promovidos e apoiados Brasil afora. E quando escrevo apoiados, quero dizer que insistam o quanto puderem para que votos sejam concentrados nestes homens, de modo que a oportunidade de colocá-los no Congresso Nacional não seja perdida! Caros, o tempo de montar e oferecer resistência àqueles que querem destruir a nação vai se estreitando.

Para dar noção do que podemos esperar deles, selecionei um vídeo de cada um abordando temas de fundamental relevância para o reajuste do cenário sociopolítico atual:

Carlos Dias – PSD – 5588 (http://www.carlosdias5588.com.br)

carlos-dias

 

Prof. Hermes Nery – PHS – 3155 (http://hermesnery.com.br)

Hermes-Nery-2014

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Mais debate e menos horário eleitoral gratuito

Segundo round de debates dos presidenciáveis das eleições 2014 para a grande mídia. A casa desta vez foi a do SBT em conjunto com o UOL.

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(Fonte: Portal UOL)

Guardando muitas semelhanças com o embate anterior, tanto no formato como no comportamento dos candidatos, excetuando-se apenas, pelo que me pareceu, na duração um pouco menor.

Meus destaques (seguindo a ordem da foto acima):
Dilma Rouseff (PT) mostrou-se mais escorada por papéis, que não lhe conferiram mais tranquilidade para rebater os golpes desferidos pelos candidatos mais bem colocados. Continua rebolando para não admitir que fez o governo mais desastroso dos últimos 12 anos.

Eduardo Jorge (PV) aparentemente não incensou-se a si mesmo com a maconha que tanto defende. Para decepção do público que tanto o admirou, não estava tão inspirado quanto da última vez. Mas ainda assim teve uma ou outra boa tirada. E continua defendendo as mesmas bizarrices danosas.

Luciana Genro (PSOL), Miss Mimimi, apresentou comportamento nada diferente: mesmo discurso geração anti-Coca-Cola, sangrem os bancos e dando apelidos para os outros como se isso fosse lhe dar algum destaque. Terminou evocando, quase como uma necromante, o cadáver do Amarildo (quem lembra?), que lá do além-túmulo deve ter repetido a saída do Eduardo Jorge: “Não tenho nada a ver com isso.”

Aécio Neves (PSDB) cada vez melhor, na minha opinião.  Começou dando trela pras provocações, mas se recuperou e cumpriu – antes tarde que mais tarde ainda… – o papel de oposição, dando trabalho para a Dilma e jogando um pouco de ultravioleta pra cima da Marina.

Marina Silva (PSB) se tem uma coisa que ela entende é de selva: arremessa bosta como os macacos, esganiça como as gralhas e serpenteia, não como uma cascavel, mas boquiaberta e ameaçadora como uma sucuri, pronta para deglutir num lance só bois lentos e antas perdidas. Cumprindo o papel que lhe cabia, seria desonestidade não reconhecer que obteve êxito.

Everaldo Pereira (PSC) está, contra a própria vontade, obviamente, disputando com Luciana Genro não só os “restos porcento” de intenções votos como de intenções de perguntas. Talvez seja até melhor assim. Tal como o nobre amigo Gabriel Amaral que dizia ser melhor não ler o programa do Aécio para não se arrepender de nele votar, assim se tem dado com Everaldo com relação ao desempenho no debate. Muita repetição e pouca intrepidez. E eu achando que o Bonner tinha sido demais…
Faz bem em defender os valores morais contra a patrulha do politicamente correto? Faz. Mas se não sair disso, vai sobrar só a pecha de “fundamentalista”, com programa econômico sem fundamentos.

Levy Fidelix (PRTB) o herói! Qualquer um que tenha os guts, o Márcio arrojo*, a coragem de chamar o jornalista mequetrefe de “língua de trapo” na sua presença, de pronto, contra a tentativa de rebaixamento do seu partido, merece loas. Sua conclusão, declarando saber que não pode ganhar, mas querendo ser a “consciência do povo” em meio ao debate, é digna de nota. Enquanto eleitores aos milhões, por todo o país, ligam o f*d@-se para as eleições, o bravo Levy não só atém-se a seus princípios sem esmolar a simpatia de uns poucos (conseguindo-a, ainda assim! 😉 Levy! Super Mário!… Levy!) como ainda avisa: “Que venham as próximas oportunidades!”. Só pelo seu exemplo, já vale assistir esses encontros.

E que venham os próximos debates! 16/09 organizado pela CNBB, 28/09 pela TV Record e 1º/10 pela Rede Globo.

E atenção para o resumão do debate:

Levy Fidélix é o presidente que o Brasil merece.
Everaldo Pereira seria o presidente, fosse o brasileiro bonzinho.
Marina Silva vai ser a presidente que o Brasil ganhará sem nem perceber.
Aécio Neves é o presidente que o Brasil desdenha, sem poder.
Eduardo Jorge é o presidente que o Brasil vai ter se continuar flertando com os entorpecentes.
Dilma é a presidente que o Brasil se envergonha de ainda ter.
Luciana Genro é o castigo em forma de presidente que o Brasil vai ganhar se não tratar de se emendar.

Fiquem agora com a retrospectiva dos comentários emitidos durante o debate de hoje:

 

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* Márcio arrojo: ousadia digna de Marte (deus romano da guerra)


Veja também:

A volta ao debate da Band em 143 comentários

A volta ao debate da Band em 143 comentários

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A emissora de tv Band transmitiu ontem o interessante e peculiar debate dos presidenciáveis, com participação ampla, abarcando quase todos eles, mesmo alguns com presença inexpressiva nas intenções de voto das pesquisas.

Quem assistiu, ganhou bons momentos de diversão e ainda bons momentos de esclarecimentos.
Aécio Neves (PSDB) se destacou por aparentemente ter estudado mais táticas de combate; deu trabalho para Dilma e Marina, ainda que menos pesadamente do que poderia.
Marina Silva (PSB), por sua vez, mostrou-se bastante articulada também, mas a mim nem convence nem agrada o bastante.
Dilma Rousseff (PT) só não estava mais petista porque vestida de branco/gelo/creme; no tocante a propostas, só as promessas furadas de sempre e os comichões de provocar o PSDB.
Everaldo Pereira (PSC) poderia ter se saído bem melhor. Está faltando o tutano para demonstrar diante dos adversários a ousadia sussurrada nas suas entrevistas particulares. Pelo menos, por ter sido tão fiel ao seu discurso – que acabou sendo inutilmente repetitivo em alguns momentos – ratificou coisas que valem à pena, todo o conjunto de posicionamentos pró-vida e pró-família, privatista e por uma genuína e sadia diversidade (que é diametralmente oposta à dos gayzistas).

Ainda assim, a conversa de gente grande em muitos momentos foi abafada pelas intervenções dos candidatos menores.
Luciana Genro (PSOL) comunistinha, vitimizou-se, falou aquelas abobrinhas venenosas de sempre (maconha, aborto, homossexualismo e afins) e resmungou o clássico anti-imperialismo do capital.
Eduardo Jorge (PV), o Dom Quixote de La Marijuana, materializou a “faltadesaquismo” do eleitor médio brasileiro para com os principais candidatos. E falou muita besteirinha também.
Levy Fidélix (PRTB) foi o gigante entre os pequeninos. Me agradou. É articulado e tem idéias sensatas. É o (nem tão) novo Enéas Carneiro. Foi o único com coragem de falar contra o estatuto do desarmamento, uma das mais frequentes reclamações dos conservadores.

Ficaram de fora: Eymael (PSDC), Mauro Iasi (PCB), Rui Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU).

Bem, eu não só assisti como teci cerca de 150 breves comentários sobre o debate, pelo facebook. Abaixo vocês podem conferir a coleção dos 143 relacionados diretamente com o evento, misturando galhofa, denúncia, torcida e registrando todas as emoções proporcionadas pela nossa balbúrdia democracia:

 

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Veja também:

Vai por mim…

A carapuça serviu

Korruptus – o vídeo game antipetista

ADI – ação direta de idiotização

igreja-estado-laicoComo alguns leitores já sabem, eu flerto com o universo das artes cênicas. Já me apresentei para público pagante algumas vezes, nos últimos 3 anos e pretendo avançar no meio profissional, na medida do possível.

Vez por outra recebo comunicados de certa forma interessantes por causa desse envolvimento. A classe artística é famosa também por sua inclinação ao envolvimento (geralmente inpropriado) com causas sociais e manifestações públicas diversas. Exemplos de comentários que fiz a respeito podem ser encontrados em postagens mais antigas aqui do blog, como o caso da Varinia Gouvea ou de uma passeata de maconheiros. Desta feita, o assunto é uma reação laicista à PEC 99/11 proposta pelo deputado João Campos (PSDB), que também me foi indicada, por uma colega atriz.

Para começar, a petição online hospedada no famigerado site Avaaz.org traz o seguinte título: “Diga não à PEC 99/11 que da à entidades religiosas o direito de interferir em leis federais.” (a cor rosa utilizada lá foi preservada aqui). Hmmm…. Deixem-me traduzir: o autor da petição está pedindo o seguinte: Diga não à PEC 99/11 que permite que instituições/organizações religiosas participem diretamente do processo democrático. Todo aquele rosa poderia ser resumido em: Vote aqui pelo silêncio dos religiosos.

Caro leitor, você já leu a definição de “Ação direta de inconstitucionalidade”? Este é o link com a definição oficial do STF: http://www.stf.jus.br/portal/glossario/verVerbete.asp?letra=A&id=124
Lá diz que a ADI é: Continuar lendo

Dor eleitoral de cotovelo

Dor de cotovelo

Quando uma pessoa A sente inveja da outra pessoa B por que essa pessoa A queria estar no lugar da outra pessoa B.

 

Em terra de cego, Andrea Gouveia parece ter pelo menos três olhos, que funcionam só quando convém

Evidenciando o que eu já venho mostrando aqui no blog[1], que socialismo e cristianismo não combinam, tomo conhecimento desta matéria,  que se inicia assim:

Vereadora acusa Paes de usar repasses de verba como mensalão religioso

Em um texto enviado a eleitores por e-mail nesta quarta-feira (19), a vereadora Andrea Gouveia Vieira, licenciada do PSDB para apoiar a campanha de Marcelo Freixo (PSOL), acusa o prefeito Eduardo Paes (PMDB) de usar repasses de verbas públicas para comprar o apoio de entidades religiosas a sua campanha de reeleição. Para ela, tal iniciativa “não deixa de ser uma forma de mensalão”.

Nem vou entrar no mérito de que a dona fez uso do termo “mensalão” aproveitando-se da modinha… Agora: se ela já sabia da coisa toda, por que será que deixou para colocar a boca no trombone só esse ano, esse mês, nesse dia, a tão pouco tempo da eleição? Será que ela só aprendeu a enviar e-mail essa semana?   Oo
Esses assessores, hein!, vou te contar…

Mas a parte que me toca mesmo é essa (resumo escrito pelo jornal): Continuar lendo

Votação da PEC 23/2007 na ALERJ

Em (segunda) discussão apesar de tudo, ordenada, presidida pelo deputado Paulo Melo (PMDB), a PEC 23/2007 assinada pelo deputado Gilberto Palmares (PT) foi à votação por volta das 21hs nesta terça-feira 21/06/2011 na ALERJ.
Segunda porque já havia passado por apreciação da casa anteriormente, quando somente dois deputados votaram contra, pelo que parece.

Esta PEC (Proposta de Emenda Constitucional) pretendia incluir “orientação sexual” entre as características pelas quais um cidadão não pode ser discriminado, segundo a Constituição do Estado.

Estive cobrindo a sessão através do twitter, tecendo comentários às declarações dos deputados Átila Nunes (DEM), Luiz Paulo (PSDB), Flávio Bolsonaro (PP), Janira Rocha (PSOL), Gilberto Palmares (PT), Wagner Montes (PDT), Marcelo Freixo (PSOL), Márcio Pacheco (PSC). A partir daí, atingi o limite de 350 mensagens por hora e o twitter solicitou que eu ficasse quieto por um tempo 🙂
Voltei pouco depois continuando a comentar, quando falava o deputado Édino Fonseca (PR)

Segue o que sobrou de comentários após o twitter solicitar que eu parasse de tentar postar.
Deixei o twitter e anotei quanto pude dos discursos abaixo.
Meus comentários anteriores, da participação dos outros deputados, podem ser vistos consultando a hashtag #ContraPEC23 no twitter.

# Cidinha Campos (PDT): Continuar lendo