Antes fosse inveja…

A comissão de direitos humanos da ALERJ, na pessoa do deputado Marcelo Freixo (PSOL) quer que a PM retire seu contêiner de UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do pátio de uma escola no Complexo do Alemão.

Os tradicionais defensores de bandidos (comportamento que criou a gíria “direitos dos manos”) alegam que com a implantação da unidade, ocorreu um fenômeno de evasão escolar, reduzindo pela metade o número de alunos na escola. Tal redução foi provocada pela incidência de ataques a tiros pelos  traficantes, causando ” prejuízos pedagógicos ” além de evasão de professores.

Bandidos do Alemão em fuga (Fonte: acervo.oglobo.globo.com)

Bandidos do Alemão em fuga (Fonte: acervo.oglobo.globo.com)

Esquisito, não? Os bandidos afetam a rotina escolar, mas querem é que a polícia saia! Ninguém exige que os bandidos saiam da comunidade de vez?! Em2010, quando da ocupação do complexo pela força de segurança, assistimos os marginais fugirem feito ratos, mas sabemos que depois daquilo eles infelizmente retornaram.

Eu entenderia, caso o argumento para a retirara dos soldados fosse uma como que inveja, invejinha: dentre tantas comunidades carentes pacificadas (não vamos discutir o possível ou necessário uso das aspas aqui), dentre tantas escolas em áreas de risco, somente uma ter o privilégio de abrigar agentes de segurança pública! Uma pena, mesmo.

Não só os policiais podem prover segurança estando ali mais perto e acessíveis aos moradores, como a sua presença pode ser um exemplo positivo tão salutar nessas localidades em que o que mais prospera são os encantos da vida do crime.

Antes fosse inveja… Mas talvez seja ciúme: Ciúme da influência.


Veja também:

Alemão: Comissão quer retirada de base da UPP de pátio de escola

Por uma PM ainda MAIS militar!

O debate da Compadecida

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Mais um interessante debate entre os candidatos presidenciáveis dessas Eleições 2014, desta vez mediado pela CNBB, realizado no santuário de Aparecida do Norte.

Desta vez, além de Aécio Neves (PSDB), Dilma Rousseff (PT), Eduardo Jorge (PV), Everaldo Pereira (PSC), Luciana Genro (PSOL), Levy Fidélix (PRTB) e Marina Silva (PSB) tivemos a participação do candidato Eymael (PSDC). A Igreja, como é mais generosa, arranjou um púlpito a mais 🙂
Inclusive, os três candidatos excluídos por significarem pouco ou quase nada na disputa, foram ao menos citados na abertura. Não recordo se essa gentileza foi feita nos outros debates.

A mediação foi a mais competente dentre os debates, interrompendo os candidatos rigorosamente e praticando a igualdade de oportunidades dos recursos solicitados – embora, a meu ver, não houvesse a mínima necessidade de Dilma ganhar mais tempo para defender o indefensável.
As perguntas dos bispos tiveram lá a sua pertinência, algumas até respondidas com a pertinácia de um ou outra candidatos, nada fora do esperado. Já os jornalistas foram um pouco esquisitos, qualquer coisa desinformados ou descolados da continuidade dos debates, ingênuos, condescendentes com suas perguntas.
Restou boa uma sugestão feita no acompanhamento da hashtag #DebateAparecida (que não foi minha): deveria ser praticado o escrutínio da cartela de presidenciáveis, pergunta a pergunta, ou seja, todos deveriam ser questionados sobre os mesmos assuntos, sem tanto sorteio.

Mais uma vez, os candidatos nanicos me surpreenderam positivamente. Como não têm muito a perder, podem expressar-se com maior dose de destemor – ou mais legitimamente, como é o caso do Eduardo Jorge (e que é algo mau, no caso dele). O resumo está no último slide apresentado abaixo.

 

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Veja também:

A volta ao debate da Band em 143 comentários

Mais debate e menos horário eleitoral gratuito!

Vagápolis – Eleições 2014

Vagápolis – Crimes do comunismo

Vagápolis – Defesa da Vida e da Família no Congresso Nacional

Quando o PSOL bater na janela do teu browser…

Mais debate e menos horário eleitoral gratuito

Segundo round de debates dos presidenciáveis das eleições 2014 para a grande mídia. A casa desta vez foi a do SBT em conjunto com o UOL.

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(Fonte: Portal UOL)

Guardando muitas semelhanças com o embate anterior, tanto no formato como no comportamento dos candidatos, excetuando-se apenas, pelo que me pareceu, na duração um pouco menor.

Meus destaques (seguindo a ordem da foto acima):
Dilma Rouseff (PT) mostrou-se mais escorada por papéis, que não lhe conferiram mais tranquilidade para rebater os golpes desferidos pelos candidatos mais bem colocados. Continua rebolando para não admitir que fez o governo mais desastroso dos últimos 12 anos.

Eduardo Jorge (PV) aparentemente não incensou-se a si mesmo com a maconha que tanto defende. Para decepção do público que tanto o admirou, não estava tão inspirado quanto da última vez. Mas ainda assim teve uma ou outra boa tirada. E continua defendendo as mesmas bizarrices danosas.

Luciana Genro (PSOL), Miss Mimimi, apresentou comportamento nada diferente: mesmo discurso geração anti-Coca-Cola, sangrem os bancos e dando apelidos para os outros como se isso fosse lhe dar algum destaque. Terminou evocando, quase como uma necromante, o cadáver do Amarildo (quem lembra?), que lá do além-túmulo deve ter repetido a saída do Eduardo Jorge: “Não tenho nada a ver com isso.”

Aécio Neves (PSDB) cada vez melhor, na minha opinião.  Começou dando trela pras provocações, mas se recuperou e cumpriu – antes tarde que mais tarde ainda… – o papel de oposição, dando trabalho para a Dilma e jogando um pouco de ultravioleta pra cima da Marina.

Marina Silva (PSB) se tem uma coisa que ela entende é de selva: arremessa bosta como os macacos, esganiça como as gralhas e serpenteia, não como uma cascavel, mas boquiaberta e ameaçadora como uma sucuri, pronta para deglutir num lance só bois lentos e antas perdidas. Cumprindo o papel que lhe cabia, seria desonestidade não reconhecer que obteve êxito.

Everaldo Pereira (PSC) está, contra a própria vontade, obviamente, disputando com Luciana Genro não só os “restos porcento” de intenções votos como de intenções de perguntas. Talvez seja até melhor assim. Tal como o nobre amigo Gabriel Amaral que dizia ser melhor não ler o programa do Aécio para não se arrepender de nele votar, assim se tem dado com Everaldo com relação ao desempenho no debate. Muita repetição e pouca intrepidez. E eu achando que o Bonner tinha sido demais…
Faz bem em defender os valores morais contra a patrulha do politicamente correto? Faz. Mas se não sair disso, vai sobrar só a pecha de “fundamentalista”, com programa econômico sem fundamentos.

Levy Fidelix (PRTB) o herói! Qualquer um que tenha os guts, o Márcio arrojo*, a coragem de chamar o jornalista mequetrefe de “língua de trapo” na sua presença, de pronto, contra a tentativa de rebaixamento do seu partido, merece loas. Sua conclusão, declarando saber que não pode ganhar, mas querendo ser a “consciência do povo” em meio ao debate, é digna de nota. Enquanto eleitores aos milhões, por todo o país, ligam o f*d@-se para as eleições, o bravo Levy não só atém-se a seus princípios sem esmolar a simpatia de uns poucos (conseguindo-a, ainda assim! 😉 Levy! Super Mário!… Levy!) como ainda avisa: “Que venham as próximas oportunidades!”. Só pelo seu exemplo, já vale assistir esses encontros.

E que venham os próximos debates! 16/09 organizado pela CNBB, 28/09 pela TV Record e 1º/10 pela Rede Globo.

E atenção para o resumão do debate:

Levy Fidélix é o presidente que o Brasil merece.
Everaldo Pereira seria o presidente, fosse o brasileiro bonzinho.
Marina Silva vai ser a presidente que o Brasil ganhará sem nem perceber.
Aécio Neves é o presidente que o Brasil desdenha, sem poder.
Eduardo Jorge é o presidente que o Brasil vai ter se continuar flertando com os entorpecentes.
Dilma é a presidente que o Brasil se envergonha de ainda ter.
Luciana Genro é o castigo em forma de presidente que o Brasil vai ganhar se não tratar de se emendar.

Fiquem agora com a retrospectiva dos comentários emitidos durante o debate de hoje:

 

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* Márcio arrojo: ousadia digna de Marte (deus romano da guerra)


Veja também:

A volta ao debate da Band em 143 comentários

A volta ao debate da Band em 143 comentários

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A emissora de tv Band transmitiu ontem o interessante e peculiar debate dos presidenciáveis, com participação ampla, abarcando quase todos eles, mesmo alguns com presença inexpressiva nas intenções de voto das pesquisas.

Quem assistiu, ganhou bons momentos de diversão e ainda bons momentos de esclarecimentos.
Aécio Neves (PSDB) se destacou por aparentemente ter estudado mais táticas de combate; deu trabalho para Dilma e Marina, ainda que menos pesadamente do que poderia.
Marina Silva (PSB), por sua vez, mostrou-se bastante articulada também, mas a mim nem convence nem agrada o bastante.
Dilma Rousseff (PT) só não estava mais petista porque vestida de branco/gelo/creme; no tocante a propostas, só as promessas furadas de sempre e os comichões de provocar o PSDB.
Everaldo Pereira (PSC) poderia ter se saído bem melhor. Está faltando o tutano para demonstrar diante dos adversários a ousadia sussurrada nas suas entrevistas particulares. Pelo menos, por ter sido tão fiel ao seu discurso – que acabou sendo inutilmente repetitivo em alguns momentos – ratificou coisas que valem à pena, todo o conjunto de posicionamentos pró-vida e pró-família, privatista e por uma genuína e sadia diversidade (que é diametralmente oposta à dos gayzistas).

Ainda assim, a conversa de gente grande em muitos momentos foi abafada pelas intervenções dos candidatos menores.
Luciana Genro (PSOL) comunistinha, vitimizou-se, falou aquelas abobrinhas venenosas de sempre (maconha, aborto, homossexualismo e afins) e resmungou o clássico anti-imperialismo do capital.
Eduardo Jorge (PV), o Dom Quixote de La Marijuana, materializou a “faltadesaquismo” do eleitor médio brasileiro para com os principais candidatos. E falou muita besteirinha também.
Levy Fidélix (PRTB) foi o gigante entre os pequeninos. Me agradou. É articulado e tem idéias sensatas. É o (nem tão) novo Enéas Carneiro. Foi o único com coragem de falar contra o estatuto do desarmamento, uma das mais frequentes reclamações dos conservadores.

Ficaram de fora: Eymael (PSDC), Mauro Iasi (PCB), Rui Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU).

Bem, eu não só assisti como teci cerca de 150 breves comentários sobre o debate, pelo facebook. Abaixo vocês podem conferir a coleção dos 143 relacionados diretamente com o evento, misturando galhofa, denúncia, torcida e registrando todas as emoções proporcionadas pela nossa balbúrdia democracia:

 

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Veja também:

Vai por mim…

A carapuça serviu

Korruptus – o vídeo game antipetista

A carapuça serviu

Tomo conhecimento de que foi noticiado no Blog da Dilma, “o maior portal da Dilma Rousseff na Internet”, que a Comunidade Católica Shalom, através de declaração de sua co-fundadora Emmir Nogueira teria lançado uma ofensiva contra Dilma e o PT, conforme a imagem postada na matéria:

***

ATUALIZAÇÃO (01/08/14): Chegou até mim há poucos minutos um desmentido da sra Emmir:

Uma amiga do Shalom me mandou essa mensagem: “É possível que vocês recebam links de um site entitulado blog da Dilma. Fiquem tranquilos. Para evitar uso indevido de imagem já retiraram minha foto. O e-mail foi escrito em 2010, a frase não é minha e o texto que se segue ao email vem de um estudo que fiz com várias citações que, no blog, foram excluídas e o texto colocado como se fosse meu. Peço que ignorem totalmente e que peçam a todos que ignorem. O objetivo deles é provocar polêmica. Agradeço por me atenderem. Emmir”

***

O episódio nos permite fazer uma leitura interessante do momento presente, recordando alguns momentos de um passado nem tão distante.

(Fonte: Blog da Dilma)

(Fonte: Blog da Dilma)

A primeira coisa a ser observada é: o PT enxerga no catolicismo um curral eleitoral em potencial. Seja porque o PT e a CNBB mantém boas – e incômodas – relações estreitas, seja porque já se entranhou (o que, aliás, é consequência do ponto anterior) no meio católico a ideologia socialista conhecida como “teologia da libertação“. Essa “teologia” (aspas aqui nunca são demais), que encanta católicos por toda a América Latina, reflete não só a forma de fazer política do PT, mas a forma de ser petista/esquerdista do povo católico.

Ser petista/esquerdista ou petralha, é viver a máxima que declara que os fins justificam os meios. Alguém poderia duvidar, observando, por exemplo as atitudes de um MST ou MTST, ambos movimentos historicamente parceiros do PT? Ou quem sabe revisar a memória do mensalão?

Aí tem a acusação do blog da Dilma de terrorismo religioso por causa do alerta veemente do perigo de excomunhão. Sim! Para um catolico que ama a Cristo e reconhece a autoridade da Sua Igreja, colocar-se em risco de excomunhão é coisa MUITO séria.

Tudo bem, podemos ir com calma nessa questão. Antes de argumentar, não deixo de lembrar que o PT já se colocou nessa posição de vítima antes. Durante as eleições de 2010, o bravo bispo emérito de Guarulhos, o saudoso D. Bergonzini, comprou a briga com o PT ao distribuir panfletos que chamavam oa católicos à responsabilidade de escolher candidatos que não defendessem o aborto, quesito que acaba por eliminar a candidata à reeleição e a atual presidente, Dilma. A coisa foi tão séria que o PT mandou recolher o material, que depois do período eleitoral foi devolvido.

Sem tirar o mérito do alerta (01/08/14: agora é uma citação de autor desconhecido, ver acima), devemos observar com cautela o que diz o Magistério da Igreja sobre a pena de excomunhão e o crime de aborto.  O Blog da Dilma – fazendo uso não-autorizado do nome da sra Emmir – sacou uma frase que diz que “todo aquele que promover o aborto ou colaborar com ele (e é esse o caso do voto dado ao PT) está automaticamente excomungado“. Bem, a afirmação entre parênteses, de que o voto dado ao PT é colaboração com o aborto, é ponto pacífico entre os agentes pró-vida, entre os católicos mais esclarecidos quanto ao PT e mesmo para os petistas com algum resquício de honestidade, afinal é pauta do PT descriminalizar o aborto, como a Dilma já disse e se esforçou por conseguir, com a nomeação da ministra Eleonora Menicucci. Mas vejamos o que a Igreja Católica diz sobre a excomunhão no seu Catecismo e no Código de Direito Canônico sobre o aborto: Continuar lendo

Dossiê cristão dos pré-candidatos ao governo do RJ

Resolvi fazer uma pesquisa no histórico dos pré-candidatos ao governo do RJ nas eleições 2014, a fim de averiguar e informar meus leitores sobre o posicionamento deles quanto a temas de interesse moral cristão. Eis o resultado do escrutínio:

precandidatos-RJ-2014# Aborto

Cesar Maia (DEM): já ironizou o governador Sérgio Cabral por este ter feito uma interpretação extremista da correlação com alta taxa de natalidade e criminalidade – oferecendo maior acesso ao aborto como solução – que leu no ensaio de economistas americanos. Apesar de ser acusado de não ter feito muita coisa para fechar clínicas clandestinas de aborto, baixou o decreto 25.745/05 que, desafiando a portaria 1508/05 do Min. da Saúde, conservava a exigência de B.O. para casos de alegado estupro. Cavando um pouco mais fundo nos registros históricos políticos, descobre-se que ele foi deputado constituinte, ou seja, participou dos debates e votações que nos legaram a atual Constituição Federal (de 1988); o site da Associação Nacional Pró-vida e Pró-família avisa que César Maia (então filiado ao PDT) SE ABSTEVE da votação para o destaque que pretendia proteger a vida desde a concepção;
Garotinho (PR): espera-se de um político cristão confesso (ainda mais quando faz da religião sua plataforma) que seja contrário ao aborto. Infelizmente eles costumam desafiar esta lógica elementar (militontos do PT que o digam!). Entretanto, não parece ser o caso de Anthony Garotinho, já que conta-se por aí que no ano passado ele aventou no Congresso um referendo para consulta popular ao assunto, além de ter ficado ao lado dos conservadores na disputa com o STF quando aprovou o aborto de bebês anencéfalos;
Jandira Feghali (PCdoB): de pronto, a pesquisa retorna que a candidata se auto intitula “histórica defensora do direito ao aborto”. Nenhuma surpresa, ao se considerar o “C” da questão (no nome do partido). E não é blefe. Enquanto deputada federal, fez “o diabo” (como diria Dilma) para liberar geral o assassinato de seres humanos inocentes;
Lindbergh Farias (PT): outro que não nos surpreende quando o assunto é moralidade cristã, dado o partido. Comprometido com o socialismo, não “pisa fora da faixa”. Votou contra a PEC 25/95 que visava explicitar a defesa da vida desde a concepção na CF;
Luiz Pezão (PMDB): Esboçou simpatia por D. Orani quando este assumiu o arcebispado do Rio de Janeiro e ele era o governador em exercício. Sabem como é: PMDB é um primo tímido do PT, então podemos talvez esperar o velho truque de bajular primeiro, trair depois. Não encontrei, de pronto, referências cruzadas dele com o aborto. No mais, ele foi vice de Sérgio Cabral por dois mandatos e está sendo ofertado como seu “continuista”; será que vai querer fazer algo diferente?;
Marcelo Crivella (PRB): Aqui está uma figura dúbia quanto ao assunto. Já deu declarações sendo contra, já foi apontado em oposição ao seu tio e líder da seita protestante “Igreja Universal” (que tem forte influência no partido) Edir Macedo, que é declaradamente favorável ao aborto. No passado, nos idos de 2010, figurou entre os defensores da então candidata Dilma, quando sofria os justos ataques dos cristãos por causa do tema;
Miro Teixeira (PROS): Um livro de antropologia urbana lançado em 1999 contém um quadrinho de opiniões dos candidatos ao governo do RJ daquela época. Lá, Miro Teixeira aparece com tendo respondido favoravelmente à legalização do aborto (vale frisar que isso é sempre pior que a mera descriminalização). Ele, assim como César Maia, foi deputado constituinte, só que, demonstrando firmeza de convicção, votou NÃO para o destaque pró-vida;
Professor Tarcísio Motta (PSOL): um desconhecido, trabalhando para um partido com conhecida preferência pelo aborto. Professor de história no Colégio Pedro II. Pelo que o seu facebook me contou, é amigo/apoiador de abortistas. Mas, claro, ainda que se diga contrário, vindo por onde vem, comunista do jeito que é, não acreditem;
Cyro Garcia (PSTU): Já defendia a descriminalização do aborto em sua campanha pela prefeitura do Rio de 2012.

# Gayzismo
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As prostitutas e eu

O deputado federal pelo RJ Jean Wyllys (PSOL) aproveitou os preparativos para a Copa 2014 para investir em seu projeto de lei reciclado de regulamentação da “profissão” de prostituição. Como tem sido noticiado nesses últimos dias, prostitutas estão recebendo – juntamente com empregados de outras atividades comerciais, tais como garçons e taxistas – treinamento em inglês para, err…, melhor atender os turistas.

Basicamente, o deputado deseja que as casas de prostituição sejam regulamentadas, de forma a dar maior segurança às mercadorias empregadas (especialmente quanto à sua integridade física) e, com legislação adequada, proporcionar os ditos direitos trabalhistas de que gozam hoje demais ramos de atividade. Aí mora um certo perigo, aliás: como eu comentei no twitter, Jean Wyllys está certo ao dizer que prostituição infantil não existe, mas sim exploração sexual de menores. Entretanto, uma equiparação da prostituição às demais atividades comerciais, conferindo-lhe os mesmos benefícios e mesmas potencialidades nas relações trabalhistas, é um passo no caminho de abominações como programas de “jovem aprendiz (prostituta)”, programas de estágio para, imagine só!, meninas de 14-17 anos, quem sabe… Portanto, é incoerente falar em combater a exploração sexual de menores quando se procura incentivar a prostituição.

Com certa razão, também, do deputado se queixa de enfrentar barreiras morais e religiosas no caminho rumo à aprovação da imundície. Graças a Deus! Sinal de que ainda há uma resistência que deseja conservar e preservar os bons valores nessa sociedade.

Numa entrevista recente ao site UOL, o deputado comentou sobre a resistência que se encontra também dentro de círculos feministas, dentro e fora do país. Pela forma com que falou do famigerado Femen, acredito que não agrade a Wyllys a inócua atitude de exibir os seios em sinal de protesto. Muito bem: A mulher que usa o corpo como chamariz de protesto não se valoriza. A cidade que usa suas prostitutas como chamariz de turista também não.

Bem, o que me moveu a redigir este novo artigo foi reproduzir uma conversa que tive em outro blog, com um rapaz identificado como Alexandre, onde pude argumentar sobre o porquê de se opôr a essa prática de troca de favores sexuais por dinheiro. Como pode esta atividade, que alguns (inclusive Wyllys) querem fazer crer só dizer respeito às escolhas de vida das prostitutas, afetar várias pessoas e famílias. E como a indignidade de tal atividade sexual imoral representa um defeito e uma miséria não só das mulheres transformadas em objetos, mas dos homens que as procuram.

Com isso reafirmo que a discussão deve ser no campo moral, que pauta os preceitos da convivência em sociedade. E denuncio como pensam os defensores da libertinagem (como Wyllys) para os quais decoro e decência não passam de conceitos superáveis e retrógrados.

OBS: É uma conversa razoavelmente extensa.

***

ALEXANDRE: (…) não há como se comparar tráfico, jogos de azar e corrupção com prostituição e por uma razão muito simples: o que separa a prostituição das demais práticas é o prejuízo. O traficante traz prejuízos financeiros e emocionais as pessoas com eles envolvidas. Os jogos de azar também. Corruptos então, quantos prejuízos não trazem!!!! – E prostitutas? – trazem prejuízo a quem?? – a que??? – sei muito bem a que: ao moralismo disfarçado ora de bons costumes, ora de cristianismo, ora de ideal da família.

EU: Alexandre, o traficante causa prejuízo financeiro e emocional para as pessoas envolvidas diretamente, ou seja, para os que pagam por seu serviço E indiretamente para quem depende deste “consumidor”, como seus filhos, esposa e demais dependentes.
De maneira perfeitamente análoga, a prostituição traz prejuízo emocional e financeiro para a família do “consumidor”. Ou por acaso é mero moralismo condenar o adultério?
As esposas vítimas do adultério deverão sentir alívio quando seus maridos as traírem com prostitutas de carteira assinada?
E este é só um dos pontos de vista desfavoráveis.

Supondo que se regulamentasse a “profissão” de prostituta. Imagina-se que Continuar lendo

Dor eleitoral de cotovelo

Dor de cotovelo

Quando uma pessoa A sente inveja da outra pessoa B por que essa pessoa A queria estar no lugar da outra pessoa B.

 

Em terra de cego, Andrea Gouveia parece ter pelo menos três olhos, que funcionam só quando convém

Evidenciando o que eu já venho mostrando aqui no blog[1], que socialismo e cristianismo não combinam, tomo conhecimento desta matéria,  que se inicia assim:

Vereadora acusa Paes de usar repasses de verba como mensalão religioso

Em um texto enviado a eleitores por e-mail nesta quarta-feira (19), a vereadora Andrea Gouveia Vieira, licenciada do PSDB para apoiar a campanha de Marcelo Freixo (PSOL), acusa o prefeito Eduardo Paes (PMDB) de usar repasses de verbas públicas para comprar o apoio de entidades religiosas a sua campanha de reeleição. Para ela, tal iniciativa “não deixa de ser uma forma de mensalão”.

Nem vou entrar no mérito de que a dona fez uso do termo “mensalão” aproveitando-se da modinha… Agora: se ela já sabia da coisa toda, por que será que deixou para colocar a boca no trombone só esse ano, esse mês, nesse dia, a tão pouco tempo da eleição? Será que ela só aprendeu a enviar e-mail essa semana?   Oo
Esses assessores, hein!, vou te contar…

Mas a parte que me toca mesmo é essa (resumo escrito pelo jornal): Continuar lendo

Quando o PSOL bater na janela do teu browser…

… lembra e vêeeeeeee-eee-êee  que o cristianismo e o socialismo são ANTAGÔNICOS!!!

Hora da história em quadrinhos! Os amiguinhos do PSOL, que apóiam o partido só porque o mascote solzinho lhes evoca, subliminarmente, lembraças do “ninho soleil” vão achar interessante (não necessariamente gostarão, hehe).

AVISO: os alvos deste artigo não tiveram suas identidades poupadas. Sintam-se à vontade para cobrar qualquer postura deles, se julgarem oportuno.

Ontem tive o prazer de defender a Igreja Católica contra a investida de uns lobinhos (qualquer semelhança com o posto dos escoteiros não é mera coincidência, embora eu simpatize com essa atividade das crianças) socialistas no facebook. Monto e publico a conversa aqui para registrar os fatos que depõem contra o discurso mentiroso dessa “classe” de cidadãos que, contra todas as evidências, ainda insiste em flertar com os cristãos para obterem benefícios políticos.

Um candidato a vereador do município de São Gonçalo (RJ) identificado como PH Lima, dentre outras imagens pulicadas em seu álbum de campanha, que acenam para diferentes grupos sociais, publicou esta:

Imediatamente, alguns eleitores católicos trataram de deixar suas opiniões a respeito. Todas contrários a essa associação.
Meu amigo Cristiano Ramos, do blog Ramos de Cultura, que é morador de São Gonçalo, começou assim:

Transcrição dos links: [1]

Percebam que a resposta do Cristiano foi coerente, em sintonia com a tradição da fé católica, alinhada ao conhecimento que todo fiel católico interessado deve ter acerca das relações políticas da Igreja. Está de acordo com o que foi recentemente orientado pelos bispos aqui da arquidiocese do Rio de Janeiro, inclusive (registrado no primeiro link que ele citou).

Mas aí, o candidato PH Lima opta por já mostrar de qual “turminha” de católicos ele é “fechamento”. Duas notáveis referências foram dadas: Continuar lendo

Arquidiocese do Rio de Janeiro contra a cultura da morte!

Saudações!
Seguem três vídeos gravados com proeminentes representantes da Igreja Católica na arquidiocese do Rio de Janeiro.

Caro leitor católico: exercer a nossa fidelidade a Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador é também buscar a fidelidade ao magistério (autoridade do clero) naquilo que está conforme ao Evangelho e à Verdade confiada por Ele à Sua Igreja.

Nestes tempos turbulentos, vejo muitos amigos tentados a apostar em candidatos que aparentam oferecer mudanças significativas e benéficas para nossa comunidade carioca, mesmo lhes sendo apresentada uma visão mais ampla, que alerta para as tendências gravemente anticristãs de seus partidos e até mesmo de suas próprias carreiras políticas.

Aqui no Rio de Janeiro, apesar da firmeza da posição do atual prefeito, Eduardo Paes (PMDB), segundo pesquisas, vem crescendo a adesão ao candidato Marcelo Freixo (PSOL) que é sabidamente abortista, assim como manda a ideologia do seu partido.

Oremos para que Deus nos ilumine e aponte o caminho correto, nos oriente nas escolhas que faremos para este pleito. Que seja a vontade Dele, e não a nossa, a prevalecer.

Vídeo 1
“Dom Orani Tempesta, Arcebispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro, alerta a sociedade sobre os perigos da cultura da morte em implantação por poderosas organizações nacionais e internacionais e conclama a responsabilidade de todos diante das consequências do aborto e da eutanásia, numa reflexão profunda sobre as eleições, a reforma do Código Penal e a nova norma técnica do Ministério da Saúde para a prática do aborto.”

Vídeo 2
“Dom Luíz Henrique, Bispo Auxiliar da Arquidiocese do RJ, alerta sobre a importância da defesa da vida do inocente nas eleições de 2012 e conclama toda atenção da sociedade para a escolha de candidatos que não compactuem com as tentativas de implantação do aborto e da eutanásia no Brasil.
Num pronunciamento sensível e corajoso, Dom Luiz Henrique orienta aos cristãos sobre o artíficio da disseminação de meias verdades, como a “liberdade de escolha da mulher”, para a implantação de uma cultura do assassinato e destruição do ser humano. “Toda tentativa de burlar a legislação no sentido de promover o aborto, devemos ter muito cuidado”.

Vídeo 3
“Dom Antônio Augusto Dias Duarte, Bispo Auxiliar da Arquidiocese do RJ, alerta para a importância da escolha de candidatos que sejam exemplo de defesa dos valores da família e da Vida nas eleições 2012 municipais.”


Veja também:

Campanha Municípios em Defesa da Vida

A medida provisória e a estupidez permanente

O rolo compressor do Projeto Sarney