Papa Francisco e os fantoches do comunismo

 

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A visita do Papa Francisco à Bolívia foi um enorme sucesso de público e crítica! Milhares de internautas ficaram boquiabertos e olhiabertos com a audácia e o deboche do presidente Evo Morales em presentear o líder da Igreja Católica com símbolos comunistas. Centenas de internautas se indignaram com a atitude do Papa, em quem o boliviano pendurou na velocidade da luz os colares praticamente ao mesmo tempo em que entregava a monstruosa escultura. Ora, enquanto chefe de Estado visitando outro, não cabia a Francisco dar um ataque de pelanca e sair arremessando ou devolvendo os apetrechos, dando a Morales o benefício de posar de ofendido diante do povo católico boliviano. Era tão mais diplomático simplesmente jogar as tralhas fora em reservado! Do jeito que se irritaram os fiscais do papado, parece até que o Papa encomendou aquela escultura para colocar em seu criado-mudo…

Mas claro que os opositores do papa argentino não deixariam barato, não descansariam mesmo quando a saia justa ficou elegantemente resolvida. Mais tarde o papa proferiu um discurso para os movimentos sociais e aí a operação lambança recomeçou, numa sinistra joint venture entre anti-Bergoglianos, liberais, protestantes e toda sorte de gente que sentiu vergonha alheia quando não havia o menor motivo para tal. A raiz do problema, para não variar, é que a maioria deles simplesmente não lê os discursos oficiais, não vai nas fontes.

Como é que pode alguém ler

Por isso gosto tanto da imagem do processo, onde a paixão por semear, por regar serenamente o que outros verão florescer, substitui a ansiedade de ocupar todos os espaços de poder disponíveis e de ver resultados imediatos.

e ter a pachorra de chamar o Papa de socialista?! Só se estiver eivado do mais obstinado preconceito e da mais intransigente implicância com Francisco.

Quem é que “anseia por OCUPAR todos os espaços disponíveis e ver resultados IMEDIATOS“? Não são, por acaso, justamente os revolucionários? Não será o socialismo bolivariano de PT e Foro de SP, fraudando urnas, encilhando rebanhos de eleitores com assistencialismos mil, que depois são propagandeados como soluções instantâneas e majestosas de erradicação da pobreza e toda a sorte de injustiças sociais (“Tiramos não sei quantos milhões da extrema pobreza…”)?

O Papa Bergoglio fala em processo, em longo prazo, “paixão por semear”, numa clara alusão ao caráter abstrato da propriedade privada, onde o trabalhador investe seu tempo, energia e amor. Os seguidores da seita do liberalismo sequer tiveram a sensibilidade de notar esse preceito – que é deles próprios, aliás – da liberdade de se trabalhar com o que se tem paixão, tão cegos estiveram de aversão ao espantalho de um Papa que aquela mesma “mídia aparelhada” que tanto denunciam cuidou de fabricar.

Está passando da hora de os críticos pararem de se guiar pela mídia secular. As agências de notícias católicas, como a ACI, a Zenit e a própria Rádio Vaticana (para ficar só em algumas que publicam em língua portuguesa) são muito mais confiáveis.

Uma conduta bem mais saudável que distribuir o esquerdismo da mídia brasileira é ler os discursos oficiais do Papa, suas homilias (sermões) e cartas, pois assim se verá que ele cumpre seu papel de líder religioso. Se querem cobrar energia e retaliação, estão apontando para a celebridade errada (se é que existe uma certa).

O Papa Francisco também disse:

Nas vossas cartas e nos nossos encontros, relataram-me as múltiplas exclusões e injustiças que sofrem em cada actividade laboral, em cada bairro, em cada território. São tantas e tão variadas como muitas e diferentes são as formas próprias de as enfrentar. Mas há um elo invisível que une cada uma destas exclusões: conseguimos nós reconhecê-lo? É que não se trata de questões isoladas. Pergunto-me se somos capazes de reconhecer que estas realidades destrutivas correspondem a um sistema que se tornou global. Reconhecemos nós que este sistema impôs a lógica do lucro a todo o custo, sem pensar na exclusão social nem na destruição da natureza?

Veja bem, o contexto do discurso:
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Ir pra rua

Eu raramente vou à rua. Até mesmo pro horário de almoço, no meio do expediente, prefiro ter minha marmita, preparada em casa, para comer sem ter que sair do escritório.

Para a resolução de tantos assuntos, a tecnologia fornece inúmeros benefícios que preservam as pessoas em seus lugares. Que o diga a nossa presidente: reeleita através de um sistema de urnas eletrônicas altamente duvidoso, amparada por um exército de militantes de ambientes virtuais (MAV), capazes de utilizar todo o potencial da Internet para colocar a serviço do partido os mais variados artifícios e subterfúgios de propaganda, nem sempre quase nunca honesta.

Mas chegam momentos em que se faz útil, talvez até necessário, quiçá inevitável, ir às ruas. Quando a indignação atinge um patamar demasiado elevado e sufocante, algumas cabeças só esfriam com o ar puro e a liberação de tensão de um protesto, de uma manifestação. Há momentos em que uma rua não basta para tanto e aí cidadãos tomam estradas, como caminhoneiros vêm fazendo recentemente. Por outro lado, quando inexiste um motivo legítimo, uma coordenação honesta, o que vemos é a arruaça e depredação protagonizada por black blocs e meliantes associados.

Sou cético quanto à eficiência da maioria dos tipos de passeatas, desde os tempos do ensino médio em colégio federal. Neste dia 15/03 Continuar lendo

Pátria educadora

Meus pais sempre tiveram empregos humildes, motorista e professora. Fizeram o necessário para manter dois filhos matriculados em escolas particulares por todo o ensino fundamental, realizando malabarismos como sói todo casal de classe pobre (ou média-baixa, para quem achar mais nobre). É certeza absoluta que não fomos rara exceção, pelo menos à nossa época.

Entretanto, os servidores públicos efetivos e os que exercem cargos comissionados e função gratificada[1] da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro recebem há anos um benefício chamado de “auxílio educação” (um adicional) para poderem ter sua prole estudando na rede particular – extensível até três filhos (e até os 24 anos)! Talvez seja interessante conhecer os valores das remunerações por lá:

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Numa tentativa interessante e louvável de redução das despesas (uma economia na ordem dos R$ 15 milhões/ano) da “casa do povo carioca”, o novo presidente propôs mudar o benefício para o valor de apenas um salário mínimo por servidor. Uma proposta salutar, eu diria, tendo em vista uma recente notícia de que diretores de colégios da rede estadual precisaram comprar fiado a merenda dias atrás. O imbróglio se deu porque o governo estadual culpou o federal de atraso no repasse das verbas. É o velho problema da exacerbada centralização de dinheiro na União, da fraca independência dos estados em relação a ela. Quanto mais livre puder ser o orçamento regional, melhor a gestão dos serviços locais.

Aliás, na falta de dinheiro para a merenda nas escolas do governo estadual, Continuar lendo

Assistencialismo e Doutrina Social da Igreja

Disse-nos Jesus: “Sempre tereis convosco os pobres…”. Por essa razão a Sua Igreja sempre teve a preocupação com os mais necessitados. A questão da pobreza envolve variados aspectos sociais, econômicos e culturais. A própria formação das nações contribuiu para a situação atual delas e influenciou, sobretudo culturalmente, as suas potencialidades para lidar com o problema.

A mecânica deveria ser simples: a pessoa trabalha e conquista o justo sustento através do seu esforço, com o salário suficiente recebido em troca. Entretanto, uma miríade de fatores proporciona o surgimento de uma condição de indigência que clama por ajuda. Diferentes setores das sociedades modernas propõem e desenvolvem soluções. A esfera governamental não se furta de elaborar e propagandear as suas e cada gestão reclama para si o reconhecimento ter sido melhor que a anterior em aplicar a assistência aos desvalidos. Por esta razão, a análise do assistencialismo é sempre atual, mesmo nos meses e anos distantes das disputas eleitorais. Assim, decidi estudar mais detidamente a nossa realidade e o resultado é o que se apresenta a seguir.

bolsa-familia-familiaAqui no Brasil temos o famigerado Bolsa Família. Este programa de transferência de renda foi criado em 2003, sob o governo do PT, pela Medida Provisória 132 (depois convertida na Lei 10.836/04) com a finalidade de unificar os procedimentos de gestão e execução das ações de transferência de renda do Governo Federal instituídos sob o governo do PSDB (com exceção do PNAA), especialmente as do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Educação – “Bolsa Escola”, Programa Nacional de Acesso à Alimentação – PNAA, Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à saúde – “Bolsa Alimentação”, Programa Auxílio-Gás e do Cadastramento Único do Governo Federal.

Curiosidade: inicialmente o valor do auxílio básico do BF era de R$ 50,00.

Embora a Medida previsse a criação de um “Conselho Gestor Interministerial do Programa Bolsa Família” possuindo, entre outras atribuições, a de “apoiar iniciativas para instituição de políticas públicas sociais visando promover a emancipação das famílias beneficiadas”, o que se pode acompanhar ao longo desses últimos 12 anos foi que o número de assistidos vem crescendo.

Pensando através de uma lógica simplista, se a proposta para minimizar a pobreza de uma determinada parcela da população é redistribuir a renda arrecadada a partir da geração de riquezas de outras parcelas, o que fica óbvio é que alguns ganham sem trabalhar (ou talvez desempenhando ofícios incapazes de lhes prover o sustento necessário).

Na Exposição de Motivos que acompanhou a proposição do Bolsa Família, o ministro da Casa Civil da época, alegava que o programa “pretende, também, contribuir para a emancipação dessas famílias, criando oportunidades de inclusão social, isto é, fornecendo meios para que possam sair da situação em que se encontram(…)é meio de acesso a melhoria das condições de vida”. Mas será que o programa de fato atingiu este nobre objetivo? Em 2013, o número de famílias beneficiadas era de 11.022.427. Em 2014, 11.591.870. E, apesar de o documento falar em condicionalidades, contrapartidas que Continuar lendo

O debate da Compadecida

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Mais um interessante debate entre os candidatos presidenciáveis dessas Eleições 2014, desta vez mediado pela CNBB, realizado no santuário de Aparecida do Norte.

Desta vez, além de Aécio Neves (PSDB), Dilma Rousseff (PT), Eduardo Jorge (PV), Everaldo Pereira (PSC), Luciana Genro (PSOL), Levy Fidélix (PRTB) e Marina Silva (PSB) tivemos a participação do candidato Eymael (PSDC). A Igreja, como é mais generosa, arranjou um púlpito a mais 🙂
Inclusive, os três candidatos excluídos por significarem pouco ou quase nada na disputa, foram ao menos citados na abertura. Não recordo se essa gentileza foi feita nos outros debates.

A mediação foi a mais competente dentre os debates, interrompendo os candidatos rigorosamente e praticando a igualdade de oportunidades dos recursos solicitados – embora, a meu ver, não houvesse a mínima necessidade de Dilma ganhar mais tempo para defender o indefensável.
As perguntas dos bispos tiveram lá a sua pertinência, algumas até respondidas com a pertinácia de um ou outra candidatos, nada fora do esperado. Já os jornalistas foram um pouco esquisitos, qualquer coisa desinformados ou descolados da continuidade dos debates, ingênuos, condescendentes com suas perguntas.
Restou boa uma sugestão feita no acompanhamento da hashtag #DebateAparecida (que não foi minha): deveria ser praticado o escrutínio da cartela de presidenciáveis, pergunta a pergunta, ou seja, todos deveriam ser questionados sobre os mesmos assuntos, sem tanto sorteio.

Mais uma vez, os candidatos nanicos me surpreenderam positivamente. Como não têm muito a perder, podem expressar-se com maior dose de destemor – ou mais legitimamente, como é o caso do Eduardo Jorge (e que é algo mau, no caso dele). O resumo está no último slide apresentado abaixo.

 

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Mais debate e menos horário eleitoral gratuito!

Vagápolis – Eleições 2014

Vagápolis – Crimes do comunismo

Vagápolis – Defesa da Vida e da Família no Congresso Nacional

Quando o PSOL bater na janela do teu browser…

Mais debate e menos horário eleitoral gratuito

Segundo round de debates dos presidenciáveis das eleições 2014 para a grande mídia. A casa desta vez foi a do SBT em conjunto com o UOL.

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(Fonte: Portal UOL)

Guardando muitas semelhanças com o embate anterior, tanto no formato como no comportamento dos candidatos, excetuando-se apenas, pelo que me pareceu, na duração um pouco menor.

Meus destaques (seguindo a ordem da foto acima):
Dilma Rouseff (PT) mostrou-se mais escorada por papéis, que não lhe conferiram mais tranquilidade para rebater os golpes desferidos pelos candidatos mais bem colocados. Continua rebolando para não admitir que fez o governo mais desastroso dos últimos 12 anos.

Eduardo Jorge (PV) aparentemente não incensou-se a si mesmo com a maconha que tanto defende. Para decepção do público que tanto o admirou, não estava tão inspirado quanto da última vez. Mas ainda assim teve uma ou outra boa tirada. E continua defendendo as mesmas bizarrices danosas.

Luciana Genro (PSOL), Miss Mimimi, apresentou comportamento nada diferente: mesmo discurso geração anti-Coca-Cola, sangrem os bancos e dando apelidos para os outros como se isso fosse lhe dar algum destaque. Terminou evocando, quase como uma necromante, o cadáver do Amarildo (quem lembra?), que lá do além-túmulo deve ter repetido a saída do Eduardo Jorge: “Não tenho nada a ver com isso.”

Aécio Neves (PSDB) cada vez melhor, na minha opinião.  Começou dando trela pras provocações, mas se recuperou e cumpriu – antes tarde que mais tarde ainda… – o papel de oposição, dando trabalho para a Dilma e jogando um pouco de ultravioleta pra cima da Marina.

Marina Silva (PSB) se tem uma coisa que ela entende é de selva: arremessa bosta como os macacos, esganiça como as gralhas e serpenteia, não como uma cascavel, mas boquiaberta e ameaçadora como uma sucuri, pronta para deglutir num lance só bois lentos e antas perdidas. Cumprindo o papel que lhe cabia, seria desonestidade não reconhecer que obteve êxito.

Everaldo Pereira (PSC) está, contra a própria vontade, obviamente, disputando com Luciana Genro não só os “restos porcento” de intenções votos como de intenções de perguntas. Talvez seja até melhor assim. Tal como o nobre amigo Gabriel Amaral que dizia ser melhor não ler o programa do Aécio para não se arrepender de nele votar, assim se tem dado com Everaldo com relação ao desempenho no debate. Muita repetição e pouca intrepidez. E eu achando que o Bonner tinha sido demais…
Faz bem em defender os valores morais contra a patrulha do politicamente correto? Faz. Mas se não sair disso, vai sobrar só a pecha de “fundamentalista”, com programa econômico sem fundamentos.

Levy Fidelix (PRTB) o herói! Qualquer um que tenha os guts, o Márcio arrojo*, a coragem de chamar o jornalista mequetrefe de “língua de trapo” na sua presença, de pronto, contra a tentativa de rebaixamento do seu partido, merece loas. Sua conclusão, declarando saber que não pode ganhar, mas querendo ser a “consciência do povo” em meio ao debate, é digna de nota. Enquanto eleitores aos milhões, por todo o país, ligam o f*d@-se para as eleições, o bravo Levy não só atém-se a seus princípios sem esmolar a simpatia de uns poucos (conseguindo-a, ainda assim! 😉 Levy! Super Mário!… Levy!) como ainda avisa: “Que venham as próximas oportunidades!”. Só pelo seu exemplo, já vale assistir esses encontros.

E que venham os próximos debates! 16/09 organizado pela CNBB, 28/09 pela TV Record e 1º/10 pela Rede Globo.

E atenção para o resumão do debate:

Levy Fidélix é o presidente que o Brasil merece.
Everaldo Pereira seria o presidente, fosse o brasileiro bonzinho.
Marina Silva vai ser a presidente que o Brasil ganhará sem nem perceber.
Aécio Neves é o presidente que o Brasil desdenha, sem poder.
Eduardo Jorge é o presidente que o Brasil vai ter se continuar flertando com os entorpecentes.
Dilma é a presidente que o Brasil se envergonha de ainda ter.
Luciana Genro é o castigo em forma de presidente que o Brasil vai ganhar se não tratar de se emendar.

Fiquem agora com a retrospectiva dos comentários emitidos durante o debate de hoje:

 

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* Márcio arrojo: ousadia digna de Marte (deus romano da guerra)


Veja também:

A volta ao debate da Band em 143 comentários

A volta ao debate da Band em 143 comentários

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A emissora de tv Band transmitiu ontem o interessante e peculiar debate dos presidenciáveis, com participação ampla, abarcando quase todos eles, mesmo alguns com presença inexpressiva nas intenções de voto das pesquisas.

Quem assistiu, ganhou bons momentos de diversão e ainda bons momentos de esclarecimentos.
Aécio Neves (PSDB) se destacou por aparentemente ter estudado mais táticas de combate; deu trabalho para Dilma e Marina, ainda que menos pesadamente do que poderia.
Marina Silva (PSB), por sua vez, mostrou-se bastante articulada também, mas a mim nem convence nem agrada o bastante.
Dilma Rousseff (PT) só não estava mais petista porque vestida de branco/gelo/creme; no tocante a propostas, só as promessas furadas de sempre e os comichões de provocar o PSDB.
Everaldo Pereira (PSC) poderia ter se saído bem melhor. Está faltando o tutano para demonstrar diante dos adversários a ousadia sussurrada nas suas entrevistas particulares. Pelo menos, por ter sido tão fiel ao seu discurso – que acabou sendo inutilmente repetitivo em alguns momentos – ratificou coisas que valem à pena, todo o conjunto de posicionamentos pró-vida e pró-família, privatista e por uma genuína e sadia diversidade (que é diametralmente oposta à dos gayzistas).

Ainda assim, a conversa de gente grande em muitos momentos foi abafada pelas intervenções dos candidatos menores.
Luciana Genro (PSOL) comunistinha, vitimizou-se, falou aquelas abobrinhas venenosas de sempre (maconha, aborto, homossexualismo e afins) e resmungou o clássico anti-imperialismo do capital.
Eduardo Jorge (PV), o Dom Quixote de La Marijuana, materializou a “faltadesaquismo” do eleitor médio brasileiro para com os principais candidatos. E falou muita besteirinha também.
Levy Fidélix (PRTB) foi o gigante entre os pequeninos. Me agradou. É articulado e tem idéias sensatas. É o (nem tão) novo Enéas Carneiro. Foi o único com coragem de falar contra o estatuto do desarmamento, uma das mais frequentes reclamações dos conservadores.

Ficaram de fora: Eymael (PSDC), Mauro Iasi (PCB), Rui Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU).

Bem, eu não só assisti como teci cerca de 150 breves comentários sobre o debate, pelo facebook. Abaixo vocês podem conferir a coleção dos 143 relacionados diretamente com o evento, misturando galhofa, denúncia, torcida e registrando todas as emoções proporcionadas pela nossa balbúrdia democracia:

 

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Veja também:

Vai por mim…

A carapuça serviu

Korruptus – o vídeo game antipetista

Korruptus – instale agora, antes que o PT descubra!

Os leitores mais antigos devem ter lido na descrição do blog que eventualmente falaria de nerdices por aqui, não?

Pois bem! A dica de hoje é o aplicativo, o joguinho mais reacionário que as lojas do iPhone™ e do Google Android™ viram nos últimos tempos.

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Com humor apurado e uma admirável qualidade gráfica, no consagrado estilo tower defense o video game coloca o jogador no papel de um defensor da população brasileira contra os malvados piratas treinados no Caribe (Cuba) que conquistaram o poder e desejam espoliar a sociedade.

wpid-screenshot_2014-08-25-19-40-19.pngAtravés do recrutamento de bravas figuras patrióticas (como o aposentado e a doméstica) seu objetivo é retardar o avanço dos asseclas dos piratas (como o militante esquerdista e o PM corrupto), impedindo que eles escoem, desviem os recursos da educação e da saúde para a construção de estádios.

wpid-screenshot_2014-08-25-18-33-39.pngComo argumento financeiro comum ao gênero, a moeda corrente, utilizada para a compra e upgrade das unidades, é o salário mínimo. O jogo ainda se presta a conceder a democrática desagradável experiência dos descontos pesados de impostos e taxas, de acordo com a época do ano – cada “mundo” do título, representado por uma região do país, divide-se em 12 meses.

Cabe uma observação: infelizmente os desenvolvedores fizeram uma concessão tosca e colocaram os black blocs como “heróis”, mas na conta final, ainda acredito que o saldo seja positivo.
Em contrapartida, o jogo custa a importância módica de R$ 4,75 para ser instalado, o que por si só já é um espanta-revoltodynho, enquanto exercício de capitalismo.

Eu instalei e creio valer a pena a difusão. Pelo bem do nosso lado na guerra cultural, o jogo pode servir como propaganda singela antipetista, que é do que mais precisamos no momento.

Confiram o trailer e procurem em suas respectivas appstores, mas corram, porque o Marco Civil veio pra acabar com a diversão!

A carapuça serviu

Tomo conhecimento de que foi noticiado no Blog da Dilma, “o maior portal da Dilma Rousseff na Internet”, que a Comunidade Católica Shalom, através de declaração de sua co-fundadora Emmir Nogueira teria lançado uma ofensiva contra Dilma e o PT, conforme a imagem postada na matéria:

***

ATUALIZAÇÃO (01/08/14): Chegou até mim há poucos minutos um desmentido da sra Emmir:

Uma amiga do Shalom me mandou essa mensagem: “É possível que vocês recebam links de um site entitulado blog da Dilma. Fiquem tranquilos. Para evitar uso indevido de imagem já retiraram minha foto. O e-mail foi escrito em 2010, a frase não é minha e o texto que se segue ao email vem de um estudo que fiz com várias citações que, no blog, foram excluídas e o texto colocado como se fosse meu. Peço que ignorem totalmente e que peçam a todos que ignorem. O objetivo deles é provocar polêmica. Agradeço por me atenderem. Emmir”

***

O episódio nos permite fazer uma leitura interessante do momento presente, recordando alguns momentos de um passado nem tão distante.

(Fonte: Blog da Dilma)

(Fonte: Blog da Dilma)

A primeira coisa a ser observada é: o PT enxerga no catolicismo um curral eleitoral em potencial. Seja porque o PT e a CNBB mantém boas – e incômodas – relações estreitas, seja porque já se entranhou (o que, aliás, é consequência do ponto anterior) no meio católico a ideologia socialista conhecida como “teologia da libertação“. Essa “teologia” (aspas aqui nunca são demais), que encanta católicos por toda a América Latina, reflete não só a forma de fazer política do PT, mas a forma de ser petista/esquerdista do povo católico.

Ser petista/esquerdista ou petralha, é viver a máxima que declara que os fins justificam os meios. Alguém poderia duvidar, observando, por exemplo as atitudes de um MST ou MTST, ambos movimentos historicamente parceiros do PT? Ou quem sabe revisar a memória do mensalão?

Aí tem a acusação do blog da Dilma de terrorismo religioso por causa do alerta veemente do perigo de excomunhão. Sim! Para um catolico que ama a Cristo e reconhece a autoridade da Sua Igreja, colocar-se em risco de excomunhão é coisa MUITO séria.

Tudo bem, podemos ir com calma nessa questão. Antes de argumentar, não deixo de lembrar que o PT já se colocou nessa posição de vítima antes. Durante as eleições de 2010, o bravo bispo emérito de Guarulhos, o saudoso D. Bergonzini, comprou a briga com o PT ao distribuir panfletos que chamavam oa católicos à responsabilidade de escolher candidatos que não defendessem o aborto, quesito que acaba por eliminar a candidata à reeleição e a atual presidente, Dilma. A coisa foi tão séria que o PT mandou recolher o material, que depois do período eleitoral foi devolvido.

Sem tirar o mérito do alerta (01/08/14: agora é uma citação de autor desconhecido, ver acima), devemos observar com cautela o que diz o Magistério da Igreja sobre a pena de excomunhão e o crime de aborto.  O Blog da Dilma – fazendo uso não-autorizado do nome da sra Emmir – sacou uma frase que diz que “todo aquele que promover o aborto ou colaborar com ele (e é esse o caso do voto dado ao PT) está automaticamente excomungado“. Bem, a afirmação entre parênteses, de que o voto dado ao PT é colaboração com o aborto, é ponto pacífico entre os agentes pró-vida, entre os católicos mais esclarecidos quanto ao PT e mesmo para os petistas com algum resquício de honestidade, afinal é pauta do PT descriminalizar o aborto, como a Dilma já disse e se esforçou por conseguir, com a nomeação da ministra Eleonora Menicucci. Mas vejamos o que a Igreja Católica diz sobre a excomunhão no seu Catecismo e no Código de Direito Canônico sobre o aborto: Continuar lendo

Vai por mim…

(Ou: Aposta tudo na zebra, digo, no número 20!)

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Desde que no Brasil se abriu espaço para a participação popular na escolha dos representantes políticos, a sugestão explícita é a forma de orientação mais usada. Voto por afinidade, voto de cabresto, voto comprado (ou trocado, se preferir), mensalão… a polêmica com o fim das votações secretas nas câmaras, essencialmente, era uma preocupação com o enfraquecimento das influências. Sendo assim, resolvi me aventurar na tática do “vai na minha…”.

Um ponto pacífico entre os conservadores é que o povão tem seu voto determinado por via de manipulação, seja de líderes sociais, religiosos ou mesmo pelas pesquisas de opinião encomendadas. Então o que é que nós estamos esperando para reclamar o nosso quinhão nessa disputa?!

Andei sondando, nos últimos meses, as expectativas dos meus contatos virtuais quanto às eleições 2014 e duas coisas se destacam:

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