O Deus feito homem

Uma noite, pedalando para casa, pensando em recentes discussões da Internet, tive um estalo:

Por isso também o Verbo se fez homem: para que o defendamos!

Não sabemos quando se dará o retorno do Cristo, para instaurar o Seu Reino e julgar a todos. Sabemos, porém, que será um retorno definitivo, ou seja, não ocorrerão “visitinhas” ou “inspeções” divinas. Por este motivo Jesus enviou à sua igreja o Seu Espírito Santo, para capacitar o seu corpo místico a difundir a mensagem da salvação.
Não devemos esperar também uma intervenção direta de Nosso Senhor como a que se deu com São Paulo, embora veja-se vez por outra acontecerem eventos nos quais alguns filhos dispersos são convertidos “pela dor”, ou seja, após passarem por um grande trauma que os desperta para a realidade da fé.

Assim, dentro do plano de salvação da humanidade – que pelo visto não inclui a permanência da presença física humana de Jesus Cristo entre nós durante esta peregrinação terreste – os homens e mulheres acolhidos e inseridos no corpo da Igreja através do batismo representam papel fundamental.

Deus se fez homem para nos mostrar que a carne não oferece um obstáculo intransponível para a santidade. É óbvio que em Sua natureza humana e divina Continuar lendo

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Aprovado Ensino Religioso nas escolas do Rio de Janeiro

(Qui, 29 de Setembro de 2011 21:07)

O projeto que prevê a disciplina do ensino religioso plural e confessional na grade curricular das escolas municipais da cidade do Rio foi aprovado, nesta quinta-feira, dia 29 de setembro, na Câmara dos Vereadores, com 27 votos a favor e cinco contrários.

O Projeto de Lei 862, de 1/4/2011, se baseia na Constituição Federal, no parágrafo 1º, do artigo 210, e também no artigo 33 da Lei 9.394 das Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

O bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio e animador do Ensino Religioso, Dom Nelson Francelino Ferreira, parabenizou todos os vereadores que perceberam o conceito mais amplo da educação e lutaram pela aprovação. E também reprovou os votos contrários. “É uma conquista da população ter garantido o direito de ter o ensino religioso nas escolas públicas. E é um ponto a se lastimar que pessoas do credo cristão tenham se oposto. É lamentável que algumas denominações não percebam o conceito e o valor do ensino religioso para humanizar e dar uma nova dimensão à educação”, avaliou

O vereador Reimont Luiz Otoni lembrou que o ensino religioso terá matrícula facultativa e não é uma catequese ou doutrinação. “Hoje é um dia memorável, porque, depois de uma longa batalha, nós conseguimos aprovar o ensino religioso plural e confessional, onde as nossas crianças das escolas municipais terão o que é delas por direito, conforme está garantido na Constituição. O ensino religioso é muito importante na formação das nossas crianças nesse tempo de tantas dificuldades, consumismo e violência”, afirmou.

Para o deputado estadual Márcio Pacheco, a aprovação significa que os alunos de escolas públicas, assim como os das escolas particulares, terão a opção de escolher o ensino da religião que desejarem. “Meus filhos estudam em escolas particulares religiosas para que também recebam uma formação humana, da mesma forma os alunos que estudam em escolas públicas precisam ter essa opção”, disse o deputado.

O vereador Reimont afirmou que o ato de assinatura da lei, pelo prefeito Eduardo Paes, deverá contar com a presença de diversas autoridades religiosas, e afirmou que, com a sanção do prefeito, a implementação da lei deverá acontecer no início de 2012. “O ensino religioso é uma ferramenta importantíssima no processo de educação. Meu coração está em festa”.

(Fonte: http://www.portalum.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2813:aprovado-ensino-religioso-nas-escolas-do-rio-de-janeiro&catid=88:rio-de-janeiro&Itemid=462)

Respostas anônimas

Saudações!

Hoje trago respostas que escrevi a pedido de uma colega, que por e-mail enviou o link para o vídeo abaixo, onde uma moça estrangeira questiona “os crentes” tentando abalar sua fé:

Respondo às perguntas, colocando o enunciado de maneira resumida:

Pergunta 1) Supondo que você tenha familiares e amigos muito queridos que não compartilham da crença cristã (ela cita tb muçulmana, desnecessariamente), segundo a própria religião cristã, eles irão para o Inferno ao morrer. Como um cristão poderia ficar com a “consciência limpa” ao pensar que enquanto ele está no “paraíso”, aqueles que ele amava em vida estão sofrendo tormentos?

Resposta 1) Primeiro é preciso compreender que a salvação de cada alma é um processo particular, que depende principalmente da fé e esforço do interessado.
Vejamos: se algum amigo ou parente de um cristão opta por não acreditar em Deus, conscientemente esta pessoa decide que não acredita  no inferno, e com isso provavelmente não se importará com qualquer “tormento horrendo” que possa sofrer após a morte.
É dever de todo cristão evangelizar, difundir a mensagem salvífica de Deus, e conduzir o próximo à Cristo, único caminho que conduz a Deus.
Como o próprio Jesus nos disse em Mt 10, 34-37 (também cf. Lc 12, 51-53):

34 “Não penseis que vim trazer paz à terra! Não vim trazer paz, mas sim, a espada. 35 De fato, eu vim pôr oposição entre o filho e seu pai, a filha e sua mãe, a nora e sua sogra; 36 e os inimigos serão os próprios familiares. 37 Quem ama pai ou mãe mais do que a mim, não é digno de mim. E quem ama filho ou filha mais do que a mim não é digno de mim.”

Portanto, dizendo isso, o Senhor Jesus previu que haveriam divisões até mesmo dentro das famílias por causa do Seu Nome. Podemos ter grande amor familiar, mas quantas vezes familiares influenciam-se uns aos outros a praticarem crimes dos mais diversos tipos? O amor a Deus tem que ser, de fato, maior que qualquer amor, pois Ele é o Bem Supremo. É Deus quem nos ensina a sermos pessoas dignas, corretas e que, com isso, amam ao próximo.

Agora, e se invertermos o ponto de vista da pergunta? Por acaso não seria um tremendo egoísmo da parte dos parentes achar que a condenação que eles escolheram – por não acreditarem em Deus DELIBERADAMENTE – deveria ser motivo de remorso dos seus entes queridos cristãos?
Uma vez admitido que o inferno existe, e que a condenação da alma é uma possibilidade real, o que parece mais justo: desejar o benefício daqueles que se esforçaram para viver retamente, ou desejar que eles se danem junto com os que “não estavam nem aí pra Deus”?

Para finalizar a resposta e confirmar que o cristão não tem motivo algum para se sentir culpado da condenação que algum amigo ou familiar venha a merecer pela própria conduta desviada do caminho de Deus, cito este trecho do livro de Ezequiel:

7 Quanto a ti, filho do homem, eu te coloquei como sentinela para a casa de Israel. Logo que ouvires alguma palavra de minha boca, tu os advertirás de minha parte. 8 Se eu disser ao ímpio que ele deve morrer, e não lhe falares advertindo-o a respeito de sua conduta, o ímpio morrerá por própria culpa, mas eu te pedirei contas do seu sangue. 9 Mas se tiveres advertido o ímpio a respeitode sua conduta para que a mude, e ele não a mudar, o ímpio morrerá por própria culpa, mas tu salvarás a vida. (Ez 33,7-9)

Pergunta 2) Se Deus é supostamente onisciente, porque ele agiu às vezes como se não “tivesse certeza” sobre alguma coisa?

Resposta 2) Primeiro: nenhum dos dois exemplos que ela citou indicam que Deus errou em pensar que uma coisa aconteceria, tendo acontecido outra. Simplesmente porque mesmo quando Deus nos manda fazer algo, temos total liberdade, dada por Ele, de nos recusarmos a atendê-Lo. Segundo: mais uma vez ela cita a religião muçulmana num vídeo previamente anunciado como direcionado aos cristãos. Isso demonstra que ou ela age de má-fé, tentando confundir cristãos desavisados que acham que o Deus cristão também é o Alá muçulmano, ou ela realmente não faz ideia de quão divergentes são as duas religiões e portanto, quase não vale a pena responder.
Mas, como a resposta é direcionada a quem não tomou o partido dela, vamos lá:

Deve-se compreender que Deus é bondade suprema, e justiça suprema. Outra coisa que a autora do vídeo parece ignorar é que a bíblia é uma mensagem de Deus para o mundo e como tal, é dotada de passagens com detalhes que foram escritos através da inspiração e revelação divinas especificamente para dar a conhecer à humanidade a Vontade de Deus e o Seu modo de julgar o bem e o mal.
Será que a autora leu o capítulo completo, ou apenas as frases indicadas por algum coleguinha com raiva de Deus, e tirou conclusões precipitadas e preguiçosas a partir disso? Pois lemos isto, um pouquinho antes do trecho que ela citou:

17 O Senhor disse consigo: “Acaso poderei ocultar a Abraão o que vou fazer? 18 Pois Abraão virá a ser uma nação grande e forte, e nele serão abençoadas todas as nações da terra. 19 De fato, eu o escolhi para que ensine seus filhos e sua casa a guardarem os caminhos do Senhor, praticando a justiça e o direito, a fim de que o Senhor cumpra a respeito de Abraão o que lhe prometeu  (Gn 18, 17-19)

Ou seja, Deus quis mostrar a Abraão que Ele é justo, e por isso disse em seguida que desceria até Sodoma e Gomorra para conferir o clamor que vinha de lá. E o Senhor estava, nesta ocasião, representado por três homens (cf. Gn 18, 1-2), três anjos. Foram eles que seguiram até aquelas cidades, enquanto Abraão ficou na presença de Deus (afinal, além de onisciente, Deus é onipotente!). O que se segue, nos versículos de 23 a 33 é um diálogo entre Deus e Abraão, no qual o patriarca intercede pela preservação das cidades caso hajam pessoas justas nelas. Deus se compromete a não destruí-las caso encontre pessoas justas, mas conforme nos mostra a sequencia do texto, no capítulo 19, somente a família de Ló era digna de salvação, e foi retirada de lá antes da devastação. E olha que ainda assim teve gente da família de Ló que não se salvou por desobediência ou descrença, como seus genros e sua mulher.

Portanto Deus sabia muito bem o que se passava em Sodoma e Gomorra. No entanto, quis dar a conhecer Sua compreensão e Sua justiça.

Como disse, quase dá preguiça de responder à segunda parte da pergunta, que mete irresponsavelmente o Alcorão no meio. Afinal, este não é o livro de fé dos cristãos. Mas, vá lá… Deus, enquanto origem e razão da nossa existência, tem total direito de provar a nossa fé, a nossa determinação em seguir os Seus mandamentos. Que há de errado nisso? De onde a autora pensa que saiu a premissa de se “ganhar a confiança” de alguém? Desde os primórdios da história do povo de Deus, nosso Pai Celeste prova e confirma na fé os seus filhos. Está lá, já no primeiro livro, Gênesis, quando Deus pediu ao próprio Abraão que sacrificasse seu filho Isaac (Gn 22). Abraão não desobedeceu a Deus, e Deus poupou a vida de Isaac e recompensou abundantemente Abraão, por ter sido fiel a Deus.
Também no livro dos Salmos, o profeta e rei Davi pede:

3 Prova meu coração, sonda-o de noite, prova-me no fogo: em mim não encontrarás malícia. (Sl 17(16)).

E conforme nos disse o apóstolo São Paulo na primeira carta aos Coríntios, as provações que Deus aplica a nós são justas e para superá-las, contamos com a providência divina e o auxílio do Salvador:

13 Não tendes sido provados além do que é humanamente suportável. Deus é fiel e não permitirá que sejais provados acima de vossas forças. Pelo contrário, junto com a provação ele providenciará o bom êxito, para que possais suportá-la. (1Cor 10, 13)

Pergunta 3) Por que Deus castigou Adão e Eva por terem comido o fruto da árvore do bem e do mal, sendo que somente depois de comê-lo é que eles obtiveram o conhecimento acerca justamente do que seria o bem e o mal?

Resposta 3) Novamente: para testar o ser humano. Deus nos criou com todo o Seu amor, desejando que com Ele vivêssemos por todo o sempre, O bendizendo, O adorando e O glorificando. Porém, incutiu em nós vontade própria. Seria obviamente desnecessário e inútil operar toda a obra da criação e para desfrutá-la criar bonecos desprovidos de vontade própria.
Deus não é matéria. Deus é espírito, é intelecto. É portanto através de nosso intelecto, ou seja, de nossa porção imaterial, que O conhecemos e podemos amá-Lo. Este deve ser, portanto, um ato voluntário. Assim como foi o infeliz ato de desobedecê-Lo.
Deve-se lembrar que Satanás, Lúcifer, era um anjo de Deus. Os anjos também são seres imateriais, dotados de intelecto. Lúcifer quis ser maior que Deus, o desafiou. E Deus o precipitou do alto dos céus, para longe de Si.
Assim, Deus colocou Adão e Eva à prova. E estes O desobedeceram e receberam o seu castigo.
Não devemos, no entanto, esquecer de que o amor de Deus pelo homem não acabou após o pecado original. Pelo contrário! Deus teceu o seu plano de salvação para que o homem pudesse voltar ao seu seio e desfrutasse da vida eterna. Assim como um pai castiga seu filho por ter feito uma coisa errada, o põe de castigo, mas não deixa de amá-lo, de cuidar dele, e de também recompensá-lo por praticar boas obras.

Pergunta 4) E quanto às nações que não conhecem a Deus? Se elas forem boas, não irão automaticamente para o céu? Mas se elas não forem assim tão boas, se elas conhecerem a Deus, elas “correm o risco” de ir para o inferno?

Resposta 4) Pergunta legal. Resposta levemente complexa.
Novamente a autora do vídeo ignora algumas premissas, e brinca com perguntas supostamente delicadas e supostamente sem resposta. Vamos tentar seguir uma cronologia, uma linha de raciocínio lógico dentro da história da salvação: Deus criou o céu e a terra, os seres humanos e tudo o mais que há neste planeta. Eu disse TUDO, certo? Isto inclui os índios americanos, os aborígenes australianos, os budistas, os vikings e até os esquimós (alias, os esquimós têm religião? :p ).
Ora, a pluralidade de povos e crenças neste planeta Terra do século XXI por vezes nos atordoa, e nos turva a visão. Acabamos por esquecer que no início, os homens viviam em comunhão com Deus. Sim, é isso mesmo: TODOS os homens ACREDITAVAM em Deus, no Deus dos Hebreus, dos Judeus. No Deus cristão. Mas os homens perverteram-se. Os homens muitas vezes resolveram que não precisavam de Deus. Que esse Deus era injusto, perverso, “chato”, “mandão”. Até que resolveram criar seus próprios deuses, de mentirinha, só pra desviar a atenção do Deus de verdade. Criaram religiões e crenças que os permitissem viver “em paz com suas consciências”. A prova disso é que hoje em dia mesmo não páram de surgir novas seitas protestantes (erroneamente chamadas de evangélicas) que lapidam e ajustam a fé verdadeira, da religião fundada pelo Cristo Ressuscitado, para satisfazer os interesses particulares e escusos de homens. Simples homens.
Quem nunca ouviu falar da “Torre de Babel”? É a explicação bíblica para os numerosos dialetos e idiomas que existem por aí (cf. Gn 11, 1-9).
Ou seja, o fato de existirem numerosos povos, com diversas crenças, panteísmo e etc, não determina que não exista um único Deus verdadeiro.

Outro “detalhe”: Deus elegeu um povo, dentre todos os povos da terra para através dele realizar o Seu plano de salvação. Jesus, após ressuscitar enviou os apóstolos a pregar a todas as nações:

19 Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações, e batizai-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. 20 Ensinai-lhes a observar tudo o que vos tenho ordenado. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos. (Mt 28, 19-20)

Foi por isso, a propósito, que os jesuítas foram mandados para estas terras, para catequizar os índios! Ou você acha que as Coroas Portuguesa e Espanhola gastariam mais tempo e dinheiro à toa, mandando religiosos para “amansar os selvagens”, ao invés de “passar a espada” em quem se negasse a entregar as riquezas do novo mundo? Deve-se lembrar, inclusive, que as navegações para a América são contemporâneas à “Reforma” Protestante. Mas isso já é outra história…

Agora, aprofundando um pouco mais nesta questão do fim que levam aqueles que morrem sem conhecer a Deus, podemos perceber que a situação dos índios e demais não-cristãos é a de não batizados, e portanto semelhante à das crianças que morrem antes de receber este Sacramento. Para melhor entender esta situação, para conhecer o que a Igreja ensina a respeito da morte e da vida eterna, é preciso estudar. Recomendo, para começar, esta postagem do blog do meu irmão onde ele divulga o texto de um amigo professor e estudioso em teologia: http://captare777.wordpress.com/2011/07/18/imortalidade-da-alma-e-ressurreicao-dos-mortos-parte-i/
É um texto um pouco longo, mas vale a pena a leitura, para entender o porquê da pergunta da autora do texto ser irresponsavelmente capciosa. Para responder a esta quarta questão, precisamente, leia o trecho “O CASO DOS QUE MORREM ANTES DA IDADE DA RAZÃO”. Eu não saberia explicar melhor!
Em suma: a missão da Igreja de Cristo, a Igreja Católica, é conduzir à salvação da alma, alertando para os perigos, e apontando para a porta estreita por onde se chega a Deus: o Cristo Jesus, que é o caminho, a verdade e a vida. (Jo 14, 6)

Em tempo: é uma grande falácia acusar a Igreja de mostrar o inferno para as pessoas, fingindo que não é esta mesma Igreja que ensina os meios de LIVRAR-SE dele. Afinal, a Igreja é bem sincera ao avisar que existe o inferno. Se não o fizesse, estaria sendo mentirosa.

Pergunta 5) Como se justifica um castigo infinito por um pecado ocorrido nesta vida finita?

Resposta 5) Haha… quase que a autora arma uma pegadinha. Quase…
Elementar, Cristina Rad! Se o castigo no inferno, ou a benefício da vida eterna, no paraíso, são destinados à eternidade, ao infinito, dependendo da nossa conduta nesta vida “finita”, é óbvio que esta nossa vida não é tão finita assim, não é mesmo? 🙂
A realidade que costuma-se ignorar é que o pecado não é um ato meramente físico. Na verdade ele é, por último, praticado através do corpo físico. O pecado é um ato da alma. E a alma humana é imortal. O pecado é um ato da vontade. É a alma que peca.
Agora: não sei em qual exemplo de “pai amoroso” a autora estava pensando quando continuou com a historinha do “biscoito e da machadinha”. Talvez num pai índio tribal que assassina um filho deficiente seu, desconhecendo toda a doutrina cristã acerca do direito inviolável à vida…
Nós cristãos, conhecemos este exemplo de “pai amoroso”:

9 Quem de vós dá ao filho uma pedra, quando ele pede um pão? 10 Ou lhe dá uma cobra, quando ele pede um peixe? 11 Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedirem! (Mt 7, 9-11)

Paz e Bem
O Andarilho

Votação da PEC 23/2007 na ALERJ

Em (segunda) discussão apesar de tudo, ordenada, presidida pelo deputado Paulo Melo (PMDB), a PEC 23/2007 assinada pelo deputado Gilberto Palmares (PT) foi à votação por volta das 21hs nesta terça-feira 21/06/2011 na ALERJ.
Segunda porque já havia passado por apreciação da casa anteriormente, quando somente dois deputados votaram contra, pelo que parece.

Esta PEC (Proposta de Emenda Constitucional) pretendia incluir “orientação sexual” entre as características pelas quais um cidadão não pode ser discriminado, segundo a Constituição do Estado.

Estive cobrindo a sessão através do twitter, tecendo comentários às declarações dos deputados Átila Nunes (DEM), Luiz Paulo (PSDB), Flávio Bolsonaro (PP), Janira Rocha (PSOL), Gilberto Palmares (PT), Wagner Montes (PDT), Marcelo Freixo (PSOL), Márcio Pacheco (PSC). A partir daí, atingi o limite de 350 mensagens por hora e o twitter solicitou que eu ficasse quieto por um tempo 🙂
Voltei pouco depois continuando a comentar, quando falava o deputado Édino Fonseca (PR)

Segue o que sobrou de comentários após o twitter solicitar que eu parasse de tentar postar.
Deixei o twitter e anotei quanto pude dos discursos abaixo.
Meus comentários anteriores, da participação dos outros deputados, podem ser vistos consultando a hashtag #ContraPEC23 no twitter.

# Cidinha Campos (PDT): Continuar lendo

Desde pequeno

Um dos sacramentos mais importantes é o batismo. Há muito eu penso em dedicar-me à pastoral que cuida deste rito.

O batismo é o primeiro sacramento recebido por quem é católico. É a iniciação na fé. Através dele, um bebê é apresentado à comunidade e seus pais e padrinhos assumem o compromisso de orientá-lo nos princípios morais e religiosos. Batiza-se também a pessoa jovem, adulta ou idosa que deseja abraçar a fé em Cristo Jesus.
Entretanto, independente da idade do batizado, a cerimônia não o transforma em um cristão pleno. É preciso estudo, acompanhamento, vivência na fé, observação dos mandamentos, etc.
Justamente porque o novo cristão não tem embasamento, não tem uma fé enraizada é que deve-se dar toda a atenção a ele nesta etapa.
A falta de assistência aos novos membros que ingressam na comunidade através do batismo (próprio ou dos filhos) durante o curso de preparação e depois da cerimônia é uma das causas da evasão de católicos do seio da Igreja, bem como de uma posterior adoção de preceitos protestantes ou não cristãos. É como “semear no meio das pedras”.
Esta falha é perceptível na negligência em que grande parte dos ditos católicos se encontra. Falta uma exortação à leitura e estudo da bíblia, da história da Igreja Católica, dos sacramentos.

No caso das crianças, infelizmente é comum nesses dias fazer do batismo um réles pretexto para se fazer um “churrasco de domingo”. Muitos pais que não professam a fé católica julgam “bonito” submeter seus filhos ao batismo na igreja. Afinal, é uma forma de socializar! Cria-se ou estreita-se vínculos afetivos com cerca 3 ou 4 pessoas (os padrinhos), aumenta-se a probabilidade de a criança ganhar presente, etc. Porém, além da frequente ocorrência de nomear-se padrinhos não católicos – já testemunho a respeito – para este posto tão importante, não raros também são os casos em que os pais chegam a cobrar certa dedicação e presença do filho na igreja sem eles mesmos praticarem e viverem a fé católica.

Eu fui nomeado padrinho de consagração de um rapazinho certa vez. A família da mãe não era católica e a do pai,  protestante. Ambos não comungavam das respectivas crenças. O padrinho de batismo do menino, além de praticar uma religião espiritualista (chamavam de macumba, não sei precisar o que era) é gay. Não digo que exista uma tendência de ele se tornar uma ou outra coisa. Mas sem dúvida, inexistirá um apoio ou direcionamento para a fé católica naquele lar. Eu já não convivo com eles. Não cabia, à época, buscar uma aplicação destes conceitos aqui descritos.

Sou a favor de um maior rigor na formação religiosa. De uma “fiscalização” mais rigorosa dos proponentes ao batismo. De que se exija que os padrinhos sejam cristãos católicos, de papel (certidões de batismo, comunhão E crisma) e verdade, conforme o item 572 do Catecismo Maior de São Pio X:

572) Que pessoas se devem escolher para padrinhos e madrinhas?
Devem escolher-se para padrinhos e madrinhas pessoas católicas e de bons costumes, e
observantes das leis da Igreja.

Recomendo, a propósito, a leitura do texto integral. Está disponível aqui (pdf). A parte que trata do sacramento do Batismo e do sacramento complementar do Crisma ou Confirmação é a quarta parte, na dupla de capítulos II e III.

E estas exigências poderia estender-se aos padrinhos de casamento também.

A Igreja precisa, hoje, que se indique o que é bom, mas também que se aponte com caridade e amor o que é mau. Que se denuncie as armadilhas de uma religiosidade permissiva, relativista. E este posicionamento deve figurar desde o início do contato de uma pessoa com o cristianismo. Deve-se defender que os sacramentos não são “conveniências” ou “atividades recreativas” a satisfazer a vontade dos propostos fiéis. Os sacramentos são instrumentos legítimos da transmissão da graça de Deus. E isto exige MUITA seriedade.

A propósito, o batismo é um ritual substitutivo à circuncisão judaica. Esse ritual cirúrgico é a cerimônia tradicional de apresentação da criança à sua comunidade judaica. Analogamente, o batismo de crianças é a apresentação à comunidade católica.
Analogamente também, perceba que a criança judia não tem consciência do que se lhe faz, sendo responsabilidade de seus pais educá-lo nesta tradição.

Novamente, vejamos o que é ensinado pela Igreja, no catecismo de São Pio X:

559) Quando se devem levar à Igreja as crianças para serem batizadas?
As crianças devem ser levadas à Igreja para serem batizadas, o mais cedo possível.

560) Por que se deve ter tanta solicitude em levar as crianças ao Batismo?
Deve-se ter suma solicitude em levar a batizar as crianças, porque elas pela sua tenra
idade estão expostas a muitos perigos de morrer, e não podem salvar-se sem o Batismo.

Um amigo protestante argumentou contra a realização do batismo de crianças. A oposição aos sacramentos é um dos principais pontos de discordância dos protestantes.
A alegação é que a criança não tem consciência do que seja “aceitar Jesus”. O pensamento protestante funda-se na condição primitiva do batismo praticado por Jesus e os seus discípulos que era por ocasião da conversão daquele povo. Tentam transferir para os dias de hoje, alegando ainda que é preciso que a pessoa manifeste por si própria, totalmente consciente, o desejo de abraçar a fé. Ora, fosse desnecessária a intervenção de outrem, que utilidade teria a pregação? Por que os discípulos foram enviados por Jesus a “ensinar a todas as nações”? (cf Mt 28, 19-20). Não seria simplesmente o caso de esperar que Deus tocasse o coração dos gentios e os fizesse procurá-los?

Analisemos a palavra do próprio Cristo em outro momento: “Deixai vir a mim os pequeninos e não os impeçais porque o Reino de Deus é daqueles que se lhes assemelham. Em verdade vos digo: todo o que não receber o Reino de Deus com a mentalidade de uma criança, nele não entrará” (cf Mc 10, 14b-15). A edição Ave Maria da Bíblia Sagrada traz o seguinte comentário ao versículo 15 da citação acima:

Receber o Reino significa receber Cristo, o Evangelho, a graça. Urge recebê-lo com a simplicidade de uma criança para que se possa entrar nele.

Note que a simplicidade de uma criança não é virtude exclusiva delas, tanto que Cristo orienta os demais a se assemelharem a elas. Não obstante, a infância é época excelente para se aprender, para se formar uma consciência reta e santa. É importantíssimo que alcancemos os indivíduos antes que as más influências do mundo, a ação do demônio, os afete e endureça.

Cito o caso que consta na passagem do evangelho que trata do divórcio: Mc 10, 1-12. Jesus mostra que Moisés promulgou o divórcio “por causa da dureza de coração” dos judeus. Ou seja, o divórcio não é bom. Mas foi uma medida necessária adotada para evitar erros mais graves, como o adultério. Da mesma forma, o batismo de crianças é um excelente instrumento de evangelização, pois incentiva a vivência na fé a toda uma casa, toda uma família (cf 1Cor 1, 16).

Está claro ser desejo Dele que as crianças participem da Sua salvação. Porventura teria dito Ele: “Detenham as crianças até que se complete o tempo necessário para o seu batismo”? Ou ainda, teria S. Paulo se recusado a batizar alguma criança (caso houvesse) da casa de Estéfanas? Teria ele esperado 12 anos (em média) p/batizá-las?

Ironicamente, alguns ramos protestantes discordam do batismo de bebês e crianças, enquanto outros promovem crianças “pastoras”:



Há muitos outros links de absurdos como estes.

Meu amigo protestante também argumentou que a Igreja Católica durante um tempo impôs a aceitação do catolicismo pela espada. Assumir este fato como absoluto é tão irresponsável quanto assumir absolutamente que a inquisição queimava qualquer um por bruxaria simplesmente pela oposição ideológica à fé, para silenciá-los.
Não podemos desconsiderar o contexto geográfico e histórico da oposição à Igreja por povos anticristãos militares, como os islâmicos. Não havia somente povos pacíficos que pediam educadamente que os cristãos pregassem em “outra freguesia”. Havia aqueles que os matavam para silenciá-los.
Portanto, a educação cristã promovida pelo batismo, em longo prazo, contribuiu (e ainda contribui) para a construção de uma geração menos hostil e capaz de aceitar a Deus sem a oposição armada (e sem que a resistência armada cristã seja também necessária).

Por fim, afirmo que a conduta humana deve ser firmar-se nos princípios cristãos, nos pilares da fé. A Revelação, transmitida a nós pelo Magistério da Igreja, por sua Tradição, nos fornece todas as diretrizes morais para vivermos plenamente a vida, com santidade e paz. E sendo a família a base de formação do ser humano, de seu caráter, de seus valores, é dever dos pais cuidar da educação dos filhos, desde a infância, na doutrina cristã.
Quanto antes a Verdade for-lhes transmitida, tanto melhor crescerão, rumo a Deus.

Paz e Bem
O Andarilho


Veja também:

Batismo de pimpolhos – fundamentos na Bíblia e na Tradição