Nem tão claro como o dia

Recebi pela manhã a reportagem que Leandro Resende fez a respeito do 1° Fórum Carioca de Debates Jovens, evento organizado pelas juventudes dos partidos PSC, PSDB, PSD e DEM, do qual fiz parte da execução.

Audiência do 1° Fórum Carioca de Debates Jovens, no salão nobre da Câmara Municipal do Rio.

Audiência do Fórum Carioca de Debates Jovens, no salão nobre da Câmara Municipal do Rio.

Pelo que se lê na matéria, o jornalista ocupou-se mais em confirmar para si os estereótipos pré-concebidos com os quais já chegou ao evento que cobrir o debate em si.

A estranheza começa na contradição de estampar “Nova direita jovem cresce” no título e “PSDB e PSD (n.d.e.: metade dos idealizadores do evento) rejeitam o rótulo” como um dos subtítulos.
Mas a superficialidade fica mesmo exacerbada no resumo da entrevista feita com o jovem Édipo Ázaro,
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Pátria educadora

Meus pais sempre tiveram empregos humildes, motorista e professora. Fizeram o necessário para manter dois filhos matriculados em escolas particulares por todo o ensino fundamental, realizando malabarismos como sói todo casal de classe pobre (ou média-baixa, para quem achar mais nobre). É certeza absoluta que não fomos rara exceção, pelo menos à nossa época.

Entretanto, os servidores públicos efetivos e os que exercem cargos comissionados e função gratificada[1] da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro recebem há anos um benefício chamado de “auxílio educação” (um adicional) para poderem ter sua prole estudando na rede particular – extensível até três filhos (e até os 24 anos)! Talvez seja interessante conhecer os valores das remunerações por lá:

quadro-remuneratorio-alerj-2014

Numa tentativa interessante e louvável de redução das despesas (uma economia na ordem dos R$ 15 milhões/ano) da “casa do povo carioca”, o novo presidente propôs mudar o benefício para o valor de apenas um salário mínimo por servidor. Uma proposta salutar, eu diria, tendo em vista uma recente notícia de que diretores de colégios da rede estadual precisaram comprar fiado a merenda dias atrás. O imbróglio se deu porque o governo estadual culpou o federal de atraso no repasse das verbas. É o velho problema da exacerbada centralização de dinheiro na União, da fraca independência dos estados em relação a ela. Quanto mais livre puder ser o orçamento regional, melhor a gestão dos serviços locais.

Aliás, na falta de dinheiro para a merenda nas escolas do governo estadual, Continuar lendo

Chamem os federais!

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Quando a coisa fica séria, diz-se logo que é “federal”.
Eleições 2014 a menos de um mês de distância. Apesar de todas as dicussões sobre os candidatos e estratégias para as disputas majoritárias, devemos ter em mente que os chefes de executivo são os políticos mais distantes de nós, cidadãos. Além disso, é sempre bom lembrar que mais acessíveis e responsáveis por fiscalizar os mandatos executivos, temos nos deputados um canal de participação mais consistente.

Por representarem e defenderem os nossos anseios em um nível menos genérico – se compararmos seu papel com o do presidente, por exemplo -, são os deputados os que nesse momento de primeiro turno, merecem a nossa atenção redobrada. É no Congresso Nacional que os projetos de lei e discussões que mais mexem com o quotidiano do cidadão brasileiro são debatidos. Os rumos do país podem ser determinados e mesmo restomados pelas vozes e discursos proferidos e documentos  elaborados por estes – sempre esperamos – nobres senhores.

Sem absolutamente diminuir a importância dos parlamentos estaduais, quero focar este artigo na esfera federal. A disputa pelas cadeiras da Câmara de Brasília tem o poder de mobilizar todo o país. Mesmo tendo domicílio eleitoral no estado do Rio de Janeiro, procuro estar atento às candidaturas em outros estados, posto que acredito que um congresso justo e eficiente depende da harmonia e vitória de mais do que apenas um ou dois bons candidatos aqui da minha região, mas do vigor, da honestidade e firmeza combinadas de representantes distribuídos pela federação.

Sendo assim, com prazer, fundamentada confiança e esperança no julgamento sensato de meus leitores, apresento alguns nomes que recomendo enfaticamente sejam promovidos e apoiados Brasil afora. E quando escrevo apoiados, quero dizer que insistam o quanto puderem para que votos sejam concentrados nestes homens, de modo que a oportunidade de colocá-los no Congresso Nacional não seja perdida! Caros, o tempo de montar e oferecer resistência àqueles que querem destruir a nação vai se estreitando.

Para dar noção do que podemos esperar deles, selecionei um vídeo de cada um abordando temas de fundamental relevância para o reajuste do cenário sociopolítico atual:

Carlos Dias – PSD – 5588 (http://www.carlosdias5588.com.br)

carlos-dias

 

Prof. Hermes Nery – PHS – 3155 (http://hermesnery.com.br)

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Programa Mãe Fluminense

Na esteira dos esforços de prevenção ao aborto, buscando alternativas a serem oferecidas às gestantes em situações de dificuldades, alguns bons projetos vêm sendo criados por deputados verdadeiramente comprometidos com o bem estar das mulheres e dos nascituros. Um destes projetos é o Programa Mãe Fluminense, de autoria de Samuel Malafaia (PSD-RJ).

Confira a entrevista concedida pelo deputado ao blog na qual ele dá mais detalhes sobre o programa:

samuel_malafaiaLegado do Andarilho: Poderia, para começar, nos contar um pouco da sua motivação para a criação da lei 6397/13 – Programa Mãe Fluminense?

Samuel Malafaia: Há muito tempo nos deparamos com tristes notícias de mães que abandonam seus filhos recém-nascidos em locais que colocam em risco suas frágeis vidas. Infelizmente, essas ações tornaram-se comuns em todo o Brasil, e me incomodavam muito. Sempre pensei em fazer algo que mudasse essa realidade em nosso Estado e, por sorte, li uma matéria sobre um programa semelhante no Estado de Pernambuco, implantado pelo Tribunal de Justiça daquela região. O programa apontava índices bastante favoráveis, e me trouxe motivação para criar o Programa Mãe Fluminense no Estado do Rio de Janeiro.

LA: Considerando que além das dificuldades de ordem psicológica e social (conforme artigo 2 parágrafo I) muitas gestantes enfrentam também as de ordem financeira, existiria alguma possibilidade de viabilizar ajuda de custo para essas mães atendidas pelo Programa Mãe Fluminense, como pacotes de fralda, outros itens higiênicos, remédios, etc (à semelhança do que ocorre com medicamentos controlados e preservativos, por exemplo), ainda que em quantidade e por período de tempo limitados?

SM: Existem programas sociais em todas as esferas de governo com objetivo de erradicar a pobreza. No âmbito federal, por exemplo, temos o Bolsa Família, no Rio de Janeiro, o Renda Melhor. A ideia é que as mães sem condições financeiras para arcar com essas despesas sejam orientadas para receber e fazer jus a tais benefícios.

LA: Além destes subsídios, em caso de gestantes desempregadas, o senhor vislumbra alguma possibilidade de interação desse público com iniciativas tais como as creches populares? Há alguma negociação com o governo municipal nesse sentido?

SM: O objetivo primordial do programa Continuar lendo