The zueira quase never ends

Duas características dos jovens são muito marcantes: adoram zuar, tirar sarro de todo mundo e estão sempre prontos a defender os seus, quando alvos da zombaria.

Dois marcos firmam divisores na vida dos jovens brasileiros: o direito de votar, a partir dos 16 anos e o direito de dirigir, aos 18.

Esta postagem envolve os quatro pontos supracitados.

Temos neste exato momento, jovens vivendo no intervalo 16-18 anos que, embora ainda não possam conduzir veículos, votaram na última eleição presidencial (2014). Talvez tenham votado pela reeleição da presidente; certamente notaram o quanto o governo da candidata vencedora comprometeu o seu exercício do direito de dirigir.

Ocorre que a má gestão econômica do governo federal (inclusive com prática monopolista do refino do petróleo e distribuição dos combustíveis),  somada à grave corrupção na gestão da empresa estatal Petrobras – objeto da famosa “Operação Lava Jato”, investigação da PF em curso – teve, dentre muitas, as seguintes duas desagradáveis consequências: o aumento absurdo no preço do combustível* e fazer o Brasil ser motivo de chacota INTERNACIONAL, conforme podemos ver no pequeno vídeo abaixo, que rodou as redes sociais recentemente:

(destaque para o panelaço…)

Pois bem, jovem! Pense bem: Continuar lendo

Bolso furado

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O jornal O Dia noticiou que o presidente da ALERJ, Jorge Picciani (PMDB) aumentou em R$ 1.200 o salário dos estagiários de nível superior da casa. Conforme bem destacou o jornal, o salário (de, agora, R$ 2.800) para uma carga horária semanal de 20 horas é maior que o valor pago para os professores da rede estadual, que devem trabalhar 30 horas por semana: R$ 2.211,25.

É preciso observar o seguinte: os estagiários são estudantes, ou seja, pessoas ainda não completamente formadas. Os professores precisam ter, no mínimo, a graduação completa para serem admitidos nos concursos. Muitos deles investem mais tempo e dinheiro e especializam-se (concluindo pós-graduação) com o objetivo de aumentar seus rendimentos, o que não acontece em todos os casos. A discrepância na remuneração, e mais ainda, no reconhecimento dos profissionais e de sua relevância é aguda.

Estamos vivendo momentos de insatisfação e indignação latente dos professores, conforme notícias chegadas recentemente vindas do Paraná. É uma, portanto, uma escolha perigosa, ainda que (como informado pela matéria) seja para evitar processos judiciais.

Claro que, por outro lado, não são apenas os professores os membros do funcionalismo público estadual que passam a ser vítimas de tão amarga ironia (receber menos trabalhando mais e em funções bem mais importantes que outros). Nesta mesma semana veículos de comunicação avisaram que o efetivo de policiais militares sofrerá redução – drástica, pelas minhas contas – devido a cortes nas vagas do RAS (Regime Adicional de Serviço, programa voluntário de horas extras). E, a despeito da justificativa dada pela liderança da corporação (ociosidade de vagas), diz-se que o motivo real é a falta de verbas.

Convenhamos que é uma desculpa exdrúxula: se se tratavam de vagas ociosas,
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Antes fosse inveja…

A comissão de direitos humanos da ALERJ, na pessoa do deputado Marcelo Freixo (PSOL) quer que a PM retire seu contêiner de UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do pátio de uma escola no Complexo do Alemão.

Os tradicionais defensores de bandidos (comportamento que criou a gíria “direitos dos manos”) alegam que com a implantação da unidade, ocorreu um fenômeno de evasão escolar, reduzindo pela metade o número de alunos na escola. Tal redução foi provocada pela incidência de ataques a tiros pelos  traficantes, causando ” prejuízos pedagógicos ” além de evasão de professores.

Bandidos do Alemão em fuga (Fonte: acervo.oglobo.globo.com)

Bandidos do Alemão em fuga (Fonte: acervo.oglobo.globo.com)

Esquisito, não? Os bandidos afetam a rotina escolar, mas querem é que a polícia saia! Ninguém exige que os bandidos saiam da comunidade de vez?! Em2010, quando da ocupação do complexo pela força de segurança, assistimos os marginais fugirem feito ratos, mas sabemos que depois daquilo eles infelizmente retornaram.

Eu entenderia, caso o argumento para a retirara dos soldados fosse uma como que inveja, invejinha: dentre tantas comunidades carentes pacificadas (não vamos discutir o possível ou necessário uso das aspas aqui), dentre tantas escolas em áreas de risco, somente uma ter o privilégio de abrigar agentes de segurança pública! Uma pena, mesmo.

Não só os policiais podem prover segurança estando ali mais perto e acessíveis aos moradores, como a sua presença pode ser um exemplo positivo tão salutar nessas localidades em que o que mais prospera são os encantos da vida do crime.

Antes fosse inveja… Mas talvez seja ciúme: Ciúme da influência.


Veja também:

Alemão: Comissão quer retirada de base da UPP de pátio de escola

Por uma PM ainda MAIS militar!

O socialismo, pelo papa Pio XI

Excertos da encíclica Quadragesimo anno, publicada em 1931

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EVOLUÇÃO  DO  SOCIALISMO

Não menos profunda que a da economia, foi desde o tempo de Leão XIII a evolução do socialismo, contra o qual principalmente terçou armas o Nosso Predecessor. Então podia ele dizer-se único, defendia uma doutrina bem definida e reduzida a sistema; depois dividiu-se em duas facções principais, de tendências pela maior parte contrárias, e irreconciliáveis entre si, conservando porém ambas o princípio fundamental do socialismo primitivo, contrário à fé cristã.

O partido da violência  ou  comunismo

Uma das facções seguiu uma evolução paralela à da economia capitalista, que antes descrevemos, e precipitou no comunismo, que ensina duas coisas e as procura realizar, não oculta ou solapadamente, mas à luz do dia, francamente  e por todos os meios ainda os mais violentos: guerra de classes sem tréguas nem quartel e completa destruição da propriedade particular. Na prossecução destes objetivos a tudo se atreve, nada respeita; uma vez no poder, é incrível  e espantoso quão bárbaro e desumano se mostra. Aí estão a atestá-lo as mortandades e ruínas de que alastrou vastíssimas regiões da Europa oriental e da Ásia; e então o ódio declarado contra a santa Igreja e contra o mesmo Deus demasiado o provam essas  monstruosidades sacrílegas bem conhecidas de todo o mundo. Por isso, se bem julgamos supérfluo chamar a atenção dos filhos obedientes da Igreja para a impiedade e iniquidade do comunismo, contudo não é sem uma dor profunda, que vemos a apatia dos que parecem desprezar perigos  tão iminentes, e com  desleixo pasmoso deixam propagar por toda a parte doutrinas, que porão a sociedade a ferro e fogo. Sobretudo digna  de censura é a inércia daqueles, que não tratam de suprimir ou mudar um estado de coisas, que, exasperando os ânimos, abre caminho à subversão e ruína completa  da  sociedade.

O socialismo propriamente dito, ou mitigado

Mais moderada é a outra facção, que conservou o nome de socialismo: porque não só professa abster-se da violência, mas abranda e limita de algum modo, embora não as suprima de todo, a luta de classes e a extinção da propriedade particular. Dir-se-ia que o socialismo, Continuar lendo

Ir pra rua

Eu raramente vou à rua. Até mesmo pro horário de almoço, no meio do expediente, prefiro ter minha marmita, preparada em casa, para comer sem ter que sair do escritório.

Para a resolução de tantos assuntos, a tecnologia fornece inúmeros benefícios que preservam as pessoas em seus lugares. Que o diga a nossa presidente: reeleita através de um sistema de urnas eletrônicas altamente duvidoso, amparada por um exército de militantes de ambientes virtuais (MAV), capazes de utilizar todo o potencial da Internet para colocar a serviço do partido os mais variados artifícios e subterfúgios de propaganda, nem sempre quase nunca honesta.

Mas chegam momentos em que se faz útil, talvez até necessário, quiçá inevitável, ir às ruas. Quando a indignação atinge um patamar demasiado elevado e sufocante, algumas cabeças só esfriam com o ar puro e a liberação de tensão de um protesto, de uma manifestação. Há momentos em que uma rua não basta para tanto e aí cidadãos tomam estradas, como caminhoneiros vêm fazendo recentemente. Por outro lado, quando inexiste um motivo legítimo, uma coordenação honesta, o que vemos é a arruaça e depredação protagonizada por black blocs e meliantes associados.

Sou cético quanto à eficiência da maioria dos tipos de passeatas, desde os tempos do ensino médio em colégio federal. Neste dia 15/03 Continuar lendo

Meu campus, minhas regras

Ainda sobre a “Semana do Dia Internacional da Mulher” organizada por/para feministas na PUC-Rio.

Tomei conhecimento que um professor de direito (não da PUC, pelo que vi) manifestou-se contra a petição, tecendo muitos comentários no facebook. Em meio a argumentos de matiz esquerdista (como “lógica do privado” e “apropriações capitalistas”) e alusões ao trabalho de implantação das UPPs, comparando o “Política e DSI” à polícia e os alunos filofeministas aos bandidos – pois é… – alguns pontos são interessantes de se analisar e esclarecer:

O tempo todo o professor refere-se a uma fantasiosa tentativa de “dominação espacial”. Isto não é verdade, em absoluto. Primeiro porque, como dito no artigo anterior, eu sou o responsável pela petição e não sou aluno da universidade, não possuo qualquer vínculo. Em segundo lugar, contrariando a hipótese hiperbólica proposta de que “levado às últimas consequências o raciocínio que expuseram, por ser a PUC uma “instituição católica”, ela estaria de portas fechadas aos alunos judeus, mulçumanos, ateus, presbiterianos etc” nada há no texto da petição que hostilize outros credos religiosos (ou a ausência de algum) ou demande a expulsão de alunos (de qualquer tipo). A prerrogativa do pedido de cancelamento do evento é a da inconveniência da sua realização nas dependências da PUC, por carregar em seu programa ideias e seus propagandistas que não só discordam da fé e moral católica como desejam combatê-la, derrotá-la nos corações e mentes dos alunos.

Como eu disse ao rapaz que me procurou ontem, a preocupação com o evento não é uma mera implicância. Duas das “atrações” divulgadas no cartaz original da programação defendem legalização do aborto e estimulam a masturbação e a prática homossexual. Ora, estes assuntos não são meros “tabus” para os católicos e a sociedade em geral. São respectivamente um crime e um pecado; logo, não devem ter espaço numa universidade fundada sobre bases católicas. Discutir alternativas ao aborto, por exemplo, tudo bem. Promover a sua aceitação, jamais. Se os organizadores

#MeuCampusMinhasRegras

#MeuCampusMinhasRegras

centro nacional de cultura católica“, “caráter confessional“, “compromisso com os valores cristãos“. Termos que encabeçam o estatuto da PUC-Rio, solenemente ignorados por alunos e professores laicistas, que a meu ver abalizam a sugestão de cancelamento do evento.

É patentemente sintomática a insistência tanto do professor como dos alunos apoiadores do evento em esvaziar o seu imaginário de uma Pontifícia Universidade Católica do seu caráter católico.

O restante das considerações do professor Continuar lendo

Penetras bons de grito

Faz uns dias, soube da preparação de um evento feminista a ser realizado dentro dos muros da PUC-Rio. Na qualidade de católico que, apesar de não estudar na PUC, compreende que instituição católica não é lugar de promoção de aborto, homossexualismo e masturbação (notáveis bandeiras do movimento feminista), organizei e fiz publicar, em nome do meu grupo de discussão política do facebook “Política e DSI”, uma petição online hospedada na plataforma CitizenGO destinada a chamar a atenção do reitor da Pontifícia Universidade Católica e autoridades eclesiáticas para o descalabro engendrado por seus alunos.

Disseminei a petição para que fosse apreciada pelos amigos católicos e de maneira que atingisse especialmente alunos – mormente as mulheres. Ato contínuo, a organização do evento tomou conhecimento da petição.

cartaz-originalSoube que o cartaz original do evento, este ao lado, foi “vetado pela PUC” (quem, exatamente, comandou, não sei). Aparentemente mentes mais abertas à realidade religiosa do campus também ficaram sabendo da história. Que bom.

O jornal O Globo foi acionado e fazendo contato com o DCE (diretório estudantil) da PUC-Rio, publicou uma matéria mal escrita, cuja manchete foi “Grupo de alunos da PUC-Rio cria petição contra evento que celebra o Dia Internacional da Mulher”. Está bastante errada, pois:
1) O responsável pela petição sou eu;
2) O evento não “celebra a data” (embora a data, por si só, seja ideal do feminismo mesmo), visto que as ações e atividades do movimento feminista NÃO REPRESENTA o pensamento, o sentimento ou os interesses da maioria das mulheres.

Fui procurado por um rapaz que também ficou sabendo da repercussão interna da PUC . Ele era favorável à realização do evento, foi bastante polido e na conversa pude argumentar e justificar o porquê de ser contra a sua realização, quais pontos conflitam com a doutrina católica. De acordo com o que falamos, pelo que entendi, até foi aventada a possibilidade de abertura para a opinião divergente durante a programação. Pode ser uma atitude louvável, como lhe disse. Porém, ainda pesam sobre o evento os agravantes que ferem o caráter católico da universidade.

Em tempo: recebi solicitação Continuar lendo

Da imperfeição da lei dos homens

Existe uma lei inscrita na natureza, testemunhada pela própria, cognoscível pela observância da sua essência. A esta, chamamos lei natural. Perfeita, enquanto ordenamento elaborado pelo Criador com objetivo de sustentar e efetivamente dar vida à Sua obra. Seus preceitos conduzem, basicamente, à perpetuação da ordem das coisas; obedecê-la, defendê-la e pautar-se por ela é o segredo do sucesso da humanidade.

Mas há uma outra lei, vulgarmente chamada “lei dos homens”, que corresponde à coletânea de acertos e acordos elaborados pelas sociedades – normalmente independentes e variáveis de nação para nação – visando também o estabelecimento e a manutenção de uma ordem. Porém nem sempre, não em todos os casos, esta lei testemunha, promove ou honra a legitimidade das coisas. Algumas vezes – e temos visto isso deveras – criam-se mesmo dispositivos legais que afrontam a lei natural, com prejuízos inclusive para a dignidade humana (como no caso das legislações que favorecem o aborto, por exemplo). A imperfeição das ideias legislativas humanas é tal que, na intenção de dispensar indivíduos de sua obrigação moral (oriunda do direito natural), o reto cumprimento da lei vigente prejudica inocentes. É o caso que irei comentar a seguir:

A tutela dos filhos é responsabilidade dos pais. Para já combater as vicissitudes da novilíngua contemporânea que “metonimifica” pais em qualquer adulto responsável por um menor de idade, talvez eu devesse aqui preferir utilizar genitores no lugar. Assim como o vínculo entre pais e filhos é naturalmente perene (alguém pode até deserdar um seu descendente, mas é ato meramente de papel), é razoável esperar que ambos os genitores preservem também aquele vínculo afetivo que os uniu até às vias da procriação. Em outras palavras: se houve amor a ponto de o casal decidir por ter filhos juntos, não há sentido em desfazer esta união.

Esta é, claro, a minha lógica, de alguém que preza o casamento, a beleza do amor conjugal indissolúvel. Mas certamente concebo que muitos casos não se desenvolvem e tampouco progridem da maneira correta. Ocorre que, considerando com exagerada complacência esta realidade, as leis humanas foram afrouxando-se ao longo dos séculos, até o ponto de temeridades como o divórcio e a as disputas da guarda dos filhos tornarem-se dispositivos legais – absolutamente “não legais”, desagradáveis… – e passarem a ser desejados, a serem elevados à categoria de direitos adquiridos.

Graves são, pois, as palavras do memorável papa Pio XI, a respeito do casal e dos filhos:

É certo que tanto pela lei da natureza quanto de Deus o direito e dever de educar a prole pertence, em primeiro lugar, àqueles que começaram o trabalho da natureza de dá-los à luz, e eles estão de fato proibidos de deixar não terminada essa tarefa, expondo-a à ruína certa. Mas no matrimônio se encontra provisionado o melhor caminho possível para esta educação das crianças que é tão necessária, pois, uma vez que os pais estão unidos por um laço indissolúvel, o cuidado e auxílio mútuo está sempre ao alcance das mãos. (Encíclica Casti Connubii, 16)

que se aplica não só à sua educação, mas ao cuidado geral deles.

Numa cidade do estado da Bahia, um sujeito chamado Jailson dos Santos tem dois filhos mas, Continuar lendo

Pátria educadora

Meus pais sempre tiveram empregos humildes, motorista e professora. Fizeram o necessário para manter dois filhos matriculados em escolas particulares por todo o ensino fundamental, realizando malabarismos como sói todo casal de classe pobre (ou média-baixa, para quem achar mais nobre). É certeza absoluta que não fomos rara exceção, pelo menos à nossa época.

Entretanto, os servidores públicos efetivos e os que exercem cargos comissionados e função gratificada[1] da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro recebem há anos um benefício chamado de “auxílio educação” (um adicional) para poderem ter sua prole estudando na rede particular – extensível até três filhos (e até os 24 anos)! Talvez seja interessante conhecer os valores das remunerações por lá:

quadro-remuneratorio-alerj-2014

Numa tentativa interessante e louvável de redução das despesas (uma economia na ordem dos R$ 15 milhões/ano) da “casa do povo carioca”, o novo presidente propôs mudar o benefício para o valor de apenas um salário mínimo por servidor. Uma proposta salutar, eu diria, tendo em vista uma recente notícia de que diretores de colégios da rede estadual precisaram comprar fiado a merenda dias atrás. O imbróglio se deu porque o governo estadual culpou o federal de atraso no repasse das verbas. É o velho problema da exacerbada centralização de dinheiro na União, da fraca independência dos estados em relação a ela. Quanto mais livre puder ser o orçamento regional, melhor a gestão dos serviços locais.

Aliás, na falta de dinheiro para a merenda nas escolas do governo estadual, Continuar lendo