Nem tão claro como o dia

Recebi pela manhã a reportagem que Leandro Resende fez a respeito do 1° Fórum Carioca de Debates Jovens, evento organizado pelas juventudes dos partidos PSC, PSDB, PSD e DEM, do qual fiz parte da execução.

Audiência do 1° Fórum Carioca de Debates Jovens, no salão nobre da Câmara Municipal do Rio.

Audiência do Fórum Carioca de Debates Jovens, no salão nobre da Câmara Municipal do Rio.

Pelo que se lê na matéria, o jornalista ocupou-se mais em confirmar para si os estereótipos pré-concebidos com os quais já chegou ao evento que cobrir o debate em si.

A estranheza começa na contradição de estampar “Nova direita jovem cresce” no título e “PSDB e PSD (n.d.e.: metade dos idealizadores do evento) rejeitam o rótulo” como um dos subtítulos.
Mas a superficialidade fica mesmo exacerbada no resumo da entrevista feita com o jovem Édipo Ázaro,
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(Auto) Boicote

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Boicotes às empresas que patrocinam atos de vilipêndio aos objetos de culto cristão, como o da mais recente parada gay de SP (de anteriores também…) funciona? Talvez não. Tampouco zombar publicamente da fé de milhões de brasileiros com a desculpa de estar pedindo respeito é uma atitude funcional.

Há quem sinta que o mais indicado é simplesmente deixar pra lá, não destacar para minorar a divulgação… o bom é que muitos desses escolhem o silêncio combinado com a oração, em desagravo e pelo perdão dos agressores, que é atitude importante.

Um argumento contra o boicote é ser um ato quase inócuo: dificilmente se conseguia mobilizar gente suficiente para deixar de pagar pelos serviços dessas empresas a ponto de causar-lhes um prejuízo significativo. Fora os casos em que abrir mão é simplesmente nada prático ou momentaneamente inviável. Eu, por exemplo, tenho um cartão de crédito da Caixa Econômica, um dos patrocinadores. Por muito menos, no passado, cancelei cartão de outra operadora, mas no momento não posso, eu dependo desse serviço. E aí chego a um ponto interessante: dependência.

Ora, assim como os gays não dependem da aprovação de suas práticas sexuais pela Igreja para realizá-las, nós cristãos também não estamos dependendo, em absoluto, de uma tal Continuar lendo

Mãos ao baixo!

faquinhasSerá votado na ALERJ nesta terça-feira (02/06), o PL 435/15, de autoria do deputado Geraldo Pudim (PR) – que eu estou chamando de “Lei do McGuyver” – que proíbe o porte de arma branca (facas, punhais, estiletes, etc), com previsão de cobrança de multa de até 200 UFERJ.

Esta é uma tentativa de resposta à onda de violência, de assaltos praticados com facas que continua assolando sobretudo a capital do estado. E uma bem ruim, digo eu.

Começando de baixo para cima, digamos: o mecanismo de coerção do projeto de lei – o seu fim, praticamente – é punir com a cobrança de multa quem for flagrado portando o instrumento perfurocortante. Ora, se nós cidadãos fluminenses estamos sofrendo ataques de facadas praticados por bandidos e obviamente o objetivo primário dos criminosos é conseguir dinheiro, resta evidente que eles não o possuem; esperar que tais marginais paguem multa é, no mínimo, ilusão.

Por outro lado, ainda que nós, cidadãos de bem, carregássemos facas ou armas de fogo para nossa própria proteção, isso não nos tornaria potenciais assaltantes – do contrário o número de ocorrências percebidas e noticiadas diariamente seria vertiginoso, uma verdadeira barbárie. Além disso, eu posso carregar um instrumento perfurocortante pra cima e pra baixo, de casa pro trabalho e de volta, e simplesmente não ser parado por um policial para ser revistado. Ora, é óbvio que quando chega no ponto de um indivíduo ser detido por ato ilícito, ele já está encrencado, portando uma “arma” ou de mãos nuas. Afinal, como diz o texto do PL, em seu artigo 2°, Continuar lendo

Pela remoção da Ideologia de Gênero do PEE-RJ

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Está pra ser definido o plano estadual de educação, mas contendo uma diretriz grave e ruim, que é o ensino obrigatório da Ideologia de Gênero, que quer perturbar a sexualidade das crianças, dizendo que ninguém nasce homem ou mulher, mas escolhe ao longo da vida.

Um dos problemas é que a forma de passar esse ensinamento é incentivando a sexualização precoce. E, convenhamos: educação sexual é responsabilidade (e direito) da família.

Chamo a atenção de todos, em especial de pais de alunos crianças e adolescentes do estado do Rio de Janeiro (rede pública E privada) para esta campanha contra o ensino (melhor dizer: deformação) da Ideologia de Gênero.

No texto da petição há explicação do que significa a ideologia e do tamanho do perigo para a nossa sociedade.

http://citizengo.org/pt-pt/24320-pela-remocao-da-ideologia-genero-do-plano-estadual-educacao

Recomendo também assistir esse relato de uma associação de pais da Colômbia, onde eles enfrentam o mesmo problema:


Veja também:

Conversando (com as paredes) sobre o PNE

Já que ser gay tá na moda…

Homossexualismo e a ideologia gay

Contra a apologia homossexual pseudo católica

The zueira quase never ends

Duas características dos jovens são muito marcantes: adoram zuar, tirar sarro de todo mundo e estão sempre prontos a defender os seus, quando alvos da zombaria.

Dois marcos firmam divisores na vida dos jovens brasileiros: o direito de votar, a partir dos 16 anos e o direito de dirigir, aos 18.

Esta postagem envolve os quatro pontos supracitados.

Temos neste exato momento, jovens vivendo no intervalo 16-18 anos que, embora ainda não possam conduzir veículos, votaram na última eleição presidencial (2014). Talvez tenham votado pela reeleição da presidente; certamente notaram o quanto o governo da candidata vencedora comprometeu o seu exercício do direito de dirigir.

Ocorre que a má gestão econômica do governo federal (inclusive com prática monopolista do refino do petróleo e distribuição dos combustíveis),  somada à grave corrupção na gestão da empresa estatal Petrobras – objeto da famosa “Operação Lava Jato”, investigação da PF em curso – teve, dentre muitas, as seguintes duas desagradáveis consequências: o aumento absurdo no preço do combustível* e fazer o Brasil ser motivo de chacota INTERNACIONAL, conforme podemos ver no pequeno vídeo abaixo, que rodou as redes sociais recentemente:

(destaque para o panelaço…)

Pois bem, jovem! Pense bem: Continuar lendo

Bolso furado

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O jornal O Dia noticiou que o presidente da ALERJ, Jorge Picciani (PMDB) aumentou em R$ 1.200 o salário dos estagiários de nível superior da casa. Conforme bem destacou o jornal, o salário (de, agora, R$ 2.800) para uma carga horária semanal de 20 horas é maior que o valor pago para os professores da rede estadual, que devem trabalhar 30 horas por semana: R$ 2.211,25.

É preciso observar o seguinte: os estagiários são estudantes, ou seja, pessoas ainda não completamente formadas. Os professores precisam ter, no mínimo, a graduação completa para serem admitidos nos concursos. Muitos deles investem mais tempo e dinheiro e especializam-se (concluindo pós-graduação) com o objetivo de aumentar seus rendimentos, o que não acontece em todos os casos. A discrepância na remuneração, e mais ainda, no reconhecimento dos profissionais e de sua relevância é aguda.

Estamos vivendo momentos de insatisfação e indignação latente dos professores, conforme notícias chegadas recentemente vindas do Paraná. É uma, portanto, uma escolha perigosa, ainda que (como informado pela matéria) seja para evitar processos judiciais.

Claro que, por outro lado, não são apenas os professores os membros do funcionalismo público estadual que passam a ser vítimas de tão amarga ironia (receber menos trabalhando mais e em funções bem mais importantes que outros). Nesta mesma semana veículos de comunicação avisaram que o efetivo de policiais militares sofrerá redução – drástica, pelas minhas contas – devido a cortes nas vagas do RAS (Regime Adicional de Serviço, programa voluntário de horas extras). E, a despeito da justificativa dada pela liderança da corporação (ociosidade de vagas), diz-se que o motivo real é a falta de verbas.

Convenhamos que é uma desculpa exdrúxula: se se tratavam de vagas ociosas,
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Antes fosse inveja…

A comissão de direitos humanos da ALERJ, na pessoa do deputado Marcelo Freixo (PSOL) quer que a PM retire seu contêiner de UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) do pátio de uma escola no Complexo do Alemão.

Os tradicionais defensores de bandidos (comportamento que criou a gíria “direitos dos manos”) alegam que com a implantação da unidade, ocorreu um fenômeno de evasão escolar, reduzindo pela metade o número de alunos na escola. Tal redução foi provocada pela incidência de ataques a tiros pelos  traficantes, causando ” prejuízos pedagógicos ” além de evasão de professores.

Bandidos do Alemão em fuga (Fonte: acervo.oglobo.globo.com)

Bandidos do Alemão em fuga (Fonte: acervo.oglobo.globo.com)

Esquisito, não? Os bandidos afetam a rotina escolar, mas querem é que a polícia saia! Ninguém exige que os bandidos saiam da comunidade de vez?! Em2010, quando da ocupação do complexo pela força de segurança, assistimos os marginais fugirem feito ratos, mas sabemos que depois daquilo eles infelizmente retornaram.

Eu entenderia, caso o argumento para a retirara dos soldados fosse uma como que inveja, invejinha: dentre tantas comunidades carentes pacificadas (não vamos discutir o possível ou necessário uso das aspas aqui), dentre tantas escolas em áreas de risco, somente uma ter o privilégio de abrigar agentes de segurança pública! Uma pena, mesmo.

Não só os policiais podem prover segurança estando ali mais perto e acessíveis aos moradores, como a sua presença pode ser um exemplo positivo tão salutar nessas localidades em que o que mais prospera são os encantos da vida do crime.

Antes fosse inveja… Mas talvez seja ciúme: Ciúme da influência.


Veja também:

Alemão: Comissão quer retirada de base da UPP de pátio de escola

Por uma PM ainda MAIS militar!

O socialismo, pelo papa Pio XI

Excertos da encíclica Quadragesimo anno, publicada em 1931

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EVOLUÇÃO  DO  SOCIALISMO

Não menos profunda que a da economia, foi desde o tempo de Leão XIII a evolução do socialismo, contra o qual principalmente terçou armas o Nosso Predecessor. Então podia ele dizer-se único, defendia uma doutrina bem definida e reduzida a sistema; depois dividiu-se em duas facções principais, de tendências pela maior parte contrárias, e irreconciliáveis entre si, conservando porém ambas o princípio fundamental do socialismo primitivo, contrário à fé cristã.

O partido da violência  ou  comunismo

Uma das facções seguiu uma evolução paralela à da economia capitalista, que antes descrevemos, e precipitou no comunismo, que ensina duas coisas e as procura realizar, não oculta ou solapadamente, mas à luz do dia, francamente  e por todos os meios ainda os mais violentos: guerra de classes sem tréguas nem quartel e completa destruição da propriedade particular. Na prossecução destes objetivos a tudo se atreve, nada respeita; uma vez no poder, é incrível  e espantoso quão bárbaro e desumano se mostra. Aí estão a atestá-lo as mortandades e ruínas de que alastrou vastíssimas regiões da Europa oriental e da Ásia; e então o ódio declarado contra a santa Igreja e contra o mesmo Deus demasiado o provam essas  monstruosidades sacrílegas bem conhecidas de todo o mundo. Por isso, se bem julgamos supérfluo chamar a atenção dos filhos obedientes da Igreja para a impiedade e iniquidade do comunismo, contudo não é sem uma dor profunda, que vemos a apatia dos que parecem desprezar perigos  tão iminentes, e com  desleixo pasmoso deixam propagar por toda a parte doutrinas, que porão a sociedade a ferro e fogo. Sobretudo digna  de censura é a inércia daqueles, que não tratam de suprimir ou mudar um estado de coisas, que, exasperando os ânimos, abre caminho à subversão e ruína completa  da  sociedade.

O socialismo propriamente dito, ou mitigado

Mais moderada é a outra facção, que conservou o nome de socialismo: porque não só professa abster-se da violência, mas abranda e limita de algum modo, embora não as suprima de todo, a luta de classes e a extinção da propriedade particular. Dir-se-ia que o socialismo, Continuar lendo

Ir pra rua

Eu raramente vou à rua. Até mesmo pro horário de almoço, no meio do expediente, prefiro ter minha marmita, preparada em casa, para comer sem ter que sair do escritório.

Para a resolução de tantos assuntos, a tecnologia fornece inúmeros benefícios que preservam as pessoas em seus lugares. Que o diga a nossa presidente: reeleita através de um sistema de urnas eletrônicas altamente duvidoso, amparada por um exército de militantes de ambientes virtuais (MAV), capazes de utilizar todo o potencial da Internet para colocar a serviço do partido os mais variados artifícios e subterfúgios de propaganda, nem sempre quase nunca honesta.

Mas chegam momentos em que se faz útil, talvez até necessário, quiçá inevitável, ir às ruas. Quando a indignação atinge um patamar demasiado elevado e sufocante, algumas cabeças só esfriam com o ar puro e a liberação de tensão de um protesto, de uma manifestação. Há momentos em que uma rua não basta para tanto e aí cidadãos tomam estradas, como caminhoneiros vêm fazendo recentemente. Por outro lado, quando inexiste um motivo legítimo, uma coordenação honesta, o que vemos é a arruaça e depredação protagonizada por black blocs e meliantes associados.

Sou cético quanto à eficiência da maioria dos tipos de passeatas, desde os tempos do ensino médio em colégio federal. Neste dia 15/03 Continuar lendo