Ir pra rua

Eu raramente vou à rua. Até mesmo pro horário de almoço, no meio do expediente, prefiro ter minha marmita, preparada em casa, para comer sem ter que sair do escritório.

Para a resolução de tantos assuntos, a tecnologia fornece inúmeros benefícios que preservam as pessoas em seus lugares. Que o diga a nossa presidente: reeleita através de um sistema de urnas eletrônicas altamente duvidoso, amparada por um exército de militantes de ambientes virtuais (MAV), capazes de utilizar todo o potencial da Internet para colocar a serviço do partido os mais variados artifícios e subterfúgios de propaganda, nem sempre quase nunca honesta.

Mas chegam momentos em que se faz útil, talvez até necessário, quiçá inevitável, ir às ruas. Quando a indignação atinge um patamar demasiado elevado e sufocante, algumas cabeças só esfriam com o ar puro e a liberação de tensão de um protesto, de uma manifestação. Há momentos em que uma rua não basta para tanto e aí cidadãos tomam estradas, como caminhoneiros vêm fazendo recentemente. Por outro lado, quando inexiste um motivo legítimo, uma coordenação honesta, o que vemos é a arruaça e depredação protagonizada por black blocs e meliantes associados.

Sou cético quanto à eficiência da maioria dos tipos de passeatas, desde os tempos do ensino médio em colégio federal. Neste dia 15/03 Continuar lendo

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Contra fatos só há xingamentos

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Vou seguir o exemplo do Aécio desta noite e ser honesto: confesso que não acreditava que ele chegaria aqui, ao segundo turno.  Mas estou satisfeito em ver que ele merecia mesmo o espaço para confrontar a Dilma. Apesar das dificuldades impostas pela adversária, com as mentiras, subterfúgios e imitações, ambos os debates da segunda etapa (televisionados pelos canais Band e SBT) apresentaram bom conteúdo de apontamentos de falhas dos últimos governos, bem como alguns esclarecimentos, ampliando a visão de quem assistiu. E uma bela dose de entretenimento.

Aécio atendeu os anseios de uma parcela da população que esperava ver e ouvir, em rede nacional, alguém comentar sobre absurdos cometidos no governo do PT, como a safadeza com a Petrobras e o financiamento de um porto em Cuba. Há aqueles que esperam mais, claro, torcendo para serem evocadas as sérias ameaças do Foro de SP e do Decreto 8243, mas até aqui o saldo vai sendo positivo.

Agora falta muito pouco para ver qual será o resultado dessas eleições 2014.
O recado que deve ficar é:

Petistas, aceitem a derrota, caso ela sobrevenha para vocês. Não façam disso motivo de guerrilha. Porque todos os outros, os tucanos, os aecistas, nós conservadores, os liberais, continuaremos lutando de forma justa se a derrota for nossa – como, aliás, já viemos fazendo durante todos esses anos em que vocês deitaram e rolaram.

Parece que “agora é Aécio”.

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O debate da Compadecida

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Mais um interessante debate entre os candidatos presidenciáveis dessas Eleições 2014, desta vez mediado pela CNBB, realizado no santuário de Aparecida do Norte.

Desta vez, além de Aécio Neves (PSDB), Dilma Rousseff (PT), Eduardo Jorge (PV), Everaldo Pereira (PSC), Luciana Genro (PSOL), Levy Fidélix (PRTB) e Marina Silva (PSB) tivemos a participação do candidato Eymael (PSDC). A Igreja, como é mais generosa, arranjou um púlpito a mais 🙂
Inclusive, os três candidatos excluídos por significarem pouco ou quase nada na disputa, foram ao menos citados na abertura. Não recordo se essa gentileza foi feita nos outros debates.

A mediação foi a mais competente dentre os debates, interrompendo os candidatos rigorosamente e praticando a igualdade de oportunidades dos recursos solicitados – embora, a meu ver, não houvesse a mínima necessidade de Dilma ganhar mais tempo para defender o indefensável.
As perguntas dos bispos tiveram lá a sua pertinência, algumas até respondidas com a pertinácia de um ou outra candidatos, nada fora do esperado. Já os jornalistas foram um pouco esquisitos, qualquer coisa desinformados ou descolados da continuidade dos debates, ingênuos, condescendentes com suas perguntas.
Restou boa uma sugestão feita no acompanhamento da hashtag #DebateAparecida (que não foi minha): deveria ser praticado o escrutínio da cartela de presidenciáveis, pergunta a pergunta, ou seja, todos deveriam ser questionados sobre os mesmos assuntos, sem tanto sorteio.

Mais uma vez, os candidatos nanicos me surpreenderam positivamente. Como não têm muito a perder, podem expressar-se com maior dose de destemor – ou mais legitimamente, como é o caso do Eduardo Jorge (e que é algo mau, no caso dele). O resumo está no último slide apresentado abaixo.

 

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Veja também:

A volta ao debate da Band em 143 comentários

Mais debate e menos horário eleitoral gratuito!

Vagápolis – Eleições 2014

Vagápolis – Crimes do comunismo

Vagápolis – Defesa da Vida e da Família no Congresso Nacional

Quando o PSOL bater na janela do teu browser…

Mais debate e menos horário eleitoral gratuito

Segundo round de debates dos presidenciáveis das eleições 2014 para a grande mídia. A casa desta vez foi a do SBT em conjunto com o UOL.

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(Fonte: Portal UOL)

Guardando muitas semelhanças com o embate anterior, tanto no formato como no comportamento dos candidatos, excetuando-se apenas, pelo que me pareceu, na duração um pouco menor.

Meus destaques (seguindo a ordem da foto acima):
Dilma Rouseff (PT) mostrou-se mais escorada por papéis, que não lhe conferiram mais tranquilidade para rebater os golpes desferidos pelos candidatos mais bem colocados. Continua rebolando para não admitir que fez o governo mais desastroso dos últimos 12 anos.

Eduardo Jorge (PV) aparentemente não incensou-se a si mesmo com a maconha que tanto defende. Para decepção do público que tanto o admirou, não estava tão inspirado quanto da última vez. Mas ainda assim teve uma ou outra boa tirada. E continua defendendo as mesmas bizarrices danosas.

Luciana Genro (PSOL), Miss Mimimi, apresentou comportamento nada diferente: mesmo discurso geração anti-Coca-Cola, sangrem os bancos e dando apelidos para os outros como se isso fosse lhe dar algum destaque. Terminou evocando, quase como uma necromante, o cadáver do Amarildo (quem lembra?), que lá do além-túmulo deve ter repetido a saída do Eduardo Jorge: “Não tenho nada a ver com isso.”

Aécio Neves (PSDB) cada vez melhor, na minha opinião.  Começou dando trela pras provocações, mas se recuperou e cumpriu – antes tarde que mais tarde ainda… – o papel de oposição, dando trabalho para a Dilma e jogando um pouco de ultravioleta pra cima da Marina.

Marina Silva (PSB) se tem uma coisa que ela entende é de selva: arremessa bosta como os macacos, esganiça como as gralhas e serpenteia, não como uma cascavel, mas boquiaberta e ameaçadora como uma sucuri, pronta para deglutir num lance só bois lentos e antas perdidas. Cumprindo o papel que lhe cabia, seria desonestidade não reconhecer que obteve êxito.

Everaldo Pereira (PSC) está, contra a própria vontade, obviamente, disputando com Luciana Genro não só os “restos porcento” de intenções votos como de intenções de perguntas. Talvez seja até melhor assim. Tal como o nobre amigo Gabriel Amaral que dizia ser melhor não ler o programa do Aécio para não se arrepender de nele votar, assim se tem dado com Everaldo com relação ao desempenho no debate. Muita repetição e pouca intrepidez. E eu achando que o Bonner tinha sido demais…
Faz bem em defender os valores morais contra a patrulha do politicamente correto? Faz. Mas se não sair disso, vai sobrar só a pecha de “fundamentalista”, com programa econômico sem fundamentos.

Levy Fidelix (PRTB) o herói! Qualquer um que tenha os guts, o Márcio arrojo*, a coragem de chamar o jornalista mequetrefe de “língua de trapo” na sua presença, de pronto, contra a tentativa de rebaixamento do seu partido, merece loas. Sua conclusão, declarando saber que não pode ganhar, mas querendo ser a “consciência do povo” em meio ao debate, é digna de nota. Enquanto eleitores aos milhões, por todo o país, ligam o f*d@-se para as eleições, o bravo Levy não só atém-se a seus princípios sem esmolar a simpatia de uns poucos (conseguindo-a, ainda assim! 😉 Levy! Super Mário!… Levy!) como ainda avisa: “Que venham as próximas oportunidades!”. Só pelo seu exemplo, já vale assistir esses encontros.

E que venham os próximos debates! 16/09 organizado pela CNBB, 28/09 pela TV Record e 1º/10 pela Rede Globo.

E atenção para o resumão do debate:

Levy Fidélix é o presidente que o Brasil merece.
Everaldo Pereira seria o presidente, fosse o brasileiro bonzinho.
Marina Silva vai ser a presidente que o Brasil ganhará sem nem perceber.
Aécio Neves é o presidente que o Brasil desdenha, sem poder.
Eduardo Jorge é o presidente que o Brasil vai ter se continuar flertando com os entorpecentes.
Dilma é a presidente que o Brasil se envergonha de ainda ter.
Luciana Genro é o castigo em forma de presidente que o Brasil vai ganhar se não tratar de se emendar.

Fiquem agora com a retrospectiva dos comentários emitidos durante o debate de hoje:

 

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* Márcio arrojo: ousadia digna de Marte (deus romano da guerra)


Veja também:

A volta ao debate da Band em 143 comentários

A volta ao debate da Band em 143 comentários

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A emissora de tv Band transmitiu ontem o interessante e peculiar debate dos presidenciáveis, com participação ampla, abarcando quase todos eles, mesmo alguns com presença inexpressiva nas intenções de voto das pesquisas.

Quem assistiu, ganhou bons momentos de diversão e ainda bons momentos de esclarecimentos.
Aécio Neves (PSDB) se destacou por aparentemente ter estudado mais táticas de combate; deu trabalho para Dilma e Marina, ainda que menos pesadamente do que poderia.
Marina Silva (PSB), por sua vez, mostrou-se bastante articulada também, mas a mim nem convence nem agrada o bastante.
Dilma Rousseff (PT) só não estava mais petista porque vestida de branco/gelo/creme; no tocante a propostas, só as promessas furadas de sempre e os comichões de provocar o PSDB.
Everaldo Pereira (PSC) poderia ter se saído bem melhor. Está faltando o tutano para demonstrar diante dos adversários a ousadia sussurrada nas suas entrevistas particulares. Pelo menos, por ter sido tão fiel ao seu discurso – que acabou sendo inutilmente repetitivo em alguns momentos – ratificou coisas que valem à pena, todo o conjunto de posicionamentos pró-vida e pró-família, privatista e por uma genuína e sadia diversidade (que é diametralmente oposta à dos gayzistas).

Ainda assim, a conversa de gente grande em muitos momentos foi abafada pelas intervenções dos candidatos menores.
Luciana Genro (PSOL) comunistinha, vitimizou-se, falou aquelas abobrinhas venenosas de sempre (maconha, aborto, homossexualismo e afins) e resmungou o clássico anti-imperialismo do capital.
Eduardo Jorge (PV), o Dom Quixote de La Marijuana, materializou a “faltadesaquismo” do eleitor médio brasileiro para com os principais candidatos. E falou muita besteirinha também.
Levy Fidélix (PRTB) foi o gigante entre os pequeninos. Me agradou. É articulado e tem idéias sensatas. É o (nem tão) novo Enéas Carneiro. Foi o único com coragem de falar contra o estatuto do desarmamento, uma das mais frequentes reclamações dos conservadores.

Ficaram de fora: Eymael (PSDC), Mauro Iasi (PCB), Rui Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU).

Bem, eu não só assisti como teci cerca de 150 breves comentários sobre o debate, pelo facebook. Abaixo vocês podem conferir a coleção dos 143 relacionados diretamente com o evento, misturando galhofa, denúncia, torcida e registrando todas as emoções proporcionadas pela nossa balbúrdia democracia:

 

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Veja também:

Vai por mim…

A carapuça serviu

Korruptus – o vídeo game antipetista

A carapuça serviu

Tomo conhecimento de que foi noticiado no Blog da Dilma, “o maior portal da Dilma Rousseff na Internet”, que a Comunidade Católica Shalom, através de declaração de sua co-fundadora Emmir Nogueira teria lançado uma ofensiva contra Dilma e o PT, conforme a imagem postada na matéria:

***

ATUALIZAÇÃO (01/08/14): Chegou até mim há poucos minutos um desmentido da sra Emmir:

Uma amiga do Shalom me mandou essa mensagem: “É possível que vocês recebam links de um site entitulado blog da Dilma. Fiquem tranquilos. Para evitar uso indevido de imagem já retiraram minha foto. O e-mail foi escrito em 2010, a frase não é minha e o texto que se segue ao email vem de um estudo que fiz com várias citações que, no blog, foram excluídas e o texto colocado como se fosse meu. Peço que ignorem totalmente e que peçam a todos que ignorem. O objetivo deles é provocar polêmica. Agradeço por me atenderem. Emmir”

***

O episódio nos permite fazer uma leitura interessante do momento presente, recordando alguns momentos de um passado nem tão distante.

(Fonte: Blog da Dilma)

(Fonte: Blog da Dilma)

A primeira coisa a ser observada é: o PT enxerga no catolicismo um curral eleitoral em potencial. Seja porque o PT e a CNBB mantém boas – e incômodas – relações estreitas, seja porque já se entranhou (o que, aliás, é consequência do ponto anterior) no meio católico a ideologia socialista conhecida como “teologia da libertação“. Essa “teologia” (aspas aqui nunca são demais), que encanta católicos por toda a América Latina, reflete não só a forma de fazer política do PT, mas a forma de ser petista/esquerdista do povo católico.

Ser petista/esquerdista ou petralha, é viver a máxima que declara que os fins justificam os meios. Alguém poderia duvidar, observando, por exemplo as atitudes de um MST ou MTST, ambos movimentos historicamente parceiros do PT? Ou quem sabe revisar a memória do mensalão?

Aí tem a acusação do blog da Dilma de terrorismo religioso por causa do alerta veemente do perigo de excomunhão. Sim! Para um catolico que ama a Cristo e reconhece a autoridade da Sua Igreja, colocar-se em risco de excomunhão é coisa MUITO séria.

Tudo bem, podemos ir com calma nessa questão. Antes de argumentar, não deixo de lembrar que o PT já se colocou nessa posição de vítima antes. Durante as eleições de 2010, o bravo bispo emérito de Guarulhos, o saudoso D. Bergonzini, comprou a briga com o PT ao distribuir panfletos que chamavam oa católicos à responsabilidade de escolher candidatos que não defendessem o aborto, quesito que acaba por eliminar a candidata à reeleição e a atual presidente, Dilma. A coisa foi tão séria que o PT mandou recolher o material, que depois do período eleitoral foi devolvido.

Sem tirar o mérito do alerta (01/08/14: agora é uma citação de autor desconhecido, ver acima), devemos observar com cautela o que diz o Magistério da Igreja sobre a pena de excomunhão e o crime de aborto.  O Blog da Dilma – fazendo uso não-autorizado do nome da sra Emmir – sacou uma frase que diz que “todo aquele que promover o aborto ou colaborar com ele (e é esse o caso do voto dado ao PT) está automaticamente excomungado“. Bem, a afirmação entre parênteses, de que o voto dado ao PT é colaboração com o aborto, é ponto pacífico entre os agentes pró-vida, entre os católicos mais esclarecidos quanto ao PT e mesmo para os petistas com algum resquício de honestidade, afinal é pauta do PT descriminalizar o aborto, como a Dilma já disse e se esforçou por conseguir, com a nomeação da ministra Eleonora Menicucci. Mas vejamos o que a Igreja Católica diz sobre a excomunhão no seu Catecismo e no Código de Direito Canônico sobre o aborto: Continuar lendo

Dossiê cristão dos pré-candidatos ao governo do RJ

Resolvi fazer uma pesquisa no histórico dos pré-candidatos ao governo do RJ nas eleições 2014, a fim de averiguar e informar meus leitores sobre o posicionamento deles quanto a temas de interesse moral cristão. Eis o resultado do escrutínio:

precandidatos-RJ-2014# Aborto

Cesar Maia (DEM): já ironizou o governador Sérgio Cabral por este ter feito uma interpretação extremista da correlação com alta taxa de natalidade e criminalidade – oferecendo maior acesso ao aborto como solução – que leu no ensaio de economistas americanos. Apesar de ser acusado de não ter feito muita coisa para fechar clínicas clandestinas de aborto, baixou o decreto 25.745/05 que, desafiando a portaria 1508/05 do Min. da Saúde, conservava a exigência de B.O. para casos de alegado estupro. Cavando um pouco mais fundo nos registros históricos políticos, descobre-se que ele foi deputado constituinte, ou seja, participou dos debates e votações que nos legaram a atual Constituição Federal (de 1988); o site da Associação Nacional Pró-vida e Pró-família avisa que César Maia (então filiado ao PDT) SE ABSTEVE da votação para o destaque que pretendia proteger a vida desde a concepção;
Garotinho (PR): espera-se de um político cristão confesso (ainda mais quando faz da religião sua plataforma) que seja contrário ao aborto. Infelizmente eles costumam desafiar esta lógica elementar (militontos do PT que o digam!). Entretanto, não parece ser o caso de Anthony Garotinho, já que conta-se por aí que no ano passado ele aventou no Congresso um referendo para consulta popular ao assunto, além de ter ficado ao lado dos conservadores na disputa com o STF quando aprovou o aborto de bebês anencéfalos;
Jandira Feghali (PCdoB): de pronto, a pesquisa retorna que a candidata se auto intitula “histórica defensora do direito ao aborto”. Nenhuma surpresa, ao se considerar o “C” da questão (no nome do partido). E não é blefe. Enquanto deputada federal, fez “o diabo” (como diria Dilma) para liberar geral o assassinato de seres humanos inocentes;
Lindbergh Farias (PT): outro que não nos surpreende quando o assunto é moralidade cristã, dado o partido. Comprometido com o socialismo, não “pisa fora da faixa”. Votou contra a PEC 25/95 que visava explicitar a defesa da vida desde a concepção na CF;
Luiz Pezão (PMDB): Esboçou simpatia por D. Orani quando este assumiu o arcebispado do Rio de Janeiro e ele era o governador em exercício. Sabem como é: PMDB é um primo tímido do PT, então podemos talvez esperar o velho truque de bajular primeiro, trair depois. Não encontrei, de pronto, referências cruzadas dele com o aborto. No mais, ele foi vice de Sérgio Cabral por dois mandatos e está sendo ofertado como seu “continuista”; será que vai querer fazer algo diferente?;
Marcelo Crivella (PRB): Aqui está uma figura dúbia quanto ao assunto. Já deu declarações sendo contra, já foi apontado em oposição ao seu tio e líder da seita protestante “Igreja Universal” (que tem forte influência no partido) Edir Macedo, que é declaradamente favorável ao aborto. No passado, nos idos de 2010, figurou entre os defensores da então candidata Dilma, quando sofria os justos ataques dos cristãos por causa do tema;
Miro Teixeira (PROS): Um livro de antropologia urbana lançado em 1999 contém um quadrinho de opiniões dos candidatos ao governo do RJ daquela época. Lá, Miro Teixeira aparece com tendo respondido favoravelmente à legalização do aborto (vale frisar que isso é sempre pior que a mera descriminalização). Ele, assim como César Maia, foi deputado constituinte, só que, demonstrando firmeza de convicção, votou NÃO para o destaque pró-vida;
Professor Tarcísio Motta (PSOL): um desconhecido, trabalhando para um partido com conhecida preferência pelo aborto. Professor de história no Colégio Pedro II. Pelo que o seu facebook me contou, é amigo/apoiador de abortistas. Mas, claro, ainda que se diga contrário, vindo por onde vem, comunista do jeito que é, não acreditem;
Cyro Garcia (PSTU): Já defendia a descriminalização do aborto em sua campanha pela prefeitura do Rio de 2012.

# Gayzismo
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A Dilma e o PLC 3/2013

… ou Um convite à não-traição.

A poucas horas de descobrirmos se todo o esforço empenhado em tentar convencer a presidente Dilma a realizar vetos (parciais ou total) ao PLC 3/2013 terá resultado, quero deixar algumas palavras paralelas ao desfecho.

Em primeiro lugar, repito o que já disse algumas vezes, inclusive discursando em audiência pública: o desafio da sociedade, em nosso tempo, é fazer o certo mesmo quando existem leis obrigando o contrário.

Prezados leitores, admitamos o seguinte fato: nem mesmo o axioma elementar da natureza humana, que pressupõe a reprodução como meio de sobrevivência e perpetuação da espécie, foi capaz de prevenir que surgisse nos corações e mentes de alguns a sede de sangue e o ímpeto de (auto)destruição materializado no crime de aborto. Nem mesmo a maravilha palpável, sensível e patente da maternidade, perpetuamente presente (pois não há um dia sequer em que o mundo não se depare com a realidade da concepção e gravidez humana) é suficiente para proteger meninas e mulheres da propaganda da morte, mesmo com risco para as próprias vidas.

Se é verdade que não fazemos concessões na defesa do direito fundamental da vida – no âmbito legislativo – por que o faríamos no executivo?!

Colegas pró-vida já falam em mobilizar-se para convencer ao máximo o eleitorado brasileiro a não votar na Dilma caso ela não faça os vetos. Eu admiro o passo, mas ponho meu coturno uns metros à frente: NÃO VOTEM NA DILMA EM HIPÓTESE ALGUMA!

Estou lhes fazendo um convite a não se propor uma chantagem, uma negociação ou uma retaliação dependente do desfecho do trâmite desse projeto em voga. Admitam que só estamos nessa situação precisamente porque a Dilma está no poder! Especificamente porque deixamos o comumismo (ora conduzido pelo PT) se alastrar por toda a máquina pública e por todas as esferas sociais.

Se a Dilma – que não consigo nem dizer se é mais comprometida com os movimentos sociais repugnantes (feminismo e afins) ou meramente com o lobby mais eleitoralmente rentável da vez, mesmo – continuar no poder, ou se Lula voltar, ou ainda que ascenda ao topo do executivo qualquer outro político de esquerda, os maiores absurdos que ferem a dignidade humana e a família permanecerão simplesmente aguardando o tempo propício para serem aprovados. Será só questão de distrair o povo e seus representantes com maior habilidade.

Não abramos mão da nossa honra e de nossos princípios. Não negociemos com o inimigo! Deixemos bem claro quando falarmos nas eleições 2014:

Dilma, aprove ou não o PLC 3/2013, está em seu poder. Conosco reside o futuro político do país. Não queremos a sua concessão. Não espere de nós nada menos que a sua destituição.

Bruno Linhares – O Andarilho

A medida provisória e a estupidez permanente

Em 26 de Dezembro último a presidente Dilma Rousseff adotou uma medida provisória (MPV 557)[1] que institui um programa de acompanhamento às gestantes e puérperas para prevenção da mortalidade materna. Do mesmo modo que a palavra “vasco” ouvida (mesmo por alto) atiça num flamenguista um espírito de crítica, a palavra “materna” não deixaria de atiçar a sanha crítica dos abortistas.

Note que a MP é destinada EXCLUSIVAMENTE para o melhor acompanhamento das GESTANTES e PUÉRPERAS, ou seja, mulheres que (ainda, enquanto gestantes) não optaram pelo aborto. É justamente isso que faz as feminazi e demais abortistas se contorcerem e espumarem de raiva. Quanto mais atenção as mulheres “simpatizantes” do “absurdo” que é a maternidade receberem, menos as mulheres, no geral, irão querer exercer os seus “direitos reprodutivos” de chacinar os inocentes frutos das relações sexuais irresponsáveis tão caras às feministas abortistas.

Não vou entrar no mérito do potencial utilitarista da medida (embora o vício seja de olhar todo programa do governo petista sob esta ótica), até porque eles não se incomodaram de atacar tal ponto de vista. No início do ano, um dos grupos organizados feministas do território nacional, identificado como Rede Feminista de Saúde (RFS) lançou uma nota de posicionamento sobre a MP 557 [2]  alegando, entre outros motivos bestas:

é importante enfatizar que uma atividade focalizada dificilmente estrutura e organiza uma política baseada em princípios de universalidade e integralidade, não incorpora as questões de gênero e diversidade, e tão pouco considera os direitos sexuais e os direitos reprodutivos das mulheres (um explícito descumprimento dos acordos internacionais firmados por nosso país). Estes são componentes indispensáveis de toda e qualquer política destinada a assegurar o direito das mulheres a uma vida saudável, sem violência e coerção.

O que elas querem dizer com “focalizada” é que julgam ser uma injustiça que o governo crie um programa de atenção às gestantes que não trate também de facilitar o aborto. É só isso, esse despeito que carrega a palavra. Esta é a filosofia das minorias: QUALQUER ATITUDE que tenha como foco uma parcela da sociedade que não elas mesmas torna-se alvo de queixas sobre discriminação.
E como assim “questões de gênero e diversidade”??? Beira a insanidade essas senhoras aventarem a possibilidade de a redação da MP precisar trazer termos como “indivíduos transgêneros” ou “transsexuais” e querer desclassificar o programa baseando-se nisso.
Notem, ao final do parágrafo, que para as feminazi é uma violência, um crime hediondo fornecer às gestantes a possibilidade de terem seus filhos com toda a assistência médica devida…

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