Excertos do livro “A Revolta de Atlas, volume 2 – Ayn Rand” [1]:
- Estou correndo atrás de um homem que quero destruir. Ele já morreu há muitos séculos, mas, enquanto não conseguirmos apagar os últimos vestígios dele das mentes dos homens, não teremos um mundo digno para viver.
- Quem é esse homem?
- Robin Hood.
Rearden lhe dirigiu um olhar vazio, de quem não entendeu.
- Ele era o homem que roubava dos ricos e dava aos pobres. Bem, eu sou o homem que rouba dos pobres e dá aos ricos, ou, mais exatamente, que rouba dos pobres ladrões e devolve aos ricos produtivos.
(…)
- Se o senhor ainda se lembra do que leu a meu respeito nos jornais, antes de proibirem qualquer notícia sobre mim, deve saber que jamais ataquei um navio de propriedade privada, nem roubei qualquer propriedade privada. (…) Porém apreendi sempre que pude todo navio saqueador , todo navio contendo auxílios governamentais, subsídios, empréstimos, doações, todo navio carregado de bens arrancadoa à força de algums homens para beneficiar de graça outros que nada fizeram para merecê-los. Saqueei os navios que ostentavam a bandeira da ideia que estou combatendo: a de que a necessidade é um ídolo sagrado que exige sacrifícios humanos, que a necessidade de alguns homens é uma lâmina de guilhotina pairando sobre outros, que todos nós temos de viver com nosso trabalho, nossas esperanças, nossos planos, nossos esforços à mercê do momento em que essa lâmina cairá sobre nós – e que quanto maior a nossa capacidade, maior o perigo para nós, de modo que o sucesso coloca nossas cabeças sob a lâmina, enquanto o fracasso nos dá o direito de puxar a corda. Esse é o horror que Robin Hood imortalizou como ideal moral. Diz-se que ele lutava contra governantes saqueadores e restituía às vítimas o que lhes fora saqueado, mas não é esse o sentido da lenda que se criou. Ele é lembrado não como um defensor da propriedade, e sim como Continuar lendo








