Legalizar a maconha JÁ(mais)

maconha-naoMaconha, a erva, de pronto, me evoca duas expressões populares:

1) A grama do vizinho é sempre mais verde

Defensores da legalização do consumo e venda baseiam-se em exemplos e experiências de outros países, embora não raras vezes eles fecham os olhos para o fato de que o ícone legalize queridinho dos maconheiros, a Holanda, hoje se arrepende de seu progressismo. Fato igualmente não desprezível é a diferença cultural entre nós e eles. Você pode achar que a grama do vizinho é mais bonita, mas é porque provavelmente ele dispõe de mais recursos para tratá-la. Talvez você sequer devesse tentar ter um gramado por enquanto…

2) Se mudar a cor da grama, o burro morre de fome

Percebo que há advogados da cannabis avançando na argumentação, defendendo supostos benefícios terapêuticos. Além de ser um viés controverso (dada, por exemplo, a existência de drogas psiquiátricas já longamente desenvolvidas), evidentemente não é a alegação principal que sustenta o movimento pela legalização. A juventude que ora se encanta com os “arautos do tapinha” quer mesmo é desafiar o sistema e salvaguardar seu prazer mas, claro, comprarão qualquer bagulho barulho que lhes ajude a confrontar os conservadores. Grande parte dos ideais da juventude – talvez em todas as gerações – são formados por bandeiras bovinamente defendidas, sem perspectiva, muitas vezes sem respaldo familiar, ou seja, sem a aprovação dos pais e portanto desligados da própria educação e tradição que receberam.

De dentro dessa nuvem escura, têm dificuldade de enxergar as implicações de uma tal medida irresponsável. Analiso alguns argumentos da discussão:

I) A ilegalidade da venda propicia a corrupção, pelo contrabando

Não é porque existe corrupção que deixa abertas as fronteiras para o tráfico que legalizar vai acabar esse foco de corrupção. Ter fronteiras vazadas, para contrabando de drogas, armas e quaisquer outros produtos é um problema em si, que deve ser combatido independentemente de que objetos passem ilegalmente.

II) Legalizar a venda geraria recursos para serem investidos em saúde, educação, etc

“Legalizar e usar impostos em educação” não é factível. Primeiro porque aumentando o uso, aumenta o abuso e com isso a demanda por tratamentos (sejam contra a dependência sejam colaterais, de outros aspectos da saúde) logo, esses impostos teriam de ir pra saúde – e não educação -, mas em caráter de socorro e não de investimento. Segundo que o Brasil precisa de uso racional e honesto da arrecadação que já faz, não estamos carentes de mais impostos, ou seja, de mais dinheiro público captado.

III) Com a venda e o consumo liberados, a compra nas favelas vai ser reduzida e com isso a guerra do tráfico também

Quanto à “guerra das drogas”, “aviõezinhos do tráfico” e demais efeitos sociais do tráfico, digo que o problema não acabaria com um esgotamento da demanda pela droga comprada dos traficantes.

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Contra fatos só há xingamentos

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Vou seguir o exemplo do Aécio desta noite e ser honesto: confesso que não acreditava que ele chegaria aqui, ao segundo turno.  Mas estou satisfeito em ver que ele merecia mesmo o espaço para confrontar a Dilma. Apesar das dificuldades impostas pela adversária, com as mentiras, subterfúgios e imitações, ambos os debates da segunda etapa (televisionados pelos canais Band e SBT) apresentaram bom conteúdo de apontamentos de falhas dos últimos governos, bem como alguns esclarecimentos, ampliando a visão de quem assistiu. E uma bela dose de entretenimento.

Aécio atendeu os anseios de uma parcela da população que esperava ver e ouvir, em rede nacional, alguém comentar sobre absurdos cometidos no governo do PT, como a safadeza com a Petrobras e o financiamento de um porto em Cuba. Há aqueles que esperam mais, claro, torcendo para serem evocadas as sérias ameaças do Foro de SP e do Decreto 8243, mas até aqui o saldo vai sendo positivo.

Agora falta muito pouco para ver qual será o resultado dessas eleições 2014.
O recado que deve ficar é:

Petistas, aceitem a derrota, caso ela sobrevenha para vocês. Não façam disso motivo de guerrilha. Porque todos os outros, os tucanos, os aecistas, nós conservadores, os liberais, continuaremos lutando de forma justa se a derrota for nossa – como, aliás, já viemos fazendo durante todos esses anos em que vocês deitaram e rolaram.

Parece que “agora é Aécio”.

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Segundo turno no Rio, segundas chances

Uma característica bacana da democracia representativa, de voto direto, é que qualquer pessoa comum pode discutir as opções de candidatos sem arriscar causar prejuízo para o sucesso da campanha. Um escritor do site do Instituto Mises Brasil já disse nunca comparece às urnas porque o voto individual vale nada; valeria apenas se a eleição fosse decidida por apenas um voto.

Em conjunto com amigos igualmente interessados no cenário político, estamos nos esforçando para aprender e contribuir mais ativamente com o processo eleitoral e de acompanhamento dos mandatos. Identificamos uma estratégia para o primeiro turno esse ano, no tocante ao cargo de governador, que foi a de optar pelo voto em Luiz Pezão (PMDB) considerando que é o que terá menos tempo de governo (não poderá concorrer à reeleição, por já ter assumido o mandato oficialmente no início do ano corrente). Entendendo que nenhum dos candidatos é suficientemente bom para nós, seria o mais viável, torcendo para que quatro anos bastassem para o surgimento de algum candidato melhor.

Porém, com a determinação do duelo de segundo turno entre Pezão e Marcelo Crivella (PRB), particularmente vejo uma oportunidade de reavaliar o posicionamento. Honestamente, apesar dos apontamentos feitos aqui no início do ano, admito que não tenho ainda muito mais para recusar Crivella que o preconceito religioso. Sim, porque nem todo preconceito é mau, vale ressaltar. O alinhamento do candidato com a seita protestante conhecida como “Igreja Universal do Reino de Deus” e mais que isso, sua relação íntima com o fundador da seita, o famigerado Edir Macedo, prontamente acendem um alerta na cabeça de qualquer carioca, pelo menos, cristão ou não. No entanto, também na qualidade de cristão, não evito acusar o preconceito alheio. Temos que ir além desse juízo de valor. Como disse numa discussão mais cedo: não vejo correlação entre a sanha financeira de um líder religoso protestante e uma hipotética má administração do dinheiro público.

Pezão, por sua vez, tem Sergio Cabral, ex-governador, por padrinho. Até onde sei, ele poderia ter renunciado se enxergasse algo errado na gestão de seu antecessor, mas não o fez. Sobre estes dois candidatos restantes, pesam suspeitas de corrupção ativa ou conivência. Vale investigar. E também é útil ler suas propostas (aquelas protocoladas junto ao TSE). Todos os políticos fazem promessas, quais têm maior potencial de realização? Acaso não é saudável Continuar lendo

O debate da Compadecida

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Mais um interessante debate entre os candidatos presidenciáveis dessas Eleições 2014, desta vez mediado pela CNBB, realizado no santuário de Aparecida do Norte.

Desta vez, além de Aécio Neves (PSDB), Dilma Rousseff (PT), Eduardo Jorge (PV), Everaldo Pereira (PSC), Luciana Genro (PSOL), Levy Fidélix (PRTB) e Marina Silva (PSB) tivemos a participação do candidato Eymael (PSDC). A Igreja, como é mais generosa, arranjou um púlpito a mais :)
Inclusive, os três candidatos excluídos por significarem pouco ou quase nada na disputa, foram ao menos citados na abertura. Não recordo se essa gentileza foi feita nos outros debates.

A mediação foi a mais competente dentre os debates, interrompendo os candidatos rigorosamente e praticando a igualdade de oportunidades dos recursos solicitados – embora, a meu ver, não houvesse a mínima necessidade de Dilma ganhar mais tempo para defender o indefensável.
As perguntas dos bispos tiveram lá a sua pertinência, algumas até respondidas com a pertinácia de um ou outra candidatos, nada fora do esperado. Já os jornalistas foram um pouco esquisitos, qualquer coisa desinformados ou descolados da continuidade dos debates, ingênuos, condescendentes com suas perguntas.
Restou boa uma sugestão feita no acompanhamento da hashtag #DebateAparecida (que não foi minha): deveria ser praticado o escrutínio da cartela de presidenciáveis, pergunta a pergunta, ou seja, todos deveriam ser questionados sobre os mesmos assuntos, sem tanto sorteio.

Mais uma vez, os candidatos nanicos me surpreenderam positivamente. Como não têm muito a perder, podem expressar-se com maior dose de destemor – ou mais legitimamente, como é o caso do Eduardo Jorge (e que é algo mau, no caso dele). O resumo está no último slide apresentado abaixo.

 

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Mais debate e menos horário eleitoral gratuito!

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Vagápolis – Crimes do comunismo

Vagápolis – Defesa da Vida e da Família no Congresso Nacional

Quando o PSOL bater na janela do teu browser…

Oh, e agora quem poderá nos defender?

Vem chegando o momento de opinar sobre a política do país, através das urnas.
Duas coisas pesam contra as principais candidatas à presidência, do ponto de vista cristão – não que muitos declarados cristãos se importem… -: o posicionamento sobre o aborto e a afinidade com corruptos e a corrupção.

O Texto aprovado na reunião da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 – CNBB, em 23/08/2014, publicado em 15/09/14 no site Fratres in Unum traz o alerta anti-esquerdismo para os eleitores:

Aliás, desde setembro de 2007, o PT assumiu em seu programa estatutário a legalização do aborto e a execução dessa prática em todos os casos no serviço público. Além do PT mais oito partidos políticos, registrados no Tribunal Superior Eleitoral, incluem explicitamente em seus estatutos ou programas a legalização do aborto, a saber: o Partido Comunista Brasileiro (PCB), o Partido Popular Socialista (PPS), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o Partido da Causa Operária (PCO), o Partido Democrático Trabalhista (PDT), o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e o Partido Verde (PV).

Quanto à realização de um plebiscito sobre a legalização do aborto, em 2007, quando da visita do papa Bento XVI ao Brasil, o então secretário-geral da CNBB declarou que “Colocar em plebiscito o direito de matar é um absurdo. Ninguém gostaria que seu direito de viver dependesse do resultado de um plebiscito”. S. João Paulo II na sua encíclica “Evangelium Vitae” assim se expressa: “Quando uma maioria parlamentar ou social decreta a legitimidade da eliminação, mesmo sob certas condições, da vida humana ainda não nascida, porventura não assume uma decisão ‘tirânica’ contra o ser humano mais débil e indefeso? Porventura (os crimes contra a humanidade) deixariam de ser crimes, se, em vez de terem sido cometidos por tiranos sem escrúpulos, fossem legitimados por um consenso popular? Não se pode mitificar a democracia até fazer dela o substituto da moralidade.” (EV 70).  Infelizmente, a candidata do PSB à Presidência da República apoia a realização de um plebiscito sobre a legalização do aborto no Brasil. Esse posicionamento contradiz o direito à inviolabilidade da vida humana desde a concepção até à morte natural, sempre defendido pela Igreja.

Pois bem, faço uma proposta de plebiscito:
Quem é contra a legalização do aborto, vote em Everaldo Pereira (PSC) ou Levy Fidélix (PRTB) que são os ÚNICOS declaradamente contrários à pratica. Sim, pois até mesmo Aécio Neves (PSDB) preferiu ficar em cima do muro, deixando o estratagema do PT correndo solto, conforme registrado na transcrição de sua entrevista ao jornal Folha de SP concedida em 20/05/14.

E há também o problema da corrupção, não é? De acordo com Reinaldo Azevedo, em seu artigo de 06/09/14 falando sobre o “Petrolão”: “Se o Brasil quer acabar com boa parte da roubalheira, deve começar privatizando as empresas públicas. Quais? Todas!”. De novo, quem é que brada (algumas vezes mais alto, outras baixo demais) aos quatro ventos a necessidade de privatização na disputa das eleições 2014? Everaldo Pereira. Sem esquecer que o finado Eduardo Campos foi mencionado como beneficiário do esquema de propina na estatal, o que respinga na candidatura de Marina Silva, ainda que ela  – no melhor estilo petista – de nada soubesse.

É notável e emblemática, inclusive, a repetição das siglas “gigantes” na matéria: PT e PMDB. Em se permanecendo a maioria dos votos nessas legendas, restará mais uma vez atestada a falência desse sistema super-pluripartidário. Estará o brasileiro tão anestesiado, tão displicente com a política que nem consegue operar uma tentativa-e-erro direito?

Por falar em plebiscito, meu candidato Everaldo Pereira anda desafinado com sua assessoria. Ele diz que votou não na consulta da “Assembléia constituinte exclusiva”. O perfil oficial do partido, diz que ele votou sim…

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Vai por mim…

Vagápolis – Eleições 2014

Chamem os federais!

A volta ao debate da Band em 143 comentários

Da cor, do pecado

Por dois dias seguidos me instigaram a comentar a respeito da problemática acerca da discriminação contra negros. No último, apresentaram-me o artigo “Por que é racismo chamar um negro de macaco?“, escrito por Leandro Beguoci e publicado no site Pragmatismo Político.
Achei por bem tecer meus comentários, analisando o artigo, e compilá-los aqui; afinal, “racismo” está mais na moda que matar negro favelado…

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No lead da matéria, lemos: “Ao longo da história, a escravidão e o preconceito foram justificados com argumentos semelhantes aos que, no fundo, associam negros a macacos.” – Pff.. Observação besta. Até hoje tem gente que comete a estupidez de associar humanos a macacos! Tem até gente que associa humanos a cachorros e outros animais para justificar o homossexualismo…

O colega que me chamou para ler o artigo também apresentou uns comentários interessantes a outro trecho que, na medida com que concordo, transcrevo:

Olha a argumentação dele (selecionando um trecho):

“Vamos por passos, num caminho lógico, eu e você caminhando nesta longa estrada da vida.
1) Ao chamar um negro de macaco, você está fazendo uma associação entre um humano e um não-humano.
2) Essa associação é feita, principalmente, por causa da cor.
3) Ao fazer essa associação, grosso modo, você está dizendo que um negro está um passo abaixo na escala da evolução. Afinal, você está chamando a pessoa de macaco.
4) Portanto, você está dizendo que negros são animais. Animais têm menos direitos do que homens.”

Vamos por passos também, num caminho lógico:
1) Não existe essa associação. Chamamos pessoas pelos mais diversos apelidos. Inclusive pelo nome de vários animais;
2) Da mesma forma posso falar que a associação de “elefante” é feita a um gordo. Ou de uma “cobra” a uma pessoa venenosa. Sempre foi assim.
(Aqui cabe a ressalva que a pele da maioria dos macacos, na verdade, não é negra, e sim branca – o que é uma grande ironia, afinal.)[1]
(A segunda ressalva é que a denominação “macaco” também pode, biologicamente falando, ser atribuída aos seres humanos. Dessa forma não só o Aranha como todos nós somos macacos.)
3) Bullshit… Todos os animais que hoje coexistem – incluindo seres humanos – estão na mesma escala evolutiva. Seria mais ofensivo para alguém chamá-lo de Neanderthal.
4) NÃO, seu animal…rs Porém, mesmo não tendo dito isso, de fato negros são animais. Brancos também. Todos os seres humanos são.

Cumpre registrar que eu não coaduno com o evolucionismo, que o colega expressou nas respostas 2 e 3, mas não deixa de ser uma contra-argumentação inteligente para o tema.

camiseta-igualdade-redbug

(estampa de uma das camisetas da marca Red Bug)

Ainda no título: “O primeiro passo para aplicar a violência é desumanizar a vítima” – Mesmo modus operandi dos abortistas, a propósito.

Essa parte aqui é a mais interessante, para mim:
“Por alguma razão que se perdeu no tempo, Cam virou antepassado dos negros – embora isso não esteja escrito em nenhum lugar da Bíblia. Os racistas, então, justificaram boa parte do racismo dizendo que estavam apenas se vingando do filho debochado de Noé” – Comentava ontem mesmo com uma amiga:
O problema do alarde contra “racismo”, dessa necessidade de autoafirmação, é que é todo motivado por revanchismo. Pessoas distraidamente (distraídas pelo marxismo, bom que se avise) estão promovendo REPARAÇÃO quando pensam estar – e deveriam estar – promovendo SUPERAÇÃO da condição lamentável à qual os homens das mais variadas nacionalidades foram submetidos no passado.

Estão aí as cotas raciais que não me deixam mentir: toda tentativa de “reparar a defasagem histórica” através de beneficiamento forçado, além de injusta e inadequada Continuar lendo

Vagápolis – Eleições 2014

Caros cidadãos de Vagápolis, agora também publicaremos vídeos eventualmente comentando assuntos do quotidiano, além dos programas. O primeiro, sobre as Eleições 2014 já está no ar!

Destaque para a “mega sena do mal”…

Assistam e compartilhem!

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Veja também:

Por que um católico não pode ser comunista?

Vai por mim…

Vagápolis – Economia & Política

Chamem os federais!

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Quando a coisa fica séria, diz-se logo que é “federal”.
Eleições 2014 a menos de um mês de distância. Apesar de todas as dicussões sobre os candidatos e estratégias para as disputas majoritárias, devemos ter em mente que os chefes de executivo são os políticos mais distantes de nós, cidadãos. Além disso, é sempre bom lembrar que mais acessíveis e responsáveis por fiscalizar os mandatos executivos, temos nos deputados um canal de participação mais consistente.

Por representarem e defenderem os nossos anseios em um nível menos genérico – se compararmos seu papel com o do presidente, por exemplo -, são os deputados os que nesse momento de primeiro turno, merecem a nossa atenção redobrada. É no Congresso Nacional que os projetos de lei e discussões que mais mexem com o quotidiano do cidadão brasileiro são debatidos. Os rumos do país podem ser determinados e mesmo restomados pelas vozes e discursos proferidos e documentos  elaborados por estes – sempre esperamos – nobres senhores.

Sem absolutamente diminuir a importância dos parlamentos estaduais, quero focar este artigo na esfera federal. A disputa pelas cadeiras da Câmara de Brasília tem o poder de mobilizar todo o país. Mesmo tendo domicílio eleitoral no estado do Rio de Janeiro, procuro estar atento às candidaturas em outros estados, posto que acredito que um congresso justo e eficiente depende da harmonia e vitória de mais do que apenas um ou dois bons candidatos aqui da minha região, mas do vigor, da honestidade e firmeza combinadas de representantes distribuídos pela federação.

Sendo assim, com prazer, fundamentada confiança e esperança no julgamento sensato de meus leitores, apresento alguns nomes que recomendo enfaticamente sejam promovidos e apoiados Brasil afora. E quando escrevo apoiados, quero dizer que insistam o quanto puderem para que votos sejam concentrados nestes homens, de modo que a oportunidade de colocá-los no Congresso Nacional não seja perdida! Caros, o tempo de montar e oferecer resistência àqueles que querem destruir a nação vai se estreitando.

Para dar noção do que podemos esperar deles, selecionei um vídeo de cada um abordando temas de fundamental relevância para o reajuste do cenário sociopolítico atual:

Carlos Dias – PSD – 5588 (http://www.carlosdias5588.com.br)

carlos-dias

 

Prof. Hermes Nery – PHS – 3155 (http://hermesnery.com.br)

Hermes-Nery-2014

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Mais debate e menos horário eleitoral gratuito

Segundo round de debates dos presidenciáveis das eleições 2014 para a grande mídia. A casa desta vez foi a do SBT em conjunto com o UOL.

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(Fonte: Portal UOL)

Guardando muitas semelhanças com o embate anterior, tanto no formato como no comportamento dos candidatos, excetuando-se apenas, pelo que me pareceu, na duração um pouco menor.

Meus destaques (seguindo a ordem da foto acima):
Dilma Rouseff (PT) mostrou-se mais escorada por papéis, que não lhe conferiram mais tranquilidade para rebater os golpes desferidos pelos candidatos mais bem colocados. Continua rebolando para não admitir que fez o governo mais desastroso dos últimos 12 anos.

Eduardo Jorge (PV) aparentemente não incensou-se a si mesmo com a maconha que tanto defende. Para decepção do público que tanto o admirou, não estava tão inspirado quanto da última vez. Mas ainda assim teve uma ou outra boa tirada. E continua defendendo as mesmas bizarrices danosas.

Luciana Genro (PSOL), Miss Mimimi, apresentou comportamento nada diferente: mesmo discurso geração anti-Coca-Cola, sangrem os bancos e dando apelidos para os outros como se isso fosse lhe dar algum destaque. Terminou evocando, quase como uma necromante, o cadáver do Amarildo (quem lembra?), que lá do além-túmulo deve ter repetido a saída do Eduardo Jorge: “Não tenho nada a ver com isso.”

Aécio Neves (PSDB) cada vez melhor, na minha opinião.  Começou dando trela pras provocações, mas se recuperou e cumpriu – antes tarde que mais tarde ainda… – o papel de oposição, dando trabalho para a Dilma e jogando um pouco de ultravioleta pra cima da Marina.

Marina Silva (PSB) se tem uma coisa que ela entende é de selva: arremessa bosta como os macacos, esganiça como as gralhas e serpenteia, não como uma cascavel, mas boquiaberta e ameaçadora como uma sucuri, pronta para deglutir num lance só bois lentos e antas perdidas. Cumprindo o papel que lhe cabia, seria desonestidade não reconhecer que obteve êxito.

Everaldo Pereira (PSC) está, contra a própria vontade, obviamente, disputando com Luciana Genro não só os “restos porcento” de intenções votos como de intenções de perguntas. Talvez seja até melhor assim. Tal como o nobre amigo Gabriel Amaral que dizia ser melhor não ler o programa do Aécio para não se arrepender de nele votar, assim se tem dado com Everaldo com relação ao desempenho no debate. Muita repetição e pouca intrepidez. E eu achando que o Bonner tinha sido demais…
Faz bem em defender os valores morais contra a patrulha do politicamente correto? Faz. Mas se não sair disso, vai sobrar só a pecha de “fundamentalista”, com programa econômico sem fundamentos.

Levy Fidelix (PRTB) o herói! Qualquer um que tenha os guts, o Márcio arrojo*, a coragem de chamar o jornalista mequetrefe de “língua de trapo” na sua presença, de pronto, contra a tentativa de rebaixamento do seu partido, merece loas. Sua conclusão, declarando saber que não pode ganhar, mas querendo ser a “consciência do povo” em meio ao debate, é digna de nota. Enquanto eleitores aos milhões, por todo o país, ligam o f*d@-se para as eleições, o bravo Levy não só atém-se a seus princípios sem esmolar a simpatia de uns poucos (conseguindo-a, ainda assim! ;) Levy! Super Mário!… Levy!) como ainda avisa: “Que venham as próximas oportunidades!”. Só pelo seu exemplo, já vale assistir esses encontros.

E que venham os próximos debates! 16/09 organizado pela CNBB, 28/09 pela TV Record e 1º/10 pela Rede Globo.

E atenção para o resumão do debate:

Levy Fidélix é o presidente que o Brasil merece.
Everaldo Pereira seria o presidente, fosse o brasileiro bonzinho.
Marina Silva vai ser a presidente que o Brasil ganhará sem nem perceber.
Aécio Neves é o presidente que o Brasil desdenha, sem poder.
Eduardo Jorge é o presidente que o Brasil vai ter se continuar flertando com os entorpecentes.
Dilma é a presidente que o Brasil se envergonha de ainda ter.
Luciana Genro é o castigo em forma de presidente que o Brasil vai ganhar se não tratar de se emendar.

Fiquem agora com a retrospectiva dos comentários emitidos durante o debate de hoje:

 

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* Márcio arrojo: ousadia digna de Marte (deus romano da guerra)


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Regulamentação do aborto mais ou menos discutida na UFF

Participei ontem do evento “Regulamentação do aborto”, parte do ciclo de palestras “Quebrando tabus” promovido pela OAB na Facvldade de Direito da UFF (Niterói-RJ).

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ATUALIZAÇÃO: Publiquei mais cedo o artigo considerando o professor Thiago Minagé no lugar do professor adjunto Eder Fernandes. Como não pude adentrar o auditório durante as palestras e depois não o vi passar, não confirmei a tempo, apesar da suspeita, quem fez a explanação. Já troquei os nomes ao longo do texto. Ao menos sei que não causei maior dano à imagem do prof. Thiago Minagé que o escolhido para representá-lo. Obrigado, Patrícia, pela correção.

Narro a seguir, de memória, o que se passou:

O primeiro fato digno de nota foi a presença maciça no evento. Houve grande mobilização por parte dos católicos, é verdade. Aliás, jamais vi tantos católicos, tantos pró-vida concentrados num mesmo evento dessa natureza. Acredito que a organização do evento não esperava aquela tão grande procura, que lotou o auditório, transbordando para o saguão e até obstruindo o corredor lateral. É interessante ressaltar que tal fato demonstra o enorme interesse que o assunto desperta na sociedade brasileira, mas para muito além de uma simplória questão sanitária: a população quer ver direitos preservados, quer a dignidade de ambos, mulher e filhos, preservada.

2014-08-27 19.26.29A primeira palestra, da professora de enfermagem Helen Campos, me surpreendeu positivamente. Quem frequenta eventos de discussão sobre o tema está acostumado a deparar-se com profissionais de saúde francamente abortistas, salvo aqueles que são convidados por agentes pró-vida. Helen, pelo contrário, apresentou uma explanação muito direta, objetiva e detalhada sobre os procedimentos técnicos sem desqualificar o feto, sem coisificar o ser humano que é vítima fatal do aborto. Magnanimamente chamou a audiência feminina à responsabilidade, afirmou a obviedade infelizmente solenemente ignorada (como os dois últimos palestrantes fizeram) da existência da nova vida desde os primeiros instantes, desde a fecundação. Finalizou com o essencial testemunho da realidade enfrentada no atendimento das mulheres e prestou grande serviço à platéia ao destacar as brechas na legislação, como a ausência de exigência de boletim de ocorrência como atestado de violência sexual.

O que salva vidas, principalmente a das mulheres, é a verdade. Transmitir as informações com franqueza, livre da patrulha politicamente correta que pretende ludibriá-las. Para mim, a mensagem da professora Helen foi muito clara. É ilógico um profissional de saúde ser favorável ao aborto, por todas as razões imagináveis – e contra todas as razõs inventáveis. E evidentemente, para quem tem boa fé, não é sequer necessário um proselitismo taxativo que clame “não aborte!”. Essa é a mensagem ululante: não existe benefício na eliminação da vida do bebê. Por ser tão óbvio, é também tão chocante e monstruoso o malabarismo daqueles que tergiversam.

2014-08-27 19.26.06Em seguida tivemos a palestra do padre Anderson Batista. Começou pronunciando-se contra a má interpretação de “estado laico”, reexplicou todas as técnicas de aborto, com riqueza de detalhes e seguiu apresentando uma gama variada de informações para a platéia, recheadas de referências documentais: relacionou a postura pregressa da ONU, mencionando datas e documentos onde a defesa da vida desde a concepção ainda era um desejo, falou do tribunal de Nuremberg, traçou o paralelo entre uma declaração em favor da escravidão nos EUA do século XIX com os argumentos de Roe vs Wade (emblemático julgamento norteamericano que escancarou as portas para a legalização do aborto), citou o dr. Jérome Lejeune, desmascarou o socialismo, definindo-o como “comunismo sem revolução armada” (fundamental, já que muitos ainda são enganados de não reconhecê-lo como comunismo que é), enfim, disse tudo que era necessário e nunca demais repetir. Foi aplaudido efusivamente pela platéia.

Até aqui, Vida 2 x 0 Morte. Um placar surpreendente, contrariando as expectativas. No entanto, Continuar lendo