Robin Hood – governo assistencialista da vez

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Excertos do livro “A Revolta de Atlas, volume 2 – Ayn Rand” [1]:

- Estou correndo atrás de um homem que quero destruir. Ele já morreu há muitos séculos, mas, enquanto não conseguirmos apagar os últimos vestígios dele das mentes dos homens, não teremos um mundo digno para viver.
- Quem é esse homem?
- Robin Hood.
Rearden lhe dirigiu um olhar vazio, de quem não entendeu.
- Ele era o homem que roubava dos ricos e dava aos pobres. Bem, eu sou o homem que rouba dos pobres e dá aos ricos, ou, mais exatamente,  que rouba dos pobres ladrões e devolve aos ricos produtivos.
(…)
- Se o senhor ainda se lembra do que leu a meu respeito nos jornais, antes de proibirem qualquer notícia sobre mim, deve saber que jamais ataquei um navio de propriedade privada, nem roubei qualquer propriedade privada. (…) Porém apreendi sempre que pude todo navio saqueador , todo navio contendo auxílios governamentais, subsídios, empréstimos, doações, todo navio carregado de bens arrancadoa à força de algums homens para beneficiar de graça outros que nada fizeram para merecê-los. Saqueei os navios que ostentavam a bandeira da ideia que estou combatendo: a de que a necessidade é um ídolo sagrado que exige sacrifícios humanos, que a necessidade de alguns homens é uma lâmina de guilhotina pairando sobre outros, que todos nós temos de viver com nosso trabalho, nossas esperanças, nossos planos, nossos esforços à mercê do momento em que essa lâmina cairá sobre nós – e que quanto maior a nossa capacidade, maior o perigo para nós, de modo que o sucesso coloca nossas cabeças sob a lâmina, enquanto o fracasso nos dá o direito de puxar a corda. Esse é o horror que Robin Hood imortalizou como ideal moral. Diz-se que ele lutava contra governantes saqueadores e restituía às vítimas o que lhes fora saqueado, mas não é esse o sentido da lenda que se criou. Ele é lembrado não como um defensor da propriedade, e sim como Continuar lendo

Paternidade

Perseu ou Valquíria descansando,

Perseu ou Valquíria descansando.

A paternidade literalmente gera vida.
Foi nítida, quase palpável a vibração de vida, de felicidade, nas palavras, expressões e entonações de meus familiares, ao me parabenizarem pela primeira gravidez de minha esposa.

Todos se sentem mais felizes, mais esperançosos, mais abençoados, mais vivos – enfim! – com a novidade de um novo ente da família, um nascituro, que imediatamente passa a ser tão amado quanto era esperado. Todos querem viver mais (ter a vida mais longa), para desfrutar da alegria de conviver com essa nova pessoa.

A despeito de imperfeições, incapacidades e impossibilidades (que sabemos existirem), certamente o dom de gerar novas vidas é um dos mais preciosos presentes que o Criador nos concedeu.

Adoção: nidação

Continuando a série “Adoção”, que conta a trajetória da conversão do meu casamento em família, quero tratar neste segundo artigo de aspectos emocionais do tema.

adocao

Mas antes, preciso fazer um adendo ao texto do artigo passado:
Falei da exigência de um atestado de sanidade física e mental. Em cinco minutos de conversa o médico o assina; conferirei, mais à frente, se a avaliação médica se fará mais abrangente e específica. Senti falta de uma bateria de exames visando atestar a condição de portador de doença crônica e/ou terminal, por exemplo. Suponho que seja algo que afete diretamente os interesses da criança.

Fato é que quanto mais nos dedicamos à habilitação, quanto mais conversamos com amigos e familiares a respeito, mais arraigado em nosso coração se torna o projeto da adoção. Ainda é curioso observar a resistência que as pessoas (mesmo dentre nossos familiares) apresentam à ideia de alargar o círculo familiar com tão generoso gesto.

A principal alegação, que ganha disparada, é feita num impulso talvez até lisonjeiro: surpreendem-se com a nossa “juventude”, protestando amigavelmente ser uma atitude precipitada, precoce. Do alto de nosso um ano e meio de matrimônio, com mais dois anos de namoro, ainda parecemos jovens demais, aos olhos de nossos convivas para “desistir” de contrair uma gravidez natural.

Algumas reações incluem até mesmo a sugestão de que procurássemos tratamento de fertilidade, inseminação artificial antes de lançar mão do que lhes parece ser um “último recurso”, a ser considerado quando tudo mais falhar. Gosto de crer que tudo não passe de bondade, compaixão para com um jovem casal ansioso por ampliar sua família; tremo ao pensar que em alguns casos as recomendações são inspiradas pelo vício hodierno de não acreditar na concretude e indissolubilidade do casamento…

Em paralelo, correm também, infelizmente, discriminações deveras equivocadas. Ouvi num consultório médico Continuar lendo

Mente vadia, oficina do diabo

Começou a rodar pela Internet uma imagem que supostamente é uma proposta de charge a ser usada como material de divulgação da próxima passeata intitulada “marcha das vadias”. É a que segue:

Nitidamente a imagem deseja transmitir valores. Aliás, ninguém pode negar que a “marcha” em si tem o intuito principal de transmitir valores. Só que são valores ruins. E apresentados de uma forma vil, imunda.

Quem acompanha este blog há pelo menos um ano deve se lembrar do ocorrido na edição carioca da última passeata. Mulheres insandecidas e seminuas invadiram o pátio de uma igreja em Copacabana, durante uma missa com crianças.

Aquele comportamento não foi muito diferente – aliás nem um pouco – do revoltante caso de manifestação feminista protagonizado recentemente na Bélgica, onde militantes do grupo FEMEN agrediram gratuitamente um bispo idoso, jogando-lhe água, vociferando contra ele ao invadirem uma conferência.

As duas mais gritantes semelhanças nesses dois episódios são:

1) uma enorme falta de respeito pela dignidade alheia, que atropela as regras MÍNIMAS de decência comportamental e agride o oponente com total desproporção de força, covardia (as vítimas ora são crianças, ora idosos);

2) as manifestantes fazem do nu um requisito indispensável.

Ora, a nudez da mulher do desenho representa Continuar lendo

Adoção: concepção

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Saudações!
Começarei uma série de artigos relatando os passos que seguirei com minha esposa no caminho para a adoção de uma criança (ou duas, quem sabe?). Pode vir a ajudar outros casais interessados, com informações sobre como proceder, que valores precisam ser pagos, etc.

Primeiro passo: procurar a Vara da Infância mais próxima da sua casa. Somos moradores de Bento Ribeiro (Rio de Janeiro-RJ) então, apesar do que informa o site da Vara da Infância municipal, o certo é procurar a da região mais próxima; no nosso caso, fica localizada no fórum em Cascadura (Rua Ernani Cardoso, 2. andar).

A primeira visita é meramente para retirar o formulário necessário da habilitação, que contém uma ficha para o casal, uma ficha onde registra-se o perfil da criança/adolescente desejado e os endereços dos cartórios dos quais os requerentes precisam obter certidões negativas de distribuição criminal e cível, de bens, etc. Aqui começa o desconforto:

Para essa região, recai sobre nós a pesada carga de custear 18 certidões (uma para cada cartório, para cada pessoa do casal)! As certidões para os quatro primeiros cartórios custam: Continuar lendo

Programa Mãe Fluminense

Na esteira dos esforços de prevenção ao aborto, buscando alternativas a serem oferecidas às gestantes em situações de dificuldades, alguns bons projetos vêm sendo criados por deputados verdadeiramente comprometidos com o bem estar das mulheres e dos nascituros. Um destes projetos é o Programa Mãe Fluminense, de autoria de Samuel Malafaia (PSD-RJ).

Confira a entrevista concedida pelo deputado ao blog na qual ele dá mais detalhes sobre o programa:

samuel_malafaiaLegado do Andarilho: Poderia, para começar, nos contar um pouco da sua motivação para a criação da lei 6397/13 – Programa Mãe Fluminense?

Samuel Malafaia: Há muito tempo nos deparamos com tristes notícias de mães que abandonam seus filhos recém-nascidos em locais que colocam em risco suas frágeis vidas. Infelizmente, essas ações tornaram-se comuns em todo o Brasil, e me incomodavam muito. Sempre pensei em fazer algo que mudasse essa realidade em nosso Estado e, por sorte, li uma matéria sobre um programa semelhante no Estado de Pernambuco, implantado pelo Tribunal de Justiça daquela região. O programa apontava índices bastante favoráveis, e me trouxe motivação para criar o Programa Mãe Fluminense no Estado do Rio de Janeiro.

LA: Considerando que além das dificuldades de ordem psicológica e social (conforme artigo 2 parágrafo I) muitas gestantes enfrentam também as de ordem financeira, existiria alguma possibilidade de viabilizar ajuda de custo para essas mães atendidas pelo Programa Mãe Fluminense, como pacotes de fralda, outros itens higiênicos, remédios, etc (à semelhança do que ocorre com medicamentos controlados e preservativos, por exemplo), ainda que em quantidade e por período de tempo limitados?

SM: Existem programas sociais em todas as esferas de governo com objetivo de erradicar a pobreza. No âmbito federal, por exemplo, temos o Bolsa Família, no Rio de Janeiro, o Renda Melhor. A ideia é que as mães sem condições financeiras para arcar com essas despesas sejam orientadas para receber e fazer jus a tais benefícios.

LA: Além destes subsídios, em caso de gestantes desempregadas, o senhor vislumbra alguma possibilidade de interação desse público com iniciativas tais como as creches populares? Há alguma negociação com o governo municipal nesse sentido?

SM: O objetivo primordial do programa Continuar lendo

PJ: Muito barulho por Guevara

Sou “católico”, da TL, pjoteiro, qué mais o quê?
Leonardo Boff, e “frei” Betto, pjoteiros, qué mais o quê?

che-guevara-boina-PJNo início de Outubro de 2012 aproveitei a publicação da tradução de um artigo que trazia frases de Che Guevara, o herói revolucionário da PJ (mas um “porco fedorendo” para tantos outros), para alertar os jovens do grupo a respeito da incoerência de se espelhar na falsa biografia  – ou, quando muito, na simples concepção errada que se tem – do “mito”.

Foi o início dos conflitos que culminou com a expulsão em massa de alguns membros do grupo de facebook, conforme denunciei aqui em fevereiro. Desejo com essa segunda história em quadrinhos apontar mais alguns aspectos da mentalidade formada pela liderança da Pastoral da Juventude.

O destaque na conversa a seguir, fica a cargo do vitimismo de Bruno Chaves ao lidar com a informação que eu passei. Esse vitimismo é uma constante no discurso da nova geração de militantes da esquerda. Para os inocentes úteis esquerdistas, a menor e mais branda crítica é prontamente tomada como uma ofensa grave. Ironicamente eles costumam “devolver” a ofensa com rudes atitudes…

OBS: A conversa foi apresentada na íntegra, sem ofuscação das identidades dos envolvidos. Todos devem se responsáveis pelo que escrevem nas redes sociais. As imagens apresentam um leve picote que foi mantido para atestar a não-manipulação, a sua integridade. Espero que não atrapalhe a compreensão.

caso-guevara-pt1

Transcrição dos links em [1]

Vale observar o seguinte: reparem que em minha primeira resposta eu questionei se “parecia estar trabalhando pelo fim da PJ”. Àquela época, com efeito, não. Hoje, sim.

Em seguida, entrou na discussão um dos trolls principais desse grupo, Continuar lendo